Casa Espírita André Luiz

Casa Espírita André Luiz Levamos, juntos com a espiritualidade, mensagens aos irmãos em conflito consigo e com o mundo exter

BOM DIA!
20/10/2019

BOM DIA!

14/06/2018

As palavras não ditas e seu efeito nos relacionamentos afetivos

As palavras não ditas nos acompanham indefinidamente, como uma melodia desarmônica, causando sofrimento a todos os que se aproximam de nós.

O “diálogo” inacabado com alguém que já não faz mais parte do nosso convívio dificulta que sejam estabelecidas relações saudáveis com os demais. Como ouvir quem está diante de nós se constantemente estamos ocupados conversando com outra pessoa que não está presente fisicamente, mas permanece em nossos pensamentos de forma obsessiva?

Quando não temos a oportunidade de expressar a nossa verdade no momento desejado, seja por qualquer motivo, nos tornamos reféns de um diálogo inacabado. Tal fato ocorre com frequência nos relacionamentos afetivos. Saímos de uma discussão ou até mesmo de uma simples conversa com o parceiro e já engatamos num monólogo que nos acompanhará, em algumas infelizes circunstâncias, por toda a vida. Algumas vezes não dá nem tempo de chegar ao elevador. Muitas vezes a discussão ou conversa nem foi devidamente processada.

Em tempo de comunicações instantâneas perdemos a habilidade de nos comunicar com clareza. Preferimos, então, guardar as “palavras ditas” para quando não estivermos na presença do parceiro. Em algumas circunstâncias por acreditar que não seremos ouvidos, respeitados ou até mesmo acolhidos em nossas colocações.

Caminhamos para uma sociedade na qual os casais se expressarão claramente sobre suas necessidades mais íntimas somente quando estão sozinhos, com os amigos ou com o terapeuta.

Aqueles que ousarem desafiar essa regra serão chamados, no mínimo, de carentes. Ter liberdade suficiente para se expressar dentro de um relacionamento, não pode ser confundida com dependência emocional. Isso não significa dizer tudo o que pensa ou até mesmo omitir a verdade com a intenção de manipular ou ferir o parceiro. Isso é crueldade na sua forma mais bruta.

É fato que desde o nascimento buscamos formas hábeis de nos comunicarmos com quem nos cerca. Descobrimos o choro como forma primária de obter o que desejamos. Nesse sentido, negligenciar nossa necessidade básica de comunicação em nome da manutenção de um relacionamento íntimo, mesmo que esse nos cause sofrimento intenso, nada acrescenta ao futuro da relação, tampouco ao crescimento individual de cada parceiro.

O medo de se expor perante o parceiro, de confiar sua fragilidade ao outro, entra na equação como um componente vertiginoso. Ninguém quer sair de um relacionamento “por baixo”.

Preferimos engolir o que é impossível de digerir e depois sofrer os efeitos físicos, psíquicos e principalmente espirituais dessa decisão.

Se a verdade nos libertará, nas palavras do mestre Jesus, o que temos a temer? Uma relação construída sobre bases reais não esmorece diante do primeiro conflito.

Lya Luft, em seu livro “O silêncio dos amantes”, descreve um casal no qual “(…) as coisas não ditas haviam crescido como cogumelos venenosos”. Então, se as palavras que deveríamos ter dito, no momento em que deveríamos ter dito, não forem devidamente expressas, elas apodrecerão lentamente dentro de nós.

Assim, que tenhamos coragem de expressar nossa verdade, de forma digna e no momento adequado, de tal sorte que as palavras ditas simplesmente transcendam, ou seja, que não pertençam mais ao parceiro que as proferiu e sim ao relacionamento de ambos. Que essas palavras posam ajudar a tornar a relação mais consistente, transparente e real. Que não sirvam para outro fim além de transformar a escuridão em luz.

Adriana Abraham

10/06/2018

“MULHER QUE PRATICOU MUITOS ABORTOS, IMPEDIDA DE ENTRAR EM “NOSSO LAR”, POR TRATAR-SE DE UM “VAMPIRO ESPIRITUAL”.
Antonio Carlos Piesigilli.

Há uma impressionante narração do Espírito de uma mulher que queria adentrar em “Nosso Lar”, pelos fundos, sendo impedida pelo vigilante-chefe por se tratar de “forte vampiro” (trazia impressos em seu perispírito (alma), cinquenta e oito pontos negros, correspondentes a igual número de abortos que praticara…). Sua admissão nas dependências de “Nosso Lar” colocaria em perigo os pacientes lá internados.

IMPRESSIONANTE DIÁLOGO COM O "VAMPIRO"...

Eram 21h. Ainda não havíamos descansado, a não ser durante alguma conversa rápida, necessária para resolver algum problema espiritual. Aqui, um doente que pedia alívio; ali, outro que precisava de passes de reconforto. Quando fomos atender dois doentes no Pavilhão 11, escutei gritaria por perto.

Instintivamente quis me aproximar, mas Narcisa não deixou, dizendo atenciosa:

- Não continue – disse. – Ali estão os perturbados do s**o. O quadro seria muito chocante para você. Deixe essa questão para mais tarde.

Não insisti. Entretanto, meu cérebro fervia com mil perguntas. Um novo mundo se abria para o meu estudo. Era indispensável lembrar do conselho da mãe de Lísias a todo instante, para não me desviar do caminho certo.

Logo depois das 21h, chegou alguém dos fundos do grande complexo. Era um homem pequeno, de rosto estranho, parecendo ser um trabalhador humilde. Narcisa recebeu-o com gentileza, perguntando:

- O que aconteceu, Justino? Qual é o recado?

O companheiro, que fazia parte do grupo de vigias das Câmaras de Retificação, respondeu aflito:

- Vim avisar que uma pobre mulher está pedindo socorro no grande portão que dá para os campos de plantação. Creio que passou despercebida pela primeira linha de vigilantes.

- E por que não a atendeu? – perguntou a enfermeira.

O colaborador fez um gesto sem graça e explicou:

- Não pude fazê-lo, por causa das ordens que tenho. A pobre mulher está rodeada de pontos negros.

- O que é que você está me dizendo? – respondeu Narcisa assustada.

- Sim, senhora.

- Então o caso é muito grave.

Curioso, segui Narcisa pelo campo enluarado. A distância não era pequena. Lado a lado, víamos as árvores do grande parque, agitadas pelo vento tranquilo. Havíamos andado 1 km até chegar à cancela de que Justinho havia falado.

Foi aí que vimos a miserável figura de mulher que implorava socorro do outro lado. Não vi nada além de seu vulto, coberta de trapos, rosto horrendo e pernas cheias de feridas. Mas Narcisa parecia estar vendo outros detalhes, que eu não conseguia enxergar, tendo em vista a expressão de espanto que fez.

- Filhos de Deus, - gritou a mendiga ao nos ver, - dêem abrigo à minha alma cansada. Onde está o paraíso dos eleitos, para que eu possa desfrutar da paz desejada?

Aquela voz chorosa apertava -me o coração. Narcisa, no entanto, mesmo comovida, cochichou-me:

- Não está vendo os pontos negros?

- Não – respondi.

- Sua visão espiritual ainda não está bem treinada.

E, depois de um tempo, continuou:

- Se dependesse de mim, abriria o portão imediatamente. Mas, quando se trata de criaturas nestas condições, não posso resolver nada sozinha. Tenho que falar com o Vigilante-Chefe em serviço.

Dizendo isso, aproximou-se da mulher e avisou, em tom amigo:

- Espere alguns minutos, por favor.

Voltamos apressadamente para dentro do complexo. Pela primeira vez, encontrei o diretor das sentinelas das Câmaras de Retificação. Narcisa me apresentou e comunicou o fato.
Ele fez um gesto e respondeu:

- Fez muito bem em me avisar. Vamos até lá.

Fomos os três para o local indicado.

Quando chegamos à cancela, o irmão Paulo, orientador dos vigilantes, examinou atentamente a recém-chegada do Umbral e disse:

- Esta mulher, por enquanto, não pode receber a nossa ajuda. É um dos vampiros mais fortes que já vi até hoje. Temos que deixá-la à própria sorte.

Fiquei horrorizado. Abandonar aquela sofredora ao azar não seria o mesmo que faltar com as obrigações cristãs? Acho que Narcisa tinha a mesma opinião, pois pediu aflita:

- Mas, irmão Paulo, não há um modo de recebermos essa pobre criatura nas Câmaras?

- Se eu fizer isso, estarei traindo minhas funções de vigilante.
E apontando a mendiga que esperava a decisão, gritando impacientemente, disse para a enfermeira:

- Narcisa, você já notou alguma coisa além dos pontos negros?

Agora era a vez dela de dizer que não.

- Pois eu vejo mais – respondeu o Vigilante-Chefe.

Baixando a voz, recomendou:

- Conte as manchas pretas.

Narcisa olhou fixamente para a mulher e respondeu, depois de alguns minutos:

O irmão Paulo, com a paciência de quem está acostumado a explicar com amor, disse:

- Esses pontos escuros representam 58 crianças assassinadas ao nascer, umas por golpes, outras por asfixia. Em cada mancha vejo a imagem mental de uma criança assassinada. Essa pobre mulher foi profissional de ginecologia e, a pretexto de aliviar a consciência dos outros, praticou crimes horríveis, explorando a infelicidade de moças inexperientes. Sua situação é pior que a dos suicidas e assassinos comuns que, muitas vezes, têm grandes atenuantes para seus crimes.

Lembrei-me assustado dos processos médicos em que, muitas vezes, havia encarado de frente a necessidade de eliminar bebês para salvar a vida da mãe em situação perigosa. Mas, lendo meus pensamentos, o irmão Paulo acrescentou:

- Não estou falando dos casos legítimos, que aparecem como provações necessárias. Estou falando do crime de assassinar espíritos que começam a experiência física, com direito sagrado à vida.

Demonstrando muita sensibilidade, Narcisa pediu:

- Irmão Paulo, eu também já errei muito no passado. Vamos atender a esta infeliz.

Se me permite, eu mesma posso cuidar dela.

- Reconheço, minha amiga, - respondeu o diretor da vigilância, impressionado pela sinceridade – que todos somos espíritos endividados. Entretanto, a nosso favor temos o reconhecimento das próprias fraquezas e a boa vontade para corrigir nossos erros. Mas, por ora, esta criatura quer apenas perturbar quem trabalha. Aqueles que têm os sentimentos viciados na hipocrisia, emitem energias destrutivas. Para que serve o serviço de vigilância?

E sorrindo, acrescentou:

- Vamos tirar a prova.

O Vigilante-Chefe então, aproximou-se do portão e perguntou:

- O que quer a irmã de nós?

- Socorro! Socorro!, socorro! – respondeu, lamentando-se.

- Mas, minha amiga, – argumentou com razão, - é preciso saber aceitar o sofrimento renovador. Por que você cortou tantas vezes a vida de seres frágeis que íam à luta com a permissão de Deus?

Ouvindo inquieta o que ele dizia, gritou com profunda expressão de ódio:

- Quem me acusa dessa baixeza? Minha consciência está tranquila, canalha!...

Passei minha vida ajudando a maternidade na Terra. Fui caridosa e crente, boa e pura...

- Não é isso o que se vê nas imagens de seus pensamentos e atos. Creio que a irmã ainda não pôde sentir o remorso saudável. Quando resolver abrir o coração às bênçãos de Deus, reconhecendo as próprias necessidades, então volte aqui.

Cheia de raiva, a mulher respondeu:

- Demônio! Feiticeiro! Seguidor de Satã!... Não vou voltar nunca!... Estou esperando o céu que me prometeram e que espero encontrar.

Mais firme ainda, o Vigilante-Chefe falou com autoridade:

- Então, por favor, saia. Não temos aqui o céu que espera. Estamos numa casa de trabalho, onde os doentes reconhecem seu mal e tentam se curar, com a ajuda de colaboradores de boa vontade.

A mendiga respondeu com atrevimento:

- Não pedi remédio, nem serviço. Estou procurando o paraíso que fiz por merecer, praticando boas obras.

E olhando-nos com intensa raiva, perdeu a aparência de doente ambulante e saiu com o passo firme, como quem está absolutamente seguro de si.

O irmão Paulo a acompanhou com o olhar durante vários minutos e, virando-se para nós, ainda disse:

- Viram como é um vampiro? Tem aparência de criminosa, mas declara-se inocente; é profundamente má, mas afirma-se boa e pura; sofre desesperadamente e alega tranquilidade; criou um inferno para si própria, mas diz que está procurando o céu.

Diante do silêncio com que o ouvíamos, o Vigilante-Chefe concluiu:

É imprescindível tomar cuidado com as boas e as más aparências. Claro que a infeliz será atendida por Deus mais adiante, mas, até por uma questão de verdadeira caridade, na posição em que estou, não poderia abrir as portas para ela.

Antonio Carlos Piesigilli

10/06/2018

“Em junho de 2013, poucos dias antes do dia dos namorados, minha namorada terminou comigo. Eu fiquei sem entender. Voltei pra casa e durante todo o caminho me perguntava: “Por que?”. A única coisa que vinha na minha cabeça era a voz dela dizendo: “Eu amo você”. Eu passei um mês sofrendo procurando respostas para o que estava acontecendo.
Um dia, entrei no quarto do meu pai chorando e perguntei: “Pai, ela dizia que me amava. Então, por que ela terminou comigo?”. Ele respondeu: “Meu filho,quando alguém entra na sua vida e depois de algum tempo vai embora, pode ser qualquer coisa menos amor”. Eu disse: “Não da para entender. Um dia, existe amor e no outro tudo acabou”. Ele respondeu: “Você nunca vai superar seus traumas se continuar procurando no amor uma lógica. Construa uma nova história”. Eu perguntei: “E de onde vem essa força pra começar algo novo?” Ele respondeu: “Não se preocupe com isso todo começo vem de um final”.
Uma semana depois, meu pai foi diagnosticado com uma doença rara e degenerativa que iria matá-lo em alguns dias. Minha mãe não o abandonou. Ela ficou. Meu pai saia toda sexta para comer pizza com dois irmãos. Quando ele parou de andar, meus tios começaram a trazer a pizza aqui em casa.
Eles diziam: “Sem o seu pai, não tem graça”. E ficavam a noite inteira dando gargalhadas. Hoje, meu pai não consegue mais comer. Mesmo assim, toda sexta meus tios passam aqui em casa. Meu pai estudou em Ouro Preto-MG. Na formatura ele combinou com três amigos de se encontrarem de cinco em cinco anos. Este ano, meu pai não pode ir porque ele não anda mais. Os amigos dele saíram do interior de Minas e vieram até aqui em casa. Todo formando tem uma foto pregada na parede na república que estudou. Os amigos do meu pai trouxeram a foto dos quatro. Pregaram a foto de cada um na parede do quarto e disseram: “Agora, a nossa república é a sua casa”. E combinaram que daqui cinco anos estariam de volta.
Meu pai chorou. Meus pais completaram 47 anos de casados dia 2 de junho. Eles sempre dançaram nesse dia. Meu pai não consegue mais se levantar. Minha mãe entrou no quarto e colocou a música que eles dançavam. Ela disse: “Meu filho, traz a cadeira de rodas”. Eu perguntei: “O que você vai fazer?” Ela respondeu: “Vou fazer o que seu pai faria por mim”. Eu busquei a cadeira de rodas. Minha mãe colocou meu pai na cadeira. Ela ajoelhou ao lado dele e disse: “Vamos dançar”. Abraçou meu pai e fez a cadeira girar. Ela ficou ajoelhada a música toda. Meu pai chorava e ria ao mesmo tempo. Eles ficaram ali dançando e se divertindo. Eu voltei pro meu quarto chorando.
Abri o notebook e resolvi escrever esse texto.
Porque eu vejo o mundo distorcendo ou complicando demais o amor. Um monte de gente dizendo fique com alguém que faz isso, que faz aquilo, que te de isso, que não sei o que mais. Esse monte de regras e exigências são coisas criadas pela cabeça. E, meu velho, não sei se você sabe mas o amor é criado pelo coração. O resto, é ilusão.
Então, acredite. O amor, amor completo é quando você quer o outro sempre perto.
Só isso.”

25/05/2018
Boa tarde! Muita luz e sabedoria a todos para que possamos cumprir de forma pouco dolorosa nossa caminhada nesse caminho...
20/05/2018

Boa tarde! Muita luz e sabedoria a todos para que possamos cumprir de forma pouco dolorosa nossa caminhada nesse caminho pedregoso chamado vida.

17/05/2018

Você leva sua Água Fluidificada no centros espíritas? Podemos perceber que alguns reservam áreas específicas para a fluidificação de água onde podemos deixar garrafas identificadas...

Endereço

Rua Tibúrcio Nemésio, Vizinho A Lanchonete Do Seu Manoel
Viçosa, AL
57700-000

Horário de Funcionamento

Quarta-feira 19:45 - 21:00
Domingo 19:45 - 21:00

Telefone

(82) 8129-4339

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