No dia 13 de Outubro de 1955, o Monsenhor Bernardo Peters, encarregado pelo bispo diocesano Dom Anselmo Pietrulla, ficou encarregado de escolher nas proximidades de Tubarão um terreno adequado para a construção do Seminário diocesano, depois de novena feita, junto com dois coadjutores, padre Raimundo Ghizoni e padre Urbano Mendes, à Nossa Senhora de Fátima. Localizaram uma área de 400 x 800 m, cuj
o os proprietários dispuseram-se a vendê-la para o fim mencionado. No dia 8 de dezembro de 1955, o entusiasmado e contagiante dom Anselmo benzia a pedra fundamental, dando início oficial a construção do seminário, estavam presentes autoridades civis e da Igreja, e um grande números de fiéis de diversas paróquias da diocese. Em 10 de agosto de 1956, houve um momento muito triste para nossa Igreja Diocesana: o incêndio de pré-seminário de São Ludgero, foi uma noite trágica. Cônego Germano Peters, há quase 50 anos colecionava selos postais. Os seminaristas ficaram só com a roupa do corpo. Este acontecimento teve teve como principal consequência a aceleração das obras do novo seminário, que em 17 de março de 1957, o seminário de Tubarão abriu as suas portas, o tempo garoava e teve uma celebração muito simples, os seminaristas foram chegando e, finalmente em 19 de março, o grupo definitivo foi formado, com os veteranos de são Ludgero e os novatos, formando assim o numero de 117 alunos. O 1° reitor escolhido foi o padre Alfredo Junkes, que já exercia esta função em são Ludgero. No dia 26 de maio de 1957, foi inaugurada a primeira ala do seminário Diocesano Nossa Senhora de Fátima, estavam presentes além do povo, o governador do estado Jorge Lacerda, o vice-governador Heriberto Hulse, o prefeito Waldemar Salles, e o deputado estadual Paulo Preis. Presente também estava o arcebispo metropolitano da arquidiocese de Florianópolis, dom Joaquim Domingues de Oliveira. No dia 15 de agosto de 1964, finalmente foi inaugurado o seminário, depois de uma semana de festejos, com novenas, procissão motorizada da catedral até o seminário, jogos de futebol, apresentações da banda e da orquestra e presença das principais autoridades do município. Na manhã de 7 de agosto de 1972, o seminário teve a metade de sua área totalmente destruída pelo fogo, e em 1974 pela enchente do rio Tubarão. Depois de muito esforço, tudo foi recuperado. Em 1994, houve uma reforma geral do prédio, aonde foi dividido em duas alas:a primeira, em parte ficou como moradia dos seminaristas, a outra ala, denominada Casa de Encontros Dom Anselmo Pietrulla, foi transformada num local para convenções, encontros e reuniões. Nestes anos de história vários padres contribuíram para a formação dos alunos e seminaristas.