21/04/2026
Tiradentes – de inquisidor a herói nacional
"Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio. Nada existe sem preço". Emmanuel (Chico Xavier)
Dentre as leis do Criador, a de causa e efeito é disciplinadora, porque o Pai é todo amor e todo justiça, e oportuniza, com a ajuda de seus mensageiros, a reparação das falhas do pretérito através da reencarnação.
Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792) nasceu na Fazenda do Pombal, hoje Tiradentes, em Minas Gerais.
Com nove anos ficou órfão de mãe e aos 11 de pai, não fez estudos regulares, as primeiras letras aprendeu com o irmão mais velho. Foi então criado na casa do padrinho, o cirurgião Sebastião Ferreira Leite, que lhe ensinou noções práticas de odontologia, da qual ganhou o apelido de Tiradentes.
Era um homem autodidata, trazia bagagem de conhecimentos e experiências de lideranças doutras encarnações, inclusive uma delas na qual foi um inquisidor, levando ao suplício e sofrimento muitas pessoas que pensavam diferente, inclusive por enforcamento e outras terríveis punições.
Tiradentes foi um dos líderes da Inconfidência Mineira, movimento de tentativa de libertação colonial do Brasil de Portugal (Reinado de d. Maria I).
O mártir da independência foi enforcado no dia 20 e esquartejado em 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa (atual Praça Tiradentes) no Rio de Janeiro, sua cabeça exposta em Vila Rica e os seus membros espalhados em postes no caminho entre Minas e o Rio de Janeito.
Seu coração sentiu alegria sincera pela expiação cruel que somente a ele fora reservada. Ao morrer na forca, Tiradentes foi cercado pelas falanges invisíveis de Ismael, Guia Espiritual do Brasil, e sua alma edificada foi recebida por este elevado mensageiro do Mestre Jesus, que lhe disse: ’Irmão querido, resgatas hoje os delitos cruéis que cometeste quando te ocupavas da função de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho’.”