16/05/2022
POR POUCO NÃO SERIA UM CASO DE SUICÍDIO
Hoje (16/05/2022), eu passava de carro pelo vão central da terceira ponte (Sentido Vitória - Vila Velha), quando três carros a minha frente diminuíram a velocidade e ligaram o alerta dos carros. Desviei o carro para a esquerda e quando ia ultrapassando vi uma moto parada na frente dos carros e uma jovem deitada sobre a mureta da ponte para se jogar ao mar.
Parei imediatamente o carro o mais perto que pude, desci e fui em direção a moça. Agora ela já estava com o corpo para fora da mureta e se sustentando no ar com as mãos e braços agarrados a mureta. Se ela perdesse a força seria fatal. Qualquer deslize seria o fim daquela moça.
Eu fui em sua direção gritando: "Nãããão, não faça isso... Há esperança para você, há solução para os seus problemas...". Havia dois rapazes parados enfrente a ela numa distância de um metro e meio aproximadamente.
Eu não respeitei nenhuma distância e logo coloquei a mão no braço dela agarrado a mureta e disparei a falar: "Há esperança para você. Não faça isso! Nem tudo está perdido. Há solução para os seus problemas...".
Ela estava com o capacete na cabeça e chorando começou a me dizer: "Não tem mais jeito, estou no meu fim, tudo está perdido. Eu quero morrer. Eu quero acabar com esse sofrimento...". Eu a contrariei veementemente, dizendo: "As suas lágrimas podem ser enxugadas... Sempre existe uma solução... Se você fizer isso você criará um problema muito maior do que você tem agora... Enquanto eu falava consegui segurá-la melhor e pedi aos rapazes que estavam para me ajudar e dois deles pegaram-na pela cintura e pés, e, juntos trouxemos o corpo dela para dentro da ponte (Deus abençoe aqueles jovens corajosos).
Ela ainda pedia: "Me deixe morrer, eu perdi tudo...". Pedi para que se assentasse, ela se assentou no chão e apoiou as costas na mureta. Fiquei ali desviando o pensamento dela fixo na morte em outra direção. Perguntei o nome dela, se tinha filhos e ela disse que tinha dois e que não queria mais viver, porque um outro filho mais velho tinha sido tirado dela, que ele tinha morrido.
Falei para que ela pensasse no casal de filhos que ainda tem, um menino de 11 e a menina de 9 anos. Disse à ela que ninguém perde tudo enquanto tem a vida e quem tem a vida tem tudo que vale a pena ter. E introduzi a fé na nossa conversa. Falei sobre o amor de Deus, nesta hora, ela chorou ainda mais forte e continuei, dizendo que Deus a amava e que o amor de Deus foi demonstrado ao nos dar Jesus como seu Filho Bendito para nos perdoar e salvar.
Nesta hora, chegou a ambulância da Rodosol. Falei o meu nome para ela e me coloquei a disposição para ajudá-la. Entreguei a direção do atendimento para o jovem uniformizado da Rodosol e voltei para o carro, agradecido a Deus de ter ajudado aquela jovem-mulher no ápice do seu desespero.
Querido(a) leitor(a), se você está em meio as lutas da vida não se desespere, não pense que chegou o fim, não desista. Existe um Deus que se revelou em Jesus Cristo, que é o Caminho, e a Verdade, e a Vida e nos ama.
Soli Deo Gloria
Welton Cardozo
16/05/2022