Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação

Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação Página oficial da Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação - Igreja das Flamengas

Celebramos hoje, a Festa da Transfiguração de Jesus, que assinala um dos momentos mais luminosos e profundos do Evangelh...
06/08/2026

Celebramos hoje, a Festa da Transfiguração de Jesus, que assinala um dos momentos mais luminosos e profundos do Evangelho, quando Cristo revelou a sua glória divina a três dos seus apóstolos no alto de um monte. Este acontecimento, relatado nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, é comemorado anualmente a 6 de agosto e convida os fiéis a contemplar a beleza da divindade de Jesus, preparando o coração para os desafios da fé. A Transfiguração é descrita como um momento extraordinário: Jesus leva consigo Pedro, Tiago e João a um “alto monte”, geralmente identificado com o Monte Tabor. Ali, transfigura-Se diante deles: “o seu rosto brilhou como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”. De repente, aparecem Moisés e Elias a falar com Ele, representando a Lei e os Profetas — isto é, todo o Antigo Testamento que se cumpre n’Ele. Perante tal visão, Pedro, tomado pelo espanto, deseja prolongar aquele momento de glória e propõe fazer três tendas. Contudo, uma nuvem luminosa envolve-os e da nuvem ouve-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado: escutai-O”. Os discípulos caem por terra, cheios de temor. Jesus aproxima-Se, toca-os e diz-lhes para não terem medo. Quando levantam os olhos, não veem senão Jesus, já com o aspeto habitual. Este acontecimento revela o verdadeiro rosto de Cristo, antecipando a sua glória pascal. É uma manifestação da divindade escondida na sua humanidade. A Transfiguração ocorre pouco tempo depois de Jesus ter anunciado, pela primeira vez, que sofreria e morreria em Jerusalém. Assim, este episódio serve de consolação para os discípulos, fortalecendo-os para os escândalos da cruz. Além disso, a presença de Moisés e Elias sublinha que Jesus é o cumprimento pleno da Revelação de Deus. Ele não é apenas um mestre ou profeta, mas o Filho eterno, no qual convergem todas as promessas e esperanças de Israel. A voz do Pai convida os discípulos — e todos os cristãos — a escutarem o Filho com fé e obediência, como resposta central da vida cristã. A Transfiguração é também símbolo da nossa própria vocação à glória. A vida cristã é um caminho de transformação interior, rumo à plenitude da comunhão com Deus. Esta festa aponta para a transfiguração final dos justos na eternidade, quando, purificados, veremos a Deus “face a face”. A Transfiguração não é apenas um evento passado, mas uma realidade presente na vida do cristão. Em cada Eucaristia, Cristo transfigura-Se sob as espécies do pão e do vinho, alimentando-nos com a sua presença gloriosa. Na oração, na escuta da Palavra, no silêncio diante de Deus, somos também chamados a subir ao monte e a deixar-nos iluminar.
Este mistério convida-nos a ver além das aparências, a reconhecer a presença divina na humanidade de Cristo e também na nossa vida concreta. As dificuldades, sofrimentos e cruzes ganham novo sentido à luz da glória prometida. A Transfiguração aponta para o fim último da vida cristã: sermos configurados com Cristo glorioso, participando da sua luz eterna.
Celebrar a Festa da Transfiguração é, por isso, renovar a esperança, reavivar o amor e escutar, com humildade e confiança, a voz do Pai que continua a dizer: “Este é o meu Filho muito amado… escutai-O”. É deixar que a luz do Cristo ressuscitado penetre na nossa vida e nos transforme, pouco a pouco, à sua imagem.

Hoje são também celebradas as memórias de S. Justo e S. Pastor.
São Justo e São Pastor eram dois estudantes de Alcalá de Henares, em Castela (Espanha). Informados por um condiscípulo de que o governador Daciano estava a entrar na cidade, saíram da escola e correram ao encontro do cruel perseguidor. Daciano ordenou que fossem torturados e, no momento da tortura, os dois estudantes começaram a cantar, bendizendo quem os ia martirizar. O governador, que assistia a tudo, ordenou então que lhes cortassem a cabeça, e assim aconteceu em Alcalá de Henares no ano de 340.

São João Maria Vianney rogai por nós.Conhecido também como Santo Cura d'Ars, São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, ...
03/08/2026

São João Maria Vianney rogai por nós.

Conhecido também como Santo Cura d'Ars, São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, França, em 1786. Filho de camponeses, guardava os rebanhos do pai e ajudava o irmão no campo. Por viver numa época de perseguições religiosas, fez a primeira comunhão às escondidas, numa aldeia vizinha; nessa aldeia, vivia o Padre Balley, que o tomou como seu aluno. João Maria só aprendeu a ler aos 18 anos.Nessa época, foi chamado a cumprir o serviço militar, mas, por razões de saúde, não compareceu e foi considerado desertor, tendo de se esconder para não ser preso. Mais uma vez, o Padre Balley foi providencial, e João Maria Vianney entrou para o seminário. Os professores do seminário ficaram muito desconsolados com a sua pouca capacidade para aprender e acabam por mandá-lo embora, mas o Padre Balley não desistiu e foi-lhe dando aulas. Sendo um homem muito piedoso e de grande virtude, João Maria foi ordenado aos 30 anos, mas foi impedido de confessar, por ser considerado inapto para orientar as almas. Ficou como coadjutor do Padre Balley até este morrer, o que ocorreu passados três anos. O Padre João Maria Vianney foi então mandado para a pequena aldeia de Ars, onde fundou o Instituto da Providência, para acolher órfãos; visitava os doentes e as famílias mais necessitadas, e restaurou a pequena igreja local. Mas a sua devoção e a sua abertura à ação do Espírito Santo fizeram dele um grande confessor; era tão procurado que chegava a estar 16 horas no confessionário, acabando por se tornar famoso pelos conselhos que dava. A ele acorriam pessoas de toda a França e de outros países, para o ouvirem pregar e para se confessarem. Foi declarado patrono dos sacerdotes e o seu túmulo em Ars sur Formans é lugar de peregrinação.

Santa Lídia e São Pedro Anagni rogai por nós.Santa Lídia era uma comerciante pagã que se converteu ao judaísmo. Orignári...
03/08/2026

Santa Lídia e São Pedro Anagni rogai por nós.

Santa Lídia era uma comerciante pagã que se converteu ao judaísmo. Orignária de Tiatira (Grécia asiática), mudou-se para Filipos, um porto no mar Egeu, onde desenvolveu o seu comércio de tecidos e tintas para tingimento na mesma altura em que São Paulo evangelizava essa região. Converteu-se ao cristianismo e foi batizada por São Paulo em Filipos. São Lucas, que acompanhava São Paulo, relata nos Atos dos Apóstolos: “Embarcando em Tróade, fomos diretamente para Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis. Dali fomos para Filipos, uma colónia romana, que é a principal cidade daquela parte da Macedónia, e ficámos nessa cidade alguns dias. Em dia de sábado,
saímos pelas portas da cidade até junto do rio, onde pensávamos que havia um lugar de oração, e, sentando-nos, falámos às mulheres que ali estavam reunidas. Estava a ouvir-nos uma mulher, que adorava a Deus, chamada Lídia, uma vendedora de púrpura da cidade de Tiatira. O Senhor abriu-lhe o coração para que pudesse aderir ao que era dito por Paulo. Quando foi batizada, ela e a sua casa, suplicou-nos, dizendo: ‘Se me julgais fiel ao Senhor, vinde e ficai em minha casa’. E obrigou-nos a aceitar”. Santa Lídia foi canonizada pelo cardeal César Barónio em 1607.

São Pedro, bispo de Anagni era familiar dos Príncipes de Salerno. Jovem ainda, buscou um mosteiro dependente do Monte Cassino. Expulso de Roma pelas armas imperiais, o Papa Alexandre II refugiou-se em Anagni. Morto o Bispo Bernardo (1062, o Papa elegeu o nosso beneditino que, 1071, enviava a Constantinopla para junto do Imperador, como apocrisiário. De volta à diocese, em 1074, Pedro principiou a construção duma nova catedral, que terminou em 1105. A 3 de Agosto daquele ano, em que partiu para o Reino do Senhor. SS Pascoal II canonizou-o na catedral de Segni a 6 de julho de 1110.

Santo Afonso Maria de Ligório rogai por nós.Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, nas...
01/08/2026

Santo Afonso Maria de Ligório rogai por nós.

Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, nasceu perto de Nápoles, em Itália, em 1696, numa das mais antigas e nobres famílias da região. Formou-se em Direito Civil e Canónico aos 16 anos. Defendia tanto ricos como pobres com enorme dedicação, embora, como bom cristão e com uma profunda vida espiritual, desse preferência aos mais desfavorecidos. Exerceu advocacia durante 10 anos e tornou-se famoso por toda a Itália; mas, ao aperceber-se da corrupção moral existente na época, deixa tudo e segue a vida religiosa, renunciando à herança e aos títulos de nobreza a que tinha direito. Os pais acabaram por apoiá-lo na sua decisão e Afonso foi ordenado em 1726, com 30 anos. Nessa altura, adotou o nome de Maria por ter grande devoção a Nossa Senhora. Dedicou-se à evangelização, tendo como lema: “Deus enviou-me a evangelizar os pobres”; e ao conforto e orientação de quem o procurava no sacramento da reconciliação. Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, também conhecida por Padres Redentoristas, destinada à pregação aos pobres das zonas mais desprotegidas, através de missões e retiros. Foi missionário no sul de Itália, pregando o Evangelho e a devoção a Maria, tendo convertido numerosas pessoas. Em 1762, o Papa nomeou-o Bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, onde esteve durante 13 anos. Por estar paralítico e quase cego devido à artrite degenerativa de que sofria, retirou-se para o seu convento. Nos 12 anos seguintes, que foram de grande sofrimento, completou a sua imensa e importante obra, composta por 120 livros e tratados, dos quais os mais célebres são: “Teologia Moral”; “Glórias de Maria”; “Visitas ao SS. Sacramento” e o “Tratado sobre a Oração”. Como músico, que também era, compôs e escreveu muitos cânticos, entre eles “Tu scendi dalle stelle” (Tu desces das estrelas), que ainda hoje é cantado no Natal. Partiu para a casa do Pai aos 91 anos, no dia 1 de agosto de 1781, em Nocera dei Pagani, em Salerno.
Foi canonizado em 1839, declarado Doutor da Igreja em 1871 e em 1950 proclamado padroeiro dos confessores e dos teólogos de Teologia Moral. Foi-lhe concedido o título de Doutor Zelosíssimo.

Santo AFonso Rodrigues e Santo Inácio Loyola rogai por nós Diante da "galeria" de santos da Companhia de Jesus, voltamos...
31/07/2026

Santo AFonso Rodrigues e Santo Inácio Loyola rogai por nós

Diante da "galeria" de santos da Companhia de Jesus, voltamos o nosso olhar, talvez, para o mais simples e humilde dos irmãos, Santo Afonso Rodrigues. Natural de Segóvia, em Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532.
Pertencente a uma família cristã, teve de interromper os seus estudos na instrução primária, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos do negócio da família. Casou-se com Maria Soares, a quem amou tanto quanto aos dois filhos. Infelizmente, todos faleceram precocemente. Entrando em crise espiritual, Afonso entregou-se à oração e à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamamento a ser irmão religioso. Foi recebido na Companhia de Jesus como irmão e, depois do noviciado, foi enviado para um colégio de formação. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro e a todos prestava vários serviços. De entre as virtudes heroicas que conquistou, na graça e no desejo de ser firme, foi a obediência a sua prova de verdadeira humildade; como simples irmão, aceitava com amor todas as ordens e desejos dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra: “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda a parte a vontade divina”. Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de, em 31 de outubro de 1617, entregar a alma a Deus.

Santo Inácio de Loyola “tinha alma maior que o mundo”, escreveu SS Gregório XV na Bula da canonização do jesuíta.
A vida de Santo Inácio divide-se em três períodos que refletem a grandeza da alma e a ascensão constante até ao cume. Nos trinta primeiros anos - 1491 a 1521 – foi cortesão e pecador, soldado vão e doidivanas. Desde 1521 até 1540 fez-se penitente, estudante e peregrino do ideal da maior glória de Deus. Em 1540 e até à morte, que se deu em 1556, Inácio chega à posse do ideal e torna-se o capitão da Companhia de Jesus, legislador e vencedor em muitas batalhas.
O mais novo de doze irmãos “era rijo e valente, muito animoso para empreender coisas grandes, de nobre ânimo e liberal, e tão engenhoso e prudente nas coisas do mundo, que naquilo em que se metia e a que se aplicava, mostrava-se sempre para muito”. “Começando a ferver-lhe o sangue, brioso e de grande ânimo”, deu-se desde o começo a todos os exercícios de armas, procurando “avantajar-se” acima de todos os iguais, com desejo de alcançar nome de “valoroso”.
Aquando do cerco de Pamplona pelos franceses, em 1521, Inácio foi ferido por uma bala de canhão e, na sua longa e dolorosa convalescença, cai-lhe providencialmente nas mãos a vida de Cristo e dos Santos. A alma começa a abrir-se-lhe para um mundo novo de grandeza. Se na noite do mundo queria ser o primeiro, agora no dia da conversão precisa também de sobressair. “S. Francisco fez isto, pois eu tenho de fazer o mesmo. S. Domingos isto, pois eu tenho também de o fazer”.
Mesmo antes da confissão geral, que lhe levou três dias, não o preocupavam tanto os pecados, quanto o fazer coisas grandes por Deus. Para imitar os Santos, deixa a casa e os vestuários ricos, e esconde-se numa cova, nos hospitais; veste um s**o de penitência, deixa crescer o cabelo e até as unhas; faz sete horas de oração ao dia e passa uma semana completa sem provar nem beber nada. Durante uma noite inteira vela armas de pé, diante da Senhora dos seus novos ideais e amores, Nossa Senhora de Monserrate, e realiza uma peregrinação à Terra Santa, sem nada desde o joelho para baixo.
Regressado a Espanha, inicia os seus estudos de latim, teologia e filosofia passando por Barcelona, Alcalá, Salamanca e Paris. É aqui que vai encontrar os que hão de ser capitães da Companhia de Jesus, que ele dirigirá como general. O primeiro que se lhe juntou, para nunca o deixar, foi Pedro Fabro, depois Xavier, e em seguida Laínez, Salmerón, Simão Rodrigues e Bobadilla. A 15 de Agosto de 1534 fazem os primeiros votos em Montmartre, Paris, e nasce a Companhia de Jesus, que é confirmada por SS Paulo III em 1540.
O conceito de Santo Inácio sobre o mundo é guerreiro. Em Deus está o Imperador, tudo deve convergir para a sua glória. O Generalíssimo, na terra, é o papa; por isso, coloca aos pés do Sumo Pontífice a sua Companhia e dispõe que ela pronuncie um quarto voto de «especial obediência ao Sumo Pontífice no que se refere a missões entre hereges e pagãos».
No século em que o protestantismo arrebatou à religião católica um terço da Europa, Inácio foi sem dúvida o lutador suscitado pela Providência para atender de modo pleno às necessidades da Igreja. Era necessário conquistar os novos povos descobertos e reconquistar os antigos paganizados. Requeriam-se batalhas e requeriam-se soldados que trabalhassem muito, comessem pouco, dormissem mal e lutassem de contínuo.

Marta, Maria e Lázaro citados no Novo Testamento, eram irmãos e residiam em Betânia, nas proximidades de Jerusalém. Jesu...
28/07/2026

Marta, Maria e Lázaro citados no Novo Testamento, eram irmãos e residiam em Betânia, nas proximidades de Jerusalém. Jesus era amigo desta família e era recebido em sua casa.
O Evangelho refere duas respostas que Marta, a primogénita e dona da casa, recebeu de Jesus em duas ocasiões diferentes, as quais valem também para nós: A primeira, quando se queixou de que Maria, “sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra», em vez de preparar a comida: ‘Senhor, não se Te dá que a minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe que me venha ajudar. - Marta, Marta, respondeu Ele, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada” (Lucas10, 40-41). Por outras palavras: Uma vez que a nossa sorte eterna se decide cá na terra, e se decide uma vez só, são mais prudentes aqueles para quem este assunto se antepõe a todos os outros, regulando eles a própria vida em consequência com ele. A segunda resposta do Salvador foi na ressurreição de Lázaro, visando suprimir em nós o medo da morte e satisfazer todas as aspirações do nosso coração. Quando, após a morte do seu irmão, Marta Lhe lembrava que chegara demasiado tarde, “Se Tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”, Jesus, que vai ressuscitar Lázaro, responde: “Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11, 21-25). Deste episódio extrai-se um dos momentos mais contundentes da vida de Nosso Senhor: quando toma conhecimento da morte do amigo, Jesus comove- se, e chora, demonstrando a afeição e a dor que sentia. Inteiramente homem, sofre pela perda; inteiramente Deus, ressuscita o amigo para manifestar, assim, a glória do Pai.

Beata Maria Teresa Kowalska e S. Vítor rogai por nós.Maria Teresa nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a p...
28/07/2026

Beata Maria Teresa Kowalska e S. Vítor rogai por nós.

Maria Teresa nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a profissão dos seus pais. Recebeu a sua primeira comunhão a 21 de junho de 1915, e o sacramento da confirmação no dia 21 de maio de 1920. O seu pai, simpatizante socialista, foi para a União Soviética na década de 1920 com grande parte da família.
Aos 21 anos, recebeu a graça da vocação religiosa. Ingressou no Mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Przasnysz no dia 23 de janeiro de 1923. Tomou o hábito a 12 de agosto de 1923 e recebeu o nome de Maria Teresa do Menino Jesus. Emitiu a sua primeira profissão no dia 15 de agosto de 1924 e a profissão perpétua a 26 de julho de 1928.
Era uma pessoa delicada e doente, mas disponível para todos e para tudo. No Mosteiro servia a Deus com devoção e piedade. Com o seu modo de ser conquistava o carinho de todos, disse uma das irmãs. Gozava de grande respeito e consideração por parte das superioras e das outras irmãs. Exerceu vários ofícios no Mosteiro: porteira, sacristã, bibliotecária; mestra das noviças e conselheira. Maria Teresa viveu a sua vida religiosa em silêncio, totalmente dedicada a Deus, com grande entusiasmo. Um dia este serviço a Deus foi posto a dura prova.
No dia 2 de abril de 1941, os n***s alemães irromperam no Mosteiro e prenderam todas as irmãs, levando-as para o campo de concentração de Dzialdowo. Entre elas estava a Irmã Maria Teresa, doente com tuberculose. As 36 irmãs ficaram presas no mesmo local e suportaram umas condições de vida que ofendiam a dignidade humana: ambiente sujo, fome terrível, terror contínuo. As irmãs observavam com horror a tortura a que eram submetidas outras pessoas ao mesmo tempo, entre as quais se encontravam o Bispo de Plock, A. Nowowiejski e L. Wetmanski, e muitos outros sacerdotes. Depois de passar um mês naquelas condições de vida, a saúde das irmãs debilitou-se. A Irmã Maria Teresa foi uma das que mais se ressentiu, que pelo menos se mantinha de pé.
Sobreveio-lhe uma hemorragia pulmonar. Faltava não só serviço médico, mas também a água para matar a sede e para a higiene. Suportou o sofrimento com coragem e, até onde lhe foi possível, rezou junto com as restantes irmãs. Outras vezes rezava ela sozinha. Durante a prova, e consciente da proximidade da sua partida deste mundo, dizia: “Eu, daqui, não sairei; entrego a minha vida para que as irmãs possam regressar ao Mosteiro”. Isso mesmo dizia à abadessa: “Madre, ainda falta muito?”. Deixou este mundo na noite de 25 de julho de 1941. Desconhece-se o paradeiro dos seus restos mortais.

Vítor nasceu em África. É algo incerta a cronologia deste Papa. Alguns, seguindo o historiador Eusébio, fazem-no reinar até o ano 202. Teria morrido mártir na quinta perseguição, que foi movida nesse ano pelo Imperador Sétimo Severo, ou então pouco antes, numa sublevação de pagãos. Declarou que água comum, de fonte, de poço, de chuva, do mar, etc., pode, em caso de necessidade, servir para a administração do batismo. Isto prova que já era costume, em tempo de paz, usar-se a água benta com a celebração do batismo. Sob S. Vítor a questão da data pascal, de novo agitada, deu mais brilho à supremacia do Bispo de Roma. A Igreja conservara do ritual judaico, o uso de se consagrarem a Deus vários dias festivos. O sábado (a festa semanal judaica) foi cedo substituído pelo domingo em memória do dia da Ressurreição do Senhor. As festas hebraicas caíram em desuso, menos Pentecostes e Páscoa. Por esta é que se estabelecia todo o calendário judaico-cristão. Na Ásia era a Páscoa celebrada no 14º dia do plenilúnio de março. Em Roma pretendia-se que a festa fosse sempre num domingo. O Papa, examinando a opinião das demais Igrejas, fixou a Páscoa para o domingo seguinte ao 13º dia do plenilúnio de março. Mais tarde, 130 anos depois, o memorável Concílio de Nicéia (325) deu plena razão a S. Vítor.

S. Pantaleão e S. Celestino rogai por nós.Pantaleão foi médico, natural de Nicomédia na Bitínia (atual Turquia), convert...
26/07/2026

S. Pantaleão e S. Celestino rogai por nós.

Pantaleão foi médico, natural de Nicomédia na Bitínia (atual Turquia), converteu-se ao Cristianismo em plena perseguição do Imperador Maximiano. Um sacerdote tinha-o persuadido da divindade de Cristo e ele, para o comprovar, ordenou a uma criança morta por uma víbora: "Em nome de Jesus Cristo, levanta-te!" E a criança foi ressuscitada.
O Imperador mandou que se lhe aplicasse toda a espécie de tormentos.
Consta que cristãos arménios terão trazido o corpo de S. Pantaleão para o Porto no século XV, e durante muitos anos foi o padroeiro daquele cidade.

Celestino foi um romano, mas pouca coisa sabemos sobre sua vida, apenas que o nome do seu pai era Priscus e que viveu com Santo Ambrósio, em Milão. Várias partes da liturgia são atribuídas a ele, mas sem nenhuma certeza. Ainda que não tenha comparecido pessoalmente, ele enviou delegados ao I Comcílio de Éfeso, em 431 depois de Cristo. Quatro cartas escritas por ele nesta ocasião ainda existem, todas datadas de 15 de março de 431, além de algumas outras, para os bispos africanos e europeus, que sobrevivem em traduções gregas, tendo-se perdido os originais em latim. Além disso, sabe-se que enviou missionários para a Irlanda. São Celestino deixou este mundo a 27 de julho de 432. É com este Papa que, pela primeira vez, se cita o "bastão pastoral".

A Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação reuniu hoje, dia 26 de julho de 2026, em assembleia-geral, tendo confirma...
26/07/2026

A Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação reuniu hoje, dia 26 de julho de 2026, em assembleia-geral, tendo confirmado por voto secreto a mesa eleita em fevereiro último; aguardando-se, agora, o sancionamento por Sua Reverendíssima Eminência o Senhor Patriarca, D. Rui Valério.
A mesa é presidida pelo Prof. Dr. Pedro Tiago Cassiano Neves; o Juiz é o Duque da Terceira, D. Lourenço Bandeira de Vilhena de Freitas, conde de Vila-Flor, Alpedrinha e Azarujinha, e o Conselho Assessor é liderado pelo Dr. Martinho Luís Gaivão Villani.
Damos graças a Nossa Senhora e oramos que possam seguir com os desidérios da nossa Irmandade que celebra este ano, 440 anos de atividade.

São Joaquim e Santa Ana e S. Jorge Preca rogai por nós.Dos pais da Santíssima Virgem nada nos transmitiram os escritos i...
26/07/2026

São Joaquim e Santa Ana e S. Jorge Preca rogai por nós.

Dos pais da Santíssima Virgem nada nos transmitiram os escritos inspirados do Novo Testamento. O pouco que sobre eles conhecemos deve-se a vários livros apócrifos, o Proto-Evangelho de S. Tiago, o Pseudo-Mateus e o Evangelho de Maria, que apresentam sempre um núcleo de verdade e história, embora em muitas coisas sejam lendários. O nome de Ana é em hebraico Hannah ou Joana, e exprime graça. Joaquim equivale a «Javé prepara ou fortalece». Ambos os nomes indicam, portanto, a sua missão divina: preparar em Israel a realização das promessas messiânicas, sendo eles os imediatos progenitores da Mãe do Salvador. Pouco nos consta da vida externa destes dois santos esposos. Basta-nos saber que foram pai e mãe da “cheia de graça, a bendita acima de todas as mulheres e a mãe de Jesus”. Sabemos que no seio de Ana germinou a plenitude da graça; que nas suas entranhas se realizou o mistério da Imaculada Conceição. Os dois anciãos tinham por muito tempo suplicado ao Senhor uma bênção; e afinal veio a ser-lhes concedida em abundância. Todos os anelos, todos os suspiros apaixonados dos antigos patriarcas se tinham condensado neles, e neles se condensou também a realização de todas as promessas de Deus, ao fazê-los pai e mãe de Maria. Eles foram a haste donde brotou a flor que havia de produzir o fruto bendito, que é Jesus, o Salvador. É isto o que sabemos de Santa Ana e S. Joaquim. Basta e sobra para a nossa devoção e o nosso reconhecimento. Grandes tiveram de ser aqueles corações e muito santos, para Deus os escolher como pais da Virgem Imaculada, Mãe de Deus. A devoção de Santa Ana ou Sant'Ana remonta ao século VI, no Oriente. No Ocidente data de século X. A devoção a São Joaquim é mais recente.

Jorge Preca nasceu em Malta, em 12 de fevereiro de 1880. Morava em Valletta, capital de Malta, a poucos passos do Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Quando criança, de acordo com o costume da época, Jorge foi incorporado à Família Carmelita pela imposição do Escapulário. Ainda jovem, ele sentiu a vocação para o sacerdócio. Ele foi ordenado sacerdote em 22 de dezembro de 1906.
No início de 1907, o jovem Padre Jorge começou sua missão reunindo jovens em torno a si e formando um pequeno grupo de jovens na faixa dos vinte anos, inculcando em seus corações princípios morais, o temor de Deus e a consciência do infinito amor do Senhor pela humanidade. Eles formaram a primeira ramificação da Sociedade de Doutrina Cristã, comumente conhecida como MUSEUM, iniciais de “Magister, Utinam Sequatur Evangelium Universus Mundus” (“Senhor, que o mundo inteiro siga o Evangelho!”). O trabalho de Pe. Jorge foi e é a educação religiosa de crianças, meninos, meninas e jovens realizada por leigos qualificados. O ponto central de sua espiritualidade e teologia era a Encarnação: “Verbum Dei caro factum est” (“O Verbo de Deus se fez carne”). Ele tomou essas palavras como lema e distintivo da Sociedade e de sua vida.
Na sua vida cristã, o Padre Jorge não se contentava com o mínimo. Quando criança, ele sempre usava o escapulário e, quando cresceu, quis se empenhar mais em seguir a Virgem Maria, tornando-se um Terceiro Carmelita. Ele se matriculou em 21 de julho de 1918 e fez sua profissão em 26 de setembro do ano seguinte. Em sua profissão, escolheu o nome “Franco”, em homenagem ao Beato Carmelita Franco de Siena. O Padre Jorge escolheu o nome desse beato porque se considerava um grande pecador……, uma característica de muitos santos. Ele se sentia um verdadeiro membro da Família Carmelita a tal ponto que várias vezes em seus escritos se identificava como carmelita, usando o nome do terceiro em vez do seu próprio. Em 1952, em reconhecimento à sua incansável divulgação da devoção a Nossa Senhora do Carmo, o Padre Jorge foi afiliado à Ordem Carmelita. Partiu deste mundo aos 82 anos, em 26 de julho de 1962, mas sua presença e influxo de seu espírito ainda são sentidos em quase todas as famílias maltesas. O Padre Jorge Preca é o santo de nossos tempos, não tanto por causa dos eventos extraordinários que são lembrados de sua vida, mas especialmente por causa de seu monumento vivo, que é a Sociedade MUSEUM, que agora também opera na Europa, Oceânia, África e América Latina. O Padre Jorge foi um digno filho do Carmelo, mas não tanto pelo fato de ter sido um Terceiro Carmelita ou por ter usado o Escapulário e pregado Nossa Senhora, mas sim por ter vivido uma vida de intimidade e união com o Pai e de serviço aos irmãos e irmãs, seguindo o exemplo da Virgem Maria. Ele foi beatificado por João Paulo II em 9 de maio de 2001 e canonizado em 3 de junho de 2007 por Bento XVI.

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