Sagrado Coração de Jesus

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22/04/2020

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Vídeos e lives todas as sextas feiras

26/11/2017
07/07/2017
07/07/2017
02/07/2017
09/12/2016

Que os sacerdotes sejam mediadores do amor de Deus, não intermediários que pensam somente no próprio interesse. Esta foi a advertência do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã desta sexta-feira, na Capela da Santa Marta, toda ela centrada nas tentações que podem colocar em risco o serviço dos sacerdotes.

https://goo.gl/amLGM4

09/12/2016

Saudade do Natal de Jesus

Que saudades do Natal cristão que não vem, que vai desaparecendo, ano após ano...
Que saudade de um mundo que acreditava, que era capaz de rejubilar-se, esperançoso, otimista, feliz - mesmo com todos os problemas - porque sabia com certeza certa da existência de um Deus de amor e bondade - Deus santo de Abraão, Isaac e Jacó - que na plenitude dos tempos, de modo admirável, surpreendente, terno, meigo, poético, de Maria Virgem enviou o Seu Filho amado a este mundo ferido e cansado.
Que saudade do presépio, do Menino envolto em faixas, do olhar terno da Virgem Mãe, dos joelhos dobrados do casto e humilde José, da admiração dos pastores, dos anjos envoltos em luz...
Que saudade do boi e do burrico que reconheceram o seu dono, o seu senhor...
Que saudades de um mundo, de uma sociedade que sonhava e esperava porque acreditava!

Que natal frio, vazio, morto e escuro, esse vivido pela sociedade ocidental.
Natal mentiroso, sem Jesus, sem Deus, sem a ternura do Emanuel!
Natal de nada, de Papai Noel, de consumo, dos ornamentos pagãos enfeitando de vazio espiritual as nossas cidades, de compras e superficialidades...
Natal de hipocrisia, de alegria vazia, alegria por nada, alegria de nada, alegria mundana, tristeza maquiada, lipoaspirada, fugaz, artificial! Natal pecaminoso, de negação de Deus, de esquecimento do Mistério, de incapacidade de acolher o Senhor e a Ele adorar e a Ele obedecer! Antinatal! Natal dos anticristos!

Que tristeza, as nossas cidades iluminadas por nada, preparando-se para nada, esperando uma noite de nada... Como pôde o nosso Ocidente outrora cristão chegar a este ponto de vazio, de leviandade, de desumanidade?

Senhor Jesus, Santo Emanuel, Deus nascido da Virgem, vem, por piedade! Vem mais uma vez encher o coração da humanidade!
Faze que os cristãos se tornem novamente cristãos!
Dá à Tua Igreja – que começaste a desposar com a Tua Encarnação – a graça de redescobrir a simples e pura alegria do santo Natal na surpresa do Evangelho anunciado, na esperança das profecias proclamadas, no abismo do Mistério explicado pelo Apóstolo, no cântico dos hinos tão doces, tão ricos, tão ternos, tão suaves...
Dá-nos o Natal da Tua Eucaristia – carne Tua plasmada de Maria Virgem, remédio bendito contra todas as mortes deste mundo!
Olha a Tua Igreja, olha o Teu rebanho, que neste mundo asfixiante deve proclamar com a boca, com o coração, com a vida, com a celebração, com a certeza, com a esperança, a realidade do Teu bendito Natal!

Como outrora tornaste fecundo o seio virginal de Maria, torna fecundos a nossa fé e o nosso testemunho; como não decepcionaste a esperança de Israel, fortalece ainda agora a nossa esperança em Ti; como foste o co***lo e o encanto de José, tira-nos das dúvidas e incertezas, do marasmo da existência e dá-nos a alegria simples de crer e esperar em Ti; como foste a surpresa dos pastores, enche nossa vida com a doce certeza de que vieste como nosso Salvador; como apareceste pura luz para os Magos, sê a Estrela da manhã que nos conduz!

Senhor Menino, Senhor Messias, doce e querido Emanuel! Meu Menino, tesouro do nosso coração, co***lo dos meus dias, dá a todo aquele que se prepara para celebrar santamente o Teu Natal a graça da Tua salvação e a consolação da Tua presença bendita! Vem, querido Jesus! Bem-vindo, santo Jesus! Inflama ainda agora o nosso coração para que neste 2016 ainda haja nos corações cristãos verdadeiros natais!

+Dom Henrique Soares da Costa
Bispo de Palmares-PE

28/11/2015

I Domingo do Advento
Dom Henrique Soares

“A Vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em Vós, que eu não seja envergonhado!”
Com a Eucaristia deste hoje estamos iniciando um novo Ano Litúrgico e também o Tempo do Advento, que nos prepara para o Natal do Senhor e celebra liturgicamente a Sua Vinda gloriosa no final dos tempos, no Dia de Cristo.
Durante este novo ano, aos domingos, escutaremos sempre trechos do Evangelho segundo Lucas. E na Missa deste Primeiro Domingo deste novo tempo, a Igreja, no missal, coloca as palavras do salmo 24, que foram lidas há pouco: “A Vós, meu Deus, elevo a minha alma”... A Igreja ergue os olhos, o coração, a alma para o Senhor, reconhecendo-se pobre, pequena e necessitada. “Confio em Vós, que eu não seja envergonhado!” Estas palavras, exprimem qual deva ser nossa atitude neste santo Advento: atitude de quem se reconhece necessitado de um Salvador; de quem se sabe pequeno e incapaz de caminhar sozinho! A humanidade, sozinha, não chega à plenitude, não encontra a felicidade: precisamos que Deus venha e nos estenda a mão, que Ele nos eleve e nos salve!
O Advento nos prepara para o Natal e nos faz pensar que um dia o Senhor virá em Sua Glória para levar à plenitude Sua obra de salvação. É um tempo de vigilância, de súplica, de alegre esperança no Senhor que vem: veio em Belém, vem no mistério celebrado no Natal, virá no final dos tempos e vem a cada dia, nos grandes e pequenos momentos, nos sorrisos e nas lágrimas.
A liturgia nos ajuda a viver bem este tempo com símbolos próprios desta época:
a cor roxa, que significa sobriedade e vigilância;
o “Glória”, que não será rezado na Missa, para recordar que estamos nos preparando para cantá-lo a plenos pulmões no Natal;
a ornamentação sóbria da igreja;
a coroa do Advento, que pode ser utilizada e abençoada na Celebração deste Domingo;
as leituras e cânticos tão comoventes, sempre pedindo a graça da Vinda do Senhor;
a recordação dos personagens que nos ensinam a esperar o Messias: Isaías, João Batista, Isabel e Zacarias, José e, sobretudo, a Virgem Maria.
Neste tempo, cuidemos de meditar mais na Palavra de Deus, tanto nas leituras da Missa diária quanto no livro do Profeta Isaías. Procuremos também o sacramento da confissão. Abramos nosso coração Àquele que vem!
No Evangelho deste Domingo, o Senhor nos recorda a necessidade da vigilância: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse Dia não caia de repente sobre vós; pois esse Dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes da terra. Portanto, ficai atentos!”
Aquele cuja vinda em humildade celebraremos no Natal, cuja Vinda em Glória esperamos no final dos tempos, vem a nós constantemente! Somente numa atitude de oração e vigilância, de sobriedade e de expectativa amorosa, é que poderemos reconhecê-Lo e acolhê-Lo. É nossa atitude agora que determinará nossa sorte quando Ele vier no final dos tempos.
Com uma linguagem impressionante e simbólica, Jesus quer nos dizer hoje que Sua Manifestação final vai co-envolver todas as coisas: a criação toda, a história humana toda e cada um de nós. Nada nem ninguém escapará do Dia do Cristo; tudo será passado a limpo pelo Filho do Homem glorioso: “Verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória”.
Esta Vinda será discriminatória, pois discriminará bons e maus: será manifestação da salvação para quem o acolheu, e será perdição para quem o rejeitou! Daí, a advertência séria, o apelo quase que dramático que Jesus nos faz: “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai a cabeça, porque a vossa libertação se aproxima; ficai atentos para terdes força de escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem!” Os sinais que o Senhor nos dá, acontecem sempre, em cada geração, como um convite insistente à vigilância.
É preciso que compreendamos que este Dia final que o Senhor nos prepara – Dia da Sua Vinda, da Sua Manifestação, da Sua Aparição – será Dia de salvação: “Eis que virão dias em que farei cumprir as promessas de bens futuros... Naqueles dias, farei brotar de Davi a semente de justiça... e Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante”.
Deus nunca pensou o mal para nós: o bem, a bênção, a graça, a salvação que Ele prenunciou como promessa no Antigo Testamento, começaram, efetivamente, a realizar-se com a inauguração do Reino, trazido pela vinda do nosso Salvador na nossa carne mortal e serão manifestados em plenitude na Vinda final, na Parusia do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo!
É necessário, pois, que nos abramos para o Bem que o Senhor nos prepara; este Bem é Aquele que veio em Belém, que nos vem em cada Eucaristia e que nos virá no final de tudo: “este é o Nome com que será chamado: Senhor-nossa-justiça”. Este Bem é Jesus-Salvador! Por isso mesmo, na segunda leitura da Missa hodierna, o Apóstolo nos convida a buscar a santidade aos olhos de Deus, nosso Pai, preparando-nos para “o Dia da Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os Seus santos” e nos pede insistentemente que façamos “progressos ainda maiores”.
Tomemos consciência de que nosso caminho neste mundo passa, é apenas um caminho!
Por que temos tanto medo de recordar que aqui estamos de passagem e que somente lá permaneceremos para sempre?
Pois bem: vivamos bem nosso Advento, vivamos bem os dias de nossa vida, à luz do Dia do Cristo que vem! Que caminhemos com os pés bem firmes neste mundo e os olhos voltados para o alto. Que nossos sentimentos sejam os do salmo da Missa de hoje: “Mostrai-me, ó Senhor, Vossos caminhos, e fazei-me conhecer a Vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!”
Que nós, “acorrendo com nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à Sua Direita na comunidade dos justos” no Dia da Sua Vinda!Vem, Senhor Jesus! Amém!

23/10/2015

"Quando era pároco na Polónia e, inclusive, quando já era cardeal, João Paulo II fazia questão de passar tempo ao lado dos jovens de sua comunidade, participando de viagens e retiros ao lado dos mais novos. Quando esses encontros foram proibidos por líderes políticos, João Paulo II encontrou maneiras mais discretas de realizar suas reuniões, e muitas missas e discussões aconteciam em meio a caminhadas, acampamentos e até ao redor da fogueira, à noite."

"EM TODAS AS NOSSAS AÇÕES, ANUNCIAR COM PARRESIA A JESUS CRISTO É ELEMENTO CONSTITUTIVO DA NOSSA MISSÃO. "

Karol Wojtyla era um homem determinado e movido pelo Espírito, para ele não havia limites para evangelizar, anunciar a Jesus Cristo independente dos desafios que o rodeavam. Somos chamados a anunciar a Jesus Cristo e Seu Evangelho, em todas as nossas arividades, ações, descanso, trabalho, e em cada realidade da nossa vida, e isso é parresia, é uma graça dada pelo Espírito Santo.

Diante do grande desafio e da urgência na evangelização, como está a sua vivência apostólica? Dos seus compromissos? E a evangelização pessoa a pessoa? Da primazia dos jovens?

Reze neste dia suplicando uma nova efusão do Espirito Santo, para que tudo seja renovado pela graça da parresia, e deixe que Ele inflame Seu coração, também deixando que seja reavivado o que está morto e ainda é difícil de expressar na evangelização do homem de hoje.

Shalom! 🙏🏻

31/08/2015

SEGUNDA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2015

E os escândalo, hein?

Caro Leitor meu, gostaria de propor-lhe algumas reflexões sobre Lc 17,1-6. Tenha a paciência de ler. Penso que que possa lhe ser útil... Mas, aviso logo que não estou aqui pensando em alguma situação concreta; desejo apenas propor o que o Evangelho nos ensina como bússola para nossa vida de cristãos. Lá vai, portanto!

"Naquele tempo, Jesus disse a Seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos.
Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”.
Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”

Não lhe parece muito assunto neste texto do Evangelho, coisas diversas mal arranjadas na mistura? E, no entanto, veja como têm sentido!

1. Jesus nos avisa que na Sua Igreja sempre haverá escândalos: “É inevitável!” – diz Ele de modo surpreendente.
Em grego, “skandalon” seria uma pedra de tropeço, um empecilho que afasta alguém do caminho que pretendia seguir. Então, no contexto do Evangelho, escândalo seria toda atitude, todo comportamento que possa afastar os pequeninos (= fracos, imaturos) na fé. Desde o início da Igreja esses escândalos estão presentes. Basta pensar na fuga dos Doze, deixando Jesus sozinho, na negação do nosso primeiro Chefe, nas divisões entre cristãos judeus e gentios de que dão conta os Atos dos Apóstolos, nas divisões e imoralidades na Igreja de Corinto, nas brigas e cismas referidas nas epístolas de São João.
Pensemos nos escândalos de hoje, que tanto nos magoam e ferem a Igreja, sobretudo quando são provocados por membros do clero... O Senhor já prevenira: “É inevitável que haja escândalos”... Ainda que tenhamos o dever de evitá-los...

2. Mas Jesus chama atenção de modo grave para a responsabilidade de quem provoca tais escândalos: “Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos”. São palavras duríssimas!
É uma responsabilidade tremenda ser responsável pela queda e abandono da fé por parte de um irmão fraco, que se escandaliza com o escândalo. Todos nós, cristãos, devemos nos perguntar se nossas atitudes não têm provocado escândalo nos irmãos mais fracos... Fraco na fé é todo aquele que faz sua adesão ao Senhor e à Sua Igreja depender de pessoas. É tão triste quando ouvimos dizer que alguém se afastou ou se aproximou da Igreja por causa do Papa, de um Bispo, de um padre, de um irmão... Nossa adesão é a Cristo e não a pessoas quais sejam! Nossa rocha, nossa certeza, nossa esperança devem repousar unicamente no Senhor, com toda a Sua exigência é todo o Seu amor!

3. Por outro lado, Jesus deixa claro que mesmo aquele que escandaliza, arrependendo-se, deve ser perdoado – perdoado sempre!
A advertência do Senhor contra os escândalos e os que os provocam está longe da atitude hipócrita, do moralista chato do politicamente correto ou da falta de misericórdia. Qualquer um que se arrependa sinceramente deve ser perdoado e acolhido. A Igreja deve ser sempre lugar do perdão e da misericórdia. E misericórdia não no sentido da tolerância relativista do politicamente correto ao sabor do mundo e da moda, mas a misericórdia segundo o Evangelho, que exige sempre a conversão sincera e contínua!
Neste sentido, responderão a Deus aqueles que numa atitude farisaica, julgam-se melhores que aqueles que escandalizaram...

4. Diante dessa situação de escândalos, é interessante a atitude tão espontânea dos Apóstolos: “Aumenta a nossa fé!” Como é atual este grito, esta súplica!
Somente na fé podemos superar os escândalos, transformando-os em sereno e confiante abandono nas mãos do Senhor, que sabe tirar dos males o bem. “Aumenta a nossa fé” – devemos pedir ainda atualmente ao Senhor...
Que nossos olhos estejam fixos Nele, e nada nos abalará nem nos fará desviar do caminho! Jesus diz: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”. Compreende? A fé madura e sólida, dá-nos capacidade de arrancar os escândalos, como quem joga fora uma amoreira! dito em breve: a fé arranca os escândalos, a fé madura, centrada em Cristo, único necessário e absoluto, não se escandaliza com escândalos!
Que Ele nos dê uma fé assim: ainda que pequenina como um grão de mostarda, para que joguemos longe de nós todas as amoreiras que ameaçarem nosso caminho para Ele, todos os escândalos que surgirem nesse mundo tão conturbado em que vivemos!

+Dom Henrique Soares Costa

Endereço

Rua Sete
Várzea Grande, MT
78148-628

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