02/11/2021
A Morte Para o Verdadeiro Cristão
Escola Bíblica dominical
Professor- Jairo Wanderley
Alvorada-Uberlândia MG.
para o verdadeiro cristão, a morte é lucro, pois é partindo para a eternidade que podemos estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor (Fp 1.21-23). Portanto, a morte é o momento no qual o cristão é recolhido ao celeiro celestial como trigo maduro (Mt 3.12). A Bíblia nos ensina que não devemos enxergar a morte como uma derrota, pois o evangelho ressalta a esperança da ressurreição em Cristo quando a morte será vencida (I Co 15.51-54).
Que é a morte?
Definição Bíblica: É a separação da alma e espírito do corpo (Tg 2.26), pela qual o homem é introduzido no mundo invisível. Essa experiência descreve-se simbolicamente como “dormir” (Jo 11:11; Dt 31:16); “o desfazer da casa terrestre deste Tabernáculo” (II Co 5:1); “deixar este tabernáculo” (II Pe 1:14); “descer ao silêncio” (Sl 115:17); “expirar” (At 5:10); “tornar-se em pó” (Gn 3:19); e “partir” (Fp 1:23).
A Morte Espiritual - (Rm 6:23)
A Morte é o destino de toda a humanidade. É a consequência do pecado. A morte física vem sobre todos, mas a morte espiritual é pior. É a separação eterna de Deus. Mas o “dom gratuito de Deus é a vida eterna”. É um presente de Deus. Se Deus não tomasse a iniciativa de mandar o Seu Filho para nos salvar, estaríamos na escravidão do pecado. Deus revelou o Seu amor em Cristo. Jesus substituiu o homem na morte e assumiu a maldição que deveria cair sobre nós. Jesus ressuscitou, venceu a morte, o inferno e Satanás (Jo 8:36).
O cristão vive para servir a Cristo, mas quando morre, por ele é servido. Entre a vida e a morte, para o cristão, esta é a talvez a maior diferença. Com vida neste mundo, o servo se dedica ao Reino, e ao passar para o outro lado, recebe a coroa da vida, e f**a imune para sempre de todo sofrimento. Se viver é Cristo, é pregá-lo, é servi-lo, é honrá-lo, morrer é lucrativo, é ganho, só em saber que nunca mais haverá dor, nunca mais haverá choro, nem vergonha, nem sofrimento, a ainda ser recompensado com galardões indizíveis, „isto é coisa gloriosa. A morte de um cristão, é o início de uma eternidade feliz e indizível com Deus.
O Homem
O ser humano é tripartido. Todo homem é espírito alma e corpo. O corpo é diferente da alma e a alma é diferente do espírito. (diferente do Espírito Santo) O homem é um espírito que tem uma alma e habita num corpo.
Espírito humano: Ponto de contato com Deus. É através do meu espírito que tenho consciência de Deus e me relaciono com Ele. Deus é Espírito e só podemos perceber Deus no espírito. (Ef 2:22 Jo 4:24)
Alma: É tudo que o homem é. Sua personalidade. Seu ego. É o mundo dos pensamentos, sentimentos e decisões. A alma está entre o espírito e o corpo. Pertence aos dois. Está ligada ao mundo espiritual através do espírito e ao mundo material através do corpo. Através da alma tenho consciência de mim mesmo.
Áreas da alma
Mente: Sede da alma, intelecto, pensamentos, raciocínios, memória.
Vontade: Instrumento para tomar decisões. Poder para escolher.
Emoções: Instrumento para expressar nossos sentimentos, gostos, simpatias, alegrias, tristezas, amor, ódio, etc.
A alma do homem é singular
Corpo: Minha forma visível. Com ele me relaciono com o mundo exterior.
(ex.: Os cinco sentidos: fala, audição, visão, olfato, tato.)
O nosso inimigo sabe que ele pode perseguir um cristão até o dia da sua morte. Mas depois dali ele não pode fazer absolutamente mais nada. Suas armas são para esta vida, na outra ele está totalmente desarmado, e o cristão livre de suas perseguições.
"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.12).
"Depois, havendo a concupiscência, concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tg1.15)
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm 6.23)
No jardim do Éden (lugar de deleite), havia duas árvores, a “árvore da vida”, e a “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Duas árvores que apontavam para dois destinos opostos. O fruto da primeira garantia a vida eterna, e o da segunda a vergonha e o desprezo eterno.
A morte física - é a separação temporária entre o corpo e a alma. A separação entre o ser espiritual e o ser físico. Embora isso aconteça, a separação não pode ser eterna, porque na ressurreição dos mortos (Dn 12.2), os seres humanos receberão seus corpos novamente. Para serem julgados, uns para vida eterna (união eterna com Deus), e outros para a segunda morte
(separação eterna de Deus). Haverá um intervalo de mil anos entre ambas as ressurreições.
A morte física não é extinção da vida. É sempre a separação entre o corpo e a alma. Não só a separação como a transição do visível para o invisível, do físico para o espiritual. Em Efésios 4.8-10 Paulo diz que Jesus desceu as partes mais baixas da terra e levou cativo o cativeiro para perto do trono de Deus, esse lugar é chamado de Paraíso pelo apóstolo posteriormente: “Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. Ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas”. 2 Coríntios 12.3-4 Paulo diz: “E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar”.
Paulo teria sido este homem, que parece estar estarrecido de tanta alegria pelas coisas que tinha visto e também pelas palavras que ouviu naquele lugar. Ali estavam os salvos, os perdoados, os remidos, todos que morreram em Cristo. Era um lugar de delícias e descanso.
Portanto, segue-se que os que morrem na „esperança de um dia estar com Jesus são levados pelos anjos do Senhor até o Paraíso de onde serão chamados para encontrar com Cristo no dia do arrebatamento.
Os Ímpios.
Já os homens ímpios, incrédulos, idólatras, feiticeiros, adúlteros, apóstatas, ímpios são levados para o Hades, que ao contrário do Paraíso é um lugar de presente agonia, tormentos, lamentos, medo, terror, choro, punição, pesar, angústia, etc., de onde serão chamados para serem julgados no Grande Trono Branco.
Eles se lembram dos parentes e amigos?
Sim! Os mortos se reconhecem na outra vida. Reconhecem os colegas, amigos, parentes. Mas você deve estar se perguntando, como podem reconhecer uns aos outros (em especial os salvos), e não sentirem tristeza por alguma ofensa que tenham cometido aqui na terra? Deus não privou os mortos de se reconhecerem na outra vida.
Todos saberão quem foram e quem agora são. Tanto o rico sabia quem era o mendigo naquela ocasião como o mendigo sabia quem era o rico. Jesus também sabia na sua morte quem eram as pessoas para quem ele estava apregoando ali na parte inferior da terra (hades).
Pode um morto se comunicar com um vivo?
É muito comum a gente ouvir falar de pessoas consultarem necromantes, adivinhos para de alguma forma, seja por carta ou manifestação, falar com seus entes queridos. Essas pessoas, de fato, não sabem o mal que estão trazendo sobre as vossas vidas.
Primeiro, porque a Bíblia condena tal prática.
“Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles” (Lv20.27).
Uma nota sobre Enoque e Elias
Enoque e Elias foram os dois únicos homens que a Bíblia registra não terem morrido. Eles subiram ao céu, vivos. Foram poupados disso, e não sabemos o porquê. O fato é que o Senhor se agradou da vida reta e justa que eles viveram, e por isso os tomou para si. Esses dois personagens bíblicos viveram em tempos bem distantes um do outro, e em lugares diferentes, mas possuíam uma mesma fé no Verdadeiro Deus.
Enoque
Pouco se conhece o justo Enoque. Há alguns registros bíblicos no Antigo Testamento, não muitos, que resumem a nós quem foi de fato este personagem: “E viveu Jarede por cento e sessenta e dois anos e gerou a Enoque. E viveu Enoque por sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou" (Gn 5.18, 21-24). Entre outros, a referência feita em Lucas 3.37 com respeito à genealogia de Cristo. E o testemunho mais forte foi registrado pelo escritor aos Hebreus:
"Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus" (Hb 11.5).
Elias
O homem de fogo. Elias, era assim conhecido naquela época. Sua personalidade era arretada e corajosa. Não teve medo de enfrentar os desafios propostos por Deus a ele. Orou para não cair chuva e não caiu (1 Rs 17.1), depois ao contrário orou para descer chuva e desceu (Tg 5.18). Multiplicou azeite da botija (1 Rs 17.15-16), ressuscitou um morto (1 Rs 17.22), além de outros prodígios como a descida do fogo no Carmelo.
Ele também teve seu momento de fraqueza, quando se retirou para a caverna, fugindo de Jezabel (1 Rs 19.9). Sua vida na verdade foi uma vida inteiramente dedicada ao Senhor. Não se comenta nem mesmo se ele teve ou não família. Cremos que viveu uma vida de muito sofrimento, bem solitária por causa de sua chamada. Mas por outro lado, foi alimentado pelo Senhor. Em vários momentos de sua vida, vemos na Bíblia a sua íntima comunhão com Deus. A Bíblia diz que um anjo o alimentou (1 Rs 19.6-7).
Quando parecia que a vida de Elias estava já no seu fim, pois os profetas quase sempre tinham uma vida curta em Israel. Então, Deus resolveu arrebatá-lo para não ver a morte assim como Enoque. Elias foi trasladado de uma forma muito gloriosa. Assim que o carro de fogo passou, ele subiu no redemoinho. "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (2 Rs 2.11).
Viveremos em descanso
“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem" (Ap 14.13).
Viveremos em pleno entendimento
“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido" (1Co 13.12).
Viveremos em alegria
“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21.4).
Viveremos em serviço
“E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão” (Ap 22.3).
Viveremos em abundância
“E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tenha sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida” (Ap 21.6).
Viveremos em glória
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Co 4.17). “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Cl 3.4).
A Vida
Nossa trajetória, como a da lua, transcorre em pouco tempo: estamos sempre crescendo ou decrescendo, até desaparecermos. Mas com frequência ela é contada em dias; e esses não passam de poucos: “O homem, nascido da mulher, é de bem poucos dias” Jó 14.1.
Sim, as Escrituras encurtam a vida a uma medida ainda menor de tempo, chamando-a de “um momento”: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação...” — embora perdure por toda a nossa vida, é chamada de “momentânea” (2 Co 4.17).
Noutro lugar, ela é reduzida mais ainda, ao ponto de não ser possível nem calcular: “à tua presença, o prazo da minha vida é nada” (Sl 39.5).
O apóstolo Tiago pergunta: “Que é a vossa vida?” (Tg 4.14).
Ouça a sua resposta: “Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”. Ela é frágil, incerta, e não perdura. Ela é como fumaça, que sai da chaminé, como se fosse escurecer todo o céu; mas rapidamente se dispersa, e não se vê mais.
E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, Hebreus 9: 27
Uberlândia 02 de novembro de 2021
Jairo Wanderley