14/02/2024
Tem momentos que nós que vestimos o branco questionamos muitas coisas que ocorrem em nossa vida. Muitos são os questionamentos, muitas são as dúvidas, muitas são as provas. O teste de paciência, de fidelidade, de disciplina.
Existem momentos que parecemos os consulentes, só queremos nos ajoelhar em frente a uma entidade e chorar, chorar sem parar apenas desabafar, descarregar muitas coisas que seguramos. Mas a maturidade espiritual nos faz olhar por um outro ponto de vista não entramos em desespero pois sabemos que nossas entidades e toda espiritualidade está olhando por nós, mesmo que duvidemos eles nunca nos deixam sozinhos e sem resposta.
Sim eu sou médium atuante em um terreiro choro, dou sorrisos, sinto dor, decepção e outros sentimentos que todos tem em um dia ruim. Porém a minha fé faz com que eu passe por tudo isso sorrindo.
O caminho de um médium não é somente flores, estaria mentido se falasse que só tem flores.
O caminho de um médium tem muitos espinhos e são esses espinhos que nos dão forças para continuar caminhando.
Ao acender uma vela escutamos as entidades sussurrarem em nossos ouvidos, sentimos as entidades, em nossa mente e coração sabemos que estão ali. E enquanto a vela vai queimando, as entidades vão falando, as lágrimas vão caindo.
Eu agradeço tudo até às dores. Vestir a farda branca é ser forte. A mediunidade é preparo. Médium não é de ferro, ele é humano, erra, aprende, e ensina pois é desta forma, que vamos evoluindo, que vamos caminhando. Vestir o branco da Umbanda é uma missão simples porém por ser tão simples se torna difícil. Mas é na dificuldade que vem a evolução.
Ser médium é rir e chorar, mas nunca desanimar, pois sabemos que a espiritualidade não nos desampara nunca. Dias bons e ruins fazem parte da nossa vida, e não é porque somos médiuns que estamos imunes á dias ruins.
Axé pra quem é de Axé 🙌🏻🤍
📝 Ensinamentos de Umbanda