Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação

Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação Página oficial da Real Irmandade de Nossa Senhora da Quietação - Igreja das Flamengas

Com Albano Pires - Roteiros Culturais – Acabo de juntar-me aos maiores fãs! 🎉
16/06/2026

Com Albano Pires - Roteiros Culturais – Acabo de juntar-me aos maiores fãs! 🎉

S. Ciro e S. Francisco Régis rogai por nós.Ciro vivia em Icónio , na Anatólia (atual Turquia) com a sua mãe Julita, tamb...
15/06/2026

S. Ciro e S. Francisco Régis rogai por nós.

Ciro vivia em Icónio , na Anatólia (atual Turquia) com a sua mãe Julita, também hoje celebrada. Quando tinha três anos, o governador de Licaônia, Domiciano, iniciou a aplicação dos editos perseguidores do Imperador Diocleciano. Julita procurou primeiro refúgio em Selência e depois em Tarso.
Em Tarso, Julita foi detida por ordem do governador da Cilícia, Alexandre. Declarou-se cristã e logo ali começou o seu martírio.
Há várias narrativas do martírio de Santa Julita e de São Ciro, alguns muito diferentes entre si. O martirológio jeronimiano anuncia: "Em Antioquia, os santos Ciro e Julita, e com eles quatrocentos e quatro mártires", enquanto as Atas de martírio colocam a morte deles em Tarso.
Francisco Régis nasceu a 31 de janeiro de 1597 numa pequena aldeia de Narbonne, na França. Filho de um rico comerciante, foi educado num colégio dirigido por sacerdotes jesuítas. Nada mais natural que entrasse para a Companhia de Jesus quando, em 1616, decidiu-se pela vida religiosa. Desejava, ardentemente, seguir o exemplo dos jesuítas missionários que evangelizavam em terras pagãs estrangeiras. Tornou-se rapidamente respeitado e admirado pela dedicação na catequização que fazia diretamente ao povo, auxiliando os sacerdotes, assim como nas escolas que a Companhia de Jesus dirigia. Aos 33 anos, foi ordenado sacerdote, tomando o nome de João Francisco. Só então o seu contagiante trabalho disseminou-se pela cidade francesa da Aquitânia, por meio das obras dedicadas aos marginalizados, necessitados e doentes. Essa era a missão importantíssima que o aguardava lá mesmo, na sua terra natal: atender aos pobres e doentes e converter os pecadores. Entre1630 e 1640, duas epidemias assolaram a comunidade. Francisco Régis era incansável no atendimento aos doentes pobres e suas famílias. Nesse período, conscientizou-se de que a França precisava da sua ação apostólica e não o estrangeiro. Assim, tornou-se um valente missionário jesuíta, e o mais frequente sacerdote visitador de cárceres e hospitais. Os registos relatam às centenas os doentes que salvou e os pagãos que converteu. Os bispos do seu tempo relataram que ele era dotado de um carisma muito especial. Onde pregava os ensinamentos de Cristo, as pessoas, invariavelmente, se convertiam. Conseguiu, com o auxílio da Virgem Mãe, como ele mesmo dizia, converter aldeias inteiras com o seu apostolado. Foram dez anos empregados nesse fatigante e profícuo trabalho missionário. Francisco Régis foi designado para chefiar a missão enviada a La Louvesc, na diocese de Dauphine. Antes de iniciar a viagem, quis despedir-se dos companheiros jesuítas. Percebera, apesar da pouca idade, que sua morte estava muito próxima. A viagem até lá foi um tremendo sacrifício. Além de atravessar montanhas, o caminho foi trilhado debaixo de um rigoroso inverno. Chegou a La Louvesc doente e perigosamente febril. Mas, como havia uma enorme multidão de fiéis que desejavam ouvir seus sermões, pregou por três dias seguidos. Os intervalos de descanso foram utilizados para o atendimento no confessionário. Finalmente, abatido por uma enorme fraqueza, que evoluiu para uma pneumonia fulminante, partiu para o Reino do Pai no dia 31 de dezembro de 1640, aos 43 anos.

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento e Beata Albertina Berkenbrock, rogai por nós.Micaela nasceu em Madrid no di...
14/06/2026

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento e Beata Albertina Berkenbrock, rogai por nós.

Micaela nasceu em Madrid no dia 1 de janeiro de 1809. Nobre e generosa como o seu pai, piedosa e caritativa como a sua mãe, ótimos alicerces para o controvertido trabalho em favor das mulheres que viviam da prostituição. Para elas abre a sua primeira casa no dia 21 de abril de 1845. Como com qualquer pessoa, o seu caminho de santidade não foi fácil. O Espírito Santo fez a sua parte nuns exercícios espirituais decisivos, em abril de 1847, assim como na festa do Pentecostes do mesmo ano, brindando-a com uma graça extraordinária. Ela vai titubeando, entre obras de caridade e a vida mundana que a sua classe social exige; as cortes de Paris e Bruxelas abrem-lhe as suas portas, juntamente com o seu irmão Diego, embaixador de Espanha nos anos 1847 e 1848 respetivamente. Precisamente os mesmos anos em que ela procura com verdadeira paixão o seu lugar, o seu caminho, a orientação total da sua vida. Conseguiria ela, no meio de tanto bulício, ouvir a única voz que pacifica e dilacera? Saberia ela escolher, entre os muitos candidatos amantes, o único AMOR da sua vida? "Vi-O tão grande, tão bom, tão AMANTE e misericordioso, que decidi não servir mais que a Ele, que tudo reúne para preencher o meu coração", escreveu. E semeia casas de acolhimento, no meio de dificuldades económicas, incompreensões e perseguições. E gera filhas acolhedoras que, juntamente com ela, guiadas pelo Espírito Santo e alimentadas na Eucaristia, dão origem à Congregação das Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade. Dia 1 de março de 1856. Micaela, que agora já se chama Madre Sacramento, deixa este mundo, no dia 24 de Agosto de 1865. Partiu como os santos, "dando a vida" pelas suas "jovens", num gesto de heroica caridade; "por uma só que se salve, eu daria a minha vida". Ainda não tinham passado 70 anos após a sua partida e a Igreja proclama-a SANTA. Foi SS. Pio XI quem no dia 4 de março de 1934, elevando-a aos altares, disse à comunidade dos crentes que o caminho de Micaela foi sem dúvida um caminho de santidade.

Albertina nasceu a 11 de abril de 1919, em São Luís, município de Imaruí, em Santa Catarina, no Brasil. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismou-se a 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
Os seus pais e familiares souberam educar a menina na fé, transmitiram-lhe muito cedo as principais verdades da Igreja. Ela aprendeu logo as orações, era perseverante em fazê-las e muito recolhida ao rezar. Sempre que um padre aparecia em São Luís, lá ia ela participar da vida religiosa da comunidade.
Confessava-se com frequência, ia regularmente à missa, comungava com fervor. Aliás, preparou-se com muita diligência para a primeira comunhão. Falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua primeira comunhão fora o mais belo de sua vida.
Albertina foi também muito devota de Nossa Senhora, venerava-a com carinho, tanto na capela da comunidade como em casa. Junto com os familiares recitava o terço e recomendava a Maria a sua alma e a sua salvação eterna. Tinha especial devoção a São Luís, titular da capela e modelo de pureza.
A formação cristã instilou em Albertina a inclinação à bondade, às práticas religiosas e à vivência das virtudes cristãs, na medida em que uma menina da sua idade as entendia e podia vivê-las. Nada de estranho se seus divertimentos refletiam o seu apego à vida religiosa. Gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-as em pequenos sepulcros, adornava-os com flores.
Foi no ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Foi dócil, obediente, incansável, sacrificada, paciente. Mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam, ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente.
Também fora de casa Albertina se apresentava como modelo para os colegas e motivo de admiração para os adultos. Gozava de grande estima na escolinha local, particularmente por parte do seu professor, que a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade que a distinguiam entre as colegas de escola. Aplicou-se ao estudo, aprendeu bem o catecismo, conheceu os mandamentos de Deus e seu significado. Jamais faltou à modéstia. Se pensarmos na maneira como sacrificou sua vida, conforme declarou seu professor, ela tinha compreendido o sentido do sexto mandamento no que tange à pureza e à castidade. Foi menina boa, estimada por colegas e por adultos.
Às vezes, porém, alguns meninos punham à prova a sua mansidão, modéstia, timidez e repugnância por certas faltas. Albertina então calava-se. Nunca se revoltou, menos ainda nunca se vingou, mesmo quando lhe batiam. Era pessoa cândida, simples, sem fingimentos, vestia-se com simplicidade e modéstia.
Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos seus filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente, acariciando-os e carregando-os ao colo. Isto é tanto mais digno de nota quanto Indalício era negro, sabendo-se que nas regiões de colonização europeia um certo racismo sempre esteve presente.
Todas essas atitudes cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, era pessoa impregnada de Evangelho. Não é de estranhar, portanto, se teve forças para comportar-se com fortaleza cristã no momento da sua morte a fim de defender sua pureza e virgindade.
No dia 15 de junho de 1931, Albertina procurava um boi fugitivo. De repente vê ao longe alguns chifres e corre naquela direção. Mas eram outros bois, que estavam amarrados. Como surpresa, porém, encontra perto deles um empregado de seu pai, Maneco, carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe dá uma pista falsa para encaminhá-la ao lugar onde poderia satisfazer seus desejos sem chamar atenção.
Maneco, que já tinha violentado outra menina, disse: “Hoje tenho que matar alguém!” E pensou ”Se Albertina não aceitar, vou usar o canivete”. Albertina seguiu a indicação de Maneco, embrenhou-se pela mata. Repentinamente percebe que os gravetos estalam, as folhas farfalham... Ela pensa ser o boi. Eis, porém, que, dá de cara com Maneco. F**a petrificada. Sozinha, no mato, com aquele homem na frente!
Chegara o momento supremo! Maneco lhe propõe seus intentos. Albertina, decidida, não aceita. Sabe o que é o pecado e recusa-o perentoriamente. Começa então a tentativa do assassino de se apossar de Albertina, mas ela não se deixa subjugar. A menina é forte. Aos pontapés, quase derruba o assassino. A luta é longa e terrível. Ela não cede. Derrubada, por fim, ao chão, agora está toda nas mãos do agressor. Ainda assim, defende-se, agarra seu vestido e se cobre o mais que pode.
Maneco, derrotado moralmente pela menina, vinga-se, agarra-a pelos cabelos e afunda o canivete no pescoço e a degola.
Está morta Albertina! Seu corpo está manchado de sangue. A sua pureza e virgindade, porém, estão intactas.
O assassino despista o crime. Diz que encontrou o corpo de Albertina e sabe quem a matou. Prendem João Candinho, que protesta, diz-se inocente, chora, mas é inútil. Maneco confirma: “Foi esse homem que matou Albertina!”.
Os colonos, porém, começam a duvidar: Acaso não seria Maneco o assassino?
Maneco aparecia toda hora por perto da sala onde se velava o corpo de Albertina. Não parava de ir e vir. Como contam testemunhas, sempre que se aproximava, a ferida do pescoço de Albertina vertia sangue. Não seria um sinal?
Enquanto o povo cismava, Maneco tramava sua fuga.
Dois dias depois chegou o prefeito de Imaruí. Acalmou a população e mandou soltar João Candinho. Foi à capela, tomou um crucifixo e, acompanhado por Candinho e outras pessoas, foi à casa do pai de Albertina, o colocou sobre o peito da menina morta. Mandou que João Candinho colocasse as mãos sobre o crucifixo e jurasse que era inocente. Dizem que naquele momento o sangue da ferida parou de sangrar.
Entretanto, Maneco acabava de fugir. Preso em Aratingaúba, confessou o crime. Aliás, confessou um outro crime cometido em Palmas, onde matara um sargento. Tinha também matado um homem em São Ludgero.
Maneco Palhoça - ou Indalício Cipriano Martins (conhecido também como Manuel Martins da Silva) - foi levado para Laguna. Correu o processo. Foi condenado. Levado para a penitenciária, depois de alguns anos morreu. Na prisão comportou-se bem. Confessou ter matado Albertina porque ela recusara ceder à sua intenção de manter relações se***is com ela.

S. Fernando de Portugal e Beata Francisca de Jesus rogai por nós.O Infante D. Fernando, filho d’el Rei D. João I e de D....
14/06/2026

S. Fernando de Portugal e Beata Francisca de Jesus rogai por nós.

O Infante D. Fernando, filho d’el Rei D. João I e de D.ª Filipa de Lencastre, nasceu em Santarém, a 29 de setembro de 1402. O Infante que com seus irmãos D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique e D. Isanel constituiu o que Camões referiu como a “Ínclita Geração”, era muito bom e religioso, SS. o Papa Eugénio IV ofereceu-lhe em 1434 o chapéu de Cardeal, que D. Fernando por humildade recusou. Em 1437, fez parte da expedição a Tânger, caindo prisioneiro dos mouros que o enviaram para Arzila. Passados sete meses em que exigiram para seu resgate a entrega de Ceuta, sob bandeira portuguesa, foi posto a ferros em Fez e martirizado durante seis anos, partindo deste mundo a 5 de julho de 1443. A resignação com que D. Fernando sofreu os maus tratos aplicados pelos Mouros fez com que a tradição portuguesa lhe aplicasse a designação de “Infante Santo”.

Filha e neta de escravos, Francisca de Paula de Jesus nasceu em 1810, no povoado de Santo António do Rio das Mortes Pequeno, no município de São João d'el-Rei (Minas Gerais, Brasil), onde também foi batizada no dia 26 de abril desse ano. Pouco tempo depois, a sua família mudou-se para a cidade de Baependi, no sul do mesmo Estado, onde viveu até 14 de junho de 1895, data da sua partida terrena.
Francisca ficou órfã aos 10 anos. Mulher humilde, era fervorosa devota de Nossa Senhora da Conceição e, a pedido da mãe, passou a vida inteira a dedicar-se à prática da caridade. Leiga, foi chamada ainda em vida "a mãe dos pobres" e era respeitada por todos os que a procuravam, desde os mais humildes aos grandes do Império brasileiro. Durante 30 anos, reuniu doações para construir a capela de Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, onde hoje está sepultada. Francisca de Jesus era conhecida por Nhá Chica. Foi beatificada em 4 de maio de 2013, na sua cidade, e tornou-se a primeira negra brasileira a ser declarada beata pela Igreja Católica.

Santo António e São Fândila rogai por nós!Santo António nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de sgosto de 1195, numa cas...
13/06/2026

Santo António e São Fândila rogai por nós!

Santo António nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de sgosto de 1195, numa casa junto das portas da cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra. Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cónego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão, onde permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canónico, Ciências, Filosofia e Teologia. As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220 fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano, e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença. Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente em Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador. Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém-ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado. Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, manifestou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objetivo de lutar contra os Albigenses e em 1225 pregou em Tolosa. Na mesma época foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha. Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta atividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria. Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo, onde deixou este mundo, em 1231 no Oratório de Arcela. O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem a importância que teve como Homem para lhe ter sido atribuída tal honra. Este ato foi realizado por SS. o Papa Gregório IX, que lhe chamou "Arca do Testamento".
Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: "Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica”, etc.. Com a sua vida quase mítica e lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.

São Fândila nasceu em Cádis, Espanha, no princípio do século IX, no tempo da ocupação muçulmana. Depois dos estudos em Córdova, apaixonou-se pelo desejo de vida religiosa e entrou no Mosteiro de Tabán. Como se impunha pela santidade de vida e dava exemplo das mais altas virtudes, os religiosos do mosteiro vizinho de São Salvador pediram que ele aceitasse ser capelão deles.
Apesar da resistência viva, foi elevado à dignidade sacerdotal, o que não o impediu de continuar as penitências, vigílias e orações, e de se aplicar à humildade e à prática de todas as virtudes. Abrasado pelo zelo ardente pela defesa da fé, apresentou-se um dia diante do juiz e pregou-lhe energicamente a doutrina do Evangelho.
Descobrindo os erros de Maomé, declarou que todos os que aderiam a esta religião seriam castigados com suplícios eternos. O juiz mandou logo prendê-lo e deu conta do incidente ao Rei. Este, arrebatado por tal afronta, deixou-se levar duma ira tão violenta que, excedendo toda a moderação, mandou prender o Bispo, chacinar os cristãos e vender-lhes as mulheres em leilão.
Felizmente, os governadores, reconhecendo não haver nenhuma proporção entre esta sentença e a causa que a provocara, não a puseram em execução. Unicamente foi preso e executado S. Fândila. Cortaram-lhe a c

São Barnabé rogai por nós!São Barnabé, como o Apóstolo São Paulo, foi discípulo de Gamaliel: "José, a quem os apóstolos ...
11/06/2026

São Barnabé rogai por nós!

São Barnabé, como o Apóstolo São Paulo, foi discípulo de Gamaliel: "José, a quem os apóstolos haviam dado o cognome de Barnabé, que quer dizer "filho da consolação", era um levita originário do Chipre. Sendo proprietário de um campo, vendeu-o e trouxe o dinheiro, "depositando-o aos pés dos apóstolos". Foi São Barnabé quem convenceu a comunidade de Jerusalém a receber o temível perseguidor dos cristãos, Paulo de Tarso, como discípulo, levando-o como colaborador seu a Antioquia. Barnabé e Paulo foram escolhidos pelos profetas e doutores de Antioquia para anunciar o Evangelho aos ainda não convertidos à fé cristã. Paulo, Barnabé e João Marcos, seu sobrinho, partiram então para Chipre e depois para a Ásia Menor. Em Antioquia da Pisídia houve tantas conversões que os judeus se alarmaram, obrigando-os a partir. Dirigiram-se então para Icónio, Derbe e Listra, cidades da Licaónia, onde devido à cura de um coxo, quiseram adorá-los como deuses e oferecer-lhes sacrifícios até que, por fim, os dois apóstolos conseguiram convencê-los de que eram homens mortais como toda a gente. Barnabé participou do Concílio de Jerusalém nos anos de 49 e 50 onde todos louvaram publicamente o zelo dos dois missionários, “os amadíssimos Barnabé e Paulo, que expuseram as vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Quando se dispunham a empreender a segunda viagem apostólica, um incidente relacionado com a participação na mesma de João Marcos separou definitivamente Barnabé e Paulo, tomando ambos rumos diferentes.
Da última parte da vida de S. Barnabé pouco se sabe. Em fins do século I, um cristão de Alexandria publicava um comentário de textos bíblicos que a tradição conhece como a Epístola de S. Barnabé. Uma tradição antiga supõe que deixou este mundo no Chipre, em cuja capital, Salamina, se encontrava pelo ano de 488 o seu corpo.
A glória maior de S. Barnabé está em ter descoberto o mérito extraordinário de S. Paulo e tê-lo apresentado à Igreja Mãe de Jerusalém. A Igreja reconhece-lhe o título de Apóstolo.

Celebramos hoje o Santo Anjo de Portugal.; rogai por nós!Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende t...
10/06/2026

Celebramos hoje o Santo Anjo de Portugal.; rogai por nós!

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a ação criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos.
Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Foi el-Rei D. Afonso Henriques que pediu ao Papa autorização para Portugal ter um Anjo Custódio que é celebrado hoje. Mais tarde, a pedido de D. Manuel I, SS. Papa Júlio II instituiu, em 1504, a festa do Anjo Custódio do Reino de Portugal.
Segundo a tradição, o Anjo terá surgido pela primeira vez na Batalha de Ourique, em julho de 1139, em quye D. Afonso Henriques enfrentou forças mouras.
A sua devoção tomou incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos. SS. Pio XII mandou, em 1952, inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português.
Nas suas Memórias, a Irmã Lúcia conta que, entre abril e outubro, nas aparições de Fátima, teria já aparecido um Anjo aos pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço, no lugar de Valinhos, e outra junto ao poço do quintal da sua casa, chamado o Poço do Arneiro, no lugar de Aljustrel, em Fátima, convidando-os à oração e à penitência, e afirmando ser o "Anjo da Paz, o Anjo de Portugal".
Este anjo terá ensinado duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, as quais entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.
A pedido do Rei D. Manuel I, o Papa Júlio II instituiu em 1504 a festa do “Anjo Custódio do Reino”. cujo culto já seria antigo em Portugal. O pedido terá sido feito ao Papa Leão X e este autorizou a sua realização no terceiro domingo de Julho. A sua devoção quase desapareceu depois do séc. XVII, mas seria restaurada mais tarde, em 1952, quando mandada inserir no calendário.

Celebramos também hoje Santa Olívia de Palermo.

Santa Olívia nasceu em Palermo, na Sicília, no século IX. Estava com 13 anos quando Genserico, Rei dos vândalos, invadiu a Sicília.
Feita prisioneira dos sarracenos, foi levada para Tunis. Exilada, foi forçada a viver entre os mendigos, sofrendo fome, sede, frio e nudez. Com as suas orações, curou 2 aleijados e os batizou em nome da Santíssima Trindade. Quando começaram a testemunhar a sua fé publicamente, eles foram presos e martirizados. Colocada à disposição de Amira, governador da cidade, e por não se entregar a seus caprichos e paixões, Amira mandou açoitá-la e abandoná-la na floresta. Desejava que ela fosse devorada pelos animais selvagens. Santa Olívia conseguiu sobreviver e construiu um refúgio contra as intempéries. Passou a viver ali, como eremita, entregue à oração, à penitência e à meditação. Certo dia, foi descoberta por alguns caçadores. Estes, impressionados com sua força espiritual, converteram-se ao cristianismo. Sentindo-se ameaçado pelas numerosas conversões operadas por Santa Olívia, Amira mandou prendê-la. Padeceu várias crueldades e tortura, foi flagelada e mergulhada em um caldeirão de óleo fervente, mas saiu ilesa, sendo decapitada por fim. Todavia, o seu sofrimento e a sua morte por decapitação contribuíram ainda mais para mover os corações à conversão. Em Tunis, há uma mesquita chamada em árabe de "Mesquita verde-oliva", que antes era uma igreja dedicada à Santa. Sabe-se que, em 1402, o Rei Martin I pediu ao Califa Abû Azir a recuperação da igreja para os cristãos, mas o governante se recusou. De acordo com uma venerável tradição, o seu corpo foi roubado por alguns cristãos e levado para Palermo para ser sepultado religiosamente e venerado. Esse lugar foi identificado pelo historiador Agostino Inveges na igreja dedicada a ela desde 1310 ao lado da Igreja de São Francisco de Paula. Santa Oliva não é mencionada no Martirológio Romano, no entanto, ela é lembrada no antigo Breviário Gallo-Siculo do século XII e no Breviário Cefaludese. Em uma mesa antiga, guardada no Museu Diocesano de Palermo, há uma pintura de sua imagem com os Santos Elias, Rosália e Veneranda. Eles também estão no Martirológio de Ottavio Caietano SJ (1617) e no Martirológio de Palermo do Cônego Antonio Mongitore (1742). Ela foi inscrita no Calendário Palermitano do Cardeal Giannettino Dória em 1611 e celebrada pela Igreja Palermitana até 1980 como uma memória obrigatória; desde 1981 não foi incluída pelo calendário litúrgico regional, mas na cidade de Palermo pode ser celebrada com a patente de memória opcional. Uma paróquia da cidade foi dedicada ao seu culto em 1940. Sua devoção está viva em Pettineo e Raffadali, na Itália, onde ela é patrona principal e na Igreja da Catedral de Tunis, desde 18 de maio de 1890.
Não confundir com Santa Olívia de Bréscia, mártir celebrada a 5 de março

Santo Efrém e S. José Anchieta rogai por nós.Efrém nasceu na cidade de Nisibe, na Mesopotâmia; vindo do paganismo, conve...
08/06/2026

Santo Efrém e S. José Anchieta rogai por nós.

Efrém nasceu na cidade de Nisibe, na Mesopotâmia; vindo do paganismo, converteu-se aos 18 anos. Tornou-se em breve célebre por sua santidade e doutrina. Tendo sido tomada pelos Persas a cidade de Nisibe, Efrém retirou-se para Edessa, onde viveu a princípio num mosteiro, pouco depois, começou a levar vida eremítica. Recusou, por humildade, receber a ordem de presbítero, aceitando somente o diaconado. Movido pelo Espírito Santo, passou depois a Cesareia, na Capadócia, onde se entregou a profundos estudos para combater as heresias cristológicas e trinitárias na Igreja síria. Afirma S. Jerónimo que era tão clara a exposição de Santo Efrém que em algumas igrejas, depois da leitura da Sagrada Escritura, se liam as suas obras. Os seus escritos adquiriram tal celebridade que lhe mereceram, sendo ainda vivo, ser considerado como doutor da Igreja. Oficialmente, tal foi proclamado pela Igreja em 1920. Compôs vários cânticos em honra da Santíssima Virgem e dos santos, sendo por isso chamado pelos sírios a “Cítara do Espírito Santo”. Era muito grande a sua devoção à Mãe de Deus. Finalmente, cheio de virtudes e de méritos, partiu deste mundo no ano de 373.

São José de Anchieta nasceu em São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, Canárias. Convivera com estudantes jesuítas, em Coimbra e, em 1551, ingressou na Companhia de Jesus.
Em 1553, fez a sua profissão perpétua. No mesmo ano, partiu para o Brasil. Estabeleceu-se no Colégio de São Paulo, no planalto de Piratininga, contribuindo para a fundação daquela que se tornaria a grande metrópole de São Paulo. Isto ocorreu no dia 25 de janeiro de 1554. A sua atividade apostólica foi intensa: professor de latim, catequista, dramaturgo, escritor, poeta, gramático, estudioso da fauna e da flora, adiantou-se no conhecimento de medicina, da música. Esteve sempre ao lado dos índios, defendendo os seus interesses e mediando a paz entre as tribos. Em 1565, participou na expedição de Estácio de Sá contra os franceses que invadiram o Rio de Janeiro. Viajou pela Bahia e em Salvador, finalmente, foi ordenado sacerdote. Retornando ao Rio de Janeiro, fundou a Santa Casa de Misericórdia, o primeiro e único hospital por muito tempo no Brasil. Foi eleito Superior dos Jesuítas de São Vicente e de São Paulo. Mais tarde, dirigiu a Província da Companhia de Jesus no Brasil (1577-1587).
Embora escrito em latim, legou-nos o "Poema à Virgem", o primeiro texto literário produzido em terras brasileiras. Partiu deste mundo no dia 9 de junho de 1597.
O Presidente da Academia de Ciências de Portugal, Júlio Dantas, descreveu-o como "o mais franciscano dos jesuítas, o mais artista dos filantropos... um milagre de poesia, de bondade e de amor". Foi beatificado a 22 de junho de 1980, por SS. o Papa João Paulo II, e canonizado a 2 de abril de 2014 por SS. o Papa Francisco.

Beato Francisco Ar**ha e Beata Maria do Divino Coração rogai por nós.Francisco Ar**ha foi um padre jesuíta, nascido na a...
08/06/2026

Beato Francisco Ar**ha e Beata Maria do Divino Coração rogai por nós.

Francisco Ar**ha foi um padre jesuíta, nascido na arquidiocese de Braga, em 1551, partiu em missão evangelizadora para a Índia e foi martirizado em Cuculim, perto de Goa, em 1583.

A Bem-Aventurada Maria do Divino Coração pertencia à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor. Natural de Münster, na Alemanha, era alemã pelo nascimento e portuguesa pelo coração, Maria do Divino Coração nasceu em 1863. Era filha dos condes de Münster. Em 1888 ingressou no Convento das Irmãs do Bom Pastor, cujo apostolado específico se realiza junto à juventude feminina marginalizada.
Em 1894, aos 31 anos, partiu para Portugal. Depois de três meses passados em Lisboa, chegou ao Porto como Superiora do Recolhimento do Bom Pastor. Conseguiu, mercê de muita tenacidade e absoluta confiança no Coração de Jesus, transformar aquela casa em ruínas num florescente jardim de Deus. Em 1896, ficou doente, afetada por uma osteomielite.
Partiu deste mundo em 1899, nas vésperas da realização de seu ardente desejo: a consagração do mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus, por SS. Leão XIII. A Irmã Maria ofereceu a Deus o seu sofrimento, unindo-se ao Servo sofredor que continuamente oferece a sua vida pela salvação do mundo.
Em Ermesinde, ergue-se majestosa a igreja do Sagrado Coração de Jesus. Ali, diante da Hóstia consagrada em constante exposição, ajoelham perpetuamente almas em adoração reparadora.

Endereço

Rua 1º De Maio, 20
Alcântara
1300-474

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