Centro Missionário Arquidiocesano Braga - CMAB

Centro Missionário Arquidiocesano Braga - CMAB O Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB) é o organismo da Igreja de Braga que promove e co

Os objetivos gerais do CMAB são:
- organizar e concretizar a animação e a cooperação missionárias na diocese;
- trabalhar em consonância com as OMP e os Centros de animação missionária dos Institutos Missionários;
- velar pela boa implantação das OMP no espaço diocesano;
- interagir com os outros organismos pastorais da Diocese para imprimir uma dinâmica missionária na diocese;
- assegurar o rela

cionamento entre a comunidade local e os seus missionários. Actuação:
As principais atividades do CMAB são:
- dinamização do Outubro Missionário;
- divulgação e disseminação dos materiais da Infância Missionária;
- organização de encontro anual dos voluntários missionários da Diocese de Braga, com ligação aos grupos missionários paroquiais;
- promoção de encontros missionários com seminaristas;
- orientação de cursos de missiologia;
- coordenação do Projeto de Cooperação Missionária entre as Dioceses de Braga e Pemba (Moçambique), com o assumir da paróquia 552 da Diocese de Braga em Pemba;
- sensibilização das comunidades da Diocese de Braga para as diferentes formas de ser e viver em Igreja.

Ontem, dia de Nossa Senhora de África, começamos o dia, como habitualmente, com a Eucaristia.Após o mata-bicho, cada um/...
07/08/2026

Ontem, dia de Nossa Senhora de África, começamos o dia, como habitualmente, com a Eucaristia.
Após o mata-bicho, cada um/a foi ocupar-se das suas atividades: o Centro de Recuperação Nutricional, a
Casa das Mães, as aulas de português e de informática aos seminaristas da Diocese; e ainda os trabalhos de apoio à administração escolar e à gestão da diocese de Bafatá.
Ontem, o Pe Paulo de Pina, chanceler e coordenador diocesano da catequese, esteve na Cúria e, para além de pedir apoio no Diretório da Catequese, esteve a explicar os vários aspectos da pastoral e da cultura guineense. Foi muito interessante e pedagógico.
Ao final da tarde, fomos ver o por do sol ao que já elegemos como o nosso spot favorito! 🌅

A missão é tempo de rasgar (pré)conceitos e de abrir horizontes que nem sabíamos que existiam dentro de nós.A manhã de h...
05/08/2026

A missão é tempo de rasgar (pré)conceitos e de abrir horizontes que nem sabíamos que existiam dentro de nós.

A manhã de hoje foi passada no Centro de Recuperação Nutricional, onde chegam crianças até aos cinco anos com um estado nutricional deficitário. Começámos pela avaliação antropométrica e pelo registo de cada criança presente. Seguiu-se a confecção das papinhas, umas para dar ali mesmo, outras para levarem para casa.

Enquanto aguardávamos, aproveitámos para reunir as mães numa sessão de educação para a saúde, sobre como introduzir os alimentos na alimentação da criança, tendo em conta os recursos que cada casa tem.

Depois, na hora de servirmos as refeições, ficámos atentos às resistências, ao apetite, à insistência paciente das mãe. São pequenos sinais, mas que dizem muito sobre como vai a recuperação e a vida de cada um.

No final da manhã pudemos também sentir alegria: mães e filhos que já tinham atingido o objetivo nutricional partiram sem precisarem de voltar, o que é sempre um sinal de que o trabalho ali cumpriu o que se propunha.

A tarde levou-nos de volta ao Djumbai Bafatá, para um bom tempo de “estar”. Estar com os mais pequenos, aqui aprendemos que não precisamos de fazer muito para fazermos a diferença.

Há dias em que a missão ganha a forma daságuas de um rio: fluida, intensa e cheia de vida a correr. Ontem foi, sem marge...
04/08/2026

Há dias em que a missão ganha a forma das
águas de um rio: fluida, intensa e cheia de vida a correr. Ontem foi, sem margem para dúvidas, um desses dias.
Como não podia deixar de ser, o princípio de tudo aconteceu à volta da Eucaristia. Antes de ensinarmos o que quer que fosse, deixámo-nos ensinar pelo Mestre no silêncio do Altar. É d’Ele que nasce a vontade; é essa a bússola que orienta cada um dos nossos passos.
Com a manhã, veio o desafio de partilhar conhecimento, e o grupo dividiu-se em várias frentes. Para além da gestão escolar e paroquial/diocesana e da Casa das Mães, uns dedicaram-se às aulas de Língua Portuguesa — e como é bonito perceber que oferecer palavras a alguém é, no fundo, dar-lhe ferramentas para sonhar e expressar o seu lugar no mundo. Outros mergulharam nas aulas de informática — a mostrar caminhos, a ligar cabos e ideias, abrindo janelas (tanto nos ecrãs como na vida) para um futuro com mais oportunidades. Em ambas as salas de aula, o Evangelho escreveu-se da mesma forma: através do brilho no olhar de quem quer muito aprender e da certeza de que a educação é um dos rostos mais bonitos da esperança.
A tarde pediu um compasso diferente e levou-nos a outra vez ao Djumbai.
Mais do que uma simples paragem, foi um tempo de comunhão, e de ver as crianças fazerem as suas traquinices.
Tivemos ainda uma breve visita dos alunos de medicina da FMUP, que estão a trabalhar no hospital de Bafatá através da ATENTA
Para terminar, o cenário não podia ter sido mais inspirador: um passeio tranquilo à beira do Rio Geba. Ali, com a brisa mansa ao fim do dia e o reflexo do sol na água, houve tempo para o silêncio. Tempo para arrumar dentro do peito os rostos, as aprendizagens e as histórias de cada aluno e de cada pessoa que se cruzou connosco.
Olhando para a correnteza do Geba, a certeza que ficou foi a do costume. Acreditamos sempre que viemos para ensinar, partilhar e dar, mas ao cair da noite percebemos o maior milagre da missão: somos nós que regressamos a casa com o coração a transbordar.
No fim de tudo, somos sempre nós os primeiros evangelizados. 🤎🇬🇼🌊

Há palavras que ficam a ecoar no coração. Domingo, uma delas foi a resposta que a comunidade de Contuboel proclama após ...
03/08/2026

Há palavras que ficam a ecoar no coração. Domingo, uma delas foi a resposta que a comunidade de Contuboel proclama após a Palavra do Senhor: “Deus, obrigada!” Tão simples... mas tão profunda. Um agradecimento que brota espontaneamente de um povo que sabe reconhecer Deus presente na sua história. Na celebração da Eucaristia, presidida pelo Padre Abraão, e desta vez na paróquia de Cantubuel, fomos apresentados à comunidade e senti-nos acolhidos como irmãos. No final da manhã, visitamos o Centro de Recuperação Nutricional. Cada visita continua a recordar-nos que cuidar da vida é uma das formas mais belas de anunciar o Evangelho. Nos rostos das crianças, no carinho das mães e na dedicação de quem ali serve, Deus continua a fazer-Se próximo.
O almoço foi vivido na comunidade das Irmãs de Santa Teresinha do Menino Jesus. À volta da mesa partilharam-se alimentos, histórias, sorrisos e a alegria de quem descobriu que a missão também se constrói nestes pequenos gestos de fraternidade.
Durante a celebração da Eucaristia, outra frase ficou gravada na memória: “Sorte grande para aqueles que são convidados para a Ceia do Senhor.” Escutá-la aqui fez-nos pensar que essa “sorte grande” não é um privilégio reservado a alguns, mas um dom oferecido a todos os que se deixam sentar à mesa de Deus.
Regressámos ao fim da tarde, acompanhados pela chuva. Também ela pareceu ser uma bênção, refrescando a terra e o coração, enquanto continuamos a descobrir que a missão se faz, acima de tudo, de encontros que nos aproximam de Deus e dos irmãos.
E talvez hoje, a nossa oração da noite, se resuma àquela resposta da comunidade, tão simples quanto verdadeira:
Deus, obrigada!

O nosso dia de sábado começou, como tem sido hábito, colocando Deus no centro de tudo: celebrámos a Eucaristia, integrad...
02/08/2026

O nosso dia de sábado começou, como tem sido hábito, colocando Deus no centro de tudo: celebrámos a Eucaristia, integrada com as Laudes, e entregámos-Lhe a missão que nos trouxe até Bafatá.

Depois do _mata-bicho_, apanhamos moringa e fomos à feira e ao mercado comprar os alimentos para o almoço. Seguiu-se a preparação da refeição e as tarefas domésticas, porque também é nestes gestos simples do quotidiano que se vive a missão. 🥰

Durante a tarde, dedicámo-nos à preparação das formações de Língua Portuguesa e de Informática, que terão início na próxima segunda-feira. Estamos a ultimar os materiais e a organizar tudo para acolher os participantes da melhor forma. 🙏🏽

Ao primeiro raiar do sol da manhã, reunimo-nos em torno do Altar para a Eucaristia celebrada pelo Padre Abraão, vigário ...
01/08/2026

Ao primeiro raiar do sol da manhã, reunimo-nos em torno do Altar para a Eucaristia celebrada pelo Padre Abraão, vigário geral da diocese de Bafatá. Tomámos por mote para o nosso dia, dia em que celebramos Santo Inácio de Loyola, a oração de confiar a Deus a nossa vida, o nosso entendimento, toda a nossa vontade. É no Pão partido que nos alicerçamos para a entrega do dia.

Com a manhã a avançar, as nossas mãos ocuparam-se na limpeza e organização da biblioteca e sala de informática da Escola Pe. Leopoldo. Devolver a ordem, o conforto e a beleza a este espaço é, no fundo, abrir caminho para que outros ali encontrem o saber e a beleza. Livro a livro, prateleira a prateleira, fomos lembrados de que cuidar do que é pequeno e não se vê é também uma forma de amar.

Ao final da tarde, a missão continuou, já não para nos darmos aos outros, mas para um encontro mais pessoal, de escuta.
Reunimo-nos para um momento de lectio divina, a partir da página do Evangelho que ouviremos no próximo domingo. Sentámo-nos no barco com Jesus, à espera de alimento, ou como discípulos a distribuir pães e peixes.

Ao cair da noite, entendemos que também nós fomos, hoje, pão e peixe repartido. Nesta missão aprendemos que aqui na Guiné-Bissau tudo se multiplica, tudo é dom e dádiva, para que também aqui a vida continue a ser dada em abundância, para maior glória de Deus.

A missão tem um compasso próprio. Não se mede pelo bater dos ponteiros do relógio, mas pelo bater dos corações que se cr...
31/07/2026

A missão tem um compasso próprio. Não se mede pelo bater dos ponteiros do relógio, mas pelo bater dos corações que se cruzam no caminho. Ontem o ritmo foi exatamente assim.
Antes de sujarmos os pés de terra ou de ocuparmos as mãos, escolhemos começar no silêncio do Altar, à volta da Eucaristia. É ali que afinamos a bússola. Sem este primeiro Encontro, todos os outros seriam apenas acasos. É no Pão partido que ganhamos raízes para a entrega do dia.
Com a manhã a avançar, dividimos as equipas, mas não o propósito. Uma parte de nós mergulhou nos bastidores: rever e organizar os processos de notas da escola. Pode parecer apenas burocracia, mas o Evangelho também se esconde nos papéis. Organizar o percurso destes alunos é, no fundo, cuidar silenciosamente do futuro de cada um deles. Enquanto isso, a outra parte seguiu para a Casa das Mães. Ali, a linguagem não precisa de ser escrita; é feita de vida que pulsa, de olhares que acalmam e da presença inteira. Trabalhos tão diferentes, na mesma manhã, que nos lembram como Deus Se revela tanto no rigor de um processo escolar como na ternura de um colo.
E depois, a tarde. A tarde exigiu que os caminhos se voltassem a unir no lugar do costume: de volta ao Djumbai! Fomos brincar. Sem agendas, sem pressa. Porque um Deus que não Se senta no chão para sorrir não seria Aquele que nós conhecemos. No meio daquele rebuliço, da poeira e das gargalhadas, lembramo-nos de que brincar é a forma mais autêntica e séria de criar laços. É a linguagem universal do amor.
Quando o sol caiu, olhámos uns para os outros com a constatação do costume — o maior paradoxo de quem parte em missão. Chegamos com a ilusão bonita de trazer algo nas mãos para dar, mas a verdade é que regressamos a casa de mãos a transbordar.
No fim, nós somos, e sempre seremos, os primeiros evangelizados. 🤎🌍

Há dias que não se medem pelas horas, mas pelos encontros. Ontem foi um desses dias.Começámos a manhã reunidos à volta d...
30/07/2026

Há dias que não se medem pelas horas, mas pelos encontros. Ontem foi um desses dias.
Começámos a manhã reunidos à volta da mesa da Eucaristia. Antes de qualquer palavra, de qualquer visita ou de qualquer projeto, deixámo-nos encontrar por Aquele que é a razão da nossa missão. É d’Ele que tudo nasce; é para Ele que tudo regressa.
Depois, foi tempo de visitar alguns dos cantinhos desta missão: a Casa das Mães, o Liceu Diocesano Leopoldo Pastori, o Centro de Recuperação Nutricional, a Cúria Diocesana… Entre sorrisos tímidos, olhares serenos e conversas simples, fomos descobrindo que o Evangelho também se escreve em cada um destes lugares, através de pessoas que, no silêncio e na simplicidade do quotidiano, fazem da sua vida um dom para os outros.
Percebemos, uma vez mais, que Deus continua a manifestar-Se em quem serve com amor, muitas vezes longe dos olhares do mundo, mas sempre perto do Seu coração.
Já durante a tarde, fomos ao Djumbai. Fomos brincar! Sim, porque a missão começa sempre por aprender... e brincar também é uma forma de aprender. É na alegria partilhada, na espontaneidade e na proximidade que os laços se constroem. Afinal, só quem se dispõe a brincar consegue anunciar um Deus que conhece cada pessoa pelo nome.
Regressámos ao fim do dia com a certeza de que somos nós os primeiros evangelizados. A missão tem esta beleza: partimos com o desejo de levar alguma coisa, mas acabamos sempre por receber muito mais do que aquilo que conseguimos oferecer.

Um curso para acolher e integrar missionários estrangeiros em Portugal
30/07/2026

Um curso para acolher e integrar missionários estrangeiros em Portugal

Formação destinada a ajudar missionários de várias culturas a integrarem‑se na realidade portuguesa regressa este verão. De 27 a 31 de julho, o Curso de Integração Missionária reúne participantes de várias nacionalidades para uma semana de preparação para o trabalho pastoral em Portuga...

30/07/2026

Confundir racismo e xenofobia numa conversa de café parece inofensivo. No entanto, é uma ingenuidade perigosa e num país como Portugal, que gosta de se afirmar como "de brandos costumes", esta confusão serve, demasiadas vezes, para varrer para debaixo do tapete a gravidade de atitudes que não são apenas preconceituosas e que são ilegais e criminosas. [Texto de Júlia Costa].
https://setemargens.com/x-de-xenofobia-entre-o-medo-e-o-crime/

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