Ìylè Asé Omó Tì Azaoàníy

Ìylè Asé Omó Tì Azaoàníy Dedicação aos Òrìsàs

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31/05/2023

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DEZ PERGUNTAS QUE UM NÃO INICIADO NO CANDOMBLÉ GOSTARIA DE FAZER MAS NÃO TEVE CHANCE1- O que é o Candomblé?O Candomblé é...
22/10/2017

DEZ PERGUNTAS QUE UM NÃO INICIADO NO CANDOMBLÉ GOSTARIA DE FAZER MAS NÃO TEVE CHANCE

1- O que é o Candomblé?
O Candomblé é uma religião brasileira, de matriz africana, de culto ao Òrìsàs, que são Deuses ou divindades africanas que representam às forças da natureza.
2- O Candomblé faz o mal?
O conceito de bem e mal não pertence à realidade do Candomblé. Em nosso culto buscamos a harmonia e o equilíbrio das forças que acreditamos. O mal está dentro do coração dos homens, não no Candomblé.
3- O Candomblé cultua e venera o diabo?
No Candomblé desconhecemos o que é diabo. Quem fala do diabo o tempo todo e dele necessita para justiçar suas ações e atitudes são os católicos e os evangélicos. As divindades do Candomblé, que denominamos Òrìsàs, são nossos ancestrais divinizados, que se transformaram em rios, mares, raios, fogo, trovão, ventos, tempestades. Portanto, não cabe em nossa realidade e tampouco conhecemos o que é diabo, pois ele não está inserido em nossa crença, nossas práticas e nem em nossa religião.
4- Exu não é diabo?
Desconhecemos esta relação. Èsú para nós é uma divindade como as outras, cuja função é estabelecer a comunicação entre os homens e as demais divindades. Ele é o nosso mensageiro, aquele que leva as nossas dúvidas e desejos às divindades e traz as soluções e as respostas que precisamos.
5- O que é fazer o Santo? Porque tenho que raspar a cabeça?
Todas as religiões tem um ritual de iniciação e o Candomblé não foge à regra. De acordo com nossa crença, ao fazer o Santo o iniciado rompe com o mundo profano e renasce em Òrìsà, ou seja, está apto a conviver com as divindades e o sagrado que acreditamos e veneramos.
Raspar a cabeça é um ato de submissão e de humildade ao seu Òrìsà. É como você se despisse de todos os valores do mundo profano e entrasse em completa comunhão com sua nova identidade obtida através do seu renascimento.
6- Toda pessoa tem Òrìsà e toda pessoa vira no Santo?
Acreditamos Òrìsà que todo ser humano carrega em si a essência da força da natureza, que representa o. Portanto, todos nós temos um Òrìsà.
Algumas pessoas são escolhidas pelos Òrìsàs para entrarem em transe e, desta forma, receberem uma ínfima parte da energia do seu Òrìsà durante este processo. Ali, ela dança, e relembra através da música e do ritmo as passagens que se referem à época em que viveram no nosso mundo.
Em raras situações, se manifestam oralmente para transmitir ensinamentos, determinações ou orientações, sempre de forma reservada e para pessoas graduadas dentro da casa de Candomblé.
7- Porque se matam bichos no Candomblé?
Respeitamos às religiões e as pessoas que são contrárias ao sacrifício animal. No entanto é importante destacar que o Candomblé tem sua origem nas religiões de matrizes africanas, que são praticadas há mais de 5.000 anos, que tem crenças, valores e tradição diferentes daquelas conhecidas no ocidente como judaico-cristãs.
Entendemos que toda cultura deve ser respeitada na sua plenitude e as diferenças entendidas como normais. Quando um cristão critica o sacrifício animal ele está querendo impor os seus valores e sua crença religiosa, quando, na verdade, deveria respeitar as diferenças, ainda que não as aceite.
Caso contrário o cristão está utilizando sua religião como um instrumento opressor, onde o mais forte tenta se sobrepor sobre o mais fraco.
No Candomblé, vemos o sacrifício animal como uma sacralização, ou seja, transformamos o ritual em algo sagrado, onde uma parte do animal é utilizada e a grande maioria é dada em alimento à comunidade, numa espécie de transferência para cada indivíduo da força que acreditamos ter sido criada naquele momento e que chamamos de axé.
8 – Qual a diferença entre incorporar e entrar em transe?
O termo incorporação pertence aos espíritas, que acreditam que a alma de um desencarnado é capaz de habitar um corpo na terra, daí o termo incorporar, ou seja, entrar dentro de um corpo.
O transe é diferente, pois, a força da natureza representada pelo Orixá não se trata de um espírito, mas sim de uma energia.
Quando um iniciado está em transe, dizemos que ele está tomado pela energia, não pelo espírito.
9- Posso virar de Santo sem ser iniciado?
Não. Uma pessoa pode sentir a energia do seu Òrìsà, porém, não pode manifesta-lo antes de sua iniciação. Caso isto ocorra, denominamos que a pessoa está se sugestionando psicologicamente.
Para que o Òrìsà leve a pessoa ao transe é necessário que ela passe por inúmeros rituais de preparação. Transe, como já explicado, é muito diferente de incorporação.
10- Por que tudo no Candomblé é pago?
Nem tudo, porém, é importante destacar que muitas coisas que se utilizam no candomblé são compradas nas feiras, mercados e casas especializadas. Além disto, existe todo um custo de manutenção da Casa de Candomblé (água, luz, comidas, material de limpeza, etc.) Portanto, nada mais justo que as pessoas da comunidade ou que dela se utilizam pague por este custo.

26/08/2017

A religião será muito melhor se:

1- Viu algo que não conhece?
Procure saber a respeito, o fato de você não conhecer algo não torna isso errado, apenas desconhecido.

2- Viu um vídeo, foto ou até mesmo esteve numa casa onde tem algo que você não concorde?
Ignore e procure não fazer igual.... Uma religião vive de exemplos a serem seguidos e não de críticas ou difamações.

3- Está iniciando na religião?
Não leve nada como uma verdade absoluta, afinal seja você da Umbanda ou do Candomblé, você está em uma crença de ensinamento constante...logo nunca haverá uma única verdade, aprenda sempre.

4- Já se iniciou e deu obrigações?
Ajude aqueles que estão chegando agora não critique, afinal você um dia esteve no lugar deles e ninguém sabe o suficiente para se achar superior, e nem se soubesse....

5- Já é um Pai ou Mãe Espiritual?
Isso aumenta suas responsabilidades e compromisso com o sagrado e não seu ego e vaidade, saiba disso e seja um líder ao invés de um ditador.

Em resumo, seja você um Iniciante, filho de uma casa ou um Zelador (a) .... Procure sempre se dispor a seguir e aprender os princípios e ensinamentos de sua casa e raiz.... Se o ensinamento do outro lhe coubesse.... Ou você estaria na casa dele ou ele na sua... Cada um tem seu caminho para trilhar... Isso nos torna diferentes... Respeite as diferenças!

A intolerância só será combatida lá fora.... Se houver respeito aí dentro.... No seu barracão.... No seu terreiro...

26/08/2017

A POSTURA DE UM ZELADOR(A) DE SANTO

Para ser Zelador(a), além do tempo e do conhecimento mínimo necessário, há de se ter também equilíbrio emocional e, sobretudo, maturidade... Lidar com a psiquê humana não é tarefa fácil e todo Zelador é muito mais do que um orientador espiritual, ele se torna um membro da família do iniciado, uma espécie de irmão mais velho, o melhor amigo, um confidente e um orientador pessoal... Ser ético, saber guardar segredo e ter equilíbrio na hora de orientar um filho é o que se espera de um Zelador... Sair pelo barracão contando a vida pessoal dos filhos ou usando de informações privilegiadas para chantageá-los ou manipula-los não é postura de um Zelador e aqueles que adotam este comportamento não honram seu posto e não merecem sentar na cadeira que sentam...

03/08/2017

Sobre a Roça de Candomblé

I. Quando saímos de nossa casa e vamos para a roça (barracão) precisamos ter em mente que apesar de ser nosso lar espiritual onde nosso òrìsà mora, não é lugar para deixar coisas jogadas pelo chão ou pelos cantos. Ambiente limpo é sinal de prosperidade!

II. É de bom tom levar seu material de higiene, inclusive papel higiênico. A roça não tem obrigação de ficar fornecendo as coisas. Contribua, participe, seja ativo.

III. Banheiro esta sujo? Lixo cheio? Seu irmão não fez? Faça você! Não cai a mão! Ao ver um irmão sujando ou emporcalhando o ambiente, educadamente chame ele a razão, não precisa brigar nem discutir, mas se o dialogo não se estabelecer, comunique seu zelador.

IV. Fofoca, cara feia, mal humor... Isso vai existir em TODAS AS CASAS, porque são pessoas de educação e famílias diferentes tentando congregar. O que muda é o pulso do zelador e o caráter do mesmo. Se o mesmo não da margem para que a picuinha renda, a convivência se torna muito mais agradável.

V. A casa não serve mais para você? Mas foi ela que lhe acolheu, bem ou mal o zelador usou o conhecimento que tinha. Mude de local, mas não cuspa no prato que comeu e respeite a sua navalha. A gratidão pelo aprendizado que teve (bom ou ruim) é uma forma de evoluir.

VI. Contribua financeiramente para a sua casa de asé. La mora seu òrìsà, o que o zelador vai fazer com o dinheiro não lhe diz respeito, ele vai acertar as contas com o lado espiritual, faça a sua parte;

VII. Amar o òrìsà é passar por cima do orgulho, da vaidade, do ego.

VIII. A função na roça é um momento importante. É onde se aprende, onde se vive e onde de comunga com a energia do òrìsà. Participe, busque se envolver. Um Ìyawó comprometido com o òrìsà é abençoado todos os dias. O Shopping pode esperar já eu a função não é todo dia.

IX. Ao levantar e ao deitar agradeça seu òrìsà.

X. Irmão de santo nem sempre é agradável, alguns fazem questão da fofoca, outros são puxa s**o, outros folgados. No entanto saiba aprender observando e valorize o que cada um tem de bom. Isso mostra o seu amadurecimento dentro do culto.

XI. Mantenha sua roupa de ração completa, limpa e com seus fios de conta e tudo o mais que fazer parte da sua casa. O bom Ìyawó cuida dos seus pertences.

XII. Compre uma eni (esteira) e leve para a sua casa ou guarde na sua. Em dias de função pesada e com muita gente, pode ser necessário para que você descanse um pouco.

XIII. Percebeu que falta algo para agilizar? Em vez de reclamar faça uma vaquinha entre os irmãos e compre ou se tiver condições compre você mesmo. Tome atitude em vez de reclamar.

XIV. Nunca minta para o seu òrìsà.

XV. Estude, procure a sabedoria, o conhecimento. Ìyawó b***o e despreparado é um atraso. Aquele que busca o òrìsà precisa buscar conhecer. Observe os evangélicos eles sabem argumentar porque conhecem do que falam. Seria bom adquirirmos esse hábito deles.

XVI. Conheça a constituição, leia sobre seus direitos perante o culto, participe de eventos e reuniões Inter-religiosas. Ser ativo é uma forma de participar e defender a sua fé!

XVII. Respeite os outros credos. Quando temos postura, mesmo o mais rebelde se cala. Uma postura de respeito a si e com o outro faz com que ele baixe as armas do ataque.

XVIII. A alegria faz parte do culto, nossos antepassados cantavam o tempo todo. Esta na roça? Cante, seja alegre, participe. Se seu humor não esta legal, fique em casa, não desconte nos irmãos e na casa sua falta de atitude na vida e seus problemas.

XIX. Òrìsà da caminhos, não é uma maquina de resolução e de formar milionários.

XX. Seja senhor das suas palavras para não ser escravo delas. Lembre-se do poder do ofó(palavra) no culto. Ouça mais e fale menos.

16/07/2017

A Nação Jeje

No Brasil, chegaram principalmente os Minas (povos da Costa da Mina, de origem Mina e Popo), os Mahis (povos camponeses de origem Fon, Ewe e Gan), os Savalus (também de origem Fon, Ewe), povos de Aladá, Uidá e os próprios Adjas. Esses diferentes povos de diferentes línguas e costumes estabeleceram seu culto no Brasil, sob o nome de Nação Jeje, baseando-se no culto aos Voduns e formando várias ramificações, dentre as quais se destacam:

Jeje Dahomey: é a forma de culto estabelecida pelos povos adjas, seu culto baseia-se principalmente na reverência aos Voduns Reais (dirigentes do Dahomey), Voduns da família de Hevioso (voduns do trovão, juntamente com os tòvoduns ou voduns aquáticos) e Voduns da família de Dan (serpentes). Os dirigentes do Dahomey tinham um conflito quanto ao culto de Sakpata, que tinha os títulos de Jòholú (“Rei das Joias”, aludindo ao fato de ser o dono das chagas) e Ayinon (“Dono da Terra”), títulos estes que o rei também possuia, o que levou ao culto de Sakpata ter sido banido da capital e não existir no Jeje Dahomey. Òrìsás/Voduns Nagôs, não são cultuados nesta ramificação. O terreiro que representa esta nação é o Terreiro do Pinho (Hunkpame Dahomey) situado em Maragojipe na Bahia. As línguas faladas são o adjagbé e o ewegbé.

Jeje Mina: o Jeje Mina tem seu culto voltado à adoração real dos voduns de Abomey. Isso porque a fundadora deste culto (presente unicamente na Casa das Minas, pois nas demais casas de Tambor de Mina, o culto é Mina Jeje-Nagô, com influências yorubás) era a Rainha Nã Agontimé. “Adandozan também é retratado como incompetente – como comandante e guerreiro – e como um traidor da família real, pois teria vendido sua madrasta, a rainha Nã Agontimé, aos traficantes de escravos. Pesquisas realizadas por Pierre Verger sugerem que Nã Agontimé teria sido enviada como escrava a São Luis do Maranhão - onde foi renomeada como Maria Jesuína – e seria a fundadora da célebre Casa das Minas”. Pierre Verger ainda cita: “A Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nã Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818), que governou o Dahomey após o falecimento do pai e foi destronado pelo meio irmão, Ghezo, filho da rainha (1818-1858). Ghezo chegou a organizar uma embaixada às Américas para procurar a sua mãe, que não foi encontrada.” A Casa das Minas cultua os Voduns dirigentes e nobres do Dahomey, inclusive Zomadonu, que é chefe da Casa da Minas, juntamente com Nochê Naé, a ancestral mítica da família Real.

Jeje Mahi: Os Povos Mahi eram camponeses, tinham seu culto voltado, principalmente a Dan Gbé Sén (Bessém, este termo significa “adorar a vida” e dangbésén significa “serpente que adora a vida”) e aos voduns de sua família, e também aos voduns da família de Hevioso ou Kaviono, e os voduns da família de Sakpata. Voduns reais e Eguns não são cultuados. Tem influências nagôs e em seu panteão adotou-se alguns Òrìsàs, formando a família Nagô-Vodun, formada principalmente por Ògún ou Gú, Odé, Oyá, Òsún e Yemanjá. O culto trazido pela africana conhecida como Ludovina Pessoa, natural de Mahi, iniciada para o vodun nagô Ogun, que foi escolhida pelos voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou o “Zoogodo Bogun Malé Hundo”, mais conhecido como “Terreiro do Bogun”, consagrado a Hevioso e o “Zoogodo Bogun Sejá Hundê”, mais conhecido como “Kwê Sejá Hundê”, consagrado a Bessém. O templo que seria consagrado a Azansú Sakpata não chegou a ser fundado. Dizem os antigos que o Ògún de Ludovina se chamava “Ogun Rainha” ou “Ògún da Rainha”, podendo supor que ela seria uma integrante da família real ou mesmo uma rainha do território Mahi. No Rio de Janeiro, o Kpo Dagbá é o grande representante desta nação, fundado pela africana da cidade de Aladá, Gaiaku Rosena, iniciada para o vodun Bessém.

16/07/2017

Regras Básicas de um bom filho de santo!

1- Não retrucar o Babálorisá;

2- Não retrucar seus irmãos mais velhos e egbomi;

3- Caso tenha algo para falar que não esteja concordando, discretamente peça um minuto da atenção do pai de santo e exponha a situação civilizadamente, sem precisar que ninguém esteja assistindo. Um erro de postura no meio do barracão não é educação de um filho de santo, e você ainda corre o risco de tomar uma bronca desnecessária;

4- Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é de bom-tom que os filhos se abaixem para dirigir a palavra ao seu babálorisá.
Detalhe: Só atrapalhar a conversa caso seja EXTREMAMENTE necessário. Deve-se chegar junto a ele, e ficar abaixado esperando que ele pergunte o que deseja. Quando ele perguntar, comece sempre sua frase com “AGÔ” (licença);

5- Nunca, jamais, em tempo ou hipótese alguma, seja no seu barracão ou no barracão do alheio, deve-se sentar na mesma altura que o seu Babálorisá. Ele já passou por vários sacrifícios para estar sentado confortavelmente ali. Para isso, pegue sua esteira e sente nela, ou ainda, verifique se tem algum apoti pequeno para se sentar. Você está no meio do caminho, um caminho árduo, mas muito gratificante. Existe um ditado Yorubá que diz:
“Não se pode sentar aonde não se alcança”;

6- Filhos de santo dentro no Asé e em funções não comem de garfos, Abians e iyawos comem de colher, Garfo, só com 7 anos de santo feito (egbomi), ou então sendo ekede, ogã, zelador...;

7- Ao Terminar seu ajeum em dia de festa ou função de Òrìsà pegue seu pratinho e sua canequinha, vá para cozinha e lave o que sujou, assim todos fazem sua parte. Infelizmente ainda não possuímos uma encarregada que possa cuidar da limpeza geral, sendo assim, não traremos trabalho para ninguém e todos terminaremos rapidamente;

8- Filhos de santo quando vão visitar o babálorisá, ou quando vão ao terreiro em dia de função e trabalho devem pensar coletivamente! Colabore com a sua parte, veja se há necessidade de trazer algo, comunique-se! Afinal todos estamos unidos por um propósito, por Orisá, recebendo asé, aprendendo e então nada mais que justo, partilharmos igualmente os gastos em determinadas funções;

9- Ao chegar ao barracão, em dia de função o procedimento correto é: Ir direto para a cozinha beber um copo de água, sentar um pouco para esfriar o corpo da rua, tomar seu banho e ir trocar de roupa (caso haja necessidade), Bater cabeça no asé e depois bater cabeça para o Babálorisá. Agora sim, caso não haja nada em que se possa ajudar (muito embora seja impossível, pois em uma casa de santo sempre tem algo a ser feito), você pode ir colocar seu assunto em dia com seus irmãos;

10-Em um barracão em dia de função sempre há muita coisa a fazer, preparação de alimentos, oferendas, ebós, comidas, enfeites para festa, limpeza, organização. Caso não haja nada a fazer para ajudar o Babálorisá, pegue seu Apoti (banquinho) e sente com seus irmãos;

11- Dia de Festa, dia de grande responsabilidade para todos os filhos e principalmente para o Babálorisá, é o dia em que sua casa, suas funções e seus ritos tornam-se públicos, sendo necessário muitos fundamentos e atos para que tudo de certo. É correto que os gasto das festas sejam divididos igualmente entre todos os filhos de santo e o babálorisá, pois são muitos gastos, como: Comidas, bebidas, organização, enfeites, convites, enfim, tudo para que seu terreiro tenha uma boa visibilidade perante a comunidade;

12- Um terreiro sempre tem gastos, como: Aluguel, Água, Luz, Gás, Limpeza, imposto, então, sempre que possível contribua mensalmente para o auxílio desses gastos, pois as contas nunca acabam e nem atrasam para chegar;

13- O Babálorisá Consciente não deve cobrar grandes fortunas quando tira um ebó ou faz alguma oferenda para um filho, mas é obrigação do filho de santo valorizar o tempo, o conhecimento, o trabalho que o babálorisá tem para preparar a sua oferenda ou seu ebó. Asé se dá e não se tem de volta, quando um Babálorisá passa um ebó ele doa sua energia, seu asé, que custou muitos anos de dedicação para conseguir obter, Diz um ditado Yorubá :
“um Obi aberto sem owô, acarretará miséria”;

14- Após o fim da festa ou função, não podemos sair à francesa! Lembre-se da limpeza do barracão;

15- Roda de candomblé, seja em sua casa ou na casa do alheio, não é lugar de risinhos irônicos ou conversas. Tenha respeito, você está em um templo religioso, onde até as paredes tem ouvidos. Respeite os rituais, são sagrados, devemos ter muito cuidado com o que não conhecemos, òrìsà é força da natureza e nunca podemos controlá-los, por isso que os louvamos !!!

Endereço

Rua Ouvidio De Almeida Nº 102 Bairro Jardim Alterosa
Vespasiano, MG
33200-654

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 17:00 - 19:00
Terça-feira 17:00 - 19:00
Quarta-feira 17:00 - 19:00
Quinta-feira 17:00 - 19:00

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