C.E.U Cabocla Jurema e Abassê de Gira Menina da Praia

C.E.U Cabocla Jurema e Abassê de Gira Menina da Praia Giras Quinzenais, Rituais presenciais ou a distância, Vivências, Oficinas, Rodas de estudo, Bruxaria Natural e Medicinas da Floresta.

Com muito amor, axé e sinceridade te esperamos. Nosso terreiro acolhe a comunidade.

Você conhece o Calundu?Calundu representou, no período colonial, as primeiras manifestações de incorporação pelos africa...
28/11/2023

Você conhece o Calundu?

Calundu representou, no período colonial, as primeiras manifestações de incorporação pelos africanos que aqui foram escravizados.

Calundu deriva da palavra bantu "Kilundu", que significa "ancestral incorporado num vivo". Diferente do candomblé atual, o Calundu era mais restrito, até porque naquela época o culto africano era proibido e para manter a tradição trazida da nossa matriz, era preciso ser discreto o máximo possível.

Nesta época, a liderança religiosa eram chamadas de curandeiros, pois muitos faziam o uso da medicina natural orientada pela espiritualidade para trazer saúde e retirar mazelas.

Não era incomum a presença do calundu em área de mata, o que permitiu uma relação entre os cultos africanos com os cultos indígenas. Porém, isso não impedia a existência do culto doméstico, porém de forma bem discreta devido a proibição e perseguição.

O médico, mecânico, psicólogo, pode substituir um sacerdote para tratar de um problema de cunho espiritual?É a mesma lóg...
14/11/2023

O médico, mecânico, psicólogo, pode substituir um sacerdote para tratar de um problema de cunho espiritual?

É a mesma lógica...

Porém, e muito porém, é que diferente do exemplo, existem muitos casos que são espirituais, mas aparentam ser médicos, psicológicos ou mecânicos e por mais que pareçam, não são

Daí entra a questão importantíssima do sacerdote saber diferenciar e a partir daí, tratar ou não através de seus ancestrais aquele que necessita

Acredito que o principal desafio hoje são dirigentes que realmente tenham preparo para isso...

Nossa agenda de 2023 encerra no dia 17/12. As vagas para as limpezas serão limitadas, então já deixe a sua confirmada.Va...
07/11/2023

Nossa agenda de 2023 encerra no dia 17/12. As vagas para as limpezas serão limitadas, então já deixe a sua confirmada.
Vamos renovar as energias para esse novo ciclo que se inicia.
Maiores informações, entre em contato.

Nossos bichinhos também fazem parte da nossa família, então pensando nisso, resolvemos abrir esse atendimento exclusivo ...
28/10/2023

Nossos bichinhos também fazem parte da nossa família, então pensando nisso, resolvemos abrir esse atendimento exclusivo para animais. Maiores informações, só me chamar.

Nossa próxima gira já tem data marcada.
26/10/2023

Nossa próxima gira já tem data marcada.

Ser umbandista requer tempo para estudo das culturas afro-indigenas, história do Brasil e africana.O DOBRO DO TEMPO DEDI...
29/09/2023

Ser umbandista requer tempo para estudo das culturas afro-indigenas, história do Brasil e africana.

O DOBRO DO TEMPO DEDICADO AO ESTUDO ACADÊMICO DEVE SER DEBRUÇADO A PRÁTICA NO TERREIRO.

Porque Umbanda de livros, sem a vivência, a prática, a interação, o aprendizado sentado no chão do terreiro, ouvindo o mais velho.... NÃO EXISTE!

Umbanda é comunidade, é família, é prática, resgate e aquilombamento.

O resto é falácia, ego e teimosia!

O mais novo não ensina o mais velho. Porque o mais velho tem o que o mais novo não tem. O tempo de vivência no chão do terreiro!

Respeito ao mais velho sempre vem na frente dos diplomas dos mais novos!

Religião dos povos indígenasSe é impossível falar de uma única cultura indígena, é impossível falar de uma única religiã...
28/09/2023

Religião dos povos indígenas
Se é impossível falar de uma única cultura indígena, é impossível falar de uma única religião. Cada povo indígena brasileiro tem o seu próprio sistema de crenças, com seus rituais, seus deuses e suas lendas.

Algumas das principais características das religiões dos povos indígenas é a figura do xamã – o pajé (pai’é), em tupi-guarani.

O pajé é um líder espiritual, um especialista em assuntos religiosos que, através do transe, consegue entrar em contato com os espíritos dos antepassados e seres sobrenaturais.

O pajé, portanto, é aquele que estabelece a intermediação entre a aldeia dos vivos e a “aldeia” dos espíritos, sejam estes pertencentes a pessoas ou animais.

A principal tarefa dos xamãs é a cura. Através desse trânsito entre o mundo dos vivos e a dimensão sobrenatural, o xamã consegue controlar os espíritos causadores das enfermidades, evitando inclusive a morte do paciente.

As religiões dos povos indígenas do Brasil são politeístas, cultivam muitas entidades e não há a adoração a uma única divindade. Também não há dogmas ou um conjunto de doutrinas registradas em livros sagrados, como a Bíblia.

Um traço importante da religiosidade dos povos indígenas é a crença em seres sobrenaturais ou espíritos. Essas divindades variam bastante entre as etnias. Os Yanomami, por exemplo, creem na existência de espíritos da floresta (xapiri) que moram no topo das montanhas.

Entre os Tenetehara (conhecidos, no Maranhão, como Guajajara, e no Pará, como Tembé), existe a crença tradicional nos karoara, seres sobrenaturais.

Os Tenetehara distinguem quatro tipos de espíritos:

espíritos criadores
espíritos das florestas
espíritos dos mortos
espíritos dos animais
Um importante mito tupi fala de Mahyra, espírito criador ou herói mítico ancestral. Num mundo completamente destruído por um grande incêndio, Mahyra saiu de um pé de jatobá, criou uma mulher para si (com quem teve filhos), construiu a primeira casa, cultivou a primeira plantação de milho e entregou o fogo aos homens. Assim, na mitologia tupi, Mahyra é um herói civilizador.

Entre os índigenas suruí, que habitam os estados de Mato Grosso e Rondônia, os karoara são espíritos negativos, responsáveis por provocar doenças e até a morte. O processo de cura, conduzido pelo xamã, consiste na retirada do karoara do corpo da pessoa enferma.

Catolicismo-Popular, o Terceiro Pilar da Umbanda.Sabemos que a Umbanda, historicamente é formada por um amálgama cultura...
28/09/2023

Catolicismo-Popular, o Terceiro Pilar da Umbanda.

Sabemos que a Umbanda, historicamente é formada por um amálgama cultural-religioso e tem por base maior a cultura Bantu de Kongo-Angola e a cultura indígena do Brasil. As duas cosmo-visões formam os pilares principais da prática de Umbanda. Entretanto um terceiro e polêmico pilar aparece, ao passo que estudamos a Umbanda histórica e ancestral, que é o Catolicismo-Popular. Começo afirmando que o Catolicismo-Popular chegou na prática bem antes do Zelio Fernandino de Moraes com sua "Umbanda" Kardecizada, mas antes de explicar isso vou dar a definição de Catolicismo-popular.
O catolicismo Popular é um conceito que abrange muitas práticas diferentes, mas todas com um sentido parecido. Nessas práticas existem fé e devoção aos Santos Católicos, a Virgem Maria, a Trindade e a Jesus porém ao mesmo tempo existem cultos à divindades africanas e/ou indígenas, culto à natureza e práticas consideradas eréticas pelo catolicismo apostólico romano como magias, simpatias, uso de apetrechos para sorte, etc.
Pensando nesse conceito, vamos entender onde ele é visto nas práticas anteriores que influenciaram a Umbanda.
A primeira Prática que damos como exemplo é o Calundu, os Calundus eram rituais coletivos de possessão e transe, que no antigo reino do Kongo e Ndongo eram chamados de xinguilamento. O Calundu do século XVIII teve como principal nome Luzia Pinta, mulher preta que comprou sua própria alforria e dirigia as práticas de Calundu em sua propriedade na Vila de Sabará em Minas Gerais. No Calundu se encontrava atabaques, transe de ancestrais com o objetivo de cura das mazelas físicas, mentais e espirituais. Os documentos também mostram que Luzia Pinta era muitíssimo devota de Santo Antônio e que essa devoção era um aspecto importante tanto na história dela quanto na do Calundu, existiam imagens e figuras de santos por toda sua propriedade. Ainda assim Luzia Pinta foi presa por "Bruxaria" e enviada a Portugal no ano de 1742 para ser julgada pelo Tribunal de Inquisição de Lisboa, onde permaneceu encarcerada durante dois anos, sem que se saiba qual o seu destino.
A segunda prática que se pode exemplificar é indígena, conhecida como Santidade.
A santidade foi um movimento político-religioso que se iniciou no século XVI com os Tupinambá da região de Jaguaripe na Bahia mas que se espalhou para o Brasil já que seus membros foram obrigados a fugir ao passo que a perseguição contra eles ocorria.
Seu líder mais famoso foi um nativo chamado Antônio. Os membros do movimento acreditavam em um futuro utópico em que "As flechas caçariam sozinhas, que as frutas caíriam no nosso colo e os brancos é quem seriam escravos". Nas práticas religiosas da santidade havia a consagração de ervas indígenas como o tabaco (pelo ca****bo e pelo rapé sagrado), além de transe com os ancestrais também. O lugar que se praticava a santidade se chamava "Santê" e isso tinha a ver com o fato desse movimento ter muitíssima devoção aos santos católicos, em especial à virgem Maria, eles tinham altares para os santos e assim exerciam sua fé e organizavam protestos contra os portugueses. A Santidade foi extremamente perseguida e seus membros presos e mortos. Esse movimento só não foi completamente esquecido porque existem centenas de fontes vindas de um só lugar: Os processos inquisitórios do Santo Ofício.
Pensando nesses dois exemplos citados, podemos concluir que o catolicismo-popular nunca foi bem visto pelos colonizadores e pela igreja Católica apostólica romana, percebo que essa forma de fé significa uma derrota da catequização que objetivava o fim derradeiro da cultura africana e indígena, mas o que aconteceu de fato é que muitas vezes a fé nos santos fortaleceu e popularizou práticas tidas como ruins pelos catequizadores. Hoje ouvimos discursos de que o sincretismo foi uma tática da Igreja para se infiltrar e embranquecer a cultura afro-indígena mas a história nos mostra que eles abominavam os "santos no terreiro", perseguindo com todo o rigor da lei.
Lembrê-mos também que o catolicismo-popular tem forte influência na prática das benzederas que em sua maioria eram ex-escravizadas e acabaram se tornando pretas velhas que cultuamos hoje nos terreiros.
Não podemos, portanto, ousar confundir o Catolicismo-popular com o catolicismo Romano, com o kardecismo ou com embranquecimento puro e simples. E ainda que esse pilar não seja o principal da Umbanda, tirar e negar ele é macular a história da nossa fé e de nossos ancestrais.

27/09/2023

Não, Umbanda não se dá passe!

Mesmo com o costume do umbandista insistir nisso, não é da Umbanda tal ato!

As culturas africanas e indígenas não possuem um pensamento de troca de energia e sim de atração/afastamento de espíritos que agem a favor ou contra a pessoa acompanhada. O passe, somente com o uso dads mãos, em nada tem a ver com a cultura afro-indígena.

Religião de matriz africana trabalha com magia e isso é diferente de mágica. Mágica é ilusionismo. Nós não inventamos nada. Muitas vezes um simples recurso como a água, se manipulado e rezado de forma correta, tem o poder de deslocar forças.

Para deslocar forças é necessário o uso de elementos encantados, dos quais o espírito sentirá agraciado pela oferta. Isso se dá pela fumaça do ca****bo, guia, ervas, água, velas, p***s, pemba, pólvora, tecidos entre outros, acompanhados de barulhos, cantos, danças, estralar de dedos, rezas e todo movimento baseado na cultura da entidade, para atrair/espantar o espirito na vida de uma pessoa.

A atração de espíritos que invocamos, na Umbanda, necessita de elementos para manifestar. Eles não chegam do nada e vão para o nada. Para invocar uma entidade ou espírito pracisa moyo.... e esta força está no que é palpável como o congá, a tronqueira, os elementos da natureza, o abraço, o toque no tambor, a vela acesa, o pó da mpemba, a guia no pescoço, o sininho batendo, as palmas, os cheiros das comidas, as pulseiras nos brancos das mulheres e tantos outros elementos para que os espíritos reconheçam aquele espaço como comunidade de manifestação.

Exu não dá passe, assim como nenhum espírito de Umbanda o faz. O contato que devemos ter, com uma entidade de Umbanda é de aconselhamento, conversa, orientação, festa ou trabalhos envolvendo elementos encantados.
Descarrego, na Umbanda é com fundanga, bate-folhas, banho de ervas, sakulupemba. E isso se faz fora das giras. Porém, uma entidade pode fazer um descarrego, da sua forma., mas nunca será com o uso somente das mãos.

Por isso há elementos como roupas, guias, chapéus, pulseiras, capas, saias, punhais, ca****bos, laços e outras infinitas coisas usadas na Umbanda, para serem estes, objetos para descarrego de espíritos indesejados. Tem também o descarrego via transporte, mas isso é assunto para outro post.

Quando a troca de energia é feita só com as mãos, não é descarrego, logo, não é prática de Umbanda!

Mais um momento muito especial para nosso Terreiro. Todos bem vindos!,🎂🥳
22/09/2023

Mais um momento muito especial para nosso Terreiro. Todos bem vindos!,🎂🥳

Mais uma cobertura confirmada com muito amor! 🌈❤️

Axé do rei na vida de todos.⚖️
17/09/2023

Axé do rei na vida de todos.⚖️

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