06/08/2026
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A festa da Transfiguração do Senhor, celebrada a 6 de agosto, recorda o momento em que Cristo manifestou a sua glória divina diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João, na presença de Moisés e Elias, testemunhas da Lei e dos Profetas.
Como refere o Prefácio da celebração, «𝑛𝑎 𝑠𝑢𝑎 ℎ𝑢𝑚𝑎𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒, 𝑒𝑚 𝑡𝑢𝑑𝑜 𝑠𝑒𝑚𝑒𝑙ℎ𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑎̀ 𝑛𝑜𝑠𝑠𝑎, 𝑓𝑒𝑧 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑙𝑎𝑛𝑑𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑎 𝑙𝑢𝑧 𝑑𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑛𝑑𝑎𝑑𝑒, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑡𝑖𝑟𝑎𝑟 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑑𝑖𝑠𝑐𝑖́𝑝𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑜 𝑒𝑠𝑐𝑎̂𝑛𝑑𝑎𝑙𝑜 𝑑𝑎 𝑐𝑟𝑢𝑧 𝑒 𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎𝑟 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑣𝑖𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑟-𝑠𝑒 𝑛𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜 𝑑𝑎 𝐼𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑙𝑎𝑛𝑑𝑒𝑐𝑖𝑎 𝑛𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑐𝑎𝑏𝑒𝑐̧𝑎».
A celebração, de origem oriental e estendida a toda a Igreja pelo Papa Calisto III em 1457, evidencia a dimensão pascal e escatológica da fé cristã, apresentando a Transfiguração como antecipação da glória da Ressurreição.
Esta dimensão gloriosa encontra expressão na iconografia do Divino Salvador, uma representação de Cristo ressuscitado e triunfante, que manifesta simultaneamente a sua humanidade e a sua divindade.
A designação «Salvador» remete para a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, enquanto a sua representação glorificada convida os fiéis à contemplação da esperança cristã e da promessa de participação na glória divina.
Assim, tal como a Transfiguração revela antecipadamente a identidade e a missão de Cristo, a imagem do Divino Salvador constitui uma expressão visual da sua realeza, do seu poder salvífico e da plenitude da redenção alcançada pelo mistério pascal.