Paróquia de S. Dâmaso

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Papa Leão XIV: só a Omnipotência do amor, e não uma super potência, nos salvará da guerra.Com a solenidade de Pentecoste...
24/05/2026

Papa Leão XIV: só a Omnipotência do amor, e não uma super potência, nos salvará da guerra.

Com a solenidade de Pentecostes, chega ao fim o Tempo Pascal. Ao celebrar a missa na Basílica Vaticana, Leão XIV afirmou que a humanidade é redimida não por uma riqueza incalculável, mas por um dom inesgotável.

“Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma super potência, mas pela Omnipotência do amor.”

Com esta invocação, o Papa concluiu a homilia pronunciada na celebração eucarística por ocasião da Solenidade de Pentecostes, presidida na Basílica de São Pedro com a participação de cinco mil fiéis.

O Pontífice deteve-se no Evangelho do dia, que narra a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, mostrando-lhes «as mãos e o peito». O Senhor revela o seu corpo glorioso, isto é, as suas chagas, as feridas da crucificação. Estes sinais da Paixão, explicou Leão XIV, são mais eloquentes do que qualquer discurso, pois Aquele que estava morto agora vive para sempre.

Ao verem o Senhor, também os discípulos voltam à vida. No mesmo cenáculo onde instituiu a nova e eterna aliança, Jesus infunde o Espírito: o lugar da ceia e da traição transforma-se e, de sepulcro dos Apóstolos, torna-se para toda a Igreja seio de ressurreição. Por isso, acrescentou o Papa, o Pentecostes é festa pascal e festa do corpo de Cristo, que nós somos por graça.

Na sua Páscoa, Cristo estabelece a paz entre Deus e a humanidade, e o Espírito Santo infunde-a nos corações e difunde-a pelo mundo. Esta paz, observou o Santo Padre, provém do perdão e nos leva ao perdão. Jesus nos confia assim uma obra divina, porque só Deus pode perdoar os pecados, e tal autoridade é concedida em sinal de uma reconciliação universal. Deste modo, o Pentecostes realiza-se como festa da Nova Aliança: a aliança entre Deus e todos os povos da terra.

“Por isso, com o nosso coração podemos invocar: «Veni Sancte Spiritus», porque Ele já nos foi dado. Podemos desejá-Lo, porque já nos foi prometido. Podemos acolhê-Lo, porque Ele próprio é o doce hóspede da alma.”

A missão foi o segundo aspecto salientado pelo Papa. «Assim como o Pai me enviou», diz o Senhor, «também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21). Somos deste modo envolvidos na missão de Jesus. Agora que os Apóstolos receberam o Sopro do Ressuscitado dentro de si, este anúncio sai da sua boca, tem a voz de Pedro e dos que estão com ele.

"Somos verdadeiramente participantes do Evangelho: toda a Igreja é dele protagonista, não apenas guardiã", disse o Papa. Com a força do Espírito, o anúncio enche-se de alegria e esperança. Se por um lado há mudanças que não renovam o mundo, mas o envelhecem entre erros e violências; por outro, o Espírito Santo ilumina as mentes e suscita nos corações novas forças de vida. É assim que transfigura a história, abrindo-a à salvação.

O Espírito nos protege das facções e hipocrisias
Esta missão leva ao terceiro aspecto, pois o anúncio consiste em proclamar a verdade de Deus e do homem. O Espírito, afirmou Leão XIV, promove sempre a unidade na verdade, porque suscita em nós compreensão, concórdia e coerência de vida.

“O Paráclito defende-nos de tudo o que impede esta compreensão: das facções, das hipocrisias, das modas que obscurecem a luz do Evangelho. A verdade que Deus nos dá permanece assim como palavra libertadora para todos os povos, mensagem que transforma por dentro cada cultura.”

O Espírito do Ressuscitado é derramado constantemente e não apenas uma vez, como atestam os inúmeros dons e carismas. O Papa então concluiu:

"Caríssimos, com coração ardente, rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma super potência, mas pela Omnipotência do amor. Rezemos para que Ele liberte a humanidade da miséria, que é redimida não por uma riqueza incalculável, mas por um dom inesgotável. Rezemos para que nos cure da ferida do pecado, pela redenção anunciada a todos os povos em nome de Jesus. Esta é a graça que infunde coragem aos Apóstolos: por intercessão de Maria, Mãe da Igreja, a infunda também em nós, hoje e sempre."



- https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-homilia-solenidade-pentecostes-2026.html

A Fundação da Jornada Mundial da Juventude apresenta um montante global de 𝟯𝟲𝟬 𝗺𝗶𝗹 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀 a atribuir a candidaturas decor...
20/10/2025

A Fundação da Jornada Mundial da Juventude apresenta um montante global de 𝟯𝟲𝟬 𝗺𝗶𝗹 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀 a atribuir a candidaturas decorrem até 𝟭𝟲 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘇𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟱.

Este é o seu primeiro programa de apoio a projetos promovidos por jovens ou focados nos jovens residentes em Portugal e com idades compreendidas entre os 𝟭𝟱 e os 𝟯𝟱 anos.

O programa, intitulado «Jovens, agentes de Esperança” tem como objetivo estimular a participação ativa dos jovens na sociedade, promovendo o desenvolvimento de iniciativas que contribuam para o bem comum, em áreas como educação, espiritualidade, cidadania, saúde mental e sustentabilidade. Podem candidatar-se todos os jovens entre os 15 e os 35 anos, bem como entidades que desenvolvam projetos dirigidos a este grupo etário. O apoio financeiro concedido pela Fundação Jornada pode atingir o máximo de 𝟯𝟬 𝗺𝗶𝗹 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀 por projeto.

As candidaturas devem ser submetidas através do portal oficial da Fundação, em https://fundacaojornada.pt, onde se encontram disponíveis o regulamento e o formulário de inscrição, assim como um guia de apoio ao preenchimento das candidaturas.

A Fundação Jornada é a herdeira do legado patrimonial e espiritual deixado pela Fundação JMJ 2023.

“Quero aprender com o povo, quero ouvir o povo. E quero aprender também amando. Quero amar esta comunidade” afirmou o no...
12/07/2025

“Quero aprender com o povo, quero ouvir o povo. E quero aprender também amando. Quero amar esta comunidade” afirmou o novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga, D. Nélio Pereira Pita.

+ entrevista completa: https://arquidiocese-braga.pt/noticia/2025-07-10-amor-missao-e-caridade-sao-as-marcas-no-caminho-de-d-nelio-pita-686f898459bec

+ YouTube: https://youtu.be/IxsUW4WFWY4?si=wwL3GwLtPSnOvL1r

Estivemos à conversa com D. Nélio Pereira Pita para conhecer um pouco mais do novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga. A ordenação episcopal será no dia...

Para sua primeira saída surpresa, o Papa Leão XIV escolheu um local querido aos agostinianos, presentes ali desde o ano ...
11/05/2025

Para sua primeira saída surpresa, o Papa Leão XIV escolheu um local querido aos agostinianos, presentes ali desde o ano 1200: o Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Genazzano, cidade a cerca de 65 km de Roma. O Pontífice dirigiu-se ao local na tarde deste sábado, 10 de maio, por volta das 16h locais, para uma visita em caráter privado, conforme informa a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O Papa entrou na igreja, onde saudou os religiosos e deteve-se em oração, primeiro diante do altar e, em seguida, diante da imagem da Virgem Maria, e ali, com os presentes, recitou a oração de São João Paulo II à Mãe do Bom Conselho.

Administrado pelos religiosos da Ordem de Santo Agostinho, o local de culto guarda uma antiga imagem da Virgem Maria, muito querida pela Ordem e pela memória de Leão XIII, que nunca conseguiu visitá-lo, mas que, em 1903, o elevou à dignidade de basílica menor.

Outros Papas, porém, já tinham visitado a Mãe do Bom Conselho: João XXIII em 1959 e João Paulo II em 1993. Hoje, foi a vez do Papa Leão XIV, que, quando ainda era cardeal, celebrou no santuário a Missa da Festa da "Vinda" da Mãe do Bom Conselho em 25 de abril de 2024. Em sua homilia, o então cardeal Prevost expressou sua devoção à Virgem, exortando os fiéis a se inspirarem em Maria para difundir a paz e a reconciliação no mundo.

No regresso ao Vaticano, o Papa Leão XIV chegou de carro à Basílica de Santa Maria Maior, onde se deteve em oração diante do túmulo do Papa Francisco e do ícone da Virgem, Salus Populi Romani.

+ info: https://www.vaticannews.va/pt

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08/05/2025

Francis Robert Prevost, o cardeal norte-americano, foi eleito, esta quinta-feira, o 267.º Papa da Igreja Católica, adoptando o nome de Leão XIV.

No seu primeiro discurso como Papa, Leão XIV saudou os fiéis com as palavras: “A paz esteja com todos vós, caríssimos irmãos e irmãs. Esta é a primeira saudação de Cristo ressuscitado, o Bom Pastor, que deu a vida pelo rebanho de Deus.”

O novo pontífice sublinhou a natureza da paz cristã. “Esta é uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Provém de Deus, que nos ama a todos incondicionalmente”, disse.

Num gesto de continuidade, Leão XIV recordou o seu predecessor: “Ainda guardamos nos nossos ouvidos aquela voz frágil, mas sempre corajosa, do Papa Francisco, que abençoava Roma e o mundo naquela manhã de Páscoa. Permitam-me dar seguimento a essa mesma bênção”, disse, acrescentando que “Deus gosta de nós, Deus ama todos vós, e o mal não prevalecerá”.

Apelando à união e ao espírito missionário, o Papa reforçou a ideia de que “sem medo, unidos, de mãos dadas com Deus e entre nós, avancemos. Somos discípulos de Cristo”. Destacou ainda a importância de construir pontes: “Ajudem-nos também a construir estas pontes com o diálogo, com o encontro, unindo-nos todos para sermos um só povo, sempre em paz”.

Na parte final do discurso, referiu-se à missão da Igreja como “missionária e aberta”, comparando a Praça de São Pedro a “um espaço de braços abertos para acolher todos os que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do diálogo e do amor”.

Leão XIV concluiu o seu primeiro pronunciamento com a bênção apostólica e um apelo claro: “Vamos caminhar juntos, sempre próximos dos que sofrem, sempre pela paz e pela justiça”.

Prevost, de 69 anos, é natural de Chicago e ficou conhecido como o “pastor de duas pátrias” pela sua longa missão no Peru, onde foi bispo e desempenhou várias funções pastorais e formativas entre 1985 e 2001.

Annuntio vobis gaudium magnum; Habemus Papam! "Anuncio-vos uma grande alegria; temos um Papa!".Há poucos instantes, da v...
08/05/2025

Annuntio vobis gaudium magnum; Habemus Papam! "Anuncio-vos uma grande alegria; temos um Papa!".

Há poucos instantes, da varanda Central da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono Dominique Mamberti pronunciou a tão aguardada fórmula em latim, comunicando a Roma e ao mundo o nome do novo Sucessor de Pedro.

O cardeal Robert Francis Prevost, prefeito do Dicastério para os Bispos, foi hoje eleito como Papa, assumindo o nome de Leão XIV.

O primeiro pontífice norte-americano, de 69 anos de idade, foi missionário e arcebispo no Peru, tendo ainda sido superior geral da Ordem de Santo Agostinho.

Rezemos pelo Santo Padre, o Papa Leão XIV.

Mensagem para o Dia da Mãe da Comissão Episcopal do Laicado e Família O Dia da Mãe deve, necessariamente, situar-nos no ...
02/05/2025

Mensagem para o Dia da Mãe
da Comissão Episcopal do Laicado e Família

O Dia da Mãe deve, necessariamente, situar-nos no projeto do Ano Santo. Com a Igreja universal, queremos ser peregrinos de esperança. Sempre imbuídos de uma espiritualidade sinodal, desejamos que a vida, em todas as suas dimensões, se torne uma verdadeira peregrinação.

Despedimo-nos com profunda gratidão, nestes dias, do Papa Francisco. Com a nossa oração e comunhão acompanhámo-lo no seu peregrinar para a Casa de Deus Pai, ao encontro do regaço de Maria, nossa Mãe, a quem sempre amou.

O Papa Francisco, a partir da sua própria experiência, ensinou-nos que a mãe é aquela que, quotidianamente, e para com todos, vive uma proximidade marcada por “elevar o coração”, sempre e de modo igual para todos. Não precisa de ser uma supermulher, desejando tudo fazer, nem pretender dar aos filhos o prazer das coisas materiais, viagens e afins. Sabe que erra, mas ousa pedir desculpa, sem medo nem ressentimentos. Oferece abraços e ternura – tudo coisas importantes e essenciais. Mas a mãe é, sobretudo, a he***na que eleva o coração do marido, dos filhos, dos netos, hoje, amanhã e sempre, nos momentos de alegria, assim como na angústia e na tempestade. A força do seu coração chega a todos, impercetivelmente ou com gestos, silenciosamente ou com palavras.

Neste dia, mas com repercussões para toda a vida, procuremos manifestar gratidão pelo amor materno e asseguremos às nossas mães, vivas ou falecidas, que, com elas, aprendemos e que, também nós, iremos trabalhar esta arte de elevar o coração. O Papa Francisco, na sua quarta encíclica, Dilexit Nos, sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus, não deixa dúvidas: “Neste mundo líquido, é necessário voltar ao coração; indicar onde cada pessoa, de qualquer classe e condição, faz a própria síntese; onde os seres concretos encontram a fonte e a raiz de todas as suas outras potências, convicções, paixões e escolhas. Movemo-nos, porém, em sociedades de consumidores em série, preocupados só com o agora e dominados pelos ritmos e ruídos da tecnologia, sem muita paciência para os processos que a interioridade exige.”

Às mães maltratadas ou desprezadas, às que perderam um filho, às que vivem sem aconchego, às que sentem a solidão – seja na velhice ou até mesmo na juventude –, às cansadas e sem amparo, saibamos mostrar-lhes que todo o seu empenho em elevar o coração não ficará sem recompensa.

Peregrinos de esperança, ousemos, na família, manifestar que “a coisa no mundo mais parecida com os olhos de Deus são as mães”, como reflete o Cardeal Tolentino Mendonça. Elas veem e amam como Deus. E, tal como elas, na proximidade das nossas vidas, também desejamos elevar o coração dos outros. Neste mundo, e neste tempo de insensibilidade, aproveitemos o Dia da Mãe para parar. Parar para pensar e reconhecer que a esperança acontece quando a semeamos, intuindo as inspirações do coração nas nossas relações com os outros, numa verdadeira abrangência universal, mas, sobretudo, nos circuitos da vida familiar.

Neste Ano Jubilar, não peregrinaremos às Igrejas Jubilares só e apenas com o intuito de lucrar a indulgência. Como peregrinos de esperança, somos convidados a penetrar em todos os âmbitos existenciais. A peregrinação, mais do que um deslocamento exterior, deve tornar-se um movimento interior, um renovar contínuo da fé, da entrega e do compromisso.

A família é o espaço privilegiado para sentir e vivenciar as mais variadas interpelações. Ela é, na verdade, o primeiro campo onde cada membro se deve tornar um cultivador diligente desta semente da esperança.

A esperança não surge como algo adquirido; precisa de ambientes favoráveis. Não devemos ser pessimistas nem alarmistas, mas sabemos, tantas vezes por experiência pessoal, que, em muitos espaços familiares, a esperança não é cultivada e, muito menos, oferecida. Aí, todos os seus membros são chamados, sempre, mas particularmente neste ano, a serem “cultivadores diligentes da semente do Evangelho”, de modo a fermentar quotidianamente a humanidade. Na verdade, não basta desejar um mundo melhor; é preciso começar pelo nosso próprio lar, fazendo dele um lugar onde a esperança possa florescer.

Obrigado, mães. Convosco, viveremos a proximidade cristã, ajudando, sempre, a elevar o coração.

“Foi um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos. Foi também um Papa atento àquilo que de novo estava a surgi...
26/04/2025

“Foi um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos. Foi também um Papa atento àquilo que de novo estava a surgir na sociedade e àquilo que o Espírito Santo estava a suscitar na Igreja”, referiu o cardeal decano, D. Giovanni Battista Re, na homilia da celebração, que decorreu na Praça de São Pedro.

O corpo do Papa foi colocado diante do altar, após ser transportado desde o interior da Basílica de São Pedro, antes da Missa, enquanto os sinos dobravam; D. Diego Ravelli, mestre das celebrações litúrgicas, depositou o livro dos Evangelhos, aberto, sobre o caixão.

O momento foi sublinhado com uma salva de palmas pela multidão que preenche a Praça de São Pedro.

O decano do Colégio Cardinalício disse que os participantes se apresentavam, no Vaticano, “com o coração triste, mas sustentados pelas certezas da fé”.

“A manifestação popular de afeto e adesão, a que assistimos nos últimos dias, após a sua passagem desta terra para a eternidade, mostram-nos quanto o intenso pontificado do Papa Francisco tocou mentes e corações”, realçou.

“Apesar da sua fragilidade nesta reta final e do seu sofrimento, o Papa Francisco escolheu percorrer este caminho de entrega até ao último dia da sua vida terrena. Seguiu as pegadas do seu Senhor, o bom Pastor, que amou as suas ovelhas até dar a própria vida por elas. E fê-lo com força e serenidade, junto do seu rebanho, a Igreja de Deus”.

O cardeal Battista Re evocou o “carisma de acolhimento e de escuta” do falecido Papa, que “tocou os corações, procurando despertar energias morais e espirituais”.

“Perante o eclodir de tantas guerras nos últimos anos, com horrores desumanos e inúmeras mortes e destruições, o Papa Francisco levantou incessantemente a sua voz implorando a paz e convidando à sensatez, a uma negociação honesta para encontrar soluções possíveis, porque a guerra – dizia ele – é apenas morte de pessoas e destruição de casas, hospitais e escolas”, acrescentou.

Quanto à vida interna da Igreja, o presidente da celebração destacou que o pontífice argentino “conservou o seu temperamento e a sua forma de orientação pastoral, imprimindo de imediato a marca da sua forte personalidade”.

A intervenção recordou “o contacto direto com cada pessoa e com as populações” de um Papa “desejoso de ser próximo a todos, com uma atenção especial às pessoas em dificuldade, gastando-se sem medida, em particular pelos últimos da terra, os marginalizados”.

“Tinha uma grande espontaneidade e uma maneira informal de se dirigir a todos, mesmo às pessoas afastadas da Igreja”, acrescentou o cardeal decano.

“Com o vocabulário que lhe era caraterístico e com a sua linguagem rica de imagens e metáforas, procurou sempre iluminar os problemas do nosso tempo com a sabedoria do Evangelho, oferecendo uma resposta à luz da fé e encorajando-nos a viver como cristãos os desafios e as contradições destes anos cheios de mudanças, que ele gostava de descrever como uma “mudança de época”.

Na Praça de São Pedro estão delegações oficiais de 160 países e instituições internacionais, incluindo a de Portugal, bem como representantes de várias Igrejas cristãs e outras religiões, que tiveram oportunidade de passar diante do caixão, para uma última homenagem.

“Dirijo uma saudação e um vivo agradecimento aos chefes de Estado, aos chefes de Governo e às delegações oficiais que vieram de muitos países para manifestar afeto, veneração e estima pelo Papa que nos deixou”, disse D. Giovanni Battista Re, interrompido várias vezes pela multidão com salvas de palmas, nas referências a viagens e gestos de Francisco.

Querido Papa Francisco, agora pedimos-vos que rezeis por nós e que, do céu, abençoeis a Igreja, abençoeis Roma, abençoeis o mundo inteiro, como fizestes no domingo passado, do balcão central desta Basílica, num último abraço a todo o povo de Deus, mas também, idealmente, à humanidade que procura a verdade de coração sincero e segura bem alto a chama da esperança”.

+ info: Agência Ecclesia
https://agencia.ecclesia.pt/portal/vaticano-decano-do-colegio-cardinalicio-homenageia-papa-que-estava-no-meio-do-povo-e-abriu-a-igreja-a-todos/

28/03/2024
QUE O HOMEM NÃO SE TORNE ALIMENTO PARA OS ALGORITMOS, sobressai na mensagem do Papa Francisco para o 58° Dia Mundial das...
24/01/2024

QUE O HOMEM NÃO SE TORNE ALIMENTO PARA OS ALGORITMOS, sobressai na mensagem do Papa Francisco para o 58° Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicada ao tema da Inteligência Artificial e à sabedoria do coração.

A SABEDORIA QUE DÁ GOSTO À VIDA
Neste tempo que corre, o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa reflexão só pode partir do coração humano. Apenas dotando-nos de um olhar espiritual, apenas recuperando uma sabedoria do coração é que poderemos ler e interpretar a novidade do nosso tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana.
A sabedoria do coração é a virtude que nos permite combinar o todo com as partes, as decisões com as suas consequências, as grandezas com as fragilidades, o passado com o futuro, o eu com o nós.
Esta sabedoria do coração é um dom do Espírito Santo, que permite ver as coisas com os olhos de Deus, compreender as interligações, as situações, os acontecimentos e descobrir o seu sentido. Sem esta sabedoria, a existência torna-se insípida, pois é precisamente a sabedoria que dá gosto à vida: a sua raiz latina sapere associa-a ao sabor.

CADA COISA NAS MÃOS DO HOMEM
TORNA-SE OPORTUNIDADE OU PERIGO
Basta pensar no problema da desinformação que enfrentamos, há anos, no caso das fake news e que hoje se serve da deep fake, isto é, da criação e divulgação de imagens que parecem perfeitamente plausíveis, mas são falsas ou mensagens-áudio que usam a voz de uma pessoa, dizendo coisas que ela própria nunca disse. A simulação, que está na base destes programas, pode ser útil em alguns campos específicos, mas torna-se perversa quando distorce as relações com os outros e com a realidade.

EFEITOS SOCIALMENTE INJUSTOS
DOS SISTEMAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Os algoritmos, como tudo o mais que sai da mente e das mãos do homem, não são neutros. Por isso é necessário prevenir propondo modelos de regulamentação ética para contornar os efeitos danosos, discriminadores e socialmente injustos dos sistemas de inteligência artificial e contrastar a sua utilização para a redução do pluralismo, a polarização da opinião pública ou a construção do pensamento único.

NÃO REDUZIR AS PESSOAS A DADOS
O Papa Francisco escreve na sua mensagem que somos chamados a crescer juntos, em humanidade e como humanidade. O desafio que temos diante de nós é realizar um salto de qualidade para estarmos à altura de uma sociedade complexa, multiétnica, pluralista, multirreligiosa e multicultural. Cabe-nos questionar o progresso teórico e a utilização prática destes novos instrumentos de comunicação e conhecimento. As suas grandes possibilidades de bem são acompanhadas pelo risco de que tudo se transforme em um cálculo abstrato que reduz as pessoas a dados, o pensamento a um esquema, a experiência a um caso, o bem ao lucro, com o risco sobretudo de que se acabe por negar a singularidade de cada pessoa e da sua história, dissolvendo a realidade concreta numa série de dados estatísticos.
Não é aceitável que a utilização da inteligência artificial conduza a um pensamento anónimo, a uma montagem de dados não certificados, a uma desresponsabilização editorial coletiva.
A este propósito pensa na narração das guerras e naquela «guerra paralela» que se trava através de campanhas de desinformação. Penso em tantos repórteres que ficam feridos ou morrem no local em efervescência para nos permitir a nós ver o que viram os olhos deles. Pois só tocando pessoalmente o sofrimento das crianças, das mulheres e dos homens é que poderemos compreender o caráter absurdo das guerras.
A utilização da inteligência artificial poderá proporcionar uma contribuição positiva no âmbito da comunicação, se não anular o papel do jornalismo no local, antes pelo contrário se o apoiar; se valorizar o profissionalismo da comunicação, responsabilizando cada comunicador; se devolver a cada ser humano o papel de sujeito, com capacidade crítica, da própria comunicação.

CONSTRUIR NOVAS CASTAS
BASEADAS NO DOMÍNIO INFORMATIVO
De um lado, vemos assomar o espectro de uma nova escravidão, do outro uma conquista de liberdade; de um lado, a possibilidade de que uns poucos condicionem o pensamento de todos, do outro a possibilidade de que todos participem na elaboração do pensamento.
A resposta não está escrita; depende de nós. Compete ao homem decidir se há de tornar-se alimento para os algoritmos ou nutrir o seu coração de liberdade, sem a qual não se cresce na sabedoria. Esta sabedoria amadurece valorizando o tempo e abraçando as vulnerabilidades. Cresce na aliança entre as gerações, entre quem tem memória do passado e quem tem visão de futuro.

+ info: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-01/papa-mensagem-comunicacoes-sociais-inteligencia-artificial-povos.html

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