30/01/2024
A EXPORTAÇÃO DO SAL DE JERUSALÉM - TOLA REJEIÇÃO
Muito além daquela ideia incipiente de discrição e humildade depreendida da mensagem (sede simples como a pomba e prudentes como as serpentes) inteligente de Cristo aos seus discípulos desbravadores, e muito mais próxima à animadora mensagem de Mateus 5 sobre o "sal da terra e a luz do mundo"; o sal ganhou cor, volume e fez excelentes parcerias com a Grécia e com Roma.
A exportação do "produto" ganhou o mundo, fez muitos adeptos e hoje, é impossível de eliminar o símbolo da terra, está encrustado em tudo, até em outros temperos.
O poder dessa transmissão de sabor é transcendental e não adianta tentar combater, o sal-judaico, quanto mais você se aproxima, mais dá sede e, é impossível não viciar. Há um sabor de lágrimas quando você não conhece, há dúvidas também, mas depois que o sabor entra na sua corrente sanguínea e você bebe a água, pronto, você vira um novo fornecedor.
O combo judaico está longe de ser um pensamento monolítico, muito pelo contrário, é confuso e heterogêneo ao ponto que Felipe Aquino, escrevendo sobre ELE, Jesus, usou a referência onde o profeta Simeão diz: "este menino será sinal de contradição".
Então, entender o mundo atual apenas com a lupa da geopolítica constitui um erro crasso. Também citar que o ocidente está em declínio e que os dragões do oriente estão se expandindo economicamente não preenche todo o entendimento, apesar de desatar vários nós. O combo judaico-cristão não abrange somente a religião, mas pode operar também na esfera, moral, cultural e política. De modo que não se pode tentar destruí-lo pelo viés da força. Já tentaram e só potencializou. Hi**er, Calígula, Nero e tantos outros tentaram eliminar o tempero de circulação, todos falharam.
É por isso que aquele 7 de outubro do ano passado jamais será esquecido. Não apenas devido ao nível de desumanidade dos agentes provocadores e das vidas inocentes elevadas a mártires santos naquele dia, mas pela rejeição mundial ao pensamento judaico, que antes estava velada, mas que perdeu todo e qualquer pudor e se desnudando mediante falas de jornalistas e comentaristas, manifestações de pessoas simples que estão em nosso meio e de países e seus representantes. É aqui que aluns metidos a estudiosos ousam a falar com um teólogo, que a nação de Israel atual não tem nada a ver com o "Israel da bíblia", como se Paulo não tivesse escrito gálatas 4 alocando as bençãos de Deus para Abraão e Isaque, em nós ou como se o "produto" dependesse de geografia e a diáspora não fosse um propósito de expansão ou exportação desse produto.
Sabe nada, inocente!
Assim, tem ficado a cada dia mais claro, que o fato do tempero judaico ter alcançado o mundo inteiro e ter se tornado o mais eficaz tempero social, que inclusive alimenta os mais pobres em todo o planeta, com fé, com solidariedade e com esperança, é também o seu principal motivo de rejeição. As pessoas totalitárias, alguns líderes desse mundo, não conseguem aceitar a ideia que um homem simples de Nazaré, por nome de Jesus, sem precisar de nenhum dinheiro ou servidão humana, mas apenas de pessoas pescadoras, que viviam sob um governo opressor, conseguiu inundar o mundo com essa mesma ideia que encanta todos os dias mais adeptos.
A questão é que a comida temperada com esse sal desperta as pessoas a pensarem e elas não são mais escravas do homem ou do medo. De um momento para outro as pessoas acordam e descobrem que estão sendo enganadas e buscam a própria independência delas nesse mundo. Que totalitário vai querer uma coisa dessas? Que ditador vai amar alguém que, sem dar um tiro, destrói com o medo?
Quem terá medo da morte ou da prisão, se o primeiro vendedor desse sal já avisou: "Bem-aventurado sois vós, quando mentindo, e vos injuriando fizerem todo o mal contra vós, fiquem alegres, pois foi assim mesmo que fizeram com os profetas de antigamente".
Tornozeleira eletrônica não arranca o gosto do sal, só o torna permanente e mais produtivo. Prisão não arranca o sal, pois exportadores com Paulo e Silas exportaram caminhões pela Europa e Ásia e o produto chegou até nós no Brasil. O produto chega pelo ar, de caminhão, de ônibus, de avião, por meio de um sorriso ou de uma canção. Tomou conta de tudo. Nem a morte arranca o sal, pelo contrário, nos leva de volta as salinas originais.
Não adianta pesquisar nas redes sociais, na esquina da sua casa deve haver no mínimo um local onde há alguém dobrado com os joelhos para trás, cantando música que você talvez conheça, algumas cadeiras plásticas, um som simples ou até com defeito, mas as pessoas saem de lá alimentadas, cheias de gozo de esperança e de amor. E você acha que o poder de alguma veste de autoridade, com o fardo de esconder e manter riquezas oriundas de transações ilícitas ou a escravidão que é o medo de perder o posto, pode ser comparada com a tranquilidade de espírito de poder saudar o próximo dizendo: "SHALOM ADONAI"?
Não há comparação próxima a isso que alcance tamanha abrangência. E a riqueza, talvez não se assemelhe às riquezas dessa terra, mas a paz de espirito e a certeza que está no caminho certo, não tem recompensa maior.
Essa rejeição antiga, nunca tem êxito pleno e divulga ainda mais o produto que é transcendental.
Não adianta perseguir a exportação, o sal já temperou a comida, o povo aprovou o sabor e há sempre alguém com uma boa marmita na multidão disposto a dividir. Boa refeição.
Sergio Junior - caminhoneiro da empresa exportadora