Barcelos é uma cidade portuguesa da região Norte e subregião do Cávado, com cerca de 20.625 habitantes.
É sede de um município com 378,70 km² de área e 124 555 habitantes (2008), subdividido em 89 freguesias (é o concelho com maior número de freguesias em todo o país). O município é limitado a norte pelos municípios de Viana do Castelo e Ponte de Lima, a leste por Vila Verde e por Braga, a sueste
por Vila Nova de Famalicão, a sudoeste pela Póvoa de Varzim e a oeste por Esposende. Gonçalo, a 488 metros de altitude, na freguesia de Fragoso. Barcelos é o maior concelho de Portugal, em número de freguesias. São 89 as freguesias que se localizam entre os vales dos rios Cávado e Neiva. A dinâmica do seu povo está reflectida na grandeza do artesanato - cujo exemplo mais flagrante é o Galo de Barcelos -, mas o concelho é hoje um produto da sua história, tipicidade e heranças que se preservam, a que se alia um forte desenvolvimento económico. Bem incrustado no coração do Minho, em Barcelos o visitante pode encontrar, em vários elementos, atractivos fortes para uma estada demorada. Além do artesanato, que é imagem de marca e se reveste de uma importância notória, igualmente o património arquitectónico merece atenção. São os casos da Igreja Matriz (século XIII), Torre de Menagem (século XV), ou o Pelourinho, testemunho da herança do romano e do gótico. E dali, a vista é extasiante. Dá calma e paz estender os olhos até ao litoral e saborear o azul do mar lá longe, ou do verde da montanha da Serra do Gerês. O concelho de Barcelos recebeu foral de [Afonso I de Portugal |D. Afonso Henriques] em [1140]]. A elevação de Barcelos a cidade foi feita por Decreto, em 6 de Setembro de 1928. Localizado em pleno coração do Minho, com o Cávado como travessia, Barcelos sempre assumiu uma posição estratégica na comunicação entre o litoral e interior, Portugal e Castela. Uma situação desde sempre privilegiada, e que lhe valeu o protagonismo na definição da fronteira terrestre entre os dois reinos. Aliás, graças ao empenho e à diplomacia de D. João Afonso nas negociações do tratado de Alcanises, D. Dinis constituiu-o "conde donatário vitalício da vila de Barcelos". Decorria o ano de 1298, e aquela era a primeira vez que, em Portugal, se atribuía o título de conde com carácter vitalício e funções públicas. Nascia então em Barcelos o primeiro condado português, depois de se ter tornado vila régia pelas mãos de D. Afonso Henriques e do seu primeiro foral. Afonso - o 8.º conde de Barcelos - viu D. Pedro acrescentar-lhe ao título de Conde de Barcelos, o de primeiro Duque de Bragança, aumentando assim os privilégios da vila barcelense.