12/04/2021
Tudo que é externo, é passageiro, temporal, variável.
Religião é o externo, é o aparente, é a prática que se vê.
Religião é o que modula o nosso pensamento sobre o Sagrado, é aquilo que melhor se adapta ao nosso modo de pensar, compreender e demonstrar ao meio social como pensamos a Divindade e para onde esse pensamento conduz nossa ação, nossa postura diante do mundo, das pessoas, nossa relação até mesmo política e filosófica com tangível e o intangível.
Religião é passageira. É entre mim e o meio, o cenário social.
Religiosidade é o sentir, o perceber, o movimento interno que torna única a nossa experiência em tudo que move o nosso Sagrado.
Religiosidade é uma crescente e independe de fatores externos, é particular, individual, única. É entre mim e o Divino.
A religiosidade não passa, não depende de mais ninguém além de nós e de Deus, não requer templo, igreja, terreiro, mesquita, centro. É saber e sentir Deus em qualquer e em todos os lugares, em si mesmo e mas outras pessoas.
A religião é quem precisa que você saia de sua casa em plena pandemia. A religião coloca você em risco porque é uma convenção humana, sujeita ao sistema sócio econômico que dita as regras do jogo de crenças que elegeram o dinheiro como deus acima de Deus- e esse deus não está em seu lar, em seu quarto, em sua família, em seus amigos. Esse deus tem que promover a comoção social para que você o deposite no altar (em espécie, de preferência).
A religiosidade jamais colocará em risco a sua vida e a daqueles a quem você ama. A religiosidade é Deus em nós, por nós e através de nós.
Nossa busca é pela vivência da religiosidade plena, saudável, idônea, madura, autônoma. Uma umbanda que não dá autonomia ao adepto para praticar sua religiosidade é nociva e aprisiona , então não será libertadora. E nunca é demais lembrar: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará."
Uma "verdade" que não nos torna livres é uma mentira que só alimenta a ignorância.