03/08/2026
4 de Agosto a Igreja celebra São João Maria Vianney, patrono dos Sacerdotes e dos Párocos.
Rezemos hoje por todos os Sacerdotes e sobretudo pelos nossos Párocos para que Deus os assista em tantas dificuldades.
João Maria Batista Vianney nasceu em Maio de 1786, perto de Lião (França). Passou a infância a ajudar os pais. Na juventude foi considerado refratário de guerra e, embora injustamente, teve de viver escondido um ano. Pensou, ajudado pelo diretor espiritual, fazer-se sacerdote e entrou para o seminário, mas teve de ser despedido por não conseguir aprender Latim e a Filosofia. Mas devido à falta de sacerdotes, decidiram admiti-lo ao sacerdócio, sendo ordenado a 13 de agosto de 1815.
Durante quase quarenta e dois anos paroquiou a pequena aldeia de Ars, no sul de França, sendo conhecido como o Santo Cura d’Ars. Era uma pequena paróquia, totalmente descristianizada; o povo ridicularizava-o, caluniava-o e blasfemava contra ele. Mas graças à oração e as duras penitências, à sua mansidão e paciência, conseguiu pouco a pouco transformá-la e fazer que o chamassem “o bom pai”. Aí se distinguiu pela pregação, caridade, oração e mortificação. Era também estrondosamente tentado pelo demónio, mas encontrava fortaleza e serenidade no Espírito Santo, com quem vivia em intimidade, considerando-O como “pomba” no ninho do coração e como “jardineiro” da alma. Era grande outrossim o seu amor à Eucaristia e à Virgem Maria. Tinha igualmente em grande apreço o sacerdócio: «Meu Deus, como é grande o sacerdócio!»; «O padre é o coração de Deus sobre a Terra»; «Se encontrasse na rua um padre e um anjo, iria primeiro saudar o padre, porque o anjo é amigo de Deus, mas o padre é Seu representante». Por isso recomendava ao seu bispo: «Amai muito os vossos padres!»
A sua fama de santidade correu mundo, vindo multidões de toda a parte procurar os seus concelhos e conforto espiritual. Chegava a confessar mais de 15 horas por dia e dormia apenas 2 ou 3 horas e direção espiritual também. Estava convencido para si e para todos que «a única felicidade neste mundo consiste amar a Deus e saber que Ele nos ama».
Morreu feliz a 4 de agosto de 1859: «Como é bom morrer quando se viveu na cruz!», exclamou.
Foi canonizado por Pio XI em 1925 e declarou padroeiro dos párocos do mundo inteiro.
Lições e Prepósitos:
Amor entranhado ao Bom Deus, amando-O e sabendo-se amado por Ele, vivendo em intimidade com o Espírito Santo e com a Virgem Maria;
Total dedicação aos fiéis da sua paróquia e a todos os que o procuravam, particularmente no confessionário, feito «servo de todos, para a todos salvar», como São Paulo;
Modelo para os sacerdotes, que ele amava de todo o coração, particularmente párocos, dado o seu amor à Eucaristia e a Maria, a direção espiritual sobretudo no confessionário, a sua oração e a austeridade de vida;
Caridade para com todos, a todos ajudando, mesmo àqueles que o ofendiam.