02/12/2024
Cremos em um Jesus que é rei, mas diferente de todos os outros, nosso Rei é incomum e surpreendente. Ele nos apresenta um Reino de ponta-cabeça e precisamos entender Sua lógica para participar dele.
Apesar de toda sua soberania e majestade, ele escolhe um símbolo valioso desse reino: a bacia. No tempo que Jesus veio à terra, toalha e bacia eram ferramentas de escravos, pois, diante de longos trajetos, os pés ficavam castigados e empoeirados. O serviço de curvar-se e tocar suas mãos naqueles pés salpicados pela poeira era destinado ao escravo da mais baixa honra.
Jesus escolhe servir, mostrando a lógica ponta-cabeça. O rei soberano usa a bacia como um instrumento de paz, se colocando num lugar inferior perante a sociedade e tratando seu próximo como superior. Ele atribui um novo valor ao serviço. Ao seguir o exemplo de nosso Mestre, pegarmos as ferramentas de serviço e lavarmos o pés do outro, a distinção entre senhor e servo desaparece. Quando nos tornamos servos uns dos outros, todos nos tornamos grandes no reino plano de Deus.
Para além do momento da última ceia com seus discípulos, a bacia de Cristo era um sinal de amor e serviço durante todo seu ministério, usando-a ativamente para servir os indefesos e necessitados. Ele nos convida a pegar nossas bacias e seguir Seu exemplo. Ele nos chama a ser o povo da bacia e não os santos que se sentam em cadeiras de balanço e ponderam sobre os mistérios da salvação de Deus. Encarnamos a Palavra quando usamos a bacia, agindo em nome de Jesus. As palavras sem atos são vazias, mas o ministério da bacia autentica nossas palavras.
Cristo nos convida a dar, amar, perdoar, emprestar, caminhar mais uma milha, ensinar, servir e amar.