14/05/2026
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Este é um grito que ecoa do fundo dos terreiros e barracões. É um desabafo necessário sobre a ferida aberta no peito de quem vive a fé com verdade, enquanto assiste ao esvaziamento do sagrado em prol do ego e do espetáculo.
O Sagrado Pede Socorro: Um Desabafo de Axé
Não são os Orixás que estão fracos, nem os Guias que perderam sua luz. O que vemos hoje é uma espiritualidade ferida pela mão humana. O sagrado está doente, sufocado por uma era onde o "ter" vale mais que o "ser", e o clique vale mais que a caridade.
O Cansaço dos Pais e Mães de Santo
Ser Zelador não é carregar uma coroa de ouro, é carregar o peso do destino de muitos nas costas. O desabafo que se ouve no roncó é um só:
• A solidão da liderança: Ver filhos que buscam o terreiro como se fosse um pronto-socorro, mas que não têm a paciência de plantar para colher.
• O julgamento cruel: Pais de santo são humanos, mas são cobrados como deuses, enquanto sua própria humanidade é ignorada por aqueles que deveriam ser sua família de santo.
A Descrença e a Pressa dos Filhos
A juventude do axé, por vezes, esquece que o fundamento não se aprende no Google, mas no pé do atabaque e na limpeza do abô.
• A fé de conveniência: "Se o Orixá não me der o que quero hoje, mudo de casa amanhã." Essa rotatividade fere a egrégora e quebra a corrente.
• O espetáculo do ego: Roupas de luxo e coreografias ensaiadas escondem corações vazios de axé. Onde está a humildade de bater a cabeça no chão com o coração desarmado?
O sagrado adoece quando o atabaque toca para o ego e não para o espírito. Adoece quando a fofoca vence a união e quando o dinheiro dita quem senta na frente
Crédito: boca de Èjó