COJUBA - Comunidade Judaica de Ubatuba

COJUBA - Comunidade Judaica de Ubatuba A COJUBA é a comunidade judaica de Ubatuba/SP. Aqui, realizamos Cabalat Shabat toda semana e comemoramos todos os chaguim. Temos cursos de Idioma Hebraico.

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23/05/2026
20/05/2026

*5 coisas antes da festa de Shavuot e do Shabat / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:*

*Tradutor: Yeshayahu F**s*

1. Vamos começar pelo básico, para não nos confundirmos: Shavuot é a festa da Outorga da Torá, o dia em que estivemos no Monte Sinai. Após a saída do Egito e depois da contagem do Ômer, ouvimos de D’us os Dez Mandamentos e recebemos a Torá.

2. Neste ano, a festa começa na quinta-feira antes do pôr do sol. Acendem-se duas velas de Yom Tov com bênção. Também é costume acender uma vela memorial (ner neshamá) que dure mais de 24 horas, para que dela se possa acender o fogo das velas de Shabat no dia seguinte. No início da refeição festiva, tanto à noite quanto pela manhã, faz-se Kidush. Durante a festa há preces especiais e muitos costumes.

3. Cada lei e costume da festa possui um significado profundo: por exemplo, na noite de Shavuot realiza-se nas sinagogas o Tikun Leil Shavuot — estudo de Torá ao longo de toda a noite. Por que “tikun” [correção]? O objetivo é corrigir o fato de que, no dia do recebimento da Torá, o povo de Israel não despertou cedo nem demonstrou entusiasmo suficiente para aquele momento tão grandioso.
Na oração de Shacharit da festa, na sexta-feira de manhã, os Dez Mandamentos são lidos em todas as sinagogas do mundo. Muitos levam seus filhos — até mesmo bebês bem pequenos — para esse momento especial. É como se o Maamad Har Sinai [a Revelação no Monte Sinai] chegasse novamente até nós, todos os anos.
Há sinagogas em que se costuma ler Meguilat Ruth, muitos têm o costume de ler Tehilim (Salmos), decorar a casa e a sinagoga com vegetação (pois, no recebimento da Torá, o Monte Sinai floresceu com vegetação), além do costume de comer alimentos lácteos, entre muitos outros. Vale a pena estudar, se aprofundar e se preparar.

4. A contagem do Ômer, que começou em Pêssach, termina em Shavuot — e não foi uma contagem técnica. Durante essas sete semanas nós crescemos espiritualmente. Nossos comentaristas explicam que, em Pêssach, saímos do Egito, da escravidão para a liberdade. Mas em Shavuot chegamos ao próximo estágio: recebemos uma identidade. O objetivo da saída do Egito — e, em certo sentido, da própria criação do ser humano — foi completado. Afinal, não saímos de lá apenas para “deixar de ser escravos do faraó”. Saímos para receber a Torá, para nos submeter aos valores corretos e continuar a jornada do deserto, com a Torá, rumo à Terra de Israel.

5. E neste ano a festa vem logo antes do Shabat. São dois dias inteiros de santidade, nos quais não se realiza trabalho. No exterior, o segundo dia é ao mesmo tempo Yom Tov e Shabat. Em Israel, é apenas Shabat. Por isso, neste Shabat, nas sinagogas da Terra de Israel, lê-se a porção mais longa da Torá — Parashat Nassô, do livro de Bamidbar (Números). Nela aprendemos sobre a Bênção dos Cohanim e sobre os preparativos para a continuação da jornada do povo rumo à Terra de Israel.

Que todos nós possamos receber com alegria nossa ligação especial com a Torá. Chag Sameach e Shabat Shalom!

19/05/2026

*Sobre o Rav Uri Zohar – em preparação para a festa de Shavuot / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:*

*Tradutor: Yeshayahu F**s*

Hoje completam-se 4 anos do falecimento de Rabi Uri Zohar. Quis escrever esta manhã algo sobre ele, e também algo em preparação para a Festa da Outorga da Torá [Shavuot]. No fim, os temas se conectam — e se conectam profundamente.

Era possível aprender com ele como receber a Torá. Vou mencionar apenas três coisas extraordinárias que vi:

• Alegria. Ele era uma das pessoas mais felizes que conheci. “Eu sou o homem mais feliz do mundo”, costumava dizer sentado em seu apartamento simples, “e também o homem mais rico do mundo. Porque não existe nada que eu queira — e eu não tenha”. Era uma alegria interior, que não precisava de nenhuma aprovação externa. O diretor e ator mais famoso (que ele foi no passado) já não precisava mais de aplausos nem de curtidas para se alegrar.

• Aproveitamento do tempo. Como mencionado, ele não era uma pessoa tensa ou nervosa — muito pelo contrário. Mas cada hora era medida para ele, cada minuto era calculado. Quando estudar, com quem estudar, para quem telefonar, quem encontrar. O que era mais importante fazer naquele exato momento. Eis um exemplo: certa vez cheguei à sua casa para entrevistá-lo. Ele foi extremamente simpático e caloroso com a equipe de filmagem, mas no instante em que terminamos — voltou a estudar. “Desculpem”, sorriu, “perdi quarenta anos; preciso recuperar o tempo”.

• Refinamento das qualidades pessoais. Ele não tinha vergonha de falar sobre a “fera” dentro dele, que no passado o controlava. Trabalhou arduamente para domesticar esse animal que existe dentro de cada um de nós. Seria possível escrever livros inteiros sobre a maneira como conseguiu vencer, por exemplo, a característica da raiva. Nos primeiros anos depois de retornar ao judaísmo, havia uma caixa de tsedacá [caridade] em sua casa. Toda vez que gritava com alguém da família, colocava dinheiro na caixa. Os filhos se lembram disso. A raiva desapareceu.

Quatro anos desde o falecimento do homem que nos ensinou que nunca é tarde para mudar. Que possamos também nós melhorar um pouco mais e receber a Torá.

Em sua memória.

15/05/2026

RESUMO DA PARASHÁ ATUAL

A parashá desta semana é Bamidbar (No deserto - Números 1:1-4:20), cujo mote é o censo dos homens que já estavam no deserto havia dois anos, e que contavam com a idade de 20 anos em diante – período em que podiam fazer parte dos exércitos. Aliás, vemos, nesta parashá, a criação do primeiro exército do povo, “uma ideia bem revolucionária para a época. Em geral, Israel é reconhecido como precursor de ideias de liberdade, igualdade etc., mas, poucos sabem que Israel deu origem, também, a um novo e revolucionário conceito militar. Na verdade, é o primeiro registro histórico de um exército composto não por escravos nem por mercenários, nem por voluntários ou soldados de carreira, mas, pela totalidade de um povo. Quando Hashem determina a contagem, Ele diz a Moshé: ‘levanta o censo dos filhos de Israel, segundo seus pais e o número dos nomes, todo homem, cabeça por cabeça” (Números 1:2). Isso também significa que o soldado israelense “jamais será ‘um número sem nome’, mas sempre fará parte da casa de seu pai. Um soldado guerreiro quando necessário; um filho e pai de família o tempo todo”. (Rabi Pinchás H. Peli, in Torá Hoje). Ainda sobre o censo, “na realidade, Ele não tinha necessidade desta contagem. Ela foi ordenada em benefício dos filhos de Israel, para incrementar a autoestima que começava a brotar na alma de cada um deles, tornando perceptível o valor que tinham como indivíduos e como povo. Pois, conta-os devido à estima que tem D’us por eles”. (Rabi Moshe Grylak, in Reflexões sobre a Torá). Por essa razão, recebemos de Hashem uma missão que só cabe a nós cumprir; pois, devemos dizer que “para mim o mundo foi criado”, cujo significado é: “sobre mim recai a responsabilidade de criar um mundo melhor”. (A lei de Moisés, Rabi Matzliah Melamed). Além do censo, também encontramos nesta parashá um relato sobre a organização dos acampamentos, que seria respeitada durante toda a jornada através do deserto. Segundo o Midrash (Yalkut 685), antes de morrer, Jacó deixou instruções acerca de seu funeral, inclusive designando o lugar que cada filho deveria ocupar em torno de seu caixão. Foi seguindo essas instruções que Moshé organizou o lugar de acampamento de cada tribo, com a de Levi, responsável pelo Mishcan (Templo Móvel), ao centro, e as outras ao seu redor. Comentando sobre essa parashá, o Rab. Eli Scheller, diz que um censo de almas foi feito para nos mostrar que cada um de nós é único para Hashem - tanto que Hashem criou a Torá para que possamos nos conectar a Ele; e essa conexão acontece com cada um de nós em uma parashá específica – todos nós temos aquela porção que nos cala mais fundo (quem sabe esta não seja a sua?). Deste modo, a leitura da Torá não é restrita a alguns, mas todos nós podemos – e devemos - lê-la; mas, não só, pois, como, do pôr do sol de quinta-feira, 21/5, a sábado, 23/5, comemoramos Shavuot – a festa das colheitas, e a data em que lembramos o recebimento das Tábuas da Lei, convém ler também, os Dez Mandamentos e, claro, aplicá-los! Ainda, este shabat é chamado Mevarchim, em que abençoamos o mês vindouro (Sivan, neste caso), rezando uma corrente de salmos. Aproveitemos, pois, o descanso do shabat para ler a parashá na íntegra. E, a exemplo do censo, com tantas perdas ocorridas em virtude das guerras e da intolerância e do ódio que grassam no mundo, devemos, sim, contar todos os que nos cercam - que, Baruch Hashem, estão vivos. Shabat shalom, chag Shavuot sameach v’Chodesh Sivan tov! Ótimo shabat, ótima festa de Shavuot e ótimo mês de Sivan a todos!

11/05/2026

*O momento mais importante / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:*

*Tradutor: Yeshayahu F**s*

Você está a caminho de algum lugar? Esperando se casar, terminar um curso, encontrar trabalho, quitar a hipoteca ou se mudar?

Esta semana começamos a ler na Torá o livro de Bamidbar (Números), um livro inteiro escrito “no caminho”. Ele acontece entre a saída do Egito e a entrada na Terra de Israel, descrevendo as jornadas de nossos antepassados no deserto. À primeira vista, pode parecer um período sem grande importância. Poderíamos ignorá-lo e focar apenas na partida e na chegada ao destino. Tudo o que está no meio pareceria “secundário” e menos significativo. Mas há comentaristas que afirmam que este é o livro mais importante entre os cinco livros da Torá.

Por quê? Porque a maior parte da nossa vida acontece justamente no meio do caminho. A maior parte da vida é “enquanto caminhamos pela estrada”.

Por isso, precisamos perguntar: como nos relacionamos com o caminho? Damos valor e importância a ele, ou apenas esperamos que termine logo? Sabemos aproveitar também os momentos intermediários — mesmo nas pequenas coisas, como uma fila, um engarrafamento ou uma espera? Conseguimos investir também nos períodos de transição da vida, ou estamos o tempo todo apenas esperando alcançar algum objetivo sonhado?

Mais de uma vez ouvi falar de grandes pessoas que foram perguntadas qual foi o momento mais importante de suas vidas. Elas responderam: “Este momento!” Se aprendermos a não viver apenas em estado de espera, mas a focar no aqui e agora, chegaremos, com a ajuda de D’us, ao destino — mas também receberemos os muitos presentes que nos aguardam ao longo do caminho.

Essa é a maneira de começar o livro de Bamidbar, e essa é a maneira de viver a vida. Boa sorte.

08/05/2026

LEITURA SEMANAL DA PARASHÁ

Nesta semana, lemos duas parashiot: Behar-Behucotai - Levítico 25:1-27:34, nas quais temos, dentre outras coisas, a ordem de cumprir o Shabat e a Shemitá, que é a mitsvá de deixar o campo sem cultivo no 7º ano (da qual, aliás, ouvi uma ótima definição: é o “shabat da terra na terra do shabat”), e de dar tzedacá. Bem, a meu ver, shemitá é uma forma de sabermos que nosso sustento vem do Eterno – e não simplesmente de nossos esforços. Ele diz que fiquemos tranquilos, pois Ele nos sustentará no período em que ficarmos sem plantar e sem colher. A nós, basta acreditar e pedir a Hashem que sejamos dignos de Sua generosidade. Segundo Rashi, "o ponto comum entre o Shabat e a Shemitá é a anulação da sensação de propriedade que o homem normalmente desenvolve. Ambas as mitzvot conduzem o ser humano ao objetivo geral delas, conforme explicou o Rav Avraham ben David zt”l, (Raeved): 'para que o homem saiba que tem um Criador que governa sobre ele', e que a terra e tudo o que nela existe pertencem, em última instância, a D’us". (R’ Efraim Birbojm). Isso nos lembra que nada nos pertence – somos apenas fiéis depositários de Hashem, e devemos dispor com responsabilidade dos presentes com os quais Ele nos favorece. E quanto à tzedaká, o que é? Segundo a Wikipedia, é uma mitzvá traduzida erroneamente como caridade, pois a palavra é derivada de tzedek – justiça. Deste modo, seria melhor traduzi-la como justiça social, pois não é filantropia, que é voluntária, mas é uma obrigação de todo judeu, quer pobre quer rico, quer jovem, quer velho. E há várias formas de fazê-lo; por exemplo: por obrigação; por vontade própria; abertamente, para que todos saibam que foi feita; ou anonimamente, para que somente Hashem saiba. Essa seria a melhor forma, pois, deste modo, não estaríamos humilhando o receptor, pois, a ele já basta a vergonha da necessidade. Continuando a leitura, aprendemos, ainda, que nossa vida está intrinsecamente ligada ao cumprimento ou não de mitzvot, pois Hashem nos diz que, se cumprirmos suas determinações seremos abençoados; deixando de cumpri-las, amaldiçoados. A meu ver, o cumprimento de uma mitzvá nos conecta com o mundo espiritual, o que faz com que nos sintamos abençoados; ao passo que o não cumprimento nos torna mais pobres de espírito e, consequentemente, infelizes. Como sempre, a escolha de ser ou não feliz é nossa, já que temos o livre arbítrio. E ter consciência da lei de causa e efeito nos torna responsáveis pelo nosso destino. Que, neste shabat que se inicia, façamos um esforço para entender que jamais deveremos “culpar” alguém ou alguma “força externa” por nossos fracassos, pois tudo o que nos acontece é fruto de nossas ações – inevitavelmente, colheremos o que plantarmos. E que tenhamos a humildade de reconhecer que: 1) sem Hashem não somos nada, 2) Ele é tão Magnânimo que nos deu o livre arbítrio, e 3) nosso sustento vem de Hashem – nunca não nos esqueçamos disto! Sejamos gratos por tudo o que temos e rezemos pelos que sofrem. Por último, mas não menos importante, essas duas parashiot encerram o Livro de Vayikra, o terceiro da Torá. E, quando um Livro se encerra, costumamos dizer: Chazak Chazak Venit’chazek! (Força! Força! Que sejamos todos fortalecidos)! Shabat shalom leculam! Ótimo shabat a todos!

Este livro, escrito em latim em 1695, descreve a região chamada Palestina naquela época.O autor, Adriani Relandi, era ge...
03/05/2026

Este livro, escrito em latim em 1695, descreve a região chamada Palestina naquela época.
O autor, Adriani Relandi, era geógrafo, cartógrafo, viajante e filólogo.
Ele entendia muitas línguas, incluindo árabe, grego antigo e hebraico.
Ele descreveu quase 2.500 assentamentos mencionados na Bíblia e fez um censo aproximado com base nesses assentamentos.

Suas anotações:

1. A Palestina é em grande parte vazia, abandonada e pouco povoada. A população principal está concentrada em Jerusalém, Acre, Safed, Jaffa, Tibéria e Gaza.

2. A maioria da população é judaica; quase todos os outros são cristãos. Uma pequena parte é muçulmana, principalmente beduínos...

(Relandi se refere aos muçulmanos como beduínos nômades que vêm para as cidades apenas como trabalhadores sazonais na agricultura ou na construção civil.)

3. A única exceção é Nablus, habitada por cerca de 120 membros da família muçulmana Natsha e aproximadamente 70 samaritanos.

4. Cerca de 5.000 pessoas vivem em Jerusalém; quase todas judias e algumas cristãs.

5. Os nomes da maioria dos assentamentos são de origem judaica, e alguns têm nomes gregos, romanos ou latinos. Além da cidade de Ramla, não há nenhum assentamento árabe cujo nome original seja árabe.

Os topônimos derivados do judaísmo, do grego ou do latim são geralmente adaptados para o árabe e não têm significado...

6. Aproximadamente 550 pessoas vivem em Gaza, metade das quais são judias e metade são cristãs.

Os judeus eram bem-sucedidos na agricultura, especialmente em vinhedos, oliveiras e trigo, enquanto os cristãos se dedicavam ao comércio e ao transporte...

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