14/12/2020
Quando a Igreja de Cristo se reúne em Atos, numa da primeiras orações que é feita de modo congregacional, a terra tremeu, literalmente. Perceba que hoje a ausência das curas, da operação milagrosa de qualquer gênero e mesmo em igrejas pentecostais, a manifestação profética, o cântico espiritual, a interpretação em línguas, a declaração de visões ou revelações concedidas à congregação, no instante dos cultos já não existe mais. O culto-show não produz unção. A iluminação teatral não opera comunhão. A potência sonora e a "microfonação", a ausência de qualquer senso ou compreensão sobre a necessidade da suavidade da adoração, da necessidade extrema da congregação entoar os cânticos ouvindo suas vozes e realizando por si as harmonias vocais com apoio e não o domínio obtuso, em virtude da altura/volume exagerado da instrumentação/vozes na condução de louvor, somadas a uma pregação de pouca profundidade espiritual ou bíblica formam o ambiente do caos. Louvor inútil, onde não houve espaço para a comunhão individual ou congregacional, nenhuma sensibilidade espiritual dos dirigentes que não possuem experiências com o poder divino, não sabem e nem compreendem as manifestações espirituais. Não possuindo, em sua maioria, qualquer dom espiritual revelacional, e jamais - repito, jamais - concedendo espaço, à ocasião, necessária para que os dons espirituais de manifestem na congregação - conduzindo todos a lugar nenhum, a um deserto espiritual com aparência de culto verdadeiro, lugar lúgubre onde a sarça ardente se apagou.
Onde o mar não se abre. Onde a coluna de fogo não ilumina de noite e onde a nuvem não dirige e não aparece durante o dia.
Lideres e pastores que imaginaram a estrutura como um palco, a congregação disposta em anfiteatros, a multidão sem rosto, sem nome, onde mais de 500 pessoas se sentam e se levantam, ilustres desconhecidas de lugares em que não há convivio familiar, e nem pastores ou QUALQUER GRUPO dedicado que possa CONVERSAR nem que por algum momento com as pessoas que participaram na multidão.
Quais entram famintas e saem ainda esfomeadas só que agora, sedentas, porque o culto torto, de representação inútil, feito de som frio e sandice, de barulho, ruído de gritos adornados por apresentações em telões de led´s, com imagens bonitas de didática não pensada - Não nos conduz a lugar algum...
O fim do culto não tem gente cantando hinos em grupos de qualquer lugar, não há sanfona na saída, e nem violão na lateral com jovens entoando cantos. Não há o lúdico de dança após o culto, e nem abraços após a cantoria. Não tem cenas após o filme, e nem oração que socorra em partes dos bancos alguma pessoa que deseje quem sabe uma intercessão. Ninguém sabe o que fazer com uma pessoa opressa, porque os líderes do louvor jamais expulsaram um demônio qualquer.
E tudo que sabem sobre o assunto, se origina em performances mentirosas, de demônios falsos, das cenas de exorcismo fake de cultos na televisão.
Onde gente com espírito imundo finge que tem ministério verdadeiro, em vão.
Transforma, obreiro, enquanto a lua não se tornou em sangue, enquanto os poderes celestiais não foram abalados, enquanto há óleo na candeia, enquanto a voz do noivo ainda se escuta na terra - ao culto, ao louvor, ao canto e a comunhão, dissemina a alegria e a dinâmica congregacional.
Ouçam-se as vozes da congregação, desliga sempre que possível, torna acessório, esse arsenal pouco útil de tecnologia que escraviza; torna obrigatório o espaço para os instrumentos não eletrônicos; obriguem - com mão forte e braço estendido - o baterista a tocar o tamborim, a percussão manual; desliguem o baixo elétrico de cinco/seis cordas; restrinjam, abandonem, a guitarra elétrica, por semanas e mesmo meses com uso de outros instrumentos de cordas; incentivem ao violino, ao bandolim, ao cello, aprendam a flauta, a ocarina e acordeons; aprendam a sentar no chão do palco, cantem a meia voz.
Ouçam as vozes congregacionais! Prestem atenção na voz com língua estranha que irrompe na congregação.... Percebam a melodia espiritual e o a improviso vocal... Ao salmo que flui da boca da moça que chora no meio da congregação. Deixem a nuvem encher a casa e o poder divino dirigir os corações.
Quando a adoração e expressões de louvor espontâneo começarem, prestem atenção no murmúrio como uma cascata.... Como o som de um rio turbulento e concedam espaço para a emoção no final da canção... Ouçam as vozes e percebam o efeito de cada canção... Ouvindo atentos as expressões de louvor enchendo templo...
Incentivem a oração de adoração CONGREGACIONAL! Que seja comum pedir que uma voz se erga em meio a multidão e expresse louvor e gratidão enquanto os outros dizem amém.
Não cantem lamentos. Cantem louvores.
Atos 4
…30 Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do Nome do teu Santo Servo Jesus!”
31 E assim que terminaram de orar, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram plenos do Espírito Santo e, com toda a coragem saíram anunciando a Palavra de Deus. A vida da Igreja de Cristo.