01/06/2018
Os adventistas podem até criticar-nos como católicos por guardamos o domingo como dia de celebração e adoração do Senhor. Uma das maiores críticas contra a Igreja de Cristo, é a de que nós teríamos passado por cima das leis de Deus fazendo com que o sábado não fosse mais visto como o dia do Senhor, ou seja, teríamos banido a lei do sábado nos colocando no lugar de Deus, sendo assim, passamos a ideia ao mundo de que o domingo agora seria um novo dia determinado por Deus, fazendo com que muitos caiam no erro. Mas olhem este texto. EVANGELHO – Mc 2,23–3,6
«O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado».
Este texto é composto por dois episódios que colocam Jesus em confronto com a instituição do sábado judaico: os discípulos a colher espigas para comer e um homem com uma mão atrofiada que nos coloca, com Jesus e os seus interlocutores, diante do dilema de curar ou não esse homem; ambos os episódios em dia de sábado. Não está em causa uma interpretação libertina ou relativista do sábado, mas fazer dele o dia da relação com Deus que vem em auxílio de quem está em necessidade. Uma boa interpretação lê todos estes aforismos de Jesus em relação entre eles, de modo que o sábado esteja sempre ao serviço do homem, para fazer bem e salvar a vida; se, de facto, Jesus é o senhor do sábado, é para o recolocar ao serviço do homem e da salvação da vida.
O motivo de a Igreja guardar o Domingo em lugar do Sábado judaico é o fato de que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, – o primeiro dia da semana, – inaugurando assim a “Nova Criação” liberta do pecado, a nova e eterna Aliança entre Deus e a humanidade. Assim é que o Domingo, o Dia do Senhor, é a plenitude do Sábado dos judeus, da mesma forma como o Novo Testamento é a plenitude e o cumprimento do Antigo, e Cristo é a consumação de toda a história da salvação, desde Adão até o fim dos tempos e o Juízo final.
De modo semelhante, o Antigo Testamento é uma figura do Novo; o Sábado judaico é uma figura do Domingo cristão. O Catecismo da Igreja assim explica:
“O Domingo leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Com efeito, o culto da Lei (de Moisés celebrado no sábado), preparava o Mistério de Cristo, e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo. (1Cor 10,11).”
A palavra Domingo vem do Latim, “dies Dominicus”, que quer dizer Dia do Senhor.
A quem diga que essa tradução é errônea, porém qualquer um que estude um pouco de história e entenda o básico de latim, é capaz de saber que desde o início da existência dessa palavra, esse foi o seu real significado. Para melhorar essa definição sobre o significado domingo, quero dá um susto em você que diz que é protestante e afirma não seguir aquilo que a Igreja Católica ensina, pois poucos sabem, mais o calendário que seguimos atualmente não é o mesmo que os Judeus seguem. Nós seguimos o calendário gregoriano promulgado pelo Papa Gregório XIII. Se você não conhece esse marco histórico, continuem lendo e se surpreenda com essa belíssima história.
Qual a origem do nosso calendário atual?
Em meados do século XVI, o Papa Gregório XIII, mandou construir uma espécie de calendário que marcasse o sol, em Roma no Vaticano, para ver se o calendário de Júlio Cesar estava realmente correto, e o resultado foi uma cartada de mestre, a igreja tornou-se protagonista de uma das maiores descobertas do mundo, pois Júlio Cesar tinha errado, porque a Terra é quem dá voltas em torno do sol, não o contrário, assim o Papa Gregório XIII criou o calendário cristão que é o que usamos hoje. Vale ressaltar que na época em que isso ocorreu, já havia acontecido a revolta protestante, e como de costume, os protestantes protestaram contra a posição do Papa e não aceitaram o calendário cristão proposto pela Igreja, afirmando que era uma heresia. Por muitos anos eles utilizaram o calendário de Júlio Cesar, pregando que o primeiro dia do ano seria em 1° de abril e não em janeiro, como era o de Júlio Cezar. Foi por causa deste ocorrido que então o dia 1° de abril ficou conhecido como dia da mentira, por causa deles terem continuado a pregar as mentiras de Júlio Cesar. Então nem preciso dizer que esse dia é uma homenagem aos protestantes.
Por que usamos a palavra feira depois dos dias da semana sendo que isso não existia antes?
A palavra “Feira” vem de feria, que, em latim, significa “dia de descanso”, pois antigamente, todos os dias da Semana Santa, eram tidos como feriados. Foi daí que surgiu a ideia de se utilizar o termo “feira” depois de cada dia simples da semana, expressão essa que é portuguesa, que é o mesmo que feriados – férias.
Mesmo sendo feriado nos dias da Semana Santa, era comum se ver os mercados funcionar ao ar livre como se estivessem comemorando uma coisa qualquer, deixando-se influenciar pelas culturas pagãs, que usavam nomes de demônios para os dias da semana, foi então através disso que a Igreja Mãe e Mestra no seu modo de ensinar, resolveu banir os nomes pagãs dos dias da semana. Isso teria ocorrido por volta do ano 563, após um concílio na cidade portuguesa de Braga – daí a explicação para a presença do termo ser somente na língua portuguesa