UMA IGREJA QUE CRESCE
Quando pensamos em crescimento de Igreja, temos que, primeiro, compreender que Deus é quem dá o crescimento ao seu povo. Na Igreja significa mudança de mentalidade, de metodologia, de quebra de certos paradigmas etc. Paulo na carta aos Efésios 4.7-16 nos fala de como devemos viver na igreja, na busca de um crescimento espiritual constante a fim de que, juntos, como mem
bros do Corpo de Cristo, promovamos uma vida saudável dentro do corpo - a igreja, com fortes reflexos para fora. Olhem o verso 16: “do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor”. Paulo fala, também, em como podemos promover a saúde da igreja, ou seja, através do crescimento espiritual de cada membro do corpo, que vai gerar amadurecimento pessoal, possibilitando, portanto, um relacionamento saudável entre os irmãos que também fazem parte do corpo. Portanto, todos nós precisamos entender que um dos grandes desafios da Igreja é transformar, pela ação do Espírito Santo, os freqüentadores de Igreja em uma congregação de membros. “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef 2.19). Depois de torná-los conscientes dessa ligação com o Corpo de Cristo e da dinâmica desse Corpo, precisamos trabalhar no sentido de tornar os respectivos membros em crentes maduros e comprometidos com toda a obra da Igreja local, através do exercício dos seus dons e talentos, sempre na força do Espírito Santo. Para crescermos necessitamos deixar toda e qualquer mentalidade consumista da fé e assumirmos a consciência de que estamos na “nossa Igreja”, sendo efetivamente contribuintes no sentido mais amplo da palavra, servos. Esse é, sem dúvida, o grande desafio de qualquer Igreja, ou seja, pelo mover do Espírito, tirar as pessoas da dimensão de consumidores e expectadores, e conduzi-los para a dimensão do compromisso e do serviço. Ou seja, quando estamos ligados ao Corpo nasce a consciência da unidade na diversidade, de compromisso e responsabilidade, e a consciência de nossa função, de nosso ministério no Corpo. O apóstolo Paulo tem uma linda imagem acerca de ser membro da Igreja. Para ele não significa uma simples e fria entrada para uma instituição, mas, sim, tornar-se um membro vital do Corpo de Cristo (Rm 12.4,5; I Co 6.15; 12.12-27). Ora, qualquer órgão que é retirado do corpo não apenas vai fazer falta, deixando de cumprir a finalidade que lhe foi destinada, mas também vai definhar e morrer rapidamente. O mesmo acontece com os crentes que não têm compromisso com uma igreja local. Uma Igreja que cresce estará, sempre, preocupada em descobrir e cumprir os propósitos de Deus para a sua Igreja, no contexto onde ela se encontra, vivendo a dinâmica do Reino, que sempre valoriza mais os homens do que sistemas, instituições, regras, moralismos, tradicionalismos etc. A Igreja de Cristo deve e precisa viver os valores do Reino, a alegria deste, e demonstrar o seu poder na prática da justiça, do amor, de uma ética solidária, de uma relação com o mundo sem isolamentos, a fim de que ela, a igreja, pratique a missão de ser sal da terra e luz do mundo. Existem alguns princípios interessantes que devemos e podemos observar na dinâmica eclesial, no sentido de fortalecermos e crescermos enquanto Igreja de Cristo:
Princípio da Interdependência: É preciso uma interdependência estruturada, sadia, saudável, pois formamos o Corpo de Cristo (I Co 12). Estamos ligados ao Corpo pela ação poderosa do Espírito Santo. Portanto, somos cooperadores uns dos outros e de Cristo também. Princípio da Multiplicação: O grande sinal da saúde de uma igreja é exatamente sua disposição e sua capacidade em conduzir pessoas a Cristo e formar e plantar novas igrejas. As estruturas de uma igreja não podem impedir sua multiplicação. Na verdade, Jesus Cristo nos deixou este princípio, ou modelo. Ele começou com doze. Preparou-os, enviou-os, a fim de que fizessem novos discípulos. Encontramos isso também na Grande Comissão (Mt 28.18-20). É um chamado à multiplicação contínua. Princípio do discipulado: É fundamental treinarmos novos discípulos, amadurecidos e prontos para conduzir outros aos pés de Cristo na unção do Espírito. Preparar homens e mulheres com senso crítico, com uma visão de mundo capaz de torná-los preparados para o testemunho do reino. O que os líderes fazem tem que servir para ensinar e equipar os membros da igreja. A energia que investem precisa beneficiar os leigos na formação de novos líderes. Jesus ensinava fazendo. Na ministração ao povo Ele estava treinando os discípulos. Seria o treinamento em serviço. Que 2011 experimentemos da graça poderosa do Senhor e do poder do Espírito Santo em nossas vidas, com tanta intensidade que sejamos capazes de deixar “nossas redes” para sermos pescadores de homens. Soli Deo Gloria! Marcos Azevedo
Pastor Efetivo da Igreja