12/04/2026
“Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.” (Lucas 22:19)
Em Lucas 22, Jesus não institui apenas um rito de lembrança, mas um memorial de esperança. Ao dizer “fazei isto”, Ele nos entrega um símbolo que não olha apenas para trás, para a dor da cruz, mas que aponta desesperadamente para frente.
A Ceia é o sacramento da ausência que clama pela Presença. Quando partimos o pão “em memória” Dele, estamos afirmando que o mundo, como ele é hoje, não nos basta. Essa memória não serve para nos consolar na saudade, mas para alimentar a nossa urgência. Cada fragmento do pão partido é um selo de que a aliança permanece viva e que a nossa história não termina em uma mesa vazia, mas em um encontro glorioso.
Não celebramos o que Ele foi; celebramos que Ele está vindo.