20/05/2026
Espiritismo Explica: Educação positiva e permissiva
"A educação positiva preza pelo respeito, pela empatia e pelo estabelecimento de limites claros, enquanto a educação permissiva tende a flexibilizar regras para evitar frustrações à criança. Muitas vezes, por falta de orientação ou conhecimento, pais acreditam estar praticando uma educação positiva, quando, na realidade, acabam assumindo posturas permissivas. Esse equívoco pode dificultar o aprendizado da disciplina, do respeito às regras e da capacidade de lidar com frustrações e contrariedades. A educação positiva, diferentemente da permissividade, acolhe os sentimentos da criança sem abrir mão da orientação e dos limites necessários, favorecendo o desenvolvimento da autonomia com responsabilidade.
Para o Espiritismo, a criança não é uma “folha em branco”, mas um Espírito reencarnado que traz consigo experiências, tendências e imperfeições adquiridas em existências anteriores. Isso, porém, não diminui a importância da educação no processo de crescimento moral do indivíduo. Segundo a Doutrina Espírita, os pais exercem grande influência sobre os filhos e possuem a missão de auxiliá-los em seu progresso espiritual (OLE, q. 208). Assim, a educação pode fortalecer virtudes em desenvolvimento e impedir que inclinações negativas se convertam em atitudes prejudiciais.
Nesse contexto, a Doutrina Espírita compreende a educação dos filhos como uma importante tarefa moral e espiritual, alinhando-se aos princípios da educação positiva e afastando-se da permissividade. Educar exige carinho, acolhimento e diálogo, mas também firmeza e coerência. A criança precisa aprender, desde cedo, a respeitar limites, conviver socialmente e enfrentar frustrações inevitáveis da vida.
Amar um filho não significa atender a todas as suas vontades, mas orientá-lo com equilíbrio e responsabilidade, inclusive quando isso exige dizer “não”. Muitas vezes, o verdadeiro amor se manifesta justamente na coragem de corrigir e direcionar, ajudando o Espírito reencarnado em sua jornada de aprendizado e renovação moral. Por isso, afeto e disciplina não são opostos, mas instrumentos complementares na formação integral do ser."
Geane Lanes