20/02/2026
Nas religiões de matriz africana, o sagrado não é espetáculo.
Ritual não é performance.
Incorporação não é conteúdo.
Existe, dentro das tradições afro-brasileiras, um entendimento antigo e respeitoso: há dimensões do rito que pertencem ao invisível, ao mistério e à vivência espiritual, não à exposição pública, mesmo que seja um ritual festivo.
Por isso, em muitas casas, especialmente nas tradições mais ritualísticas, a fotografia de entidades incorporadas e momentos de transe é vista com cuidado, reserva e, muitas vezes, não é permitida. Não por proibição estética, mas por ética espiritual.
No Templo de Thoth seguimos essa mesma compreensão.
As giras e trabalhos não são fotografados após o início das incorporações. Registros, quando existem, são feitos antes do ritual, em estado consciente e autorizado, preservando o campo espiritual, a dignidade mediúnica e a sacralidade do momento.
Existem pouquíssimos registros históricos de entidades que já se manifestaram aqui, raros, respeitosos e guardados com discrição. Não são utilizados como divulgação ritual, pois a presença espiritual não se reduz à imagem.
Cada casa possui sua conduta e respeitamos todas.
A nossa é:
"o sagrado se vive, não se expõe."
Templo de Thoth