As Assembleias de Deus existem no nosso país há 100 anos e são uma das denominações que integram a Aliança Evangélica Portuguesa. As Assembleias de Deus são formadas por cristãos, de diferentes condições sociais, que colocam a sua fé na pessoa divina e na obra redentora do Senhor Jesus Cristo. As mesmas são organizadas em moldes muito simples, segundo os padrões da primitiva igreja cristã. As Asse
mbleias de Deus são autónomas no seu governo e sustento, embora mantenham laços fraternais e de cooperação umas com as outras. A Bíblia Sagrada é o seu código, a única e suficiente autoridade que reconhecem em matéria de fé e doutrina, comportamento moral e prática religiosa, por ser a palavra de Deus dirigida à criatura humana. A Igreja é o corpo de Cristo e os crentes são os membros desse corpo. A relação entre os membros é de absoluta igualdade de deveres e privilégios. Sobre todos, no entanto, reina Cristo, a Cabeça da Igreja que, pelo Espírito Santo, os guia em toda a verdade. A forma de culto é isenta de ritualismo especial e consiste essencialmente da leitura e explicação das Escrituras Sagradas, oração e cântico. As Assembleias de Deus pregam, como os primitivos cristãos, a existência de "um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens - Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos" (I Timóteo 2:5,6). Afirmam que o ser humano, durante a sua vida terrena, pode ter a certeza da sua eterna salvação, pela fé nos méritos do sacrifício efetuado na cruz do Calvário pelo Filho de Deus (João 3:16). Proclamam ainda a necessidade da fiel observância dos ensinos de Jesus, de modo que o homem experimente uma progressiva santificação de vida. Observam ainda as ordenanças do Batismo e da Ceia do Senhor, que são memoriais da nossa regeneração e comunhão com Deus.