Igreja católica de Kusatsu/minakuti

Igreja católica de Kusatsu/minakuti Sejam bem vindos,missas em português todos os segundos e terceiros domingo do mês as 14:00 horas

26/05/2026

A perfeição é dos generosos

A santidade não é para os que se contentam com pouco. Ser santo requer deixar tudo para trás, a fim de tornar-se inteiramente disponível aos desejos e desígnios de Deus. Peçamos à Virgem Santíssima que nos dê aquela generosidade sem a qual é impossível chegar à perfeição da caridade cristã.

Em Evangelhos passados, o Senhor pedia ao jovem rico que, deixando tudo para trás, o seguisse e imitasse no caminho da perfeição; hoje, é S. Pedro quem testemunha que, como os demais Apóstolos, também ele deixou tudo para seguir a Cristo. As palavras de Pedro, porém, nada têm de queixa ou lamento. Ao contrário, elas expressam a alegria de um coração que se sabe bem encaminhado, iluminado pelas pegadas do único que é o caminho, a verdade e a vida: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Sabemos, é claro, que S. Pedro, a esta altura do ministério público de Nosso Senhor, não é ainda santo; o príncipe dos Apóstolos tem muito o que progredir, até ao ponto de, chegado o momento oportuno, provar sua fidelidade a Jesus derramando o próprio sangue. Mas o testemunho que ele nos dá hoje, em todo o caso, é fonte de grande animação para que também nós, cada um no estado a que Deus o houver chamado, assumamos nossa vocação à santidade e deixemos tudo: a perfeição que Deus quer ver realizada em nós, em efeito, exige mais do que obediência a leis; requer, fundamentalmente, generosidade, amar sem limites, abandonar com radicalidade evangélica todo espírito mundano. Que S. Teresinha do Menino Jesus, acompanhada de seu santos pais, Luís e Zélia, intercedam do céu a nosso favor e nos alcancem a graça de nos abandonarmos sem medo nos braços de Deus, deixando para trás tudo quanto não conduza a Ele, renunciando a quanto possa ofendê-lo, abraçando amorosamente o que quer que nos leve para mais perto dele.
Deus abençoe você!

23/05/2026

O tal do “discípulo missionário”

“O mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus, este é o discípulo que dá testemunho”.

No desfecho do seu evangelho, o discípulo amado, que reclinara a cabeça sobre o peito de Cristo, afirma dar testemunho de tudo o que viu e ouviu. “Aquele outro discípulo que Jesus amava”, diz ele em terceira pessoa, “o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia…, este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas”. Aqui temos como que a sístole e a diástole em que a Igreja, fechando-se em oração no Cenáculo, prepara-se para sair em missão no dia de Pentecostes, assim como São João, que primeiro esteve com Cristo, vendo e tocando por si mesmo o Verbo da vida, tornou-se em seguida, com a vinda do Espírito Santo, verdadeiro Apóstolo e doutor do mundo. Pois não há verdadeiro discípulo missionário que não seja primeiro discípulo, por ter-se encontrado com Cristo e dele aprendido a verdade evangélica, para só depois ser missionário, isto é, para fazer discípulos a outros, transmitindo-lhes a mesma verdade e trazendo-os para o mesmo encontro com Nosso Senhor. Hoje, porém, o que vemos é justamente o contrário: os que pretendem “sair em missão” muitas vezes não se encontram com Cristo nem, por isso mesmo, saem para fazer discípulos e converter o mundo, mas para aprender com o mundo e depravar-se com ele. Eis por que nada é mais importante nestes tempos do que resgatar a necessidade da oração, da contemplação e do estudo consciencioso da doutrina católica, meditada e aprendida com total convencimento, como pré-requisitos à atividade apostólica. Jamais converteremos a outros se não nos tivermos convertido nós em primeiro lugar, e jamais poderemos ensinar a fé católica se não a conhecermos de maneira suficiente e adequada: “O mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus…, este é o discípulo que dá testemunho”.
Deus abençoe você!

22/05/2026
21/05/2026

Nosso Senhor pede por cada um de nós

“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.”

No Evangelho de hoje, em sua belíssima oração no Cenáculo, Jesus diz: “Pai santo, eu não te rogo somente por eles”, ou seja, pelos Apóstolos que estão ao redor, “mas por aqueles que irão crer em mim” (Jo 17, 20). Não é fantástico sabermos que Jesus rezou por cada um de nós? Claro que Ele, glorioso, está no Céu como nosso eterno Intercessor. A Carta aos Hebreus nos confirma isso, dizendo que “Ele está diante de Deus” ad interpellandum pro nobis, ou seja, “para rezar por nós” (Hb 7, 25). Contudo, o que Cristo disse na última Ceia é diferente: nos dias em que Ele esteve neste mundo sofrendo e padecendo para conseguir, através do seu Amor, a nossa salvação, Ele pensou e rezou por todos nós. Na Encíclica Mystici Corporis, o Papa Pio XII nos recorda de uma Verdade de fé um pouco esquecida e deixada de lado: que Jesus era homem como nós, mas tinha uma missão e, por isso, Deus concedeu a Ele algo que a humanidade receberá apenas quando estiver no Céu, mas que Ele já tinha na terra de forma antecipada: a graça da visão beatíf**a. Ou seja, no núcleo de sua alma, Cristo via Deus face a face para que pudesse ter a capacidade de amar humanamente a cada um de nós em particular. Para entendermos melhor, peguemos como exemplo Santa Teresinha: como é possível que ela, de lá no Céu, veja a oração de uma pessoa e atenda-a individualmente, enquanto milhares de pessoas rezam para esta santa todos os dias, a todo momento? Porque ela tem a visão beatíf**a, que a permite ver Deus face a face e lhe dá a capacidade de amar a cada ser humano. Jesus, desde sua concepção no ventre de Maria, pensava em nós. Cada vez que o Evangelho disse que Cristo passava a noite em oração, saibamos: Ele estava rezando por cada um de nós em específico. Cada vez que Ele sofria, com o simples trabalho da carpintaria de Nazaré ou até mesmo com os suores de sangue do Horto das Oliveiras e a dor lancinante dos cravos em suas mãos e pés, Ele nos amava. Portanto, ao dizer que estava rogando por todos aqueles que ainda iriam crer nele, Jesus pensava em todos nós. Isso não é um faz de conta: Ele rezou por nós de tal forma que, em sua oração, Ele alcançou de Deus todas as graças que nós podemos receber. Nosso Senhor, com um coração humano, amou tanto ao Pai, que este não negaria nada ao seu Sacratíssimo Coração, e também amou tão infinitamente a nós, que não se esquece destes pecadores, pedindo, suplicando e rezando por cada um ao Pai.
Deus abençoe você!

19/05/2026

Só o Filho leva ao Pai

Jesus, que em diversas ocasiões proclamou ser o Filho de Deus em sentido natural, abre hoje aos Apóstolos a intimidade de seu relacionamento com o Pai, nesta que é uma de suas orações mais entranháveis: “Pai, chegou a hora”, e na qual revela com que espírito devemos rezar: “Ergueu os olhos ao céu”, e o único meio de alcançarmos o mesmo céu: “Que te conheçam a ti e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo”.

Jesus, que em diversas ocasiões proclamou ser o Filho de Deus em sentido natural, abre hoje aos Apóstolos a intimidade de seu relacionamento com o Pai, nesta que é uma de suas orações mais entranháveis: “Pai, chegou a hora”, e na qual se podem notar um gesto e uma expressão muito signif**ativos. O gesto é levantar de olhos ao céu: “Jesus ergueu os olhos ao céu e disse”, com o que se nos indica a necessidade de buscarmos as coisas do alto, segundo a conhecida frase de S. Paulo: “Buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3, 1), e o “alto” em que o devemos buscar é, antes de tudo, o de nossas almas, na oração e contemplação dos mistérios divinos. Ora, uma vez que a oração de Cristo é modelo para a nossa, devemos sempre rezar a Deus começando pela sua glória, e não pelas nossas necessidades: “Santif**ado seja o vosso nome”, como dizemos no pai-nosso, e “Glorif**a o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti”, como reza Cristo em sua oração sacerdotal. A expressão é a que revela em que consiste a vida eterna, que é conhecer a Deus e o seu enviado: “A vida eterna é esta, que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo”. Porque a vida eterna, com efeito, não é outra coisa senão ver a Deus como é em si mesmo; mas como esse conhecimento é superior à nossa pobre natureza, só poderemos alcançá-lo se conhecermos antes, pela fé, o que sobre o Pai nos revelou o Filho encarnado, pois “ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou” (Jo 1, 18). Só Jesus, em resumo, nos manifesta quem e como é o Pai: “Manifestei o teu nome aos homens”, e só por Ele chegaremos um dia à plena visão de quem, por sua graça, nos adotou como filhos no Filho unigênito: “Agora eles sabem […]. Eu te rogo por eles”.
Deus abençoe você!

17/05/2026

Ascensão do Senhor, nossa esperança

A esperança é a virtude pela qual aspiramos ao Reino dos Céus e à vida eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e nos auxílios da graça do Espírito Santo. Pela Ascensão, Jesus abre o caminho diante de nós e eleva o nosso coração para o céu.

Queridos irmãos e irmãs, celebramos neste domingo a Ascensão do Senhor, o mistério no qual nosso Senhor Jesus Cristo sobe em corpo e alma ao céu, onde foi preparar-nos um lugar.

Um dos motivos pelos quais os santos doutores afirmam ser útil para nós a Ascensão do Senhor é a elevação da nossa esperança. São João nos recorda que, durante a última ceia, nosso Senhor disse "Vou preparar-vos um lugar, depois virei novamente e vos tomarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós".

Pelo fato de ter introduzido sua natureza humana nos céus, nosso Senhor também nos dá a esperança de chegar lá também nós, pois vale aqui aquilo que Cristo mesmo disse em São Mateus: "Onde estiver o corpo, ali se congregarão as águias". Por tal motivo, Santo Tomás de Aquino via uma profecia da ascensão naquelas palavras do profeta Miquénias, capítulo 2, versículo 13, "Sobe abrindo o caminho diante deles". Ao subir, nosso Senhor vai abrindo o caminho, vai rasgando os céus para que possam penetrar os que vêm atrás.

Por isso, a atitude especial que deve brilhar neste domingo da ascensão é a virtude da esperança. Uma virtude, entretanto, pouco compreendida, pouco vivida, pouco encarnada nos homens de nosso tempo e diante da qual podemos observar duas atitudes opostas. Aliás, nosso tempo se caracteriza por dois vícios que se opõem a esta virtude, a presunção e a desesperança.

A presunção

Nosso mundo é um mundo presunçoso. A presunção é uma atitude dupla. Há daquele que espera o que tem que esperar, mas se apoiando somente em suas forças e há daquele que não põe os meios para alcançar o que espera, confiando falsamente que Deus finalmente lhe dará o que espera. Nosso mundo está totalmente entusiasmado com seus progressos, com seus avanços, com a conquista da técnica, da medicina, das comunicações. Muitos estão convencidos que não falta muito para fabricar a felicidade do homem neste mundo, uma nova ordem mundial que será para todos paz e felicidade, prosperidade e luxo.

Outros se sentem tão fortes e tão bons que pensam (quando pensam) que ganharão o céu sem fazer nada. Outros dizem que Deus é tão bom que por mais que sejamos pecadores obstinados, Deus nos dará uma última oportunidade antes de morrer para arrumar as nossas contas e ganhar o céu. Mas qualquer bom catecismo nos diz que todas estas atitudes são pecados, e pecados contra a esperança, pecados de presunção.

A desesperança

Ao mesmo tempo que o mundo confia tanto em si mesmo, não deixa de pecar por desesperança. O desespero se manifesta em todos aqueles que não encontram mais sentido para a sua vida, todos aqueles que não sabem por que nem para que vivem, aqueles que brincam com a morte, que elogiam e exaltam a morte na literatura, na música, na pintura, e finalmente, sua mais clara manifestação, o suicídio. A tentação do suicídio não é só um fenômeno que afeta idosos, jovens e meninos, como em nenhuma outra época se viu, é também uma tentação social. Nossas sociedades são sociedades que estão se suicidando, são sociedades que se fecharam ao dom da vida proclamando um amor sem fecundidade e, embora ainda tenhamos gente que continue insistindo na grande mentira de que temos um planeta superpopuloso, os países mais avançados se deram conta que partem para um inflexível desaparecimento.

Cada ano são mais os que morrem e menos os que nascem, são sociedades que não só se fecham ao dom da vida que Deus oferece, mas também destroem a vida que não puderam impedir. É o terrível crime do ab**to, o emblema mais vergonhoso de nossos séculos XX e XXI. São sociedades que destroem a vida que já não lhes é útil por meio da eutanásia, aos portadores de doenças mentais, há os idosos que já não servem para trabalhar. E depois nos escandalizamos dos crimes do nazismo, quando as leis democráticas da maioria dos países livres permitem e inclusive prescrevem os mesmos crimes pelos quais os líderes do nazismo foram condenados à morte em Nuremberg.

Qual é a verdadeira atitude de esperança que nós devemos ter contra essas duas atitudes opostas que falamos? Contra tudo isso, Deus coloca nos corações dos que se aproximam dEle aquela semente de vida, essa virtude teologal que chamamos esperança. A esperança é a virtude pela qual aspiramos o reino dos céus e a vida eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e nos apoiando não em nossas forças, mas sim nos auxílios da graça do Espírito Santo.

A esperança é a virtude que mais nos enquadra no estado em que nos encontramos. Ela, com efeito, nos recorda que estamos longe da felicidade verdadeira, longe de Deus, esperamos porque não possuímos. Ninguém espera o que já tem, esperamos o que não temos. Por isso a esperança nos recorda que ainda não chegamos e nos faz falta ser humildes, porque ainda não entramos e poderíamos f**ar fora. Deste modo, a verdadeira esperança se opõe à presunção daquele que já se crê salvo.

Mas, ao mesmo tempo, nos recorda que o que esperamos é possível, assim, se opõe ao desespero. Não esperamos absurdos nem impossíveis, mesmo que aquilo que esperamos supere imensamente as forças humanas. Por quê? Porque esperamos nos apoiando em Deus, que é onipotente. Para Deus, nada é impossível. Porque esperamos em Deus, que é misericordioso, que tem entranhas de misericórdia, seu nome é Santo e Sua misericórdia se estende de geração em geração. Porque esperamos em Deus, que nos prometeu nos fazer entrar em Sua glória: "Logo virei novamente e vos tomarei comigo, de modo que, onde eu estiver, estejais também vós." Porque esperamos em Deus, que é fiel e não se retrata de suas promessas. Como diz a Carta aos Hebreus, "Mantenhamos firme a confissão da esperança, pois fiel é o autor da promessa."

Peçamos neste dia, meus irmãos, que Deus inflame nossos corações nesta esperança, já que, como diz São Paulo, a esperança não falha, é a âncora da alma, o capacete da salvação, da alegria em meio das tribulações. Que a Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Nossa Mãe, Mãe da serena esperança, nos conceda esta graça. Amém.
Deus abençoe você!

16/05/2026

Fé, amor e oração

“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará”.

Cristo, no Evangelho de hoje, primeiro deixa a promessa e só depois dá a garantia, como quem parte dos efeitos para chegar às causas próximas e, finalmente, às últimas. O efeito prometido é a infalibilidade da oração: “Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, Ele vo-la dará”. A causa próxima que garante a promessa são a fé e a caridade de quem ora: “Porque vós me amastes”, indicando a segunda, “e acreditastes que eu vim da parte de Deus”, signif**ando a primeira. A causa última, enfim, por que alcançam o que pedem os que oram com fé e caridade é o amor que Deus mesmo lhes tem: “Pois o próprio Pai vos ama”. Por quê? Porque o Pai não tem posto o seu agrado em ninguém além de Jesus Cristo: “Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição” (Mt 3, 17), e como a fé é o princípio de nossa união com Cristo e a caridade, o seu complemento e consumação, é evidente que Deus há de escutar quem reza com fé e amor. E quanto mais pura for a fé e mais perfeita, a caridade, tanto mais os pedidos do fiel serão pedidos do próprio Cristo e, portanto, mais aceitos e agradáveis ao Pai. É isso que signif**a, em último termo, pedir em nome de Jesus, ou seja, em união e sintonia com o seu divino Coração, não porque Ele suprima a vontade e a iniciativa do fiel: “Não vos digo que vou pedir ao Pai por vós”, mas porque dá a ele a graça de querer e pedir cada vez mais o que Ele mesmo quer: “Naquele dia pedireis em meu nome”. Aí temos a meta de nossa vida espiritual, o critério seguro de nossas orações e a graça que mais devemos pedir ao Espírito Santo, cujo envio ao mundo estamos cada dia mais perto de celebrar. — Vinde, Espírito Santo!
Deus abençoe você!

15/05/2026

Sofrimento: o caminho para a felicidade

A nossa vida neste mundo é uma luta constante. Hoje, o Senhor a compara às dores de um parto: precisamos enfrentar as dificuldades e provações que nos cabem, a fim de darmos à luz o homem novo, à estatura de Cristo, para podermos clamar como criaturas renascidas no Filho unigênito: Abbá! Pai!

Hoje, primeiro dia da novena de Pentecostes, o Senhor nos fala dos dois aspectos do mistério pascal: tristeza e alegria, morte e ressurreição, aspectos dos quais todos, para sermos bons cristãos, devemos participar. Se queremos ressuscitar com Cristo, algo em nós tem de morrer; se queremos entrar no gozo de Nosso Senhor, hemos de suportar antes as tristezas e amarguras da vida presente, enquanto caminhamos longe da pátria celeste. Recolhido hoje no Cenáculo com seus discípulos, Jesus lhes diz, referindo-se à sua morte e sepultura: “Vós f**areis tristes”, porque a tristeza não é mais do que a paixão decorrente de estar privado de um bem querido. E é por isso mesmo que devemos vê-la como um grande dom de Deus: com efeito, se não nos pudéssemos entristecer, tampouco seríamos capazes de arrependimento, de sorte que o nosso pecado seria a “palavra definitiva”, pois não teríamos como olhar para trás e, de coração contrito, retornar para a casa do Pai. Mas o Senhor, que não nega a ninguém o seu auxílio, nos garante: “A vossa tristeza se transformará em alegria”. Essa transformação, no entanto, se assemelha a um parto: “A mulher, quando deve dar à luz, f**a angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos”. Mas é preciso, sim, passar pelos sofrimentos; não há outro caminho para a alegria “de um homem ter vindo ao mundo”. Também nós, para sermos fiéis à nossa vocação de batizados, temos de suportar as dores de parto deste mundo, da luta espiritual que aqui devemos travar com o homem velho, a fim de dar à luz o homem novo, configurado à imagem e à perfeição de Cristo. Sofrer, lutar, resistir, tudo isso faz parte da vida cristã, da vida no Espírito: se renunciarmos à participação que nos cabe nas dores e tribulações de nossa Cabeça, também teremos de renunciar à glorif**ação prometida aos membros de seu Corpo. Que Ele nos dê, pois, a graça de abraçarmos a Cruz para, subindo o nosso monte Calvário, podermos entrar no Reino em que Ele, com o Pai e o Espírito Santo, está à nossa espera.
Deus abençoe você!

14/05/2026

A fé pela qual devemos viver e morrer

São Matias, Apóstolo, foi eleito logo após a Ascensão do Senhor com o fim de substituir Judas no colégio apostólico e constituir, assim, uma das doze colunas sobre as quais Jesus quis fundar a Igreja, novo Israel.

Celebramos hoje, com grande alegria, a Festa de São Matias, Apóstolo. É interessante comemorarmos a Festa desse santo na novena de Pentecostes, pois ele foi escolhido para completar o grupo dos Doze Apóstolos justamente quando estes, reunidos no Cenáculo em oração, esperavam o Espírito Santo. Jesus, ao escolher os Apóstolos em número de doze, estava reformando o Povo de Deus, que já existia antes da Encarnação de Nosso Senhor, composto pelas doze tribos de Israel, descendentes de Jacó. A partir da escolha de Cristo, esse povo foi substituído por outros Doze, que não estavam fundando o Povo de Israel pelo vínculo de sangue, mas, sim, por terem a mesma fé. Matias é escolhido para dar testemunho da Ressurreição de Jesus. Podemos ver isso de forma bem clara na primeira leitura: “Há homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João até ao dia em que foi elevado ao Céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós para ser testemunha da sua Ressurreição”. Então, através dessa fé dos Doze na Ressurreição, a Igreja é fundada. No Livro do Apocalipse, quando a Igreja aparece gloriosa e desce do Céu, no fim dos tempos, como Nova Jerusalém, ela está claramente fundada sobre os Doze Apóstolos, porque a fé deles constitui a verdadeira identidade da Igreja. É por essa fé, pela qual os Apóstolos derramaram o seu sangue e tingiram as suas vestes com o Sangue do Cordeiro, que também nós estamos dispostos a derramar o nosso sangue. Defender a fé apostólica, uma fé arraigada na caridade e no amor, é também a nossa missão, mas para isso nós precisamos receber o Espírito Santo, como os Apóstolos no Cenáculo. Antes de Pentecostes, eles já eram bons homens, mas faltava-lhes o amor ardente que fez com que fossem capazes de ir até os confins da terra anunciando o Evangelho, testemunhando o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, sendo perseguidos e dando suas vidas pela Verdade. Portanto, ao celebrar São Matias, a Igreja tem a ocasião de refletir sobre a identidade dos Doze Apóstolos e a fundação do novo Povo de Deus, não mais pelo vínculo de sangue, mas, sim, pela fé infundida e derramada nos corações dos Apóstolos pelo Espírito Santo. Por isso, peçamos a Deus a graça de termos a fé apostólica a fim de que, crescendo nela, sejamos capazes de dar a vida para defender Nosso Senhor.
Deus abençoe você!

住所

1-9-21 Kusatsu
Kusatsu-shi, Shiga
5250028

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月曜日 09:00 - 17:00
火曜日 09:00 - 17:00
水曜日 09:00 - 17:00
木曜日 09:00 - 17:00
金曜日 09:00 - 17:00
土曜日 09:00 - 17:00
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