31/03/2026
Experiência de Fé
Parabéns a todos pela realização do Culto Mensal de Gratidão.
Eu gostaria de fazer meu relato de gratidão, pois no dia seguinte à minha participação no “Culto
Pela Farta Colheita no Solo Sagrado de Atami”, realizado em março deste ano, recebi a proteção
divina e tive praticamente a cura completa de uma fratura no punho direito, ocorrida em 17 de
agosto do ano passado.
No dia 17 de agosto de 2025, enquanto eu recolhia a roupa lavada na casa de minha filha, uma
abelha entrou no cômodo. Subi em uma cadeira para espantá-la para fora, mas acabei caindo.
Senti um desconforto no punho direito e no pescoço. No dia seguinte, fui a uma clínica ortopédica
perto de casa, onde me disseram que seria necessário fazer cirurgia. Recebi uma carta de
encaminhamento e fui consultar no Hospital Municipal de Toyohashi. Durante o exame físico, o
médico pressionava alguns pontos perguntando: “E aqui, dói?” “E aqui, dói?”, e eu respondia:
“Não dói”, “Não dói”.
Eu mesma achei aquilo estranho, mas o exame de tomografia revelou que realmente havia uma
fratura no punho direito. O médico então explicou: “Com cirurgia, a recuperação será de 75%.
Sem cirurgia, apenas 35%. O que deseja fazer?”
Quando o médico explicou que, caso eu colocasse metal na mão por meio da cirurgia, eu não
poderia mais fazer exames de ressonância magnética devido ao meu histórico de AVC, respondi:
“Então, não farei a cirurgia”. Assim, decidiram imobilizar meu braço com gesso, do cotovelo até o
punho. Como eu não sentia dor, não recebi nenhuma medicação. Até o dia 25 de setembro,
precisei ir ao hospital todas as quintas-feiras para fazer radiografias e trocar o gesso.
Depois disso, no dia 25 de setembro, o gesso foi substituído por uma bandagem híbrida. Passei por
consultas no dia 9 de outubro e, finalmente, no dia 20 de novembro, o médico disse: “Os ossos já
se uniram. Apenas evite dobrar o punho para trás. Com isso, encerramos o tratamento.”
Assim terminaram três meses de acompanhamento.
Durante os mais de dois meses com o braço engessado, eu não conseguia dirigir, nem usar faca,
hashi, tesoura, caneta ou escova de dentes com a mão direita. Mesmo que os dedos se movessem
um pouco, a mão não funcionava, e eu dependia totalmente da mão esquerda.
Naquele período, eu agradecia à minha mão direita e dizia à esquerda: “A partir de agora,
conto com você”.
Mas, acima de tudo, o que mais me deixou feliz foi a ajuda e o apoio do meu marido. Sou
profundamente grata até hoje.
Durante esse período de tratamento, muitas vezes me perguntei:
“Por que será que fraturei o osso?”
“Será que há algum erro na minha prática de fé?”
“Teria eu alimentado queixas ou insatisfações?”
“Será que não estava sendo sincera?”
Enquanto refletia sobre isso, também pensava que, no mundo, há pessoas que, devido a
conflitos e guerras, mesmo feridas, não conseguem receber tratamento adequado, tendo
membros amputados ou sendo simplesmente deixadas sem assistência.
Eu, ao contrário, pude receber tratamento imediatamente e estou me recuperando. Isso me fez
sentir profundamente o quanto a paz é uma verdadeira felicidade.
Nos Ensinamentos está escrito que “até mesmo fraturas podem ser curadas com Johrei”. Meu
punho direito estava estabilizado com o gesso. Assim, orava acreditando nas palavras de
Meishu-Sama: “Vai curar”, e entreguei meu coração a Deus.
Esta fratura aconteceu justamente no ano que marca o centésimo aniversário desde o primeiro
ano da Era Showa. Este ano, 2026, corresponde ao 101º ano da Era Showa.
Passei a compreender que dificuldades e provações são oportunidades para o aprimoramento
do nosso espírito. Decidi transformar tudo em pensamento positivo, inclusive a forma de
acolher cada acontecimento.
No dia 4 de fevereiro, no dia seguinte ao “Culto de Início da Primavera no Solo Sagrado de
Atami”, recebi um milagre: minha mão direita, que até então não conseguia fechar em forma
de punho, passou a se fechar firmemente. Eu e meu marido ficamos tão emocionados que
choramos de gratidão. Então, no dia seguinte ao “Culto Pela Farta Colheita no Solo Sagrado
de Atami”, realizado em 1º de março, recebi outro milagre. O médico havia dito para eu não
dobrar o punho, mas ele passou a se mover até 80%. Agradeci profundamente a Deus e a
Meishu-Sama por essas duas graças recebidas.
Diante desses milagres, decidi estudar ainda mais profundamente os Ensinamentos sobre o
Johrei, praticá-lo com sinceridade e, junto com meu marido, dedicar-me para que o senhor
A.K., brasileiro residente no Japão, possa receber a permissão para ingressar na fé. Também,
rumo aos 100 anos da nossa Igreja, desejamos participar da construção do Museu de Heian-
Kyo por meio de nossos donativos, e servir na Obra Divina da Terra junto com nossos
antepassados.
Agradeço de coração a Deus e a Meishu-Sama.