Padre Bruno Ávila

Padre Bruno Ávila Página informativa do pároco de Malta, Modivas e Vilar (Diocese do Porto)

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Estão todos convidados!
13/06/2026

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DOMINGO XI DO TEMPO COMUM (ANO A)«Ao ver as multidões, compadeceu-se profundamente delas, porque estavam cansadas e abat...
13/06/2026

DOMINGO XI DO TEMPO COMUM (ANO A)
«Ao ver as multidões, compadeceu-se profundamente delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor» (Mt 9,36). Por meio desta frase, o evangelista Mateus transmite uma das facetas do amor que Deus nutre pela humanidade. A compaixão de Deus, além de reconhecer a nossa condição de criaturas, é uma forma de amar que jamais está parada. Deus ama-nos de tal modo que se movimenta para nos livrar de tudo o que nos faz sofrer ou que nos afasta da comunhão com ele e com os nossos irmãos. A Trindade preocupa-se connosco. Não nos enganemos: quer-nos sempre bem! Por isso, a compaixão divina é o sinónimo de dádiva. Veremos, de seguida, como é que isso acontece.
A dádiva é feita de duas maneiras. São duas formas de dar vida. Então, há dádiva de si e a dádiva dos outros que seguem o Filho e que conformam a sua existência ao Evangelho. A primeira encontramos na Encarnação e na Paixão de Jesus, numa entrega de si que foi a favor de nós. Não é por acaso que Paulo tenha escrito o seguinte: «Ora, é assim que Deus prova o seu amor para connosco: foi quando ainda éramos pecadores que Cristo morreu por nós» (Rm 5,8). A Cruz entrou na história e moldou o método de amar da humanidade, visto que esta testemunhou o caminho de glorificação do Filho. Nunca se viu um Deus dar a vida pelas criaturas!
No que concerne ao segundo tipo de dádiva, achamo-la no chamamento e no mandato dos doze apóstolos. O número doze não é fruto do acaso. Reporta à figura das dozes tribos de Israel e, por conseguinte, à totalidade da humanidade. Estes doze escolhidos foram homens que seguiam a dádiva de si de Deus. Com o intuito de livrar as ovelhas dos perigos e de tudo que os conduzia à perdição, aos quais estavam expostas no dia-a-dia, Jesus dá-lhes autoridade para curar física e espiritualmente, e também para o anúncio do Reino. Ora, o envio destes doze homens não foi para o proveito ou para o engrandecimento da pessoa de Jesus, mas para a nossa felicidade e alegria.
Por fim, convém não esquecer que cada um dos apóstolos foi nomeado por Mateus. O nome diz muito e define a identidade. Então, se Jesus os chamou pelo nome, isto informa que os conhecia. Deus sabe igualmente o nosso nome e entende o que vai cá dentro no coração. Conhece-nos melhor do que nós próprios. Logo, não há nada que o impeça de nós mandatar a andar pela grande seara que é o nosso mundo (cf. Mt 9,37-38). É certo que os doze já não estão cá. Agora é a nossa vez de ser a segunda dádiva. É a nossa responsabilidade como batizados. Temos a missão de dar um pouco de nós pela totalidade da comunidade, seguindo o exemplo da primeira dádiva, ou seja, manifestando o paradigma de Jesus nas palavras e nos atos. Para isso, é preciso escutar a voz de Deus e guardar a sua aliança (cf. Ex 19,5), nunca permanecendo teimosamente numa fé pessoal, de ocasião ou de tradição.
V. Doce Coração de Jesus que tanto nos amais,
R. Fazei que eu vos ame cada vez mais.
Pe. Bruno Miguel Bulcão Ávila (15-06-2026)

Neste dia rezemos pelos nossos sacerdotes.
12/06/2026

Neste dia rezemos pelos nossos sacerdotes.

11/06/2026
DOMINGO X DO TEMPO COMUM (ANO A)Mateus não era benquisto pelos seus conterrâneos. Apesar do seu nome significar «dom de ...
06/06/2026

DOMINGO X DO TEMPO COMUM (ANO A)
Mateus não era benquisto pelos seus conterrâneos. Apesar do seu nome significar «dom de Deus», tinha uma profissão bastante desagradável. Era um publicano, isto é, um coletor de dinheiro público. Ora, se nós agora não gostamos de pagar os impostos, naquela altura muito menos, visto a carga fiscal era pesadíssima e este homem cobrava, ainda por cima, para o Império Romano. Por outro lado, Mateus mexia com dinheiro, algo que era tido pelos judeus como impuro.
«Certa como a aurora é a sua chegada; Ele virá a nós como chuva, como chuva primaveril que rega a terra» (Os 6,3). Ecoando este versículo do profeta Oseias, Jesus surge na vida de Mateus, sem avisar. O primeiro passo do Emanuel foi ver o publicano, ato que traduz a verdade de que Deus conhece-nos na totalidade. Ele enxerga o potencial que desconhecemos ou que escondemos por ignorância, por medo ou por displicência. Além disso, o chamamento é feito no dia-a-dia, mais precisamente na altura que consideremos a menos divina ou nobre do dia, o tempo do trabalho.
Naquele instante, como fosse uma luz divina que penetra na escuridão da humanidade de Mateus e, por meio dum verbo, o homem impuro começa um novo registo da sua história. «E ele, levantando-se, seguiu-o» (Mt 9,9). Doravante, Mateus deixará a mesa de cobrador para se juntar aos discípulos de Jesus, terminado por reconduzir tudo o que é para a missão e para o Reino. Talvez tivesse tido dúvidas ou se tivesse sentido indigno, devido à profissão. Julgo que já nos sentimos assim. Todavia, Deus não quer saber do nosso passado! Ele almeja que entreguemos, através da conversão, o nosso presente ao seu amor, perspetivando o futuro da nossa salvação. O olhar de Deus é, portanto, recriador.
Então, à semelhança do pai Abraão, Mateus acreditou e «não se deixou, por falta de fé, abalar pela dúvida; pelo contrário, deixou-se fortalecer pela fé, dando glória a Deus» (Rm 4,20). Porém, os fariseus eram adversos a acreditar e aos desvios ao status quo. Não concebiam que Jesus convivesse com publicanos e pecadores. Se calhar não viam, com bons olhos, a mudança de vida de Mateus. Às vezes desconfiamos da conversão do outro. Os fariseus achavam-se erradamente presos ao passado dos novos amigos de Jesus. Infelizmente não enxergavam como Deus faz. Estes concebiam o passado como sendo uma sentença, que jamais poderia ser revogada, ou seja, perdoada por um juiz que professa sempre o amor pelas criaturas. Ao contrário de Deus, o que lhe interessava era o sacrifício e o castigo, e não a misericórdia (cf. Mt 9,13).
Logo, estejamos atentos ao chamamento de Deus. Não fiquemos igualmente presos aos preconceitos, os quais desembocam no prejuízo. Porventura, falta-nos a coragem de Mateus, que deixou a contagem da moedas e o acumular dos impostos para ser uma dádiva a fundo perdido. Foi o próprio que escreveu a perícope evangélica deste domingo. Mateus foi sincero no seu passado e aceitou o que foi. Podia a ter omitido. Porém, legou-nos a sua história, com o intuito de nos mostrar que não nos podemos esconder do olhar de Deus.
Pe. Bruno Miguel Bulcão Ávila (07-06-2026)

Primeira Comunhão em Vilar
04/06/2026

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