23/09/2026
São Lino e São Pio de Pietrelcina rogai por nós.
Lino era filho de Herculano, natural da região da Toscana, na Itália; estudou em Volterra e, depois, transferiu-se para Roma., onde conheceu São Pedro e se converteu ao cristianismo.
Não dispomos de muita informação sobre a vida de Lino, mas Santo Irineu de Lyon diz que São Paulo e São Pedro lhe confiaram a função de Bispo e o identificou com a personagem mencionada na Segunda Carta a Timóteo. Eusébio de Cesareia reitera tal identificação. É certo, porém, que tenha sido Bispo de Roma, depois do martírio dos dois apóstolos.
Todos os elencos dos Bispos de Roma, preservados também graças a Irineu de Lyon e Eusébio de Cesareia, citam seu nome depois de Pedro.
Antes de se tornar Bispo de Roma, Lino viveu sob a perseguição desencadeada pelo Imperador Nero contra os cristãos. No início do seu Pontificado, o Império Romano passava por uma fase de turbulência, com a morte dos três sucessores imediatos de Nero: dois foram assassinados enquanto um outro se suicidou.
No ano 69 d.C., o Imperador Vespasiano trouxe a ordem ao Império. O seu filho, Tito, acabou com a revolta judaica e destruiu o Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C. Naquele período, Lino começou a organizar a Igreja: ordenou Bispos e sacerdotes e impôs algumas normas, entre as quais - segundo o Liber Pontificalis – a obrigação de as mulheres participarem da Eucaristia com véu na cabeça.
Aqueles também eram anos de contendas com a escola de Simão Mago e os Ebionitas, judaico-cristãos que praticavam a observância da Lei de Moisés.
São Lino é venerado como mártir, mas não se sabe se foi, realmente, porque, na época, a Igreja passava por um período de paz.
Ainda segundo o Liber Pontificalis, São Lino foi sepultado na colina Vaticana, ao lado do apóstolo Pedro.
São Pio de Pietrelcina nasceu no dia 25 de Maio de 1887, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida a 10 de gosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com a sua família até 1916, por motivos de saúde.
Em setembro desse ano, foi mandado para o Convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Um dos acontecimentos que marcou intensamente a sua vida verificou-se na manhã de 20 de setembro de 1918 quando, rezando diante do crucifixo no coro da igreja, recebeu o maravilhoso presente dos estigmas - foi o primeiro sacerdote estigmatizado, tal como o tinha sido o seu pai espiritual, S. Francisco. Os estigmas recebidos foram feridas que permaneceram visíveis, abertas, frescas e sangrentas por cerca de 50 anos.
O Padre Pio, como lhe chamavam, recebeu de Deus dons particulares e carismas que aplicou com todas as suas forças na salvação das almas. Muitos testemunhos sobre a sua grande santidade chegaram até aos nossos dias, acompanhados de profundos sentimentos de gratidão. A sua intercessão foi para muitos homens e mulheres causa da cura do corpo e da alma.
A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, vemo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto.
Procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, viam ele a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.
Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e da sua própria consciência.
Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus superiores. Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus. Exercitou o espírito de pobreza com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Teve sempre uma grande predileção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.
Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, repetia: “Quero ser apenas um pobre frade que reza”.
Nunca gozou de muita saúde e nos últimos anos da sua vida declinou rapidamente. Partiu para o Pai, preparado e sereno, no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente e, se já gozava de larga fama de santidade durante a vida, nos anos que se seguiram à sua morte tornou-se um fenómeno eclesial em todo o mundo.
Foi beatificado por S. João Paulo II em 1999 e canonizado pelo mesmo Papa em 2002.