Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação

Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação Página oficial da Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação - Igreja das Flamengas

São Lino e São Pio de Pietrelcina rogai por nós.Lino era filho de Herculano, natural da região da Toscana, na Itália; es...
23/09/2026

São Lino e São Pio de Pietrelcina rogai por nós.
Lino era filho de Herculano, natural da região da Toscana, na Itália; estudou em Volterra e, depois, transferiu-se para Roma., onde conheceu São Pedro e se converteu ao cristianismo.
Não dispomos de muita informação sobre a vida de Lino, mas Santo Irineu de Lyon diz que São Paulo e São Pedro lhe confiaram a função de Bispo e o identificou com a personagem mencionada na Segunda Carta a Timóteo. Eusébio de Cesareia reitera tal identificação. É certo, porém, que tenha sido Bispo de Roma, depois do martírio dos dois apóstolos.
Todos os elencos dos Bispos de Roma, preservados também graças a Irineu de Lyon e Eusébio de Cesareia, citam seu nome depois de Pedro.
Antes de se tornar Bispo de Roma, Lino viveu sob a perseguição desencadeada pelo Imperador Nero contra os cristãos. No início do seu Pontificado, o Império Romano passava por uma fase de turbulência, com a morte dos três sucessores imediatos de Nero: dois foram assassinados enquanto um outro se suicidou.
No ano 69 d.C., o Imperador Vespasiano trouxe a ordem ao Império. O seu filho, Tito, acabou com a revolta judaica e destruiu o Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C. Naquele período, Lino começou a organizar a Igreja: ordenou Bispos e sacerdotes e impôs algumas normas, entre as quais - segundo o Liber Pontificalis – a obrigação de as mulheres participarem da Eucaristia com véu na cabeça.
Aqueles também eram anos de contendas com a escola de Simão Mago e os Ebionitas, judaico-cristãos que praticavam a observância da Lei de Moisés.
São Lino é venerado como mártir, mas não se sabe se foi, realmente, porque, na época, a Igreja passava por um período de paz.
Ainda segundo o Liber Pontificalis, São Lino foi sepultado na colina Vaticana, ao lado do apóstolo Pedro.
São Pio de Pietrelcina nasceu no dia 25 de Maio de 1887, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida a 10 de gosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com a sua família até 1916, por motivos de saúde.
Em setembro desse ano, foi mandado para o Convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Um dos acontecimentos que marcou intensamente a sua vida verificou-se na manhã de 20 de setembro de 1918 quando, rezando diante do crucifixo no coro da igreja, recebeu o maravilhoso presente dos estigmas - foi o primeiro sacerdote estigmatizado, tal como o tinha sido o seu pai espiritual, S. Francisco. Os estigmas recebidos foram feridas que permaneceram visíveis, abertas, frescas e sangrentas por cerca de 50 anos.
O Padre Pio, como lhe chamavam, recebeu de Deus dons particulares e carismas que aplicou com todas as suas forças na salvação das almas. Muitos testemunhos sobre a sua grande santidade chegaram até aos nossos dias, acompanhados de profundos sentimentos de gratidão. A sua intercessão foi para muitos homens e mulheres causa da cura do corpo e da alma.
A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, vemo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto.
Procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, viam ele a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.
Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e da sua própria consciência.
Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus superiores. Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus. Exercitou o espírito de pobreza com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Teve sempre uma grande predileção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.
Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, repetia: “Quero ser apenas um pobre frade que reza”.
Nunca gozou de muita saúde e nos últimos anos da sua vida declinou rapidamente. Partiu para o Pai, preparado e sereno, no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente e, se já gozava de larga fama de santidade durante a vida, nos anos que se seguiram à sua morte tornou-se um fenómeno eclesial em todo o mundo.
Foi beatificado por S. João Paulo II em 1999 e canonizado pelo mesmo Papa em 2002.

O Padre Frei Henrique Pinto Rema, OFM, que várias vezes celebrou missa na nossa Igreja e onde apresentou, no ano passado...
22/09/2026

O Padre Frei Henrique Pinto Rema, OFM, que várias vezes celebrou missa na nossa Igreja e onde apresentou, no ano passado, uma conferência sobre Santo António, é homenageado, por ocasião dos seus 100 anos, pela Academia Portuguesa da História, da qual é académico de mérito.
Na sessão, às 15:00, no Centro Cultural Franciscano, no Largo da Luz, em Lisboa, tomarão a palavra o Prof. Doutor Manuel Cadafaz de Matos, D. Frei António Montes Moreira e o homenageado.
A Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação manifesta o seu júbilo pela feliz data, e felicita Frei Henrique Rema.

São Januário e São Francisco Maria de Camporosso rogai por nós.Há santos de que é mais fácil conhecer a missão que lhes ...
19/09/2026

São Januário e São Francisco Maria de Camporosso rogai por nós.
Há santos de que é mais fácil conhecer a missão que lhes toca exercer do céu, do que aquela que desempenharam na terra. Neste caso se encontram muitos dos antigos heróis cristãos, de quem a História muito pouco nos guardou para além da lenda, mas de quem a devoção popular, larga como um rio, ilustrou através dos séculos o seu papel como valedores e intercessores, para bem dum povo ou duma época cristã.
Sabemos, contudo, que é rigorosamente histórico o martírio de S. Januário, pelo ano de 305, assim como é certo que os seus restos repousam na catedral de Nápoles.
Januário era bispo de Benevento, cidade da Campânia, em Itália, próxima de Nápoles, quando se desencadeou a perseguição do Imperador Diocleciano, a última que sofreu a Igreja antes da paz de Constantino.
Refere a tradição que S. Januário foi reconhecido e preso pelos soldados do governador da Campânia quando se dirigia à prisão para visitar os cristãos nela retidos. Segundo a mesma tradição, Januário e os companheiros foram lançados a um forno aceso de qual saíram miraculosamente ilesos.
Depressa foram conduzidos a Pozzuoli, a primeira terra italiana que pisou S. Paulo a caminho de Roma, e onde havia desde a Antiguidade numerosa comunidade cristã. Conta-se que no anfiteatro desta cidade foram expostos às feras, que, tal como anteriormente as chamas, também respeitaram os cristãos.
Exasperado, o governador veio finalmente a ordenar que fossem degolados. Os mártires, além do Bispo Januário, foram os diáconos Sósio, Próculo e Festo; Desidério, Eutíquio e Acúrcio.
Januário, venerado desde o século V, protegeu a cidade de Nápoles em diversos momentos da sua História: da peste no século XVI, da erupção do Vesúvio no século XVII, e da cólera no século XIX, entre outras calamidades.
Contudo, a sua devoção pelo mundo inteiro não se deve apenas à sua proteção desta cidade. Deve-se sobretudo ao milagre da liquefação do sangue do mártir. Segundo o costume, por ocasião do martírio, uma mulher, Eusébia, recolheu, em duas ampolas, o sangue derramado pelo Bispo, já em odor de santidade. É nestas relíquias, que repousam atualmente na catedral de Nápoles, que se opera o fenómeno. O milagre, atestado desde 1389 por cerca de 5000 processos verbais, reproduz-se três vezes por ano: em maio, em setembro e em dezembro. Nestas alturas o sangue do mártir passa do estado sólido ao estado líquido, perdendo em peso e aumentando notavelmente em volume, o que contradiz as leis da química. O filósofo Montesquieu, que assistiu em 1728 a duas destas liquefações, escreve: “Posso declarar que o milagre de S. Januário não é intrujice; os padres estão de boa fé”. Este fenómeno continua a verificar-se até aos dias de hoje, sendo consideradas excecionais as ocasiões em que não ocorre. S. Januário foi canonizado por SS. o Papa Sisto V em 1586.

São Francisco Maria de Camporosso nasceu em Camporosso, uma pequena aldeia na Ligúria, na diocese de Albenga, a 27 de dezembro de 1804. Os seus pais chamavam-se Anselmo Criese e Maria Antónia Gazzo.
Sendo pastor ouviu um dia o convite de um capuchinho e entrou no Convento de Sestro Ponente, onde vestiu o hábito de irmão terceiro. Porém, não se sentia satisfeito. Uma voz interior não o deixou em paz até que teve a alegria de vestir o hábito capuchinho. Fez o noviciado no Convento de São Bernardo de Génova. Após a profissão, foi destinado ao Convento da Santíssima Conceição, em Génova, onde permaneceu até morrer.
Destinado ao serviço humilde de cozinheiro e enfermeiro, tornou-se notável por uma particular fidelidade ao seu dever e por uma generosidade ímpar. Os superiores destinaram-no, depois, ao ofício de esmoleiro que o levava a percorrer, todos os dias, as ruas da cidade que transformaria em lugar de incessante colóquio com Deus. O seu exemplo converteu-se rapidamente em motivo de atração porque as suas palavras simples e espontâneas tinham sempre o segredo de dar conforto a todos os sofrimentos. Realizou este trabalho durante 40 anos. Francisco Maria, entretanto, não esqueceu o seu antigo trabalho de pastor. Todavia, a partir daquele momento, o rebanho por ele cuidado e conduzido era o dos mais miseráveis e abandonados da população de Génova, e os pastos eram as ruas, as estradas e o porto da cidade velha. Aqui, o capuchinho de Camporosso, esmoleiro do Convento, converteu-se no Padre Santo, como era geralmente chamado e conhecido pelos seus insólitos e frequentemente pouco recomendáveis interlocutores, habitantes das barracas e de ambientes bastante suspeitos. Sereno em toda a parte, na igreja como nas tabernas cheias de fumo e vinho, sempre afetuoso com os irmãos, os jovens, os descarregadores do porto, os criminosos, este padre santo nas suas andanças pela cidade esforçava-se por realizar um duplo objetivo: pedir esmola e – o mais importante e delicado – tentar aproximar de Deus as almas de todos aqueles que encontrava pelo seu caminho. Pouco importava que os encontros fossem, por vezes, agressivos quando se tratava de pessoas facilmente propensas aos ultrajes. Estas dificuldades não faziam desaparecer a bondade e transparência deste irmão capuchinho a quem todos, mais cedo ou mais tarde, acabavam por se ligar com muito amor. Em 1866, durante uma epidemia na cidade, ofereceu-se a Deus como vítima para que fossem salvos os outros. Pouco depois, o mal vitimou-o em poucos dias e logo a seguir a epidemia acabou. Partiu para o Reino do Pai aos 62 anos, no dia 17 de setembro de 1866. Foi canonizado por SS o Papa João XXIII, a 9 de Dezembro de 1962.

Nossa Senhora das Dores e Santa Catarina de Génova rogai por nós.A festa de N. S. das Dores liga-se a uma antiga tradiçã...
14/09/2026

Nossa Senhora das Dores e Santa Catarina de Génova rogai por nós.

A festa de N. S. das Dores liga-se a uma antiga tradição cristã. Conta-se que, na Sexta-feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a encontrar-se com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até ao Calvário a pesada cruz, para aí ser crucificado. Sua Mãe, ao vê-lo tão mal-tratado, com a coroa de espinhos, sofreu de dor. Perdendo as forças, caiu por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz. Recobrando os sentidos, reuniu todas as suas forças, acompanhou o filho e permaneceu ao pé da Cruz até o fim.
Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de "Nossa Senhora da Piedade" e "Compaixão de Nossa Senhora". Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de "Nossa Senhora das Dores".
Somos convidados, hoje, a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão; a fuga para o Egito; a perda de Jesus aos doze anos, em Jerusalém; o caminho de Jesus para o Calvário; a crucificação; a deposição da cruz e o sepultamento.

Santa Catarina nasceu em 1447 filha de Giacopo Fieschi e Francesca di Negro em Genova, Itália a mais nova de cinco filhos. Embora desejasse uma vida religiosa foi obrigada a casar-se com Juliano Adorno quando o seu pai morreu. O estilo de vida de Juliano resultou em grande desgosto e no final ficaram reduzidos à miséria. Catarina conseguiu convertê-lo e ele tornou-se irmão da Ordem Terceira de São Francisco e concordou em viver com ela como irmãos e em estrita continência. Catarina logo ficou famosa pelos seus trabalhos em hospitais e nas zonas pobres da cidade. Em 1479 o casal foi trabalhar no hospital de Pammetone e Catarina tornou-se diretora da instituição em 1490. Quase morreu na praga de 1493, mas recuperou miraculosamente, apesar de a praga ter matado três quartos dos habitantes da cidade. Era mística e segundo a tradição curava apenas com a sua benção e orações. Dois anos mais tarde, embora muito cansada, continuou o seu trabalho no hospital. Escreveu o famoso "Dialogo entre Alma e Corpo" e o "Tratado sobre o Purgatório" ambos reverenciados como notáveis livros sobre misticismo. Catarina deixou este mundo a 14 de setembro de 1510 e logo o seu túmulo passou a ser local de peregrinação. Vários milagres foram creditados à sua intercessão. Tenso sido canonizada em 1737 por SS. Papa Clemente

A Igreja celebra hoje, 14 de setembro, a festa da Exaltação da Santa Cruz, também chamada da Cruz Gloriosa. Os Orientais...
14/09/2026

A Igreja celebra hoje, 14 de setembro, a festa da Exaltação da Santa Cruz, também chamada da Cruz Gloriosa. Os Orientais denominam-na “da preciosa Cruz portadora de Vida”.
É uma das mais antigas solenidades litúrgicas da Igreja, celebrada já no tempo do Imperador Constantino em 337. O Imperador é filho de Santa Helena, que está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas nessa altura em Jerusalém por ordem de Constantino, uma erigida sobre o Monte do Gólgota; por isso, chamada Basílica do Martyrium ou Ad Crucem. A outra erigida no lugar em que Cristo foi sepultado pelos discípulos e foi ressuscitado pelo poder de Deus; por isso chamada Basílica Anástasis, ou seja, Basílica da Ressurreição.
A Santa Cruz, encontrada por Santa Helena, foi mais tarde roubada pelos persas e depois resgatada pelo Imperador Heráclio. Segundo a tradição, o Imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias no dia 3 de maio de 630. A partir daí a Festa da Exaltação da Santa Cruz passou a ser celebrada também no Ocidente.
A Cruz que “se exalta” neste dia é menos a de Jesus a sofrer no Calvário que a de Cristo glorioso a subir para o seu Pai depois de vencer a morte e salvar o mundo. O que se recorda na festa de hoje é portanto o triunfo de Cristo, ressuscitado pelo poder de Deus, e a mudança por Ele causada na condição humana. Isto tinha-o Jesus anunciado repetidamente, por exemplo, quando disse: “Quando elevardes o Filho do Homem, então sabereis quem sou”, e ainda: “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também tem de ser levantado o Filho do Homem, a fim de que todo aquele que n'Ele crer tenha a vida eterna”, e, “Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim”.
Celebra-se também hoje a memória litúrgica de S. Pedro de Bellevaux, abade cisterciense do século XII e bispo de Tarantasia, que é lembrado pela sua fervorosa dedicação e promoção da paz entre os povos.

Celebra-se hoje, 6 de setembro, a natividade de Nossa Senhora. É a festa de seu nascimento, celebrada desde o início do ...
08/09/2026

Celebra-se hoje, 6 de setembro, a natividade de Nossa Senhora. É a festa de seu nascimento, celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.
No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Padre António Vieira afirma: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes; para Senhora da Paz; os desencaminhados; para Senhora da Guia; os cativos; para Senhora do Livramento; os cercados; para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida; para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos; para Senhora da Graça; e todos os seus devotos; para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus".

Santos Eugénio e Eleutério rogai por nós.Sobre Santo Eleutério refere-se habitualmente, uma admirável simplicidade e esp...
06/09/2026

Santos Eugénio e Eleutério rogai por nós.

Sobre Santo Eleutério refere-se habitualmente, uma admirável simplicidade e espírito de contrição. Eleutério foi abade do mosteiro de São Marcos Evangelista, perto de Spoleto, em Itália, e favorecido por Deus com o dom dos milagres. O primeiro caso diz respeito a uma criança possuída pelo demónio que foi libertada no seu mosteiro, tendo nessa altura Eleutério concluído: "Já que a criança está entre os servos de Deus, o diabo não se atreve a aproximar-se dela". Como estas palavras pareceram ter um sabor de vaidade, o diabo voltou a torturar a criança, o que levou o abade a confessar humildemente o seu erro, jejuar e rezar com toda a sua comunidade, até que a criança fosse definitivamente libertada da tirania do demónio.
O Papa, S. Gregório Magno, que o conheceu pessoalmente, referiu-se a ele como "santíssimo velho" e "homem de vida venerável". Foi com o próprio Santo Padre que se realizou outro dos seus milagres. Não podendo o Papa jejuar na véspera da Páscoa devido à extrema fraqueza em que se encontrava, pediu a Eleutério que o acompanhasse até à igreja de Santo André, em Roma, e oferecesse as suas orações a Deus pela sua saúde para que pudesse juntar-se aos fiéis na prática solene da penitência. Eleutério orou com muitas lágrimas e o Santo Padre, ao sair da igreja, percebeu que estava habilitado a realizar o jejum que desejava. Diz-se ainda que Santo Eleutério ressuscitou um homem morto. Eleutério partiu da vida terrena, no mosteiro de Santo André, em Roma, depois de renunciar à sua abadia, por volta do ano 585.

Eugénio I, filho de Rufiniano, era um cidadão romano, natural de Aventino. Foi criado no ministério da Igreja e ficou conhecido pela sua caridade e santidade. Era já idoso quando uma disputa surgiu entre o Papado, em Roma, que se opunha às doutrinas monotelitas, e o Governo imperial, em Constantinopla, que as apoiava. O Imperador Constante II era adepto da heresia monotelista, que negava as duas naturezas de Jesus, a divina e a humana. Como o Papa S. Martinho I, combatia esta heresia, o Imperador exilou-o e manteve-o preso na Crimeia.
Eugénio foi eleito Papa em 10 de agosto de 654 enquanto o seu antecessor ainda estava vivo, S. Martinho I morreu em 6 de setembro, mas, embora decepcionado, parece ter aprovado a eleição de Eugénio. Muitos pensaram que o novo Papa se subordinaria às exigências do Imperador e, não só tolerasse o monotelismo, como reconhecesse Pedro como Patriarca de Constantinopla. Tal não aconteceu, o que deixou Constante II em fúria com o novo Papa. Eugénio só não sofreu a mesma sorte do seu antecessor porque os desaires militares do Imperador frente ao Islão assim o determinaram.
O seu pontificado foi curto, apenas três anos, mas isso não o impediu de combater determinadamente a heresia monotelista, bem como de se dedicar aos pobres da cidade de Roma. Partiu para o Reino do Pai a 2 de junho de 657, tendo o seu corpo sido enterrado na antiga Basílica de São Pedro.

Santa Teresa de Calcutá e S. Lourenço Justiniano rogai por nós.Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo da que ficou conhec...
04/09/2026

Santa Teresa de Calcutá e S. Lourenço Justiniano rogai por nós.

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo da que ficou conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedónia) em 1910 e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prémio Nobel da Paz em 1979. Oriunda de uma família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. Depois do Prémio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as casas das Irmãs da Caridade contam-se hoje por centenas nos mais diversos países do mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Foi beatificada em 2003. O Papa Francisco declarou-a formalmente Santa em 4 de setembro de 2016, depois de a Congregação para a Causa dos Santos reconhecer por unanimidade a cura extraordinária, em 2008, do brasileiro Marcílio Andrino que se encontrava em coma devido a abcessos no cérebro e hidrocefalia.

Lourenço nasceu na ilustre família veneziana dos Giustiniani e, ainda criança, destacou-se pela seriedade de seu caráter. A sua piedade gerou admiração e respeito.
Aos 19 anos ele teve uma visão da Sabedoria Eterna, convidando-o a se unir a ela. Entrou para a vida religiosa na Ordem Agostiniana dos Cônegos de São Jorge na Ilha de Alga, a uma milha de Veneza.
Era conhecido por suas grandes austeridades e humilhações. Ele pedia esmolas para a comunidade e frequentemente recebia farpas sarcásticas em vez de mercadorias, pelas quais agradecia a Deus.
Logo após sua ordenação foi eleito Geral de sua Ordem. que reformou tão profundamente que é considerado seu segundo fundador. Em 1433 foi nomeado Bispo de Veneza. Tentou recusar a dignidade, mas o Papa Eugênio IV o obrigou a aceitá-la. Trouxe paz a numerosas disputas estaduais, fundou 15 novos mosteiros e acrescentou muitas novas paróquias nas quais teve um cuidado especial com a precisão e beleza do culto divino.
Em 1450 foi eleito Patriarca de Veneza. A reforma eclesiástica que fez em Veneza é justamente considerada um precursor do que São Carlos Borromeo fez em Milão depois do Concílio de Trento. Os seus livros e sermões transmitem uma grande devoção à Paixão de Nosso Senhor. Em 8 de janeiro de 1455 deixou este mundo e foi beatificado em 1524 por SS. Clemente VII e canonizado em 1690 por SS. Alexandre VIII. A sua festa é assinalada hoje, 5 de setembro, dia de sua consagração episcopal.

Santa Rosa de Viterbo rogai por nós.Rosa nasceu em Viterbo, Itália, em 1235. Os seus pais eram pobres e excelentes crist...
04/09/2026

Santa Rosa de Viterbo rogai por nós.

Rosa nasceu em Viterbo, Itália, em 1235. Os seus pais eram pobres e excelentes cristãos. Logo nos seus primeiros anos, todos perceberam que Deus tinha grandes planos para ela. Em vez de se entregar às brincadeiras próprias da idade, passava horas diante das imagens dos santos, especialmente da Virgem Maria, e foi sempre defensora da penitência. Grandes eram as suas austeridades na comida chegando a passar dias inteiros com um pedaço de pão, que muitas vezes era oferecido aos pobres, a quem entregava tudo quanto tinha. Tentou ingressar no Convento de S. Damião, em Viterbo, mas não lhe permitiram a entrada por ser pobre e muito nova. Decidiu então transformar a própria casa em claustro. Nele se excedia santamente nas penitências corporais, chegando a disciplinar-se até perder os sentidos. E as horas de oração sucediam-se sem parar. Aos 8 anos, vítima das penitências, contraiu uma gravíssima doença que se prolongou por 15 meses. Foi miraculosamente curada por Nossa Senhora, que a mandou tomar o hábito da Ordem Terceira de S. Francisco. Rosa obedeceu e nesse dia começou a sua vida de apóstola. Ao sair da igreja pregou com grande fervor, por dias e dias, sobre a Paixão e sobre os pecados dos homens, para a cidade inteira que a ouvia atónita.
Os partidários do Imperador Frederico II, inimigos da Santa Sé, iniciaram então uma perseguição a Rosa. Depois das zombarias e das calúnias veio o desterro. Rosa deixou Viterbo em segredo com destino a Soriano. Perante a dissolução moral que aí encontrou, prosseguiu a pregação e os seus sermões conseguiram numerosas conversões que se alargaram às aldeias vizinhas, espantadas com aquela menina que, se necessário, confirmava a pregação com milagres. Rosa provocou um verdadeiro furacão espiritual por todos os lugares onde passou.
Após a morte de Frederico II, e dezoito meses depois de deixar a sua terra, pôde finalmente regressar a Viterbo. A população recebeu-a de forma extraordinária, exultando de alegria pelo tesouro que recuperava. Pela segunda vez experimenta Rosa entrar num convento. Agora o mosteiro tem o bonito nome de Santa Maria das Rosas. Mas pela segunda vez lhe fecham as portas do claustro. Deus não a destinava para a vida religiosa. Decidiu mais uma vez transformar a própria casa no claustro sonhado, atraindo outras jovens de Viterbo que a ela se juntavam para guardar silêncio, cantar salmos e ouvir as suas exortações espirituais. Devido à continuada afluência de mais e mais jovens, o confessor de Rosa compra-lhes um terreno perto de Santa Maria das Rosas. A comunidade tomou a regra da Ordem Terceira de S. Francisco, mas de novo as pequenezas humanas estorvaram a obra de Deus. Inocêncio IV suprimiu a nova comunidade por indicação das religiosas de S. Damião. Exausta com as penitências e o apostolado, preparou-se para o fim da sua vida terrena. Ao receber o viático, ficou muito tempo em altíssima contemplação. Quando voltou a si, administraram-lhe a unção dos enfermos. Pediu perdão a Deus de todos os pecados e despediu-se das pessoas de família com a requintada caridade de sempre. Jesus, Maria foram as suas últimas palavras. Tinha 17 anos e 10 meses. Partiu para o Reino do Pai a 6 de Março de 1252.

São Gregório Magno rogai por nós.São Gregório Magno nasceu em Roma em 54, no seio da família Anícia, uma das mais import...
03/09/2026

São Gregório Magno rogai por nós.

São Gregório Magno nasceu em Roma em 54, no seio da família Anícia, uma das mais importantes de Roma. Quando o seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, ascendeu à dignidade de Pretor. O historiador protestante Harnack realça a sua "sabedoria, justiça, mansidão, força de iniciativa, tolerância" e Bossuet considera-o o "modelo perfeito de como se governa a Igreja".
É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja, o seu pontificado durou 14 anos (de 3 de Setembro de 590 a 12 de Março de 604) e foi marcado por acontecimentos extraordinários, organizou a defesa de Roma ameaçada pelo Rei dos lombardos Agilulfo, com quem reatou depois relações de boa vizinhança; administrou os bens públicos com religiosa equidade suprindo o descanso dos funcionários; favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba; animado pelo zelo, promove a missão de Santo Agostinho de Cantuária. na Inglaterra e é o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus.
O epistolário (chegaram a nós 848 cartas) e as homilias ao povo dão-nos testemunho das suas múltiplas atividades, deixando a sua marca em toda parte. lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canónico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho, enquanto os "Moralia in Job" atestam a sua admiração por Santo Agostinho.

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