Paróquia e Santuário de Nossa Senhora da Conceição

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12/08/2026

Evangelho do dia 12 de agosto de 2026, quarta feira da XIX semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 18,15-20)- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15 "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, comunica o caso à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles".

Reflexão

A Palavra de Deus convida-nos a refletir sobre a importância da correção fraterna e do poder da oração em comunidade. No Evangelho de São Mateus, Jesus ensina-nos um caminho de reconciliação e amor para com aqueles que erram. Ele nos instrui a corrigir o nosso irmão que peca, mas sempre com caridade e discrição. Este é um chamamento à responsabilidade mútua que temos uns para com os outros na caminhada da fé.

A primeira etapa que Jesus propõe é abordar o irmão em particular. Este gesto preserva a dignidade e o respeito pela pessoa, evitando escândalos desnecessários. Se este irmão nos ouvir, ganhamos um amigo, restauramos uma relação e promovemos a paz. Caso ele não nos escute, Jesus sugere envolver uma ou duas testemunhas, para que o diálogo seja mais sólido e imparcial. E se ainda assim não houver mudança, a questão deve ser levada à Igreja, que é mãe e mestra, capaz de orientar seus filhos no caminho da verdade.

Este processo de correção fraterna revela o cuidado que devemos ter com nossos irmãos na fé. Não se trata de julgar ou condenar, mas de amar ao ponto de querer ver o outro livre do pecado e próximo de Deus. A correção fraterna é um ato de amor que busca a conversão do coração.

Além disso, Jesus fala-nos do poder da oração comunitária. Ele assegura-nos que quando dois ou três estão reunidos em seu nome, Ele está presente no meio deles. Esta presença é fonte de força e graça para todos nós. Quando oramos juntos, não apenas fortalecemos a nossa comunhão com Deus, mas também uns com os outros. A oração comunitária é um sinal visível da unidade do Corpo de Cristo.

As palavras do Senhor recordam-nos também a autoridade conferida à Igreja: "Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu". Esta autoridade é exercida em nome de Cristo e visa sempre o bem das almas e a edif**ação do Reino de Deus.

Que todos sejamos instrumentos de paz e de amor nas nossas comunidades!

11/08/2026

Evangelho dia 11 de agosto de 2026, terça feira da XIX Semana do Tempo Comum. Dia de Santa Clara!

(Mt 18,1-5.10.12-Naquele tempo, 1 os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?" 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, f**ará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos".

Reflexão

As palavras do Evangelho de Mateus convidam-nos a refletir sobre a verdadeira grandeza no Reino dos Céus. Os discípulos de Jesus, talvez influenciados pelas ideias do mundo, perguntam quem seria o maior no Reino dos Céus. A resposta de Jesus, como sempre, surpreende-nos e desafia-nos: Ele chama uma criança e coloca-a no meio deles, afirmando que, para entrar no Reino dos Céus, é necessário converter-se e tornar-se como uma criança.

Esta imagem da criança remete-nos à pureza, simplicidade e humildade. As crianças confiam plenamente, são dependentes e não se preocupam com as honrarias ou com o poder. Jesus ensina-nos que a verdadeira grandeza está em nos fazermos pequenos, em reconhecer nossa total dependência de Deus e em viver com um coração humilde e manso. É um chamado à conversão, a mudar nossa mentalidade para acolher o Reino de Deus com a mesma abertura e confiança que uma criança tem.

Além disso, Jesus alerta-nos para não desprezarmos nenhum desses pequeninos. Ele lembra-nos que os seus anjos veem continuamente a face do Pai. Isso mostra-nos o valor imenso que cada pessoa tem aos olhos de Deus. Somos chamados a acolher e amar cada um, especialmente os mais vulneráveis e pequenos, pois ao fazer isso, estamos recebendo o próprio Cristo.

Também encontramos a parábola da ovelha perdida. O pastor deixa as noventa e nove para buscar aquela que se perdeu. Esta imagem revela-nos o coração misericordioso de Deus, que não deseja que nenhum de seus filhos se perca. Deus está sempre em busca daqueles que se afastaram, pronto para acolhê-los de volta com alegria. Esta é uma mensagem de esperança para todos nós: não importa quão longe possamos ter nos afastado, Deus nunca desiste de nós. E nós não devemos desistir dos nossos irmãos enquanto cristãos comprometidos com a transformação da história!

10/08/2026

Evangelho do dia 10 de agosto de 2026, na festa litúrgica do Diácono S.Lourenco!

Evangelho (Jo 12,24) - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24 "Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará".

Reflexão

As palavras do Evangelho de hoje convidam-nos a meditar sobre o mistério da vida e da morte, e como, paradoxalmente, a verdadeira vida nasce do sacrifício. Jesus apresenta-nos a imagem do grão de trigo que precisa cair na terra e morrer para produzir fruto. Esta metáfora ensina-nos que, em nosso caminho cristão, é necessário abraçar a cruz e renunciar a nós mesmos para alcançar a plenitude da vida em Cristo.

No mundo em que vivemos, somos frequentemente tentados a nos apegar à nossa própria vida, buscando segurança, conforto e realizações pessoais. Contudo, o Senhor adverte-nos que quem se apega à sua vida neste mundo acabará por perdê-la. Em contrapartida, aquele que faz pouca conta de sua vida terrena, ou seja, que não coloca suas esperanças e valores nas coisas passageiras deste mundo, conservará sua vida para a eternidade.

Em nosso dia a dia, somos chamados a seguir Jesus no caminho do serviço e da doação. Ele promete que aquele que o serve estará com Ele onde Ele estiver. Este chamamento ao serviço é um convite à intimidade com Cristo, que se manifestará plenamente na honra que o Pai dará aos seus servos fiéis.

Sejamos grãos de trigo dispostos a cair na terra e morrer para nós mesmos. Que a nossa vida seja um testemunho da generosidade divina, semeando amor e justiça ao nosso redor. Assim, encontraremos a verdadeira vida que não se perde com o tempo, mas permanece para sempre na glória do Reino dos Céus.

Que o Senhor nos conceda a graça de viver esta mensagem com alegria e confiança, sabendo que Ele é poderoso para nos cumular de toda sorte de graças e nos fortalecer na nossa caminhada cristã.

09/08/2026

Evangelho do dia 9 de agosto, de 2026, XIX domingo do tempo comum, Ano A.

Evangelho (Mt 14,22-33)

Depois da multiplicação dos pães, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, f**aram apavorados, e disseram: "É um fantasma". E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!" 28 Então Pedro lhe disse: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água". 29 E Jesus respondeu: "Vem!" Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!" 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?" 32 Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33 Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

Partilha de reflexão

Ao meditarmos sobre este Evangelho, somos convidados a refletir sobre a fé e a confiança que devemos ter no Senhor, especialmente no meio das tempestades da vida. Vemos Jesus, após a multiplicação dos pães, retirando-se para orar a sós no monte. Este momento de oração ensina-nos que, mesmo no meio do sucesso ou da agitação, é essencial buscar a comunhão com Deus, encontrando nele força e direção.

Os discípulos, por outro lado, estavam na barca enfrentando ventos contrários. Esta imagem da barca agitada pelas ondas nos lembra das dificuldades e desafios que enfrentamos no nosso caminho. É justamente nesses momentos que o Senhor vem ao nosso encontro. Jesus aparece caminhando sobre as águas, demonstrando o seu domínio sobre as forças da natureza. Os discípulos, assustados, pensam tratar-se de um fantasma. Mas Jesus tranquiliza-os com palavras de coragem: "Sou eu. Não tenhais medo!"

Pedro, com sua habitual ousadia, pede para ir ao encontro de Jesus sobre as águas. Inicialmente, ele caminha com confiança, mas ao sentir o vento forte, a sua fé vacila e ele começa a afundar. Este episódio revela uma verdade profunda sobre a nossa vida espiritual: quando mantemos nossos olhos fixos em Cristo, podemos superar as dificuldades; mas quando nos deixamos distrair pelo medo e pelas preocupações, começamos a afundar.

O clamor de Pedro, "Senhor, salva-me!", é um grito que todos nós conhecemos bem. E Jesus, com infinita misericórdia, estende a mão e segura-o. Aqui vemos o amor incansável de Cristo por nós: mesmo quando a nossa fé é fraca ou vacilante, Ele está sempre pronto para nos resgatar.

A primeira leitura nos oferece uma visão complementar desta mensagem. O profeta Elias encontra Deus não no vento forte, no terremoto ou no fogo, mas no murmúrio de uma leve brisa. Assim também devemos aprender a reconhecer a presença de Deus nas sutilezas do nosso dia a dia e na quietude do nosso coração.
Sejamos ousados na busca de Cristo! E ao contrário do que o espírito mundano pensa, é uma sorte, uma grande sorte ter fé em Deus!

08/08/2026

Evangelho do dia 8 de agosto de 2026

Evangelho (Mt 17,14-20)

14 Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15 "Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16 Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!" 17 Jesus respondeu: "Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei f**ar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino". 18 Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora o menino ficou curado. 19 Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: "Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?" 20 Jesus respondeu: "Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: 'Vai daqui para lá' e ela irá. E nada vos será impossível".

REFLEXÃO

A Palavra de Deus convida-nos hoje a refletir sobre a força e a importância da fé na nossa vida. No Evangelho, encontramos Jesus diante de um pai aflito, cujo filho sofria terrivelmente. O homem, em sua dor e desespero, busca em Jesus a esperança de cura para o seu filho, após ter visto os seus discípulos falharem na tentativa de libertá-lo do mal.

Jesus, ao ouvir o clamor do pai, lamenta a falta de fé daquelas pessoas ao seu redor: "Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei f**ar convosco?". Esta exclamação faz -nos recordar que a fé é um elemento essencial na nossa relação com Deus. É pela fé que nos aproximamos do Senhor e permitimos que Ele opere maravilhas nas nossas vidas.

A resposta de Jesus aos discípulos, que não conseguiram expulsar o demónio, é clara: "Porque a vossa fé é demasiado pequena". Aqui, nosso Senhor nos ensina que a fé, mesmo sendo pequena como um grão de mostarda, possui um poder extraordinário. Com ela, podemos mover montanhas e enfrentar as dificuldades mais desafiadoras. A fé genuína não se apoia em nossa própria força ou habilidade, mas sim na confiança plena no poder de Deus.

Hoje, somos chamados a examinar a qualidade da nossa fé. Será que temos confiado verdadeiramente no Senhor em todas as situações? Temos buscado crescer na fé através da oração, dos sacramentos e da vivência da caridade? A fé não é apenas uma crença intelectual; ela manifesta-se nas nossas ações e na maneira como enfrentamos os desafios diários.

Peçamos ao Senhor que aumente nossa fé, para que possamos ser testemunhas vivas do seu amor e poder neste mundo. Que possamos aprender com o exemplo daquele pai aflito a buscar sempre Jesus como fonte de cura e salvação. E que, com humildade e confiança, possamos dizer ao Senhor: "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé".

Que Maria Santíssima, modelo perfeito de fé e confiança em Deus, interceda por nós e nos ajude a viver segundo os ensinamentos do seu Filho amado.

07/08/2026

Evangelho do dia 7 de agosto de 2026

Evangelho (Mt 16,24-28)- Naquele tempo, 24 Jesus disse aos discípulos: "Se alguém me quiser seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida ha-de perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, ha-de encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca da sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28 Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem chegar o Filho do Homem na glória do seu Reino.

REFLEXÃO

Este Evangelho apresenta-nos uma mensagem central para a nossa caminhada cristã: a chamada de Jesus a renunciar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo. Estas palavras de Nosso Senhor são um convite ao verdadeiro discipulado, que exige de nós uma entrega total e incondicional.

Jesus começa dizendo: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo". Renunciar a si mesmo não é apenas abrir mão de desejos ou vontades pessoais, mas é colocar Cristo no centro das nossas vidas, permitindo que Ele guie os nossos passos. É uma chamada à humildade, ao reconhecimento de que sem Ele nada podemos fazer. Esta renúncia é um ato de amor, onde deixamos de lado o egoísmo e nos voltamos para o serviço aos outros, seguindo o exemplo do próprio Cristo.

Em seguida, Jesus convida-nos a tomar a nossa cruz. A cruz é símbolo de sofrimento e sacrifício, mas também de redenção e vitória. Tomar a cruz signif**a aceitar as dificuldades e os desafios da vida com fé e esperança, confiando que Deus está conosco em cada momento. Não se trata de buscar o sofrimento por si só, mas de abraçar com coragem as provações que nos são apresentadas, sabendo que elas podem ser caminhos de crescimento espiritual.

O Senhor ensina-nos que "quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la". Esta aparente contradição revela uma profunda verdade espiritual: ao nos desprendermos das seguranças mundanas e colocarmos a nossa confiança em Cristo, encontramos a verdadeira vida. É um convite à liberdade interior, onde deixamos de lado as preocupações excessivas com o sucesso material ou com o reconhecimento humano, para buscar aquilo que realmente importa: a comunhão com Deus.

Somos chamados hoje a refletir sobre nossa própria caminhada com Cristo. Estamos dispostos a renunciar a nós mesmos? Estamos prontos para tomar nossa cruz e segui-Lo? Que possamos pedir ao Senhor força e coragem para viver com fidelidade. E que possamos encontrar em Cristo a verdadeira vida que Ele nos oferece abundantemente.

06/08/2026
06/08/2026

Evangelho do dia 6 de agosto de 2026 na Festa da Transfiguração do Senhor

Evangelho (Mt 17,1-9)

Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas f**aram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: "Senhor, é bom f**armos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias". 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!" 6 Quando ouviram isto, os discípulos f**aram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantai-vos, e não tenhais medo". 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: "Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

REFLEXÃO

Hoje somos convidados a contemplar o mistério da Transfiguração do Senhor, um momento singular em que Jesus revela a sua glória divina aos discípulos Pedro, Tiago e João. Neste evento, Jesus manifesta-se em sua plena luz, o seu rosto resplandecendo como o sol e as suas vestes brilhando como a luz. Esta visão não é apenas uma antecipação da glória da ressurreição, mas também um sinal claro para reconhecer a divindade de Cristo na nossa vida quotidiana!

A presença de Moisés e Elias ao lado de Jesus é signif**ativa. Moisés representa a Lei e Elias, os profetas. Ambos conversam com Jesus, indicando que Ele é o cumprimento de toda a Escritura. A Lei e os Profetas encontram a sua plenitude em Cristo, que é o Verbo encarnado. A voz do Pai que ecoa do céu, dizendo: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!", reafirma a identidade divina de Jesus e convida-nos a escutá-Lo com atenção e devoção.

O apóstolo Pedro, tomado pelo esplendor daquela visão, expressa o desejo de permanecer ali, sugerindo construir tendas para Jesus, Moisés e Elias. Contudo, a experiência da Transfiguração não era para ser um fim em si mesma, mas uma preparação para os desafios que viriam. Jesus estava prestes a enfrentar a sua paixão e morte, e os discípulos precisavam estar fortalecidos na fé para compreender que a sua glória passaria pela cruz.

Ao escutar a voz do Pai e contemplar Jesus transfigurado, os discípulos caem com o rosto em terra tomados de temor. Este temor não é um medo paralisante, mas um reconhecimento da majestade divina. E é nesse momento que Jesus se aproxima deles, toca-os e diz: "Levantai-vos, e não tenhais medo". Essas palavras são um convite à confiança. Mesmo diante das dificuldades e incertezas da vida, somos chamados a erguer nossos olhos para Cristo e encontrar nele nossa segurança.

A visão desaparece e os discípulos veem apenas Jesus. Esta simplicidade nos ensina que, após as experiências extraordinárias, devemos retornar à simplicidade do seguimento diário de Cristo. É no quotidiano que somos chamados a viver nossa fé com coerência e amor.

Horários da novena e Festa de Nossa  Senhora dos Milagres na Serreta
05/08/2026

Horários da novena e Festa de Nossa Senhora dos Milagres na Serreta

05/08/2026

EVANGELHO DO DIA

Evangelho de quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Evangelho (Mt 15,21-28)- Naquele tempo, 21 Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22 Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: "Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!" 23 Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe: "Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós". 24 Jesus respondeu: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel". 25 Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: "Senhor, socorre-me!" 26 Jesus lhe disse: "Não f**a bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos". 27 A mulher insistiu: "É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!" 28 Diante disso, Jesus disse-lhe: "Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!" E desde aquele momento a sua filha ficou curada.

REFLEXÃO

Hoje, a Palavra de Deus convida-nos a refletir sobre a profundidade da fé e a misericórdia divina, como vemos no Evangelho de São Mateus. Encontramos Jesus na região de Tiro e Sidônia, onde uma mulher cananeia, uma estrangeira, se aproxima d'Ele clamando por misericórdia. Ela pede pela cura da sua filha, atormentada por um demônio. A princípio, Jesus não responde ao seu clamor, e os discípulos até sugerem que Ele a mande embora. Mas a perseverança e a fé daquela mulher são notáveis.

Jesus declara que foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel, mas a mulher não se intimida. Ela prostra-se diante d'Ele e implora novamente: "Senhor, socorre-me!" A resposta de Jesus parece dura: "Não f**a bem tirar o pão dos filhos para o dar aos cachorrinhos". No entanto, ela demonstra uma humildade e fé extraordinárias ao responder: "É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos!"

Esta resposta revela não apenas a sua humildade, mas também a sua confiança inabalável na bondade e misericórdia de Jesus. Diante disso, o Senhor reconhece a grande fé daquela mulher e concede-lhe o que pede: "Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!" E sua filha é curada naquele momento.

Esta passagem nos ensina sobre a universalidade do amor e da misericórdia de Deus. Embora Jesus tenha vindo primeiramente para o povo de Israel, s Sua missão estende- se a todos os que têm fé. A mulher cananeia, apesar de não pertencer ao povo eleito, é acolhida por Cristo devido à sua fé sincera e perseverante.

Para nós hoje, esta mensagem é um convite à confiança total em Deus. Muitas vezes podemos sentir -nos como aquela mulher cananeia: em necessidade, buscando auxílio em meio às dificuldades da vida. O exemplo dela encoraja-nos a não desistir diante das provações ou do silêncio aparente de Deus. Devemos perseverar na oração e confiar que o Senhor ouve os nossos clamores.

Além disso, somos chamados a reconhecer que o amor de Deus é para todos. Não podemos limitar quem pode ou não receber Sua graça. Devemos ser instrumentos deste amor universal, acolhendo todos com caridade e compaixão.

Que possamos aprender com a fé daquela mulher cananeia e nos aproximar do Senhor com confiança humilde. Que nossa vida seja um testemunho da misericórdia divina que nos alcança em nossas necessidades mais profundas. E que possamos sempre lembrar que somos parte do rebanho amado do Senhor, guardados por Ele como um pastor cuida do seu rebanho.

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