Paróquia de Santa Luzia - Angra

Paróquia de Santa Luzia - Angra Paróquia de Santa Luzia, cidade de Angra do Heroísmo
Celebrações:
Domingo - 12h15
Sábado - 19h
2a a 6a feira - 18h30

Horário das Missas:
Domingo: 12h
Sábado: 19h
2ª a 6ª: 18h30

01/08/2026

Estudo do Evangelho
2 de Agosto / XVIII Domingo do Tempo Comum.

Uma grande multidão aproxima-se de Jesus, procura Jesus, sente necessidade de Jesus. Há um poder de atração de Jesus que movimenta a multidão ao seu encontro. Jesus viu a grande multidão, e cheio de compaixão cura os seus doentes. Junto de Jesus não há anonimato, cada um de nós na multidão que é a humanidade, é conhecido e amado por Deus. Jesus sabe quais são as nossas necessidades, sente compaixão por nós e cura-nos. Somos destinatários desta compaixão de Jesus que nos dirige o seu olhar. Este é um sentimento profundo que Jesus tem e que vem do seu íntimo e do seu amor infinito por nós. Cura-nos no seu amor compassivo e dá-nos o que necessitamos.
Sentimo-nos assim olhados, amados e curados por Jesus?
Quais são as necessidades que colocamos no coração compassivo de Jesus?
Que curas necessitamos neste momento?

A multidão está faminta e Jesus dá-lhe de comer.
Há o milagre da multiplicação dos pães que partidos e repartidos chegam para todos. Ficam saciados. Há aqui uma alusão à Eucaristia onde Jesus se faz pão partido e partilhado por todos, para que todos fiquemos saciados com vida de paz e de alegria.
Jesus identifica a maior necessidade da multidão. O que o ser humano mais necessita é de Deus que se oferece em Seu Filho Jesus que dá vida.

Jesus apresenta a sua prioridade que é a de estar próximo dos pobres para os servir dando-lhes vida no seu Amor. O alimento é Jesus, que na sua divindade sacia a nossa humanidade e leva-nos à experiência da plenitude da vida. Recebemos essa bênção divina na Eucaristia em que Jesus Cristo se faz pão partido, partilhado e alimento de vida eterna.
Procuramos este alimento participando na Eucaristia Dominical na nossa comunidade?
Como partilhamos este alimento com os nossos irmãos levando-os até Cristo?

O que nos é pedido é que vivamos com humildade evitando o supérfluo, tendo o que é necessário, servir os pobres e procurar Jesus como nosso alimento da salvação. Viver a pobreza é ter o necessário, vivendo com humildade sem o supérfluo e sem luxos. Diz-nos o Padre Chevrier que “é necessário fazer-se pobre por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, para imitar a sua santa pobreza e andar em oposição ao mundo” Verdadeiro Discípulo página 292.
Em Jesus temos tudo o que necessitamos e alimentados pelo Seu amor na Eucaristia e imitando a sua santa pobreza amando, servindo e saciando os pobres, teremos nele a vida eterna.

26/07/2026

EVANGELHO E VIDA
XVII Domingo Tempo Comum A

“Pede o que quiseres” (1Rs 3, 5. 7-12)

“O Reino dos Céus” semelhante a... (Mt. 13, 44-52)

A confiança de Deus pela criatura (homem) é sempre surpreendente e ultrapassa toda a compreensão. “Deus conhece e sonda o que há no íntimo dos corações”. O homem é ‘feliz quando põe n’Ele a sua confiança’, ele (homem) nada tem nem pode, sem o auxílio maior que vem do alto, no entanto, parece ‘crescer tanto’ na sua ambição que, entre alguns, há mesmo a pretensão de poder prescindir de Deus...

O Rei Salomão, reconhece no seu lugar e história algo que lhe ultrapassa. Neste contexto e como tantas vezes cantamos: “Quem sou eu Senhor, quem és Tu, passaste e segredaste-me vem (…)”.

Ele pede a Sabedoria porque sabe ser necessário para orientar e conduzir o Povo, pertença do Senhor. Um pedido que se orienta para a missão, para melhor servir a todos. Igualmente um coração sábio e inteligente que saiba discernir o bem do mal.

Deus “concorre em tudo para o bem daqueles que O amam”. Só Ele pode e faz possível, o que por suas forças nunca alcançaria. O proceder de Deus desarma, deixa perplexos e mudos sem compreender; ficando espaço apenas para o Amor e a Gratidão. A acção de Deus ‘derruba os poderosos de seus tronos, mas exalta os humildes’.

No Evangelho, a alegria percorre as parábolas e faz-nos sonhar e desejar do que enche o coração. “O Reino dos Céus é semelhante”:

A um tesouro escondido. A atitude de quem o encontra manifesta-se na sabedoria como depois atua. Contrário ao espírito do mundo, habituado à acumulação dos ‘tesouros’ que fazem enfraquecer, por não se tornar rico aos olhos de Deus; partilhando.
Ao negociante de perolas preciosas. Para quem coleciona, encontrar joias de valor extraordinário/ superior, faz com que venda tudo, para possuir o que não tem. O que estaríamos capazes de ‘perder para ganhar’ o maior dos tesouros?
Uma rede lançada ao mar. Que grande a alegria quando vem pesada, mas, há depois a necessidade de separar e deitar fora o que não preste.
A este propósito, dizia o Papa Bento XVI: “É bom estar na rede do Senhor”, mesmo quando vivemos no meio de ‘coisas más’ que O desagradem, por não serem dignas da vida cristã, algo em nós sempre necessita de purificação. No julgamento final, como ao trigo e joio que são separados, também da ‘rede farta’, tanto deve ser subtraído.

Em nossas atividades e planos pastorais, peçamos o dom da sabedoria que em tudo nos oriente.

P. José Maria Furtado

19/06/2026

EVANGELHO E VIDA

XII Domingo do Tempo Comum | Mateus 10, 26-33

A mensagem deste domingo contém uma chamada de atenção para aqueles que querem ser verdadeiros discípulos de Jesus Cristo: a perseguição está sempre no seu horizonte. Contudo, garante também a fidelidade de Deus que nunca abandona os seus. A este propósito, recordo um encontro em que participava Mons. Ancel, bispo auxiliar de Lyon (França), perito do Concílio Vaticano II e membro do Prado, do qual foi Superior Geral durante vários anos. Dizia ele que se interrogava se teria anunciado a mensagem de Jesus com a força com que o deveria ter feiro. E porquê? – Porque nunca tinha sido perseguido.
A primeira leitura apresenta-nos o profeta Jeremias, um homem que passou pela perseguição, pela solidão, e pelo abandono - até dos seus próprios amigos - por causa da Palavra de Deus que anunciava. No entanto, ele não deixa de confiar em Deus e de anunciar, com coerência e fidelidade, as propostas de Deus para os homens.
Na segunda leitura, Paulo recorda aos cristãos de Roma que a fidelidade aos projetos de Deus gera vida enquanto o egoísmo gera morte.
No Evangelho, Jesus previne os discípulos sobre a inevitabilidade das perseguições e das incompreensões, mas afirma categoricamente: “não temais”. Noutra passagem acrescenta: «Porque Eu estarei sempre convosco». Para confirmar tudo isto, serve-se de uma bela comparação: «Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai. Portanto, não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos».

Para refletir:
Já alguma vez fui perseguido(a)?
Já me aconteceu deixar de ser testemunha da mensagem de Jesus com medo das incompreensões, das más respostas, das recusas, de ser ridicularizado(a)?
Como vivo e ultrapasso os meus medos?

Padre Horácio Noronha

14/06/2026

EVANGELHO E VIDA

XI Domingo do Tempo Comum | Mt, 9, 36- 10,8

Jesus nunca anda distraído. Está sempre atento ao que se passa à sua volta. Hoje, damos conta da sua atitude de compaixão perante as multidões que o seguiam “por andarem fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”.
Com esta atitude Jesus define logo uma das principais caraterísticas de um bom pastor: encher-se de compaixão. Aqueles que O escutam são pessoas que buscam algo mais que não existe nas suas vidas, andam cansadas e abatidas.
O Papa Leão na sua carta apostólica sobre uma fidelidade que gera futuro diz o seguinte “os presbíteros são chamados a dar uma resposta eficaz à grande fome de relações autênticas e sinceras que se nota na sociedade contemporânea, testemunhando uma Igreja que seja fermento eficaz dos laços, das relações e da fraternidade da família humana…”.
Outra caraterística de um bom pastor é a oração. Sem ela ficamos presos à nossa vontade, aos nossos méritos e mais facilmente nos sentimos desencantados com a própria missão. A oração é fundamental porque nos faz necessitar da inspiração e da presença de Deus para a missão a que somos confiados. Aliás, somos apenas enviados, não vamos em nome próprio. Somos trabalhadores, cooperadores do Reino.
A nossa oração deve ter sempre uma vertente apostólica. Jesus é claro: “rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”. Quando rezo é também para me comprometer com Deus e com os outros. Que faço eu para que os outros se sintam interpelados e possam dispor o coração ao convite de Deus?
Jesus quis precisar de um grupo de discípulos missionários para, em nome dele, fazerem o que Jesus faz. São escolhidos, mesmo com as suas imperfeições e limitações. Jesus chamou-os, formou-os e deu-lhes a sua autoridade, feita de serviço e amor, para libertar, curar, para dar vida em abundância, como é próprio de um bom pastor.
Uma outra caraterística de um bom pastor: ser alguém despojado, pobre, que sai ao encontro, primeiro dos mais pobres, dos mais ausentes, daqueles que estão desalentados com a vida, consigo próprios, com Deus, com a comunidade, e que precisam de escutar uma Boa Nova. A pobreza é um dom do amor de Deus que temos de pedir na oração de cada dia. Na oração “Oh pobreza que bela és” o padre António Chevrier suplicará: “Dai-me, meu Mestre, esta bela pobreza!” (VD 323).
Um bom pastor é aquele que não se cansa de anunciar Jesus Cristo e o seu Reino; deve estar agradecido por ter sido escolhido, por dar contas do dom de Deus, dado gratuitamente para servir o bem de todos, a começar pelos mais pequeninos: “recebeste de graça, dai de graça”.

Oração de louvor
Jesus, Pastor da compaixão, Tu nos chamas e envias para a missão. Queres que a nossa oração seja provocadora de vocação, pois precisas de corações que se sintam atraídos por Ti.
Também nos convidas à formação a partir do que somos, das nossas imperfeições. Colocaste no coração do padre Chevrier a regra do único necessário, anunciar a Boa Nova aos pobres.
Ajuda-nos a viver à Tua maneira, para chegar ao coração dos pobres. Recebemos gratuitamente tudo o que somos. Faz-nos comunicadores do teu dom.

No domingo passado 7 junho vivemos um momento muito especial na nossa igreja com a apresentação do livro “O Espírito San...
08/06/2026

No domingo passado 7 junho vivemos um momento muito especial na nossa igreja com a apresentação do livro “O Espírito Santo dos pequeninos” da autoria da catequista Cláudia Borges da nossa paróquia.
Vivemos uma partilha de emoções e de sentimentos que norteiam as tão queridas festas do Espírito Santo, rodeados de crianças e pessoas amigas.
Estiveram representadas as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e as Juntas de Freguesia de S. Bento e S. Sebastião.
E contámos com a presença do Coro Alleggro, de uma dramatização protagonizada por Lúcia Moniz e Laura Aguiar e ainda Andreia Fernandes e Paulo Freitas.
Parabéns à Cláudia e à sua arte de transmissão da fé e dos valores ao mais pequeninos!

08/06/2026

Hino do Espírito Santo interpretado pelo Coro Alleggro no lançamento do livro “O Espírito Santo dos pequeninos” de Claudia Borges

Quinta-feira Corpo de Deus 12h15: Eucaristia
03/06/2026

Quinta-feira Corpo de Deus
12h15: Eucaristia

EVANGELHO E VIDA.
Dia de Corpo de Deus
João 6, 51 – 58

Neste Evangelho encontramos Jesus a falar aos seus Discípulos com muita ternura. Jesus é maravilhoso e com tanto amor indica aos seus discípulos o que devem fazer para alcançarem a Vida Eterna.
Jesus indica aos Discípulos aquilo que é essencial: Comer o Seu Corpo e beber o Seu Sangue. Jesus é o Alimento de Vida Eterna. Jesus repete várias vezes esta ideia central e essencial da nossa fé e da nossa salvação. Há uma ligação existêncial entre estas palavras de Jesus e a Última Ceia. O que é maravilhoso é que hoje cada um de nós tem este alimento de salvação para tomar, que é Jesus na Sagrada Eucaristia.
Desejar este alimento, procurar este alimento, tomar este alimento, comer a carne de Jesus e beber o Seu Sangue é encontrar a Vida de Deus em nós que nos salva para a Eternidade. Este é o Mistério maior da nossa fé, pela sua Paixão e Morte na Cruz, Jesus dá-se como alimento de Vida Eterna que no Altar da Cruz em cada Eucaristia temos para tomar, para comer, para beber, unindo-nos a Ele para sempre. Porque o Seu corpo em alimento e o Seu Sangue derramado, perdoa-nos os pecados, purifica-nos do mal e salva-nos para sempre. Jesus fala de uma forma clara, direta, para fortalecer a fé e a esperança aos seus discípulos e para os levar a tomar esse alimento que é Ele mesmo, nossa salvação.

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Estas palavras de Jesus interpelam-me a estar unido a Ele na Sagrada Comunhão do Seu Corpo e Sangue. A promessa é dirigida ao coração de cada um de nós, uma garantia maravilhosa à qual nos entregamos. Teremos Vida Eterna em Cristo porque dele nos alimentamos na Sagrada Eucaristia. Ao mesmo tempo é interpelação para nós nos entregarmos aos nossos irmãos e sermos em Cristo bom pão para ser comido, bom alimento para dar força e para conduzir todos até Jesus. Quando amamos e servimos os pobres entregamo-nos em alimento como caminho de salvação. Tomemos o exemplo de A. Chevrier e tomemos a decisão de seguir Jesus Cristo mais de perto levando Jesus como alimento aos que necessitarem de nós, aos pobres deste mundo de hoje a quem somos enviados.

“O ESPÍRITO SANTO DOS PEQUENINOS”As nossas festividades tão queridas do Espírito Santo ainda não terminaram. Ao iniciar ...
02/06/2026

“O ESPÍRITO SANTO DOS PEQUENINOS”

As nossas festividades tão queridas do Espírito Santo ainda não terminaram. Ao iniciar esta semana com o Dia Mundial da Criança vamos homenagear no próximo domingo os mais novos com a apresentação do livro «O Espírito Santo dos Pequeninos» da autoria da catequista Cláudia Borges.
Venha connosco viver este momento inédito dia 7 junho às 15h na Igreja de Santa Luzia, recheado da mística do Espírito Santo e vivido com música, dramatização teatral e muita amizade.
Não falte. As festividades do Espírito Santo tiveram início com as crianças coroadas pela Rainha Santa Isabel, são elas a pureza que nos fala de Deus e serão elas as guardiãs desta nobre devoção que nos enriquece como açorianos. Por isso traga os seus filhos e netos e venha festejar connosco!

Endereço

Santa Luzia
Angra Do Heroísmo
9700-173

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