30/07/2017
OLOKUN
Quem é Olokun:
Olokun é um Orishá que é fundamento de Ifá e de Osha e que está relacionado com os segredos da vida e da morte.
Olokun é pai e mãe de Yemayá.
Olokun proporciona saúde, prosperidade e evolução material.
É o Orisá do oceano, representa o mar em seu estado mais aterrorizante.
É andrógino, metade peixe e metade homem, de caráter compulsivo, misterioso e violento.
Tem a capacidade de transformar-se.
É temível quando se enfurece.
Na natureza é simbolizado pelas profundidades do mar e é o verdadeiro dono das profundidades deste, onde ninguém pode chegar.
Representa os segredos do fundo do mar, já que ninguém sabe o que há no fundo do mar so Olokune Olofin (Deus).
Representa além de tudo as riquezas do fundo do mar e a saúde.
Olokun é uma das divindades mais perigosas e poderosas da religião .
Diz-se que Obbatalá o acorrentou no fundo do Oceano, quanto tentou matar a humanidade em um dilúvio. Representa-o sempre com uma máscara.
Seu culto provém da cidade de Lagos, Benin e Ilé Ifé.
Seu nome provém do Yorubá Olókún (Oló: dono – Okún: Oceano).
Seu culto principal é propriedade dos Babalawós que o recebem com 9 Olosas e as 9 Olonas, além do Eshú característico.
As Olonas e Olosas são as ninfas da água, representam os rios, riachuelos, lagoas, cascatas, mananciais, poças, extensões marítimas e a água da chuva.
Não vai a cabeça de nenhum iniciado e os Oloshas o recebem e o entregam em uma cerimônia que inclui cerimônias em um monte, cemitério e mar. Convivem com Olokun dois espíritos Somú Gagá e Akaró que representam a vida e a morte respectivamente.
Ambos espíritos são representados por uma mão de chumbo que leva em uma mão uma serpente (Akaró) e na outra uma máscara (Somú Gagá).
Olokun pode ser entregado por Babalawós ou Iworós e a validade de ambos está reconhecida.
A Tinaja de Babalawó leva dentro e está coberta com conchas marinhas para representar o fundo do oceano.
Fala através de Orunmilá com Ikins.
Em Ifá o culto de Olokun se realiza junto com Oduduwá, em sua relação e conjunção de terra e mar.
Nesta cerimônia se dançam com as tinajas e com as nove máscaras.
Esta tradição se perdeu um pouco em Cuba.
A diferença principal entre o Olokun de Iworó (Santero) e o de Babalawó é que o de Babalawó não leva água.
Considera-se que o Olokun de Babalawó vive no espaço vazio de rochas que existe ente o núcleo de terra e de água dos oceanos.
Por isso não leva água.
O de Iworó leva água já que seu centro é Aggana Erí, a espuma do mar.
Seu número é 7 e seus múltiplos.
Seus colores são o azul, branco ou negro.
Saúda-se Maferefun Olokun!
Pataki de Olokun:
Orisa Oko passeava uma tarde pela beira do mar onde viu aparecer o rosto de uma linda jovem, temendo que fosse uma miragem logo perguntou o seu nome e quem era seu pai.
Chamo-me Olokun e sou filha de Obbatalá – contestou da água.
O lavrador não pode dormir nessa noite pensando na linda donzela e ao amanhecer saiu apressado a pedi-la em matrimônio.
Obatalá o escutou e com grande paciência lhe disse: “É certo que minha filha tem um rosto muito lindo, mas também tem um defeito, só te a darei em matrimônio se tu te comprometeras a nunca jogar-lhe esse defeito na cara dela”. Orisá Oko aceitou a condição e no dia das bodas, quando chegaram na casa, viu que sua esposa tinha um corpo disforme, mas já não havia forma de voltar atrás.
O tempo passou e enquanto o lavrador cultivava suas terras, a mulher vendia a colheita no mercado.
Um dia Olokun regressou sem ter podido vender a mercadoria e Orisá Oko cegado pela ira discutiu sem parar até que, quebrando a promessa, lhe jogou na cara seu defeito.
Olokun andou até sua casa no mar e foi tanto sua ira que as águas começaram a inundar a terra, passavam os dias e o desgosto de Olokun era cada vez maior, as pessoas não tinham onde se refugiar e Orisá Oko sentindo uma grande vergonha se dirigiu ao palácio de Obatalá a implorar-lhe misericórdia.
Várias mensagens seu pai a enviou, mas o despeito desta era tal que esqueceu até a obediência.
Então Babá Obatalé ao ver que suas ordens não eram cumpridas, enviou Yemayá Okuté a casa de Ogun em busca de uma corrente mais forte que jamais se ouviu falar e quando a teve em seu poder, encarregou Yemayá Asabá que acorrentasse sua irmã no fundo do mar.
Desde então Olokun vive atada nas profundezas do oceano, onde nem a vista do homem pode chegar, mas quando se recorda do ultraje recebido, é tanta sua ira, que as terras voltam a ser inundadas pelo mar
OLOKUN
“Ninguém sabe o que descansa no fundo do mar”
Seu nome vem do ioruba Olokun : Olo: proprietário – Okun: Mar.
É o Orixá dos oceanos, donde toda vida se oRiginou, e o zelador das suas riquezas e mistérios.
Babá Olokún é um Orixá que governa as profundezas dos oceanos, designado por Olorun pAra manter o equilíbrio com a terra.
Uma das maiores forças da natureza, essa energia é deskonhecida pelo Homem.
Como o oceano, que oculta incontáveis mistérios, quAse que impossível haver consenso sobre essa divindade, que considero polêmica tanto como Oxumarê, Logunedé.
Não há consenso quanto ao s**o de Olokún.
Em alguMas áreas da África Ocidental, Olokún é considerado masculino, ao passo que em outras é feminino.
Para a maioria das linhagens ortodoxas cubanas, onde as principais tradições a respeito de Olokún se originaram, garantem que este Orixá é feminino, dentre alguns elementos de sustentAbilidade da teoria seria o fato que Olokún seria mãe de Iemanjá.
Para muitos, Olokún é descrito como um rei num palácio subaquático e com muitas esposas dentre elas varias qualidades de Iemanjá e de Oxum, que são consideradas mulheres de Olokún.
Alguns insistem em que Olokún é assexuado, hermafrodita ou andrógino.
A dúvida persiste ao longo do tempo e seus orikis, cantigas e nas lendas, a controvérsia permanece.
Olokún é um Orixá com força a ser temida quando contrariada.
Na realidade, nenhum ser humano poderá compreender verdadeiramente a magnitude e a força vigorosa desta misteriosa divindade.
Na minha concepção Olokún é o Orixá andrógino, metade homem e metade peixe, de cAráter compulsivo, misterioso e violento e, em grande parte dos escritos antropológicos ele seja descrito mesmo, como um deus masculino.
Ha indícios de Olokún ser cultuado como uma mãe divina em algumas partes
da região iorubá, na África ocidental.
Contudo, todas as evidências apontam para o s**o masculino dessa divindade.
Tendo a capacidade de transformar.
É assustador quando irritado.
Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do desKonhecido.
Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokún tem o domínio.
Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde.
Olokún é um dos Orixás mais perigosos e poderosos do culto aos Orixás.
Pela falta de conhecimento real, não há fundamento litúrgico sobre esse Orixá nem tão pouco inicia-se pessoas para Babá Olokún, porém fazemos oferendas a ele.
Alguns o fazem através de Iemanjá e de Oxun.
É homenageada durAnte a Festa de Iemanjá.
As oferendas para Olokún são levadas ao oceano.
Quando o oceano não estiver à disposição então o lago, o rio ou o canal poderão substituí-lo, por ser Olokún por extensão, também Orixá de todas as águas.
Trabalha em estreita colaboração com Oia, divindade dos ventos e Egungun coletivo dos espíritos ancestrais para anunciar o caminho para aqueles que passam para ancestralidade, uma vez que desempenha um papel crítico no Iku, morte e na transição dos seres humanos e espíritos entre essas duas existências.
Olokún também significa insondável sabedoria.
Isto é, o instinto permanente de que sempre há algo que vale a pena conhecer, talvez mais do que pode ser aprendido, especialmente nas ciências espirituais que a maioria das pessoas passam a vida inteira pensando e buscando respostas.
Ele também rege a riqueza material, psíquica, habilidades, sonhos, meditação, saúde mental, e realiza curas simplesmente a base de água.
Olokun também é um Orixá muito conhecido por ajudar mulheres que desejam
filhos e tem dificuldades.
Ele também é adorado por aqueles que buscam a ascensão política e social, razão pela qual os chefes de Estado, membros da realeza, empresários e socialites do mundo africano que muitas vezes se voltam para Olokún, não só para proteger a sua reputação, mas impulsioná-los ainda mais entre as fileiras de seus pares.
Mitologia
Um grande número de lendas refere a ira de Olokún.
Num destes mitos, narrado no odu Ejiogbé Odi, descreve-se a insatisfação deste Orixá com a maneira em que Olorun distribuiu os domínios entre os Orixás.
O argumento era que, desde que foi Konsignado a Olokún governar sobre os oceanos, e estes formam a maior parte do planeta, Olokún era mais poderoso que Olorun e assim era o Ser Supremo.
Para demonstrá-lo, os oceanos começaram a criar ondas irrefreáveis e gigantescas que tratavam de afogar a Terra e seus habitAntes.
Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio.
Olokún mora num palácio submarino inteiramente feito de coral.
O Odu Owaníâshé narra um mito que descreve ter Olokún como alguém que se considerava superior a Olodumaré.
Depois de uma grande contenda de ânimos, da qual Olokún, saiu perdedor, Olodumaré decretou que ele seria acorrentado ao fundo do oceano, donde ele poderia governar.
Designou dois mensageiros para que lhe acompanhassem e trouxessem à Terra seus desejos: Yemojá Ibú Asesú e Ibú Ashabá.
Provavelmente por isto, na religião Lukumi, Olokún é designado frequentemente como Yemojá-Olokún.
Como Orixá Olokún é bastante enigmático, altamente respeitado e por vezes temido, em razão de sua ira incontrolável.
Em casos extremos ou quando ocorrem calamidades, suas oferendas costumam ser entregues em alto mar.
A maioria dos adeptos teme realizar este ritual, por acreditar que, finalizada a cerimônia, algum dos participantes poderá morrer.
ORÍKÌ
Ìbá Òlòkun fe mi lo’re
Eu saúdo o Senhor dos Oceanos.
Ìbá Òlòkun omo re wa se fun oyí o
Eu saúdo o Senhor dos Oceanos cuja grandiosidade não me cabe entender.
Òlòkun nu ni o si o ki e lu re ye toray
Olokun, minha fé é tão grande quanto a quantidade de água existente nos mares.
B’omi ta ‘afí
Da mesma forma.
B’emi ta’afí
Permita que haja paz em meus caminhos!
Òlòkun ni ‘ka le
Olokun, espírito imutável.
Mo jùbá
A quem reverencio com muito respeito!
Àsè! Àsè! Àsè!
Força! Força! Força!
Curiosidades
Comida: porco frito e tiras de bananas verdes fritas.
Akará, bolos fritos de feijão fradinho, egbojá, feito com milho moído, porco e/ou camarões secos, peixe defumado coberto com molho de tomate e cebola ou com um molho verde feito com salsinha e outros condimentos.
Frutas : melancias e melões de todo tipo, uvas vermelhas, melado de cana, coco grelhado com melado de cana e canela.
Comparação : deus Netuno .
Cores : verde água, transparente, amarelo barro.
Destino : ( Odu ) : Osá, Oyêku, Ejiogbê e Ofun.
Dia : sábados, domingos e terças-feiras .
Dominio : fundo do mar .
Elemento : água .
Ferramenta : escudo.
Regência: aspectos ligados à saúde.
Símbolos : âncora e cetro em forma de tridente netuniano.