Grupo de Leitores da Paróquia de São Jerónimo De Real

Grupo de Leitores da Paróquia de São Jerónimo De Real A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar nos homens a conversão do coração. Cf. Bento XVI, Verbum Domini, n.º 96.

📖 LEITURAS DO DOMINGO XX DO TEMPO COMUM — ANO ANeste domingo, a liturgia mostra-nos que a salvação de Deus não conhece f...
10/08/2026

📖 LEITURAS DO DOMINGO XX DO TEMPO COMUM — ANO A

Neste domingo, a liturgia mostra-nos que a salvação de Deus não conhece fronteiras. O Senhor chama todos os povos e acolhe aqueles que O procuram com fé sincera. Ninguém é estrangeiro diante de Deus quando abre o coração à sua graça.

Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia uma promessa de extraordinária abertura: também os estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor serão conduzidos ao seu monte santo. A casa de Deus será «casa de oração para todos os povos». Mas esta pertença não é apenas exterior: implica servir o Senhor, amar o seu nome, guardar a sua aliança e praticar a justiça.

São Paulo recorda-nos que «os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis». A história da salvação manifesta a fidelidade de Deus, mesmo perante a desobediência humana. O Apóstolo contempla o mistério da misericórdia divina, que não desiste do homem e quer conduzir todos à salvação.

No Evangelho, encontramos uma mulher cananeia que não desiste de procurar Jesus. É estrangeira, mas possui uma fé extraordinária. Diante do silêncio e das dificuldades, continua a suplicar: «Socorre-me, Senhor». A sua humildade, confiança e perseverança levam Jesus a proclamar: «Mulher, é grande a tua fé». E a sua filha f**a curada. A fé verdadeira não exige privilégios: reconhece quem é Cristo, confia n’Ele e persevera mesmo quando parece não obter resposta.

🙏 Que estas leituras ajudem cada leitor a proclamar a Palavra com fé e humildade, recordando que Deus não olha para origens, aparências ou estatutos, mas para o coração de quem O procura. E que, como a mulher cananeia, aprendamos a permanecer firmes na oração, confiando no Senhor mesmo quando Ele parece guardar silêncio.

📖 LEITURAS DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA - 15 de agosto Neste dia, a Igreja celebra com alegria a Assu...
09/08/2026

📖 LEITURAS DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA - 15 de agosto

Neste dia, a Igreja celebra com alegria a Assunção de Nossa Senhora. Em Maria contemplamos aquilo que Deus prepara para aqueles que Lhe pertencem: a vitória da vida sobre a morte e a esperança da nossa própria ressurreição. A Assunção não afasta Maria da nossa condição humana; mostra-nos, antes, o destino para o qual Deus chama cada um de nós.

Na primeira leitura, o Apocalipse apresenta-nos o sinal grandioso da mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas. A liturgia aplica esta imagem a Maria, intimamente unida a Cristo e à vitória do seu Filho. Diante do poder do mal, a última palavra não pertence ao dragão, mas a Deus: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus».

São Paulo anuncia o fundamento da nossa esperança: Cristo ressuscitou dos mortos. A morte não tem a última palavra. Cristo é as primícias e, depois d’Ele, seguem-se os que Lhe pertencem. Em Maria, elevada em corpo e alma à glória do Céu, a Igreja contempla antecipadamente aquilo que espera para todos os que permanecem unidos a Cristo.

No Evangelho, Maria põe-se a caminho para servir Isabel. Aquela que recebeu o Filho de Deus não se fecha sobre si mesma: leva Cristo aos outros. E no Magnif**at, Maria revela o segredo da sua grandeza: a humildade. Não se coloca no centro, mas proclama as maravilhas realizadas por Deus. O Senhor «derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes». Maria é exaltada porque pertence inteiramente a Deus.

🙏 Que estas leituras ajudem cada leitor a proclamar a Palavra com fé e alegria, contemplando em Maria a mulher que acreditou, serviu e permaneceu fiel, e que hoje nos aponta o nosso verdadeiro destino: a vida eterna junto de Deus.

📖 LEITURAS DO DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM — ANO ANeste domingo, a liturgia convida-nos a renovar a confiança em Deus, sob...
03/08/2026

📖 LEITURAS DO DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM — ANO A

Neste domingo, a liturgia convida-nos a renovar a confiança em Deus, sobretudo nos momentos de medo, sofrimento e incerteza. O Senhor nunca abandona os seus filhos: aproxima-se deles, fortalece a sua fé e manifesta a sua presença, muitas vezes, na discrição e no silêncio.

Na primeira leitura, o profeta Elias encontra Deus no monte Horeb. O Senhor não se revela no vento impetuoso, nem no terramoto, nem no fogo, mas na brisa suave. Deus ensina-nos que a sua voz se escuta no silêncio do coração, por isso é necessário criar espaços de oração, escuta e contemplação para reconhecer a sua presença.

São Paulo abre-nos o seu coração e manifesta a profunda dor que sente pelo afastamento do seu povo de Cristo. O seu testemunho revela um amor tão grande pelos irmãos que estaria disposto a sacrif**ar-se por eles. É um convite a rezarmos pela conversão de todos e a nunca desistirmos de anunciar o Evangelho com amor e esperança.

No Evangelho, Jesus caminha sobre as águas ao encontro dos discípulos, que enfrentam a tempestade. Pedro responde ao chamamento do Senhor e, enquanto mantém os olhos fixos em Jesus, consegue caminhar sobre o mar. Mas, quando se deixa dominar pelo medo e olha para a violência do vento, começa a afundar-se. Jesus estende-lhe imediatamente a mão, mostrando que nunca abandona quem, mesmo na fraqueza, confia n’Ele e clama: «Salva-me, Senhor!».

🙏 Que estas leituras ajudem cada leitor a proclamar a Palavra com serenidade e profunda confiança, testemunhando que, mesmo nas tempestades da vida, Cristo continua a dizer-nos: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».

27/07/2026

O MINISTÉRIO DO LEITOR

Normas litúrgicas que todos os leitores devem conhecer

Ser leitor na celebração litúrgica não é apenas subir ao ambão e ler publicamente um texto. Também não é uma forma de participação destinada a dar visibilidade, distribuir tarefas ou preencher um lugar na celebração. O leitor exerce um verdadeiro ministério ao serviço de Deus, da sua Palavra e da assembleia reunida.

Na Liturgia da Palavra, é o próprio Deus que fala ao seu povo, revela o mistério da salvação e oferece alimento espiritual aos fiéis. Por meio da sua Palavra, o próprio Cristo está presente no meio da assembleia. Esta afirmação da Instrução Geral do Missal Romano, no número 55, mostra a enorme responsabilidade daquele que é chamado a proclamar as leituras. (Liturgia⁠)

O leitor não proclama uma palavra sua. Não apresenta uma opinião pessoal, não faz uma conferência, não representa uma personagem nem procura emocionar a assembleia por meio de uma atuação. Empresta a voz à Palavra escrita para que Deus possa ser escutado pelo seu povo.

Por isso, este ministério exige fé, preparação, humildade, competência e sentido litúrgico.



1. NA LITURGIA, É DEUS QUEM FALA

A Liturgia da Palavra não é uma simples preparação para a Liturgia Eucarística. É parte essencial da celebração.

As duas grandes partes da Missa — Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística — estão tão intimamente unidas que formam um único ato de culto. A Igreja alimenta-se tanto à mesa da Palavra como à mesa do Corpo de Cristo.

O Concílio Vaticano II ensina:

«A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venerou o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da Palavra de Deus, quer da do Corpo de Cristo.»

Esta afirmação encontra-se no número 21 da Constituição Dogmática Dei Verbum. A Palavra proclamada na liturgia deve, portanto, ser acolhida com veneração, fé e disponibilidade interior. (Vaticano⁠)

Quando as leituras são proclamadas, não estamos apenas a recordar palavras antigas. A Palavra de Deus é viva e ef**az. Deus continua a dirigir-se hoje ao seu povo. Os Preliminares do Lecionário explicam que a Palavra, continuamente proclamada na liturgia, permanece viva e ef**az pelo poder do Espírito Santo, manifestando o amor operante do Pai para com os homens. (Liturgia⁠)

É esta consciência que deve transformar a maneira como o leitor se prepara, caminha para o ambão, proclama e regressa ao seu lugar.



2. O LEITOR É SERVO, NÃO PROTAGONISTA

O centro da proclamação não é a voz do leitor, a sua aparência, a sua eloquência ou a sua capacidade de impressionar. O centro é Cristo.

Um bom leitor não procura que a assembleia pense: «Que pessoa lê tão bem!» O verdadeiro objetivo é que os fiéis escutem, compreendam e acolham a Palavra de Deus.

Isto não signif**a que o leitor deva proclamar sem expressão. Signif**a que a expressão deve servir o texto, e não substituir-se a ele.

A proclamação litúrgica não é:

— uma representação teatral;
— uma declamação poética;
— uma leitura escolar;
— uma atuação emocional;
— uma intervenção pessoal;
— uma oportunidade de protagonismo.

Deve ser simples, digna, expressiva, natural e fiel ao texto.

O Secretariado Nacional de Liturgia recomenda que o leitor evite tanto a monotonia como a teatralidade. O modo mais adequado é proclamar de forma simples, calma, interessada, articulando corretamente as palavras sem gritar nem dar a impressão de estar apenas a soletrar. (Liturgia⁠)

A humildade do leitor não consiste em ler mal, sem preparação ou sem expressividade. Consiste em colocar todas as suas capacidades ao serviço da Palavra.



3. A PREPARAÇÃO É UMA OBRIGAÇÃO

Nenhum leitor deveria chegar à igreja sem ter preparado previamente o texto.

Preparar não signif**a apenas ler silenciosamente a passagem alguns minutos antes da Missa. Uma verdadeira preparação inclui várias dimensões.

Preparação espiritual

O leitor deve começar por rezar com o texto. Antes de perguntar «Como vou ler?», deve perguntar:

— O que diz esta Palavra?
— O que revela sobre Deus?
— A quem se dirige?
— Que conversão pede?
— Que esperança anuncia?
— O que Deus me quer dizer através dela?

Quem não escuta interiormente a Palavra terá dificuldade em proclamá-la como verdadeira Palavra de Deus.

O Papa Bento XVI, na Verbum Domini, insiste na importância da familiaridade orante com a Sagrada Escritura. A Palavra deve ser escutada, celebrada, estudada e vivida, porque a Igreja nasce da Palavra de Deus e vive dela. (Vaticano⁠)

Preparação bíblica

O leitor deve compreender minimamente o sentido da passagem:

— quem fala;
— a quem se dirige;
— qual é a situação apresentada;
— onde começa e termina cada ideia;
— qual é a mensagem principal;
— qual é o género literário do texto.

Uma narrativa, uma profecia, uma oração, uma carta apostólica e um texto sapiencial não se proclamam exatamente do mesmo modo.

Uma leitura profética pode exigir solenidade e firmeza. Uma carta apostólica deve conservar o tom de exortação dirigida a uma comunidade. Uma narrativa deve permitir distinguir naturalmente o narrador das personagens, sem transformar a leitura numa peça de teatro.

Preparação técnica

O leitor deve ainda:

— conhecer a pronúncia dos nomes bíblicos;
— assinalar mentalmente as pausas;
— identif**ar as frases mais longas;
— perceber onde termina cada unidade de sentido;
— treinar palavras difíceis;
— verif**ar o ritmo e a respiração;
— preparar a intensidade e o tom da voz.

Não se deve confiar apenas na experiência. Mesmo um leitor experiente pode cometer erros se não preparar cada texto.



4. O LEITOR DEVE CHEGAR COM ANTECEDÊNCIA

A pontualidade faz parte da dignidade do ministério.

O leitor deve chegar com antecedência suficiente para:

— confirmar que foi realmente escalado;
— localizar as leituras no Lecionário;
— verif**ar se existem formas longas ou breves;
— saber se haverá uma ou duas leituras;
— identif**ar quem proclamará o salmo;
— conhecer o percurso até ao ambão;
— testar discretamente o microfone, quando necessário;
— esclarecer dúvidas com o responsável da celebração.

Chegar no momento em que a celebração começa cria perturbação, aumenta o risco de erro e revela falta de preparação.

A antecedência não serve para ensaiar a leitura pela primeira vez. Serve apenas para confirmar aquilo que já foi preparado.



5. AS LEITURAS DEVEM SER PROCLAMADAS A PARTIR DO LECIONÁRIO

O livro próprio para a proclamação das leituras é o Lecionário.

Sempre que exista um Lecionário digno e atualizado, as leituras não devem ser proclamadas a partir de:

— folhas soltas;
— fotocópias;
— folhetos;
— telemóveis;
— tablets;
— cadernos pessoais;
— folhas retiradas da internet.

O Lecionário não é apenas um suporte prático. É um livro litúrgico destinado à proclamação pública da Palavra de Deus.

A dignidade do livro ajuda a manifestar a dignidade daquilo que nele está escrito. A comunidade não se reúne para escutar um texto retirado casualmente de uma folha, mas para receber a Palavra que a Igreja lhe apresenta na liturgia.

Naturalmente, podem surgir situações excecionais: inexistência do livro, deficiência visual, avaria ou outra necessidade verdadeira. Porém, a exceção não deve transformar-se em prática habitual.

O leitor também não deve levar consigo para o ambão uma folha com a leitura «mais marcada» quando o Lecionário está disponível. O treino deve permitir-lhe proclamar diretamente do livro litúrgico.



6. O LUGAR PRÓPRIO DA PROCLAMAÇÃO É O AMBÃO

O ambão é o lugar próprio da Palavra de Deus.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a dignidade da Palavra exige na igreja um lugar próprio para a sua proclamação e que, durante a Liturgia da Palavra, a atenção dos fiéis deve convergir espontaneamente para esse lugar. (Vaticano⁠)

A partir do ambão proclamam-se normalmente:

— as leituras bíblicas;
— o salmo responsorial;
— o Evangelho;
— o precónio pascal;
— eventualmente, a oração universal ou oração dos fiéis.

O ambão não deve ser utilizado indiscriminadamente para:

— avisos paroquiais;
— agradecimentos;
— homenagens;
— discursos;
— apresentação de contas;
— publicidade de atividades;
— comentários sem relação direta com a Palavra;
— testemunhos pessoais.

Quando tudo se diz do ambão, perde-se a perceção de que aquele é o lugar próprio da Palavra de Deus.

O ambão não é uma simples estante nem um púlpito para qualquer intervenção pública. É um lugar litúrgico.



7. QUEM PROCLAMA AS LEITURAS

Na Missa, o leitor proclama as leituras que precedem o Evangelho.

Normalmente:

— um leitor proclama a primeira leitura;
— outro pode proclamar a segunda;
— o salmista canta ou recita o salmo;
— o diácono ou o sacerdote proclama o Evangelho.

A Igreja valoriza a distribuição dos diferentes ministérios. Por isso, sempre que existam ministros preparados, não é aconselhável que uma única pessoa acumule todas as intervenções.

No entanto, a quantidade de leitores nunca deve ser mais importante do que a sua preparação. É preferível um leitor bem preparado a vários leitores escolhidos apenas para «dar participação».

O princípio correto não é distribuir tarefas pelo maior número possível de pessoas, mas permitir que cada ministério seja exercido de forma digna, competente e verdadeiramente litúrgica.



8. O EVANGELHO NÃO É PROCLAMADO PELO LEITOR LEIGO

O Evangelho possui dignidade própria e constitui o ponto culminante da Liturgia da Palavra.

A sua proclamação está reservada ao diácono ou ao sacerdote. Mesmo um leitor instituído não proclama o Evangelho durante a Missa.

Quando está presente um diácono, é ele quem normalmente proclama o Evangelho. Na sua ausência, proclama-o um sacerdote.

A veneração particular do Evangelho manifesta-se por vários sinais:

— a assembleia escuta-o de pé;
— canta-se ou diz-se a aclamação;
— pode ser usado o Evangeliário;
— podem usar-se velas e incenso;
— o ministro saúda a assembleia;
— o livro é beijado depois da proclamação.

A Nota do Dicastério para o Culto Divino sobre o Domingo da Palavra de Deus recorda que o Evangelho é o ponto alto da Liturgia da Palavra e é rodeado de veneração especial, expressa por gestos, aclamações e pelo próprio livro dos Evangelhos. (Vaticano⁠)

Nenhum leitor deve, portanto, substituir o diácono ou o sacerdote na proclamação do Evangelho durante a Missa.



9. O SALMO RESPONSORIAL NÃO É UMA SEGUNDA LEITURA

O salmo responsorial faz parte integrante da Liturgia da Palavra.

Não é um intervalo musical, um preenchimento entre leituras nem um cântico escolhido livremente. É a resposta orante da assembleia à Palavra escutada.

Sempre que possível, deve ser cantado. O salmista canta os versículos e a assembleia responde com o refrão.

Quando não pode ser cantado, é recitado de forma orante. Mesmo recitado, deve conservar o seu caráter poético, meditativo e dialogal.

O salmista não deve ler o salmo como se fosse uma notícia ou uma passagem narrativa. Deve favorecer a oração da assembleia.

Também não se deve substituir habitualmente o salmo previsto no Lecionário por outro cântico religioso, ainda que seja conhecido ou apreciado pela comunidade. O salmo pertence à própria estrutura da Liturgia da Palavra.



10. COMO O LEITOR SE APROXIMA DO AMBÃO

O leitor dirige-se ao ambão com naturalidade, dignidade e serenidade.

Não deve:

— correr;
— caminhar com excessiva lentidão teatral;
— ajustar constantemente a roupa;
— cumprimentar pessoas pelo caminho;
— subir a fazer ruído;
— demonstrar ansiedade;
— levar objetos desnecessários.

Os gestos devem obedecer às orientações da celebração e à disposição concreta do presbitério.

De modo geral, a inclinação profunda faz-se ao altar quando se passa diante dele, porque o altar representa Cristo e constitui o centro da celebração eucarística. Quando o sacrário está situado no presbitério, as normas próprias da Missa devem ser respeitadas, evitando multiplicar genuflexões e reverências sem critério.

Não se deve inventar uma reverência ao sacerdote antes ou depois da leitura, como se o leitor estivesse a pedir-lhe autorização pessoal para proclamar. O ministério é exercido no contexto da celebração presidida por ele, mas a Palavra pertence a Deus.

Cada comunidade deve receber formação concreta sobre o percurso, as inclinações e os lugares, respeitando as normas litúrgicas e a configuração da igreja.



11. ANTES DE COMEÇAR, É NECESSÁRIO CRIAR SILÊNCIO

Ao chegar ao ambão, o leitor não deve começar imediatamente.

Primeiro deve:

— colocar-se de forma estável;
— ajustar discretamente o microfone, se necessário;
— olhar brevemente para a assembleia;
— esperar que todos estejam sentados e em silêncio;
— respirar;
— começar com serenidade.

Este pequeno silêncio não é um efeito teatral. Permite que a assembleia se disponha a escutar.

Começar enquanto ainda há pessoas a sentar-se, crianças a deslocar-se, folhas a serem arrumadas ou instrumentos a tocar prejudica a proclamação.

O leitor não deve competir com o ruído. Deve aguardar, dentro do razoável, que exista verdadeira disponibilidade para a escuta.



12. O TÍTULO DA LEITURA DEVE SER PROCLAMADO COMO ESTÁ NO LECIONÁRIO

O leitor inicia com a fórmula impressa no Lecionário:

— «Leitura do Livro do Génesis»;
— «Leitura do Livro do Profeta Isaías»;
— «Leitura dos Atos dos Apóstolos»;
— «Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo…».

Não deve acrescentar:

— «Primeira leitura»;
— «A leitura de hoje é…»;
— «Vamos escutar…»;
— «Meus irmãos, prestemos atenção…»;
— o capítulo e os versículos;
— o resumo colocado antes da leitura;
— explicações sobre o contexto.

As frases colocadas no Lecionário antes do título — geralmente impressas a vermelho ou apresentadas como resumo temático — não fazem parte da leitura e não devem ser proclamadas.

Também as indicações «forma longa», «forma breve», «ou» e outras rubricas não são proclamadas.

O leitor diz apenas aquilo que pertence ao texto litúrgico.



13. NÃO SE LEEM AS REFERÊNCIAS BÍBLICAS

As referências bíblicas servem para identif**ar o texto, não para serem proclamadas.

Por exemplo, não se diz:

«Leitura do Livro do Profeta Isaías, capítulo cinquenta e cinco, versículos dez e onze.»

Diz-se apenas:

«Leitura do Livro do Profeta Isaías.»

A indicação do capítulo e dos versículos pertence à organização escrita da Bíblia e do Lecionário, mas não faz parte da fórmula litúrgica da proclamação.



14. A VOZ DEVE SER CLARA, NATURAL E INTELIGÍVEL

A voz do leitor deve permitir que todos escutem e compreendam.

Uma boa proclamação exige:

— articulação correta;
— volume suficiente;
— ritmo moderado;
— pausas adequadas;
— entoação natural;
— respeito pela pontuação;
— compreensão do sentido.

Falar alto não signif**a gritar. Falar devagar não signif**a separar artificialmente todas as palavras. Ser expressivo não signif**a dramatizar.

O microfone não substitui a dicção. Amplif**a tanto uma boa proclamação como os seus defeitos.

O leitor deve manter uma distância adequada do microfone e evitar:

— tocar-lhe constantemente;
— falar demasiado perto;
— afastar-se durante a leitura;
— baixar a voz no final das frases;
— respirar diretamente sobre o equipamento.

A voz deve chegar a toda a assembleia sem agressividade e sem esforço aparente.



15. É NECESSÁRIO RESPEITAR O SENTIDO, NÃO APENAS A PONTUAÇÃO

A pontuação ajuda, mas não basta.

O leitor deve compreender a estrutura das frases e as unidades de sentido. Uma pausa colocada no lugar errado pode alterar ou obscurecer o signif**ado.

Antes de proclamar, deve identif**ar:

— a ideia principal;
— as orações subordinadas;
— as enumerações;
— as perguntas;
— as oposições;
— as palavras que necessitam de maior relevo;
— os momentos de mudança de interlocutor.

Não se deve fazer uma pausa em cada vírgula da mesma maneira, nem ignorar todas as vírgulas. A pausa deve nascer do sentido.

Também não se deve dar ênfase a demasiadas palavras. Quando tudo é destacado, nada verdadeiramente se destaca.



16. O LEITOR PODE OLHAR A ASSEMBLEIA, MAS COM NATURALIDADE

O leitor não deve passar toda a proclamação de cabeça baixa, como se estivesse a ler apenas para si próprio. Porém, também não deve levantar os olhos a cada frase ou procurar insistentemente o contacto visual, como um apresentador de televisão.

O Secretariado Nacional de Liturgia recomenda naturalidade: não é bom olhar a assembleia a cada palavra, mas também não é adequado nunca levantar os olhos. A leitura litúrgica tem como finalidade proclamar com exatidão as palavras reveladas que se encontram no Lecionário. (Liturgia⁠)

O contacto visual pode acontecer:

— antes de começar;
— no início de uma unidade de sentido;
— em frases particularmente diretas;
— antes da aclamação final.

Contudo, nunca deve comprometer a fidelidade ao texto.

O leitor não deve tentar recitar de memória partes da leitura, porque aumenta o risco de alterar palavras.



17. OS NOMES DE DEUS DEVEM SER PROCLAMADOS COM DIGNIDADE

Expressões como:

— Deus;
— Senhor;
— Jesus Cristo;
— Espírito Santo;
— Pai;
— Altíssimo;

devem ser pronunciadas com clareza e dignidade, sem afetação, mas também sem descuido.

O mesmo se aplica aos nomes próprios, aos povos, aos lugares e às expressões bíblicas.

A má pronúncia recorrente de nomes revela ausência de preparação. Quando existe dúvida, o leitor deve procurar antecipadamente uma orientação segura.



18. OS ERROS DURANTE A LEITURA

Se o leitor cometer um pequeno erro que não altera o sentido, pode continuar sem interromper o ritmo da proclamação.

Quando o erro altera signif**ativamente o signif**ado, deve corrigi-lo com simplicidade, repetindo corretamente a expressão.

Não deve:

— pedir desculpa à assembleia;
— rir;
— fazer comentários;
— demonstrar irritação;
— recomeçar toda a leitura;
— dizer «enganei-me».

A correção deve ser discreta.

A melhor forma de lidar com os erros continua a ser preveni-los por meio de uma preparação séria.



19. NO FINAL DIZ-SE APENAS «PALAVRA DO SENHOR»

Terminada a leitura, o leitor não deve dizer imediatamente a aclamação final.

Convém fazer uma breve pausa, separar o texto bíblico da aclamação e, olhando para a assembleia, proclamar:

Palavra do Senhor.

A assembleia responde:

Graças a Deus.

Não se deve dizer:

— «Esta é a Palavra do Senhor»;
— «Palavras do Senhor»;
— «O que acabámos de ouvir é Palavra do Senhor»;
— «Palavra da salvação»;
— «Graças sejam dadas a Deus».

A fórmula litúrgica não deve ser alterada segundo a criatividade de cada leitor. O Secretariado Nacional de Liturgia confirma que, depois das leituras, a proposta da aclamação pertence ao leitor: «Palavra do Senhor», e a resposta pertence à assembleia. (Liturgia⁠)

A expressão deve ser proclamada, não murmurada nem transformada numa pergunta.



20. O SILÊNCIO DEPOIS DAS LEITURAS

Depois da leitura pode guardar-se um breve momento de silêncio, para que todos meditem no que escutaram.

A Instrução Geral do Missal Romano prevê expressamente esse silêncio após a primeira e a segunda leitura. (Liturgia⁠)

Este silêncio não deve ser visto como uma falha, uma demora ou um vazio que precisa de ser preenchido imediatamente.

É o tempo em que a Palavra começa a descer do ouvido ao coração.

O leitor deve respeitá-lo, evitando:

— fechar ruidosamente o Lecionário;
— abandonar o ambão com precipitação;
— iniciar imediatamente o salmo;
— trocar sinais com outras pessoas;
— mexer no microfone sem necessidade.

A duração do silêncio deve ser proporcionada à celebração, mas deve ser real.



21. O LECIONÁRIO NÃO DEVE SER LEVADO EM PROCISSÃO COMO SE FOSSE O EVANGELIÁRIO

É importante distinguir o Lecionário do Evangeliário.

O Evangeliário contém os Evangelhos proclamados nas celebrações e pode ser levado solenemente na procissão de entrada. É colocado sobre o altar até à proclamação do Evangelho.

O Lecionário contém o conjunto das leituras e, normalmente, deve estar colocado no ambão antes do início da celebração.

Não se deve levar habitualmente o Lecionário na procissão de entrada como substituto do Evangeliário.

Também não se deve colocar o Lecionário sobre o altar. O altar é o lugar do sacrifício e do banquete eucarístico; o lugar próprio do Lecionário é o ambão.



22. O VESTUÁRIO DEVE SER DIGNO E DISCRETO

A Igreja não impõe um uniforme universal aos leitores leigos não instituídos. Contudo, quem exerce um ministério visível deve apresentar-se com vestuário digno, limpo e discreto.

Deve evitar-se tudo o que:

— desvie a atenção da Palavra;
— seja excessivamente informal;
— contenha mensagens ou publicidade;
— seja inadequado ao lugar sagrado;
— produza ruído durante a deslocação;
— dificulte os movimentos.

A dignidade não depende do luxo nem do preço da roupa. Depende da adequação, da sobriedade e do respeito pela celebração.

O leitor não sobe ao ambão para mostrar a sua personalidade, mas para servir a Palavra.

Quando existem vestes próprias determinadas pela diocese, pela paróquia ou pelo rito de instituição, devem seguir-se as orientações legítimas.



23. O LEITOR DEVE PARTICIPAR EM TODA A CELEBRAÇÃO

Quem é leitor não está na Missa apenas para cumprir a sua leitura.

Deve participar desde o princípio até ao fim:

— respondendo;
— cantando;
— escutando;
— rezando;
— adotando as posturas comuns;
— participando interiormente no mistério celebrado.

Depois de proclamar, não deve abandonar a igreja nem desligar-se da celebração.

O ministério não termina quando o leitor deixa o ambão. Aquilo que proclamou deve continuar a ser acolhido na homilia, na oração, na Eucaristia e na vida.



24. AS INTRODUÇÕES E COMENTÁRIOS NÃO DEVEM INVADIR A PALAVRA

Pode existir, em certos contextos, uma breve introdução à celebração ou a uma parte dela, feita por um ministro idóneo. Porém, esta possibilidade não autoriza comentários permanentes antes de cada leitura.

As introduções devem ser:

— breves;
— sóbrias;
— previamente preparadas;
— verdadeiramente necessárias;
— distintas da própria leitura;
— pronunciadas de outro lugar adequado.

Nunca devem antecipar toda a mensagem da leitura, transformar-se numa pequena homilia ou dizer à assembleia aquilo que deve sentir.

A Palavra deve poder falar por si mesma.

Não é função do leitor explicar a leitura antes ou depois de a proclamar.



25. A ORAÇÃO UNIVERSAL NÃO É UMA LISTA DE AVISOS

O leitor pode ser chamado a apresentar as intenções da oração universal.

Nesse caso, deve fazê-lo com tom orante, claro e sóbrio.

As intenções devem dirigir a assembleia para a oração e abranger normalmente:

— a Igreja;
— os governantes e a salvação do mundo;
— os que sofrem;
— a comunidade local.

Não devem transformar-se em:

— discursos;
— acusações;
— comentários políticos partidários;
— homenagens;
— agradecimentos pessoais;
— lições de moral;
— avisos disfarçados.

A intenção é proposta e a assembleia reza. Quem a proclama não deve tentar responder por toda a comunidade antes de esta o fazer.



26. O LEITOR DEVE RECEBER FORMAÇÃO

Não basta possuir boa vontade.

A Instrução Geral do Missal Romano afirma que os leitores devem ser verdadeiramente aptos e cuidadosamente preparados, para que os fiéis, ao escutarem as leituras, desenvolvam no coração um amor vivo e suave pela Sagrada Escritura.

A formação deve incluir:

— conhecimento da Bíblia;
— compreensão da Liturgia da Palavra;
— espiritualidade do ministério;
— técnica vocal;
— dicção;
— respiração;
— utilização do microfone;
— conhecimento do ano litúrgico;
— estudo dos diferentes géneros literários;
— ensaio acompanhado;
— correção fraterna.

Uma comunidade que coloca pessoas a ler sem preparação não valoriza verdadeiramente a participação. Apenas distribui funções.

Dar formação não é elitismo. É respeitar a Palavra de Deus e o direito da assembleia a escutá-la de forma clara e digna.



27. NEM TODAS AS PESSOAS TÊM DE EXERCER ESTE MINISTÉRIO

Todos os batizados possuem igual dignidade, mas nem todos têm de desempenhar todas as funções litúrgicas.

Uma pessoa pode ser profundamente cristã, generosa e comprometida e não possuir, naquele momento, as condições necessárias para proclamar publicamente.

Podem existir dificuldades de:

— leitura;
— dicção;
— compreensão do texto;
— volume de voz;
— domínio da língua;
— gestão da ansiedade;
— disponibilidade para se preparar.

Essas dificuldades não diminuem a dignidade da pessoa. Apenas indicam que poderá servir a comunidade de outro modo ou necessitar de formação antes de exercer o ministério.

A caridade não consiste em colocar alguém numa função para a qual ainda não está preparado e expô-lo perante a assembleia. Consiste em acompanhá-lo, ajudá-lo a crescer e discernir os seus dons.



28. O LEITOR DEVE ACOLHER A CORREÇÃO

Quem serve a Palavra deve manter-se disponível para aprender.

Nenhum leitor, por mais experiente que seja, está dispensado de formação ou correção. A experiência pode melhorar a proclamação, mas também pode consolidar hábitos errados.

A correção deve ser:

— concreta;
— respeitosa;
— feita em privado;
— fundamentada;
— orientada para o crescimento.

O leitor deve evitar respostas como:

— «Sempre li assim»;
— «Ninguém se queixou»;
— «Na nossa terra faz-se desta maneira»;
— «Deus olha à intenção»;
— «O importante é participar».

A boa intenção é importante, mas não dispensa o cuidado. Quem ama verdadeiramente a Palavra deseja proclamá-la cada vez melhor.



29. A VIDA DO LEITOR DEVE ESTAR EM SINTONIA COM A PALAVRA

Nenhum ministro é perfeito. A Igreja não exige que o leitor seja uma pessoa sem pecado. Porém, exige coerência, desejo de conversão e respeito pelo ministério exercido.

O leitor deve procurar:

— cultivar a oração;
— participar regularmente na Eucaristia;
— ler a Sagrada Escritura;
— viver em comunhão com a Igreja;
— reconciliar-se com Deus e com os irmãos;
— testemunhar na vida aquilo que proclama com os lábios.

São Tiago adverte:

«Sede cumpridores da Palavra e não apenas ouvintes.»

Os Preliminares do Lecionário recordam precisamente que as palavras escutadas na ação litúrgica devem concretizar-se na vida. (Liturgia⁠)

A maior contradição do leitor não é tropeçar numa palavra. É proclamar com solenidade o amor, a justiça, a humildade e a misericórdia, recusando-se depois a viver segundo aquilo que anunciou.



30. O MINISTÉRIO COMEÇA ANTES DO AMBÃO E CONTINUA DEPOIS DELE

O leitor começa a exercer o seu ministério quando recebe a escala e decide preparar-se.

Exerce-o quando:

— lê o texto em casa;
— procura compreender a passagem;
— reza com a Palavra;
— treina a proclamação;
— chega a horas;
— participa na celebração;
— sobe ao ambão;
— proclama;
— escuta a homilia;
— vive durante a semana aquilo que anunciou.

O ministério não é um momento isolado. É uma forma de serviço e de discipulado.



ERROS FREQUENTES QUE DEVEM SER EVITADOS

Entre os erros mais comuns encontram-se:

— ler a passagem pela primeira vez já no ambão;
— proclamar a partir do telemóvel quando existe Lecionário;
— anunciar «primeira leitura» ou «segunda leitura»;
— ler o resumo introdutório;
— dizer o capítulo e os versículos;
— proclamar demasiado depressa;
— gritar ao microfone;
— dramatizar excessivamente;
— ler sem qualquer expressão;
— inventar palavras;
— atualizar a linguagem por iniciativa própria;
— substituir termos do texto;
— fazer comentários antes ou depois da leitura;
— dizer «Esta é a Palavra do Senhor»;
— começar sem esperar pelo silêncio;
— fechar o Lecionário com ruído;
— sair do ambão precipitadamente;
— transformar o salmo numa leitura comum;
— substituir livremente o salmo por outro cântico;
— utilizar o ambão para todo o tipo de avisos;
— reclamar protagonismo ou considerar o ministério um direito adquirido.



DEZ PRINCÍPIOS ESSENCIAIS PARA TODO O LEITOR

Um leitor deve guardar estes princípios:

1. A Palavra é de Deus, não do leitor.

2. O leitor serve; não representa nem protagoniza.

3. Nenhuma leitura deve ser proclamada sem preparação.

4. O lugar próprio da proclamação é o ambão.

5. O livro próprio é o Lecionário.

6. O Evangelho é proclamado pelo diácono ou pelo sacerdote.

7. O salmo é resposta orante à Palavra e deve ser preferencialmente cantado.

8. A proclamação deve ser clara, simples, expressiva e fiel ao texto.

9. No final diz-se apenas: «Palavra do Senhor.»

10. Quem proclama a Palavra deve procurar vivê-la.



CONCLUSÃO: EMPRESTAR A VOZ A DEUS

Ser leitor é aceitar que a própria voz seja colocada ao serviço de uma Palavra maior.

Naquele momento, a assembleia não está reunida para escutar a opinião, a criatividade ou a eloquência do leitor. Está reunida para escutar Deus.

Por isso, o leitor prepara-se, estuda, reza, treina e corrige-se. Não o faz por perfeccionismo, vaidade ou desejo de reconhecimento. Faz tudo isso porque ama a Palavra e respeita o povo que tem o direito de a escutar com clareza.

O verdadeiro leitor desaparece para que a Palavra apareça.

Não procura aplausos. Não reclama protagonismo. Não transforma o ambão num palco. Não considera o ministério uma honra pessoal nem um lugar que lhe pertence.

Sobe ao ambão como servo.

Proclama como discípulo.

Regressa ao seu lugar como alguém que também precisa de escutar, acolher e viver aquilo que acabou de anunciar.

Porque o melhor leitor não é simplesmente aquele que possui a voz mais bonita, a melhor dicção ou a maior segurança.

O melhor leitor é aquele que permite que, através da sua voz, a assembleia reconheça a voz de Cristo, Palavra viva do Pai, que continua hoje a falar ao seu povo.

As fontes principais deste texto são a Instrução Geral do Missal Romano, os Preliminares do Lecionário, a Dei Verbum, a Verbum Domini e as orientações do Secretariado Nacional de Liturgia.

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4700-303

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