08/04/2024
A SEGURANÇA ETERNA DOS SALVOS ✝️
Esta é outra herança teológica preciosa dos Batistas. A Declaração Doutrinária afirma: “O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz”. Chamo a sua atenção para as expressões “redenção eterna”, “pago de uma vez” e “pelo derramamento de seu sangue na cruz”. A salvação é eterna. Não é temporária nem parcial. O assunto foi resolvido de uma vez por todas na cruz.
Cristo não deu uma entrada e deixou as prestações para pagarmos. Pagou tudo, de uma vez. Seu sacrifício foi suficiente, único, irrepetível e perfeito. E o preço pago por ele foi seu próprio sangue. No processo da salvação, não somos o agente, mas Jesus Cristo o é. E sua obra é perfeita. A salvação não depende de nós, mas dele. Ele não rejeita o pecador que vem a ele, nem se arrepende de nos ter salvado.
“Mas conheci muita gente que esteve na igreja e hoje está excluída!”, dirá alguém. A antiga Confissão de Fé, substituída pela Declaração Doutrinária, trazia o item XI, “Da Perseverança dos Santos”. Nele se diz: “Cremos que só são crentes verdadeiros aqueles que perseveram até o fim; que a sua ligação perseverante com Cristo é o grande sinal que os distingue dos que professam superficialmente”. Um verdadeiro salvo persevera na fé: “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos” (1Jo 2.19).
A salvação é obra exclusiva de Jesus Cristo. Nós não a produzimos. Nós a aceitamos. A salvação está relacionada com o caráter do nosso Salvador. Ela não depende de nossos esforços. Quando se pensa na possibilidade da perda da salvação, assume-se que há esforços humanos que podem derrubar o que Cristo fez. E coloca-se a salvação como algo que podemos ter ou deixar de ter com base no que fizemos ou deixamos de fazer. Ela deixa de ser obra da graça. Esta concepção batista torna a igreja uma instituição que, espiritualmente, está segura para sempre, pela sua fé em Cristo. Ela não é clube onde a pessoa entra e sai. Ela é face visível do reino invisível, a ponta do iceberg. Envolver-se com a igreja local, sendo-se regenerado, é estar na Igreja Militante, a Universal.
Há coerência Batista quando se analisa esta doutrina junto com a do batismo apenas para regenerados. Não há como alguém realmente batizado vir a se desviar. Se a pessoa foi regenerada pelo poder do Espírito Santo e foi batizada, então está segura. Isto nos recorda que o batismo não é para simpatizantes do evangelho, mas para regenerados pelo evangelho. Temos batizado muitos simpatizantes do evangelho, que, um dia, não sendo convertidos, irão embora. Quando o batizado é um regenerado, permanecerá na fé.
Se a pessoa morreu para vida anterior, como voltará a viver nela? E é também, para nós, a garantia de que a verdadeira igreja estará preservada, pois será sempre de regenerados. Ao mesmo tempo, é uma advertência para quem se chega a uma igreja batista: está assumindo um compromisso para sempre. Ser membro de uma igreja batista é um sinal, uma declaração, de conversão a Jesus Cristo e a expressão do desejo de se unir ao seu povo. Ao mesmo tempo é uma declaração de que se está assumindo um compromisso com Cristo e o seu evangelho para sempre. A identidade de um batista é forte, aqui: ele é um salvo para sempre e por completo.
Fonte:
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para um congresso doutrinário em Altamira, Pará, novembro de 2009 Vimos um pouco da história dos batistas. Vimos também que, a rigor, não temos um fundador da igreja batista, porque várias comunidades batistas começaram a pipocar na época do su...