Igreja Batista do Alto Monte

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QUANDO A VERDADE CONFRONTA O CORAÇÃOÉ possível conhecer a verdade, interessar-se por ela e até ser profundamente incomod...
24/08/2026

QUANDO A VERDADE CONFRONTA O CORAÇÃO

É possível conhecer a verdade, interessar-se por ela e até ser profundamente incomodado por ela, sem, contudo, render-se a ela.

Neste domingo, continuamos nossa caminhada pelo livro de Atos e, em Atos 24:21-27, fomos confrontados pela maneira como Félix reagiu à Palavra de Deus.

Ele conhecia o Caminho. Ouviu Paulo. Demonstrou interesse. Quando ouviu acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, chegou a ficar amedrontado. Ainda assim, adiou sua resposta.

A verdade havia chegado perto, mas Félix preferiu continuar governando a própria vida.

A Palavra nos mostrou que, quando a verdade confronta o coração, ela exige mais do que conhecimento ou interesse, revela aquilo que realmente nos governa e nos chama ao arrependimento.

Esse é também o perigo que enfrentamos. Podemos ouvir sermões, conhecer as Escrituras, frequentar a igreja e até sentir o peso da Palavra, mas continuar dizendo a Deus: “depois”.

O Evangelho não nos chama apenas para admirarmos a verdade, mas para nos rendermos a Cristo.

Não basta estar perto da verdade, é preciso responder à verdade.

Que o Senhor nos conceda um coração que, ao ser confrontado por Sua Palavra, não endureça, não negocie e não adie, mas se arrependa, creia e se renda a Cristo.

Ontem, no culto público vespertino, fomos conduzidos por João Pedro à exposição de Efésios 2:1-10, uma das mais belas e ...
24/08/2026

Ontem, no culto público vespertino, fomos conduzidos por João Pedro à exposição de Efésios 2:1-10, uma das mais belas e profundas descrições bíblicas daquilo que Deus realizou em nossa salvação.

A Palavra nos colocou diante de três perguntas fundamentais: Quem éramos? O que Deus fez por nós? Como Deus nos salvou?

Éramos mortos em nossos delitos e pecados, incapazes de produzir em nós mesmos a vida de que necessitávamos. Mas Deus, sendo rico em misericórdia e movido por seu grande amor, nos deu vida juntamente com Cristo.

Essa é a graça, Deus fazendo por pecadores aquilo que jamais poderiam fazer por si mesmos.

Não fomos salvos porque escolhemos melhor, porque praticamos boas obras ou porque havia algum mérito em nós. “Pela graça sois salvos, mediante a fé.” Nossa salvação, do início ao fim, é dom de Deus.

E a graça que salva também transforma. Aquele que estava morto agora vive. Aquele que andava segundo o curso deste mundo agora é chamado a andar nas boas obras que Deus preparou de antemão.

Da morte para a vida. Da condenação para a comunhão com Cristo. Do pecado para uma vida dedicada à glória de Deus.

Tudo pela graça. Tudo por meio de Cristo. Tudo para a glória de Deus.

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus.”
Efésios 2:8

Quem determina como Deus deve ser adorado?Hoje pela manhã, em nossa EBD, avançamos no estudo A Beleza da Confessionalida...
23/08/2026

Quem determina como Deus deve ser adorado?

Hoje pela manhã, em nossa EBD, avançamos no estudo A Beleza da Confessionalidade na Vida da Igreja, refletindo sobre uma consequência fundamental da nossa compreensão das Escrituras, o Princípio Regulador do Culto.

Aprendemos que Deus não apenas revelou quem Ele é, Ele também revelou como deseja ser adorado.

Por isso, quando a igreja se reúne, nossa principal pergunta não deve ser: “Do que as pessoas gostam?” ou simplesmente “A Bíblia proíbe isso?”. A pergunta fundamental é: “O que Deus ordenou?”

Vimos nas Escrituras que a santidade de Deus exige que a adoração seja conduzida segundo a sua vontade. Também aprendemos a importante distinção entre os elementos do culto, estabelecidos por Deus, como a leitura e pregação da Palavra, oração, cânticos, ordenanças e ofertas, e as circunstâncias, como horário, iluminação, assentos, microfones e outros aspectos práticos da reunião.

E isso não significa um culto frio, rígido ou sem beleza. Pelo contrário, adoramos com reverência, alegria, gratidão, temor, amor e profunda satisfação em Deus. A beleza tem seu lugar, mas a beleza jamais pode substituir a obediência.

Quando perguntamos apenas o que agrada às pessoas, corremos o risco de transformar o culto em produto e a igreja em público. Quando perguntamos “O que Deus requer?”, o culto volta ao seu verdadeiro centro, o próprio Deus.

Essa foi uma manhã preciosa de aprendizado no Dia do Senhor, reafirmando uma convicção essencial:

A igreja não inventa o culto, ela o recebe das mãos do próprio Senhor por meio das Escrituras.

Seguimos crescendo juntos, aprendendo não apenas aquilo que devemos crer, mas também como devemos viver e adorar para a glória de Deus.

Viver diante da face de Deus muda tudo.Na última quarta-feira continuamos nosso módulo sobre Piedade, na série Uma Vida ...
23/08/2026

Viver diante da face de Deus muda tudo.

Na última quarta-feira continuamos nosso módulo sobre Piedade, na série Uma Vida Transformada pela Graça, refletindo sobre dois pontos fundamentais da vida cristã.

Aprendemos sobre o significado de viver Coram Deo, diante da face de Deus. A piedade nos leva à consciência de que não existe uma área neutra em nossa vida. Nosso trabalho, nossa família, nosso tempo, nosso corpo, nossos pensamentos e nossos dons pertencem ao Senhor.

Essa consciência alcança inclusive aquilo que ninguém vê. O cristão piedoso luta contra pecados secretos, vigia seus pensamentos e deseja honrar a Deus até nas pequenas decisões. Quando vivemos diante da face do Senhor, nossas prioridades, desejos, motivações e ambições são transformados.

Também aprendemos que piedade não é legalismo. Não se trata de rigidez religiosa, aparência austera ou uma lista de regras. O legalismo procura produzir santidade pela força humana e se concentra em desempenho, aparência, mérito e comparação. A verdadeira piedade, porém, nasce da graça e se expressa em comunhão com Deus, reverência, obediência amorosa e dependência dele.

Piedade não é tentar parecer santo diante dos homens, é desejar verdadeiramente agradar a Deus.

Que o Senhor continue formando em nós uma vida que, alcançada pela graça, seja inteiramente vivida diante da sua face e para a sua glória.

A GRAÇA QUE PERSISTENo culto vespertino de ontem, fomos conduzidos pelo Pr. Daniel à Palavra de Deus em Jonas 3:1-5, con...
17/08/2026

A GRAÇA QUE PERSISTE

No culto vespertino de ontem, fomos conduzidos pelo Pr. Daniel à Palavra de Deus em Jonas 3:1-5, contemplando uma verdade preciosa do Evangelho: a graça de Deus não desiste de cumprir os seus propósitos.

Jonas havia falhado. Havia fugido da presença do Senhor e resistido à missão que lhe fora confiada. Ainda assim, o capítulo 3 começa com uma expressão extraordinária: a Palavra do Senhor veio a Jonas “segunda vez”.

A partir do texto, fomos conduzidos por três manifestações dessa graça que persiste:

1. A graça que persiste em restaurar o servo que falhou.
Deus não ignorou o pecado de Jonas, mas também não abandonou seu servo em sua queda. O mesmo Deus que disciplina é aquele que restaura e, segundo sua vontade, torna a colocar seus servos no caminho da fidelidade.

2. A graça que persiste em nos conduzir à obediência.
Desta vez, Jonas se levantou e foi a Nínive segundo a Palavra do Senhor. A graça não apenas nos alcança onde estamos, ela nos transforma e nos conduz a uma vida de submissão à vontade de Deus.

3. A graça que persiste em alcançar corações improváveis.
Jonas pregou, e os ninivitas creram em Deus. A cidade que parecia improvável aos olhos humanos tornou-se cenário da poderosa atuação da graça divina. Isso nos lembra que não cabe a nós determinar quem pode ou não ser alcançado. Deus continua salvando pecadores por meio da proclamação de sua Palavra.

Jonas 3 nos ensina, portanto, a olhar menos para a capacidade do mensageiro e mais para a fidelidade daquele que o envia.

Há graça para restaurar. Há graça para conduzir à obediência. Há graça capaz de alcançar aqueles que jamais imaginaríamos.

Porque, mesmo diante da fraqueza humana, a graça de Deus persiste.

Quando a verdade ganha vozEm um mundo no qual tantas vozes disputam nossa atenção, a Igreja continua chamada a uma taref...
17/08/2026

Quando a verdade ganha voz

Em um mundo no qual tantas vozes disputam nossa atenção, a Igreja continua chamada a uma tarefa que não mudou: viver, confessar e anunciar a verdade de Cristo.

No culto de ontem, fomos conduzidos por Atos 24:10-21 a observar Paulo diante de Félix. Acusado injustamente e colocado diante de uma autoridade, ele poderia transformar aquele momento apenas em uma tentativa de defender sua própria reputação. Mas Paulo enxergou algo maior: uma oportunidade para testemunhar de Cristo.

A partir de seu exemplo, aprendemos três maneiras de aproveitar as oportunidades que Deus coloca diante de nós.

1. Vivendo e falando com integridade.
Paulo podia responder às acusações porque sua conduta sustentava suas palavras. Nosso testemunho não começa quando abrimos a boca, começa na maneira como vivemos. A vida prepara o testemunho.

2. Confessando nossa fé sem constrangimento.
Paulo não escondeu aquilo em que cria. Mesmo diante de oposição, declarou sua fé e sua esperança em Deus. Também somos chamados a aproveitar nossas conversas, relacionamentos e circunstâncias para confessar, com coragem e amor, a quem pertencemos.

3. Mantendo o Evangelho no centro da conversa.
Paulo não fez de sua reputação o assunto principal. Sua defesa caminhou até a verdade da ressurreição. Porque, no fim, nosso objetivo não é simplesmente provar que estamos certos, mas conduzir pessoas à verdade acerca de Cristo.

Talvez Deus já esteja colocando diante de você oportunidades semelhantes.

Em casa, no trabalho, na escola, em uma conversa comum ou mesmo em uma situação difícil, não desperdice a oportunidade tentando apenas preservar sua imagem.

Viva com integridade. Confesse sua fé com coragem. Mantenha Cristo no centro.

Porque quando a Igreja vive a verdade e encontra coragem para anunciá-la, a verdade ganha voz.

Uma igreja precisa saber não apenas que crê na Bíblia, mas também declarar com clareza aquilo que entende que a Bíblia e...
17/08/2026

Uma igreja precisa saber não apenas que crê na Bíblia, mas também declarar com clareza aquilo que entende que a Bíblia ensina.

Na EBD de ontem, avançamos em nosso estudo “A beleza da confessionalidade para a vida da igreja”, chegando à Aula 4, dedicada à Confissão Batista de Londres de 1689.

Conhecemos um pouco de sua história e compreendemos por que, séculos depois de sua elaboração, ela continua sendo tão importante para a nossa identidade como igreja Batista Reformada.

A Confissão de 1689 não ocupa o lugar das Escrituras, nem possui autoridade igual a elas. A Bíblia permanece sendo nossa única regra infalível de fé e prática. Subscrevemos a Confissão porque reconhecemos nela uma exposição madura, equilibrada e profundamente bíblica daquilo que cremos que a Palavra de Deus ensina.

Também vimos como essa confessionalidade alcança a vida prática da igreja. Ela traz unidade ao púlpito, à EBD, ao discipulado, ao aconselhamento, à formação de líderes e à membresia. Em vez de cada pessoa construir sua própria compreensão doutrinária, caminhamos juntos sobre um fundamento comum, sempre submetidos à Palavra de Deus.

Ser uma igreja confessional, portanto, não significa viver presa ao passado. Significa receber com humildade a fé que nos foi transmitida, examiná-la continuamente pelas Escrituras e preservá-la com fidelidade para as próximas gerações.

A Bíblia é nossa autoridade. A Confissão nos ajuda a declarar, com clareza, aquilo que entendemos que essa Bíblia ensina.

Seguimos crescendo juntos no conhecimento da verdade, para amar mais profundamente a Cristo e viver para a glória de Deus.

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