03/03/2026
Mãos Levantadas
“E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas, quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia” (Êxodo 17:11)
Ontem o irmão Dário trouxe à colação o texto de Êxodo 17:8-16 para o nosso tempo de oração. Trocou-se ideias sobre o que estava a acontecer com o povo israelita. Transportámos para os nossos tempos os princípios e valores do texto bíblico. A história é tão simples e ao mesmo tempo tão profunda. Temos o povo Amalequita que veio combater, destruir, Israel. Amaleque é símbolo de “problemas, complicações, dificuldades” provavelmente associado à raiz hebraica ‘amal que significa isso mesmo. Josué tinha de encontrar homens que fossem capazes de enfrentar e vencer esses problemas. Moisés dispôs-se a subir até ao cume do outeiro para estar mais perto de Deus e orar pelos que estavam na luta. Mas ele não aguentava estar constantemente com as suas mãos levantadas. O grande segredo, porém, foi a presença de Arão e Hur junto de Moisés. Quando viram que o povo, que estava na luta, ora prevalecia ora fraquejava conforme a posição das mãos de Moisés, eles tomaram a iniciativa de ficarem um de cada lado para segurarem as mãos de Moisés, que ficaram firmes até que o sol se pôs (v. 12).
Quando os problemas nos assaltam e prevalecem sobre a nossa vida e até sobre a vida da igreja, é caso para pensarmos se temos o número suficiente de pessoas que sustentem as mãos levantadas para que o poder de Deus se manifeste entre o seu povo. Precisamos de mais Arãos e Hures, que vejam a importância de tornar prioritário o tempo de comunhão para orarmos uns pelos outros e sustentarmos as mãos uns dos outros bem levantadas ao céu. A vitória não está apenas nas nossas capacidades físicas ou intelectuais.
Virgílio Barros