01/08/2026
Estudo do Evangelho
2 de Agosto / XVIII Domingo do Tempo Comum.
Uma grande multidão aproxima-se de Jesus, procura Jesus, sente necessidade de Jesus. Há um poder de atração de Jesus que movimenta a multidão ao seu encontro. Jesus viu a grande multidão, e cheio de compaixão cura os seus doentes. Junto de Jesus não há anonimato, cada um de nós na multidão que é a humanidade, é conhecido e amado por Deus. Jesus sabe quais são as nossas necessidades, sente compaixão por nós e cura-nos. Somos destinatários desta compaixão de Jesus que nos dirige o seu olhar. Este é um sentimento profundo que Jesus tem e que vem do seu íntimo e do seu amor infinito por nós. Cura-nos no seu amor compassivo e dá-nos o que necessitamos.
Sentimo-nos assim olhados, amados e curados por Jesus?
Quais são as necessidades que colocamos no coração compassivo de Jesus?
Que curas necessitamos neste momento?
A multidão está faminta e Jesus dá-lhe de comer.
Há o milagre da multiplicação dos pães que partidos e repartidos chegam para todos. Ficam saciados. Há aqui uma alusão à Eucaristia onde Jesus se faz pão partido e partilhado por todos, para que todos fiquemos saciados com vida de paz e de alegria.
Jesus identifica a maior necessidade da multidão. O que o ser humano mais necessita é de Deus que se oferece em Seu Filho Jesus que dá vida.
Jesus apresenta a sua prioridade que é a de estar próximo dos pobres para os servir dando-lhes vida no seu Amor. O alimento é Jesus, que na sua divindade sacia a nossa humanidade e leva-nos à experiência da plenitude da vida. Recebemos essa bênção divina na Eucaristia em que Jesus Cristo se faz pão partido, partilhado e alimento de vida eterna.
Procuramos este alimento participando na Eucaristia Dominical na nossa comunidade?
Como partilhamos este alimento com os nossos irmãos levando-os até Cristo?
O que nos é pedido é que vivamos com humildade evitando o supérfluo, tendo o que é necessário, servir os pobres e procurar Jesus como nosso alimento da salvação. Viver a pobreza é ter o necessário, vivendo com humildade sem o supérfluo e sem luxos. Diz-nos o Padre Chevrier que “é necessário fazer-se pobre por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, para imitar a sua santa pobreza e andar em oposição ao mundo” Verdadeiro Discípulo página 292.
Em Jesus temos tudo o que necessitamos e alimentados pelo Seu amor na Eucaristia e imitando a sua santa pobreza amando, servindo e saciando os pobres, teremos nele a vida eterna.