No Coração da Igreja

No Coração da Igreja Conhecer para melhor viver a fé!! Evangelizando e defendendo a fé cristã!

Hoje é celebrada a bem-aventurada Nhá Chica, a “Santinha de Baependi”É porque eu rezo com fé”, costumava dizer a bem-ave...
14/06/2024

Hoje é celebrada a bem-aventurada Nhá Chica, a “Santinha de Baependi

”É porque eu rezo com fé”, costumava dizer a bem-aventurada Francisca de Paula de Jesus àqueles que recorriam a ela. Negra, analfabeta e filha de escravos, Nhá Chica, como ficou conhecida, dedicou sua vida humilde à caridade e é celebrada hoje (14).

Francisca de Paula de Jesus nasceu em 1808 em São João del-Rei (MG) e mudou-se com a mãe e o irmão para Baependi, no mesmo estado. Ficou órfão aos dez anos, seu irmão tinha 12 anos, e os dois f**aram sob os cuidados de Nossa Senhora, a quem Francisca logo passou a chamar de “Minha Sinhá”.

Foi de sua mãe que ela recebeu uma grande devoção a Nossa Senhora da Conceição, que carregou ao longo de toda a sua vida. Soube administrar bem tal herança espiritual e ficou conhecida como “mãe dos pobres”.

Nunca se casou, porque decidiu dedicar-se totalmente ao Senhor. Sendo analfabeta, gostava quando alguém lia para ela as Sagradas Escrituras. Não pertenceu a uma organização religiosa e era respeitada por todos que a conheciam, desde o mais humilde dos homens aos mais poderosos de seu tempo.

Sempre atendeu com especial atenção cada pessoa que a procurava, muitos em busca de conselhos, palavras de conforto e oração.

Uma das coisas que se destaca em sua vida é a novena que compôs à Nossa Senhora da Conceição. Do mesmo modo, em honra a Ela, construiu ao lado de sua casa uma pequena igreja, onde venerava uma imagem desta devoção mariana e diante da qual rezava piedosamente por todas as pessoas que se recomendavam a ela.

Em 1954, esta igreja foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor e, atualmente, é o santuário de Nossa Senhora da Conceição. Ao lado do templo é realizado um trabalho de assistência a crianças carentes que é mantido por devotos de Nhá Chica.

Finalmente, depois de uma vida dedicada à oração e ao serviço aos necessitados, a Santinha de Baependi morreu em 14 de junho de 1895.

16/05/2024

“Jesus vos disse, EU, porém, vos digo…”
Esse é o problema dos dias de hoje!

Hoje é celebrada santa Luísa de Marillac, padroeira dos assistentes sociaisSanta Luísa de Marillac foi uma mulher decidi...
09/05/2024

Hoje é celebrada santa Luísa de Marillac, padroeira dos assistentes sociais

Santa Luísa de Marillac foi uma mulher decidida e valente; inteligente e perseverante, viúva, mãe e cofundadora, junto a são Vicente de Paulo, das Filhas da Caridade. Destacou-se por sua entrega incondicional para os outros e um espírito impetuoso que lhe impulsionou a cumprir a missão que Deus lhe tinha encomendado ainda em meio à enfermidade.

A festa de santa Luísa costumava ser celebrada no dia 15 de março, mas, desde 2016 celebra-se em 9 de maio, dia do aniversário de sua beatif**ação.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos solicitou à Congregação da Missão – fundada por são Vicente de Paulo – mudar a data de santa Luísa, porque “sempre cai na Quaresma e é preferível não celebrar solenidades durante este tempo litúrgico”.

Segundo disse Gregorio Gay, superior geral da congregação, em 14 de dezembro de 2015 foi apresentada a petição para a mudança da data. Em 4 de janeiro de 2016 foi publicado o decreto que aceitava a petição.

Luísa de Marillac nasceu em Paris (França), em 1591. Foi filha de Luís de Marillac, senhor de Ferrieres-in-Brie e de Villiers Adam, e de uma jovem desconhecida. Até os 13 anos, foi educada como uma menina nobre no Convento Real de Poissy. Entre as religiosas, encontrava-se uma tia dela que lhe ensinou a ler, escrever, pintar e lhe deu uma sólida formação humanística.

Quando seus pais e sua tia morreram, Luísa ficou sob a tutela de seu tio Miguel. Devido à precária situação econômica de sua família, a jovem experimentou na própria carne as carências materiais e aprendeu os afazeres do lar. Sua condição social de “senhorita pobre” produziu em Luísa um complexo de inferioridade, que arrastaria durante alguns anos.

Durante sua juventude, frequentou o convento das irmãs capuchinhas em Fauborg e sentiu inclinação para a vida religiosa. Entretanto, seu diretor espiritual negou sua entrada ao convento porque a saúde da Luísa era frágil. Convenceu-a de que optasse pelo matrimônio dizendo que “Deus tinha outros planos para ela”.

Em 1613, Luísa de Marillac se casou com o Antonio Le Gras com quem teve um filho. Antonio caiu gravemente doente.

Em 1616, conheceu são Vicente do Paulo, que se tornou seu confessor, embora a princípio não quisesse. Naquele tempo, são Vicente estava organizando suas “Conferências de Caridade”, com o objetivo de melhorar a situação da miséria no campo e para isso necessitava de alguém que infundisse respeito e que tivesse empatia e a capacidade de ganhar os corações das pessoas.

Dioceses brasileiras se mobilizam pelas vítimas da inundação no Rio Grande do SulDiante dos sofrimentos que a população ...
08/05/2024

Dioceses brasileiras se mobilizam pelas vítimas da inundação no Rio Grande do Sul

Diante dos sofrimentos que a população do Rio Grande do Sul tem passado na última semana por conta das inundações e desastres no Estado, algumas dioceses do Brasil estão realizando campanhas solidárias para arrecadar doações de alimentos não perecíveis, água potável, roupas, produtos de higiene pessoal e de limpeza, fraldas infantis e geriátricas, além de doações em dinheiro para ajudar nas necessidades dos gaúchos.

Para ajudar as cidades do Rio Grande do Sul, a arquidiocese de Olinda e Recife (PE) disponibilizou aos fiéis a chave pix da Cáritas arquidiocesana de Olinda e Recife: 29.420.681/0001-29. O arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, 2° vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse nas redes sociais que “o Rio Grande do Sul precisa” da ajuda e das orações da arquidiocese, pois “famílias inteiras, estão desabrigadas, famílias inteiras estão desalojadas e precisam ser neste momento atendidas em suas necessidades básicas”.

“Sua doação vai ajudar bastante! Participe desta campanha! Reze por eles e lembre-se: a fé sem obras é morta! A caridade é uma verdadeira atitude Cristã”, disse dom Paulo Jackson.

A arquidiocese de Belo Horizonte (MG) através do Vicariato Episcopal para Ação Social Política e Ambiental (Veaspam) pediu doações de “cestas básicas, água potável, produtos de limpeza e roupas” aos mineiros para as “vítimas das tragédias provocadas pelos temporais” no Rio Grande do Sul. Estas doações devem ser entregues na sede do Veaspam, em Lagoinha, Belo Horizonte, durante a semana, das 8h às 17h. Para aqueles que desejam fazer doações em dinheiro, a arquidiocese indicou a chave pix da campanha solidária do regional Sul 3 da CNBB: 33.685.686/0010.41 (CNPJ).

“Somos todos convocados a testemunhar a nossa fé, exercendo a solidariedade: peço a cada cristão católico, aos homens e mulheres de boa vontade, que se compadeçam daqueles que perderam o pouco que possuíam, vítimas dessa tragédia climática. Especialmente, levemos amparo às famílias enlutadas e desabrigadas. A nossa Igreja já está mobilizada, ajudando fortemente nossos irmãos do Sul”, declarou o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Divitias, quas devoravit, evomet, et de ventre illius extrahet eas Deus – “Vomitará as riquezas que devorou, e Deus lh´a...
29/04/2024

Divitias, quas devoravit, evomet, et de ventre illius extrahet eas Deus – “Vomitará as riquezas que devorou, e Deus lh´as fará sair das entranhas” (Jó 20, 15)

Sumário. Os mundanos só consideram felizes os que podem g***r os bens deste mundo, os prazeres, as riquezas e as grandezas. Mas a morte põe fim a todos estes gozos terrestres, porque então tudo se há de deixar. Vê esse grande do mundo, cortejado hoje, temido e quase adorado; amanhã, quando estiver morto, será desprezado de todos, não se fará mais caso de suas ordens; será expulso de seu palácio e atirado a uma cova para apodrecer. Entretanto que será de sua alma?… Desgraçada, se vier a cair no inferno!

I. Os mundanos só consideram felizes aqueles que gozam os bens deste mundo, os prazeres, as riquezas e as grandezas; mas a morte põe fim a todos estes gozos terrestres. Quae est vita vestra? V***r est ad modicum parens (1) – “Que é a vossa vida? É um v***r que aparece por um pouco”. Os v***res que a terra exala, erguendo-se ao ar, por efeito dos raios do sol, oferecem às vezes agradável aspecto; que tempo, porém, dura isto? Ao menor vento, tudo desaparece. Vê esse grande mundo, cortejado hoje, temido e quase adorado; amanhã, quando estiver morto, será desprezado, amaldiçoado, calcado aos pés.

Na morte é preciso deixar tudo. O irmão do grande servo de Deus, Thomaz Kempis, felicitava-se de ter construído uma casa magníf**a. Houve, porém, um amigo que lhe notou um defeito. Qual é? Perguntou ele. – O defeito, respondeu o amigo, é terdes feito a porta. – O que? Replicou, a porta será um defeito? – Sim, acrescentou o amigo, porque um dia deverás sair por essa porta, morto, e assim deixar a casa e tudo o mais.

Que espetáculo ver arrancar tal grande de seu plácio, para nunca mais entrar nele, e ver outros tomarem posse de seus móveis, de seus tesouros e de todos os seus outros bens! Os criados deixam-no na tumba com um vestido que é apenas suficiente para lhe cobrir o corpo. Já não há quem o estime, nem quem o lisonjeie; já não se faz caso das ordens que deixou. – Saladino, que conquistou muitos reinos da Ásia, ordenou, ao morrer, que quando lhe levassem o corpo para a sepultura, fosse um homem diante do esquife, levando suspensa de uma lança uma mortalha e gritando: Aqui está tudo o que Saladino leva para a cova. Numa palavra, a morte priva o homem de todos os bens deste mundo: Finis venit, venit finis (2) – “O fim vem, vem o fim”.

II. Senhor meu Jesus Cristo, já que me iluminastes para conhecer que tudo que o mundo estima não passa de fumo e loucura, dai-me força para me desapegar dele, antes que dele me separe a morte. Que desgraçado tenho sido! Quantas vezes, por miseráveis prazeres e outros bens da terra, Vos ofendi, a Vós que sois um Bem infinito! Ó meu Jesus, ó médico celeste, lançai os olhos sobre minha pobre alma, olhai as numerosas fendas que me fiz com os meus pecados, e tende piedade de mim. Si vis, potes me mundare (3). Sei que me quereis e podeis curar; mas para me curar quereis que me arrependa das injúrias que Vos fiz. Pois bem, arrependo-me de todo o coração; curai-me agora que me podeis curar: Sana animam meam, quia peccavi tibi (4).

Eu Vos esqueci; mas Vós, Senhor, não me esquecestes; e agora dizeis-me que quereis perdoar-me as injúrias que Vos fiz, se eu as detestar: Omnium iniquitatum eius non recordabor (5). Oh! Detesto-as e abomino-as mais que todos os males. Esquecei, pois, meu Redentor, esquecei todas as amarguras que Vos causei. No futuro quero perder tudo, mesmo a vida, antes que perder a vossa graça. De que me serviriam todos os bens da terra sem a vossa graça?

Ajudai-me, por piedade! Sabeis quanto sou fraco. O inferno não deixará de me tentar; já se prepara para se lançar em mil assaltos contra mim e me tornar de novo seu escravo. Ó meu Jesus, não me abandoneis! Daqui em diante quero ser escravo de vosso amor. Sois o meu único Senhor, Vós me criastes, Vós me resgatastes, Vós me haveis amado mais do que qualquer outro, Vós sois o único digno de ser amado, e a Vós só quero amar. – Ó minha Rainha e Mãe, Maria, ajudai-me com a vossa intercessão, e obtende para mim a santa perseverança.

Referências:

(1) Zc 4, 15
(2) Ez 7, 2
(3) Mt 8, 2
(4) Sl 40, 5

1. Tinha uma irmã gêmeaEmbora não esteja claro se eram idênticas ou não, santa Catarina teve uma irmã gêmea chamada Giov...
29/04/2024

1. Tinha uma irmã gêmea

Embora não esteja claro se eram idênticas ou não, santa Catarina teve uma irmã gêmea chamada Giovanna. Nasceram prematuramente quando sua mãe tinha 40 anos, mas, infelizmente, sua irmã faleceu ainda criança. Dois anos depois, sua mãe teve outra filha e também a chamou de Giovanna.

2. Teve 24 irmãos

Santa Catarina foi uma dos 25 filhos de sua família; todos dos mesmos pais. Só a metade deles chegou à idade adulta, por causa da alta taxa de mortalidade infantil.

3. Seu apelido era “Eufrosina”

Era tão alegre que uma criança de sua família a chamou de “Eufrosina”, que em grego signif**a “alegria”.

4. Teve uma visão mística do Menino Jesus

Uma antiga biografia escrita por seu confessor afirma que, quando tinha 5 e 6 anos, teve uma visão de Jesus entronizado no céu e rodeado de seus apóstolos Pedro, Paulo e João.

5. Teve uma visão mística de são Domingos

Os dois caminhos aceitos culturalmente para uma mulher de seu tempo era se casar ou se tornar uma monja de clausura. Santa Catarina resistiu a ambas as opções.

Aparentemente, o próprio são Domingos de Gusmão apareceu a ela em uma visão e a convenceu de ser dominicana terciária, algo que até então normalmente estava reservado para as viúvas. Também obteve uma permissão especial para usar o hábito.

6. Teve outra visão de Jesus quando tinha 21 anos

A princípio, ela viveu sua vocação como dominicana terciária em seu lar. Quando tinha 21 anos, experimentou uma visão de Jesus na qual Ele a levava como sua noiva e inclusiva lhe dava uma aliança. Cristo lhe pediu que abandonasse sua solidão e servisse aos pobres, o que cumpriu.

7. Teve a graça de experimentar a dor dos estigmas de Cristo

Segundo a biografia escrita por seu confessor, Catarina recebeu em 1375 uma versão dos estigmas de são Francisco de Assis, que só eram visíveis para ela própria, mas causavam a mesma dor.

8. Contribuiu diretamente com o pontif**ado de seu tempo

Quando tinha quase 20 anos, enviou cartas a vários governantes e clérigos, pedindo pela paz entre os estados e que o papado voltasse a Roma, saindo de Avignon, na França (1309-1377). Foi tão respeitada que também a enviaram em diversas missões diplomáticas de paz por vários governos.

9. Sobreviveu a uma tentativa de assassinato

No começo de 1378, foi enviada pelo papa Gregório XI a Florença (Itália) para buscar a paz entre esta cidade e Roma. Entretanto, pouco depois estourou a violência e, em 18 de junho, em meio à violência, tentaram assassiná-la.

10. Foi atacada por demônios em seu leito de morte

Isto testemunhou uma testemunha ocular: “Santa Catarina começou a mudar e a fazer vários sinais com a cabeça e os braços, como se quisesse demonstrar que sofria graves ataques de demônios, e permaneceu neste estado calamitoso durante uma hora e meia, na qual a metade desse tempo passou em silêncio...”.

11. É copadroeira de Roma, da Itália e da Europa

O papa Pio IX a declarou copadroeira de Roma em 1866; Pio XII a declarou copadroeira da Itália em 1939; e, em 1999, são João Paulo II a declarou copadroeira da Europa.

Hoje é celebrado são Luís Maria Grignion de Montfort, o “escravo de Maria”“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz mui...
28/04/2024

Hoje é celebrado são Luís Maria Grignion de Montfort, o “escravo de Maria”

“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”, disse são Luís de Montfort, o “escravo de Maria” que propagou a devoção à Virgem, motivo o que levou a sofrer muito. São João Paulo II fez de sua frase mariana “Totus Tuus” (Todo teu) o lema de seu pontif**ado.

São Luís nasceu em Montfort (França), em 31 de janeiro de 1673. Era muito tímido, preferia a solidão e tinha grande devoção pela Eucaristia e pela Virgem Maria. Para ir à Missa, tinha que caminhar duas milhas até a Igreja. Quando estudou com os jesuítas, visitava o templo antes e depois da escola.

Aos 20 anos, sentiu-se chamado ao sacerdócio. No seminário de Paris, o bibliotecário o autorizou a ler muitos livros da Virgem Maria e, como velador de morto, compreendeu que tudo neste mundo era vão e temporário.

Os superiores não sabiam se o tratavam como um santo ou como um fanático e, pensando mal dele, o mortif**avam, humilhavam e insultavam na frente de todos. Era incompreendido por seus companheiros, que riam de Luís e o rejeitavam. Mas o santo se manteve firme na paciência como participação da cruz de Cristo.

Aos 27 anos, foi ordenado sacerdote, escolhendo como lema: “ser escravo de Maria”. Os superiores, sem saber o que fazer com ele, negaram-lhe que atendesse confissões e fizesse pregações, mantendo-o com ofícios menores.

Mais tarde, foi enviado a um povoado para ensinar catequeses às crianças e, em seguida, nomeado capelão do Hospital de Poitiers, asilo para pobres e marginalizados. Sua simplicidade e naturalidade para servir aos necessitados e os ensinamentos marianos que propagava fizeram com que fosse visto como um perigo.

Quando retornou à Paris, lançaram falso testemunho contra ele, seus amigos mais próximos o rejeitaram e o bispo mandou que não falasse mais. Logo compreenderia a razão dos ataques à doutrina mariana que propagava: o demônio se aborrecia.

São Luís recorreu ao papa Clemente XI para saber se estava errado em seus ensinamentos. O papa o recebeu e lhe deu o título de missionário apostólico.

Desta forma, realizou centenas de missões e retiros que se caracterizaram pela recitação do santo rosário, procissões e cânticos à Virgem, incentivando a retornar aos sacramentos. “A Jesus por Maria” era a sua proposta.

Neste contexto, também foi perseguido pelos hereges jansenistas, os quais diziam que não se devia receber os sacramentos quase nunca porque ninguém é digno.

Fundou as congregações “Filhas da Sabedoria” e “Missionários Montfortianos (Companhia de Maria)”.

Escreveu o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Alguns pensadores católicos chegaram a considerar esta obra como um exagero culto da Mãe de Deus, mas a Igreja não encontrou nenhum erro.

São Luís partiu para a Casa do Pai em 28 de abril de 1716, com apenas 43 anos. Foi enterrado na Igreja de Saint-Laurent. Passados 43 anos, a beata Maria Luísa de Jesus, a primeira das “Filhas da Sabedoria”, morreu no mesmo dia, hora e local que são Luís. Foi, então, enterrada ao lado dele.

Séculos mais tarde, são João Paulo II o tomou como referência em sua encíclica “Redemptoris Mater” e visitou o túmulo de são Luís. Ali, ao lado da tumba, sofreu um atentado, pois plantaram uma bomba que foi descoberta pelos seguranças. Providencialmente, nada deteve o papa de honrar o santo que tanto amava.

Um ato heroico levou as relíquias de são Marcos de Alexandria para VenezaNo próximo domingo (28), o papa Francisco visit...
26/04/2024

Um ato heroico levou as relíquias de são Marcos de Alexandria para Veneza

No próximo domingo (28), o papa Francisco visitará Veneza, cuja imponente basílica foi construída para abrigar as relíquias do apóstolo são Marcos, transferidas de Alexandria para a cidade italiana conhecida pelos seus canais graças à astúcia de dois mercadores.

O primeiro papa na Bienal de Arte

Na sua breve viagem de apenas um dia, o papa Francisco participará na 60ª edição da Bienal de Arte, que este ano também conta com um pavilhão da Santa Sé, instalado numa prisão feminina.

Francisco se tornará o primeiro papa da história a visitar este evento tão signif**ativo para a cidade das gôndolas.

Depois de ter um encontro com os jovens, o papa Francisco viajará às 11h (hora local da Itália), para a Praça de São Marcos, apelidada de “o salão mais bonito da Europa”.

A basílica de São Marcos, conhecida como “Igreja Dourada”

O grande tesouro desta praça – que em tempos de chuva e “Acqua Alta” f**a inundada e é preciso percorrê-la em grandes passarelas – é a basílica de São Marcos, um templo bizantino com cúpulas majestosas e cuja fachada em mosaico dourado fez com que seja conhecida como “a Igreja Dourada”.

É nesta praça, que tem no centro a grande basílica também chamada de catedral, onde o papa celebrará a missa e depois conduzirá a recitação do Regina Coeli na presença de milhares de peregrinos.

O ato heroico de dois mercadores em busca das relíquias de são Marcos

A basílica foi construída ao lado do Palácio Ducal no ano de 828 para abrigar as relíquias do apóstolo e evangelista são Marcos, nomeado padroeiro da cidade, e cujos restos mortais repousaram inicialmente em Alexandria, onde foi martirizado no ano de 62.

A tradição diz que foram dois corajosos mercadores venezianos, Bon da Malamocco e Rustico da Torcello, que viajaram para esta cidade portuária no Egito para roubar os restos mortais do apóstolo.

Este ato heroico foi uma resposta à ameaça do governador árabe de Alexandria de destruir o santuário de São Marcos, com o objetivo de utilizar os seus mármores para outras construções.

Os dois mercadores conseguiram levar as relíquias para Veneza graças a uma ideia engenhosa: esconderam-nas num barril de gordura de porco que não foi verif**ado pelos guardas aduaneiros por causa da rejeição que os muçulmanos têm à carne de porco, considerado por eles como um animal “impuro”.

Atualmente, os restos mortais do apóstolo estão guardados na chamada Pala d'Oro (retábulo de ouro) dentro da basílica, também composta por milhares de pedras preciosas.

Porém, nem todas as relíquias retiradas de Alexandria estão na basílica veneziana, pois em 1968 o papa Paulo VI decidiu devolver parte delas aos coptas.

O patriarcado de Alexandria transferiu os restos mortais do apóstolo para a Catedral Copta de São Marcos, onde foram colocados em um altar especialmente construído, decorado com ícones coptas. Desde então, as relíquias do evangelista são veneradas em dois continentes.

A basílica de São Marcos foi incendiada no ano de 928, durante uma revolta contra o Doge Pietro Candiano IV. O templo foi reconstruído e finalmente consagrado em 1071.

Ite ad Ioseph, et quidquid ipse vobis dixerit, facite – “Ide a José e fazei tudo que ele vos disser” (Gn 41, 55)Sumário....
17/04/2024

Ite ad Ioseph, et quidquid ipse vobis dixerit, facite – “Ide a José e fazei tudo que ele vos disser” (Gn 41, 55)

Sumário. Aos outros Santos Deus concedeu o poderem proteger numa necessidade especial; mas a São José, como atesta a experiência, concedeu o ser protetor em todas as necessidades. O nosso Santo não somente tem vontade de auxiliar-nos, mas de certa maneira obrigação, pois que por nossa causa foi ele elevado a sua alta dignidade. Imaginemos portanto que o Senhor, vendo as nossas aflições, nos diz o que o Faraó disse ao povo do Egito no tempo da fome: Se quiserdes ser socorridos, ide a José!

I. Deus concedeu aos demais Santos o serem protetores numa necessidade especial; mas a São José concedeu o ser protetor universal. Assim disse Santo Tomás, e Santa Teresa acrescenta que a experiência assim o demonstra. Socorrer em todas as necessidades quer dizer que São José socorre a todos que se lhe recomendam. Prova evidente disso acha-se na ordem da Igreja que de todos seja realizado o Ofício do Patrocínio de São José, onde se diz: Sperate in eo, omnis congregatio populi, effundite coram illo corda vestra (1) — “Esperai nele, toda a congregação do povo; derramai diante dele os vossos corações”.

O nosso Santo nos socorrerá não somente por inclinação de vontade, mas ainda de certa maneira reconhece-se obrigado a proteger todos os fiéis, e especialmente os que a ele recorrem; porquanto é por causa deles que recebeu a honra insigne de fazer às vezes de pai junto a Jesus. Se não fora necessária a Redenção, São José f**ara privado de tão grande honra. Tendo-lhe Deus recomendado o cuidado do Redentor, encarregou-o no mesmo tempo do cuidado de todos os remidos, a fim de que nos assista e nos ajude a conseguirmos o fruto da Redenção, que é a salvação eterna.

Quão poderoso é o patrocínio de São José, avalie-se pelo fato que, juntamente com Maria, gozou da familiaridade mais íntima de Jesus Cristo. Os validos mais íntimos dos monarcas terrestres têm mais influência para obterem graças. Devemos por isso crer que, como a santidade de São José, exceção feita da de Maria, excede a de todos os demais Santos, assim a intercessão de São José, depois da de Maria, é mais poderosa para com Deus do que a intercessão de qualquer outro Santo.

Acresce que a divina Mãe, como querendo recompensar o amor que São José lhe teve, e os serviços que lhe prestou em vida, faz todo o empenho para que os rogos de seu santo Esposo sejam atendidos, pelo que, quem se assegura a proteção de José, goza ao mesmo tempo a de Maria.

II. Imaginemos que o Senhor, vendo-nos oprimidos pelas nossas misérias, nos diz o que Faraó disse ao povo do Egito, no tempo da grande falta de trigo: Ite ad Ioseph — Ide a José, se quiserdes ser consolados.

— Consagremo-nos portanto hoje de uma maneira especial a São José; ponhamo-nos debaixo da sua proteção valiosíssima e recorramos a ele cada dia, ou antes muitas vezes cada dia, em cada necessidade. Roguemos-lhe também pelas necessidades da santa Madre Igreja.

† “Ó glorioso São José, escolhido por Deus para ser o pai putativo de Jesus, puríssimo Esposo de Maria sempre Virgem, e chefe da sagrada Família, escolhido por isso pelo Vigário de Cristo, para ser o celeste Padroeiro e Protetor da Igreja fundada por Jesus: com a maior confiança imploro neste instante o vosso auxílio poderoso para a Igreja militante. Protegei de um modo especial, com amor verdadeiramente paterno, ao Sumo Pontífice, a todos os bispos e sacerdotes, unidos na santa fé de Pedro. Sêde o defensor de todos aqueles que, entre as angústias e tribulações desta vida, trabalham para a salvação das almas, e fazei com que todos os povos se submetam com docilidade à Igreja, para todos o meio indispensável de salvação.

“Dignai-vos, ó amadíssimo São José, aceitar a consagração que de mim mesmo vos faço. A vós me consagro inteiramente, a fim de que sejais sempre meu Pai, meu Protetor, meu Guia no caminho da salvação. Impetrai-me uma grande pureza de coração e grande amor à vida interior. Fazei com que, a vosso exemplo, todas as minhas ações se dirijam para a maior glória de Deus em união com o Coração divino de Jesus, com o Coração imaculado de Maria e convosco. Finalmente rogai por mim a fim de que possa ter parte na paz e alegria que gozastes na vossa santa morte.” (2)

“E Vós, Senhor, que na vossa inefável providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado José para esposo de vossa santíssima Mãe, concedei-me propício, que mereça ter como intercessor no céu aquele a quem na terra venero como meu Protetor.” (3) Fazei-o pelo amor de Jesus e Maria.

Referências:

(1) Resp. II Noct.
(2) Indulg. de 300 dias.
(3) Or. festi curr.

Da Primeira Apologia em defesa dos cristãos, de São Justino, mártir(Cap.61:PG 6,419-422)    (Séc.I)O banho do novo nasci...
17/04/2024

Da Primeira Apologia em defesa dos cristãos, de São Justino, mártir
(Cap.61:PG 6,419-422)
(Séc.I)

O banho do novo nascimento

Vamos expor de que modo, renovados por Cristo, nos consagramos a Deus. Todos os que estiverem convencidos e acreditarem no que nós ensinamos e proclamamos, e prometerem viver de acordo com essas verdades, exortamo-los a pedir a Deus o perdão dos pecados, com orações e jejuns; e também nós rezaremos e jejuaremos unidos a eles.

Em seguida, levamo-los ao lugar onde se encontra água; ali renascem do mesmo modo que nós também renascemos: recebem o batismo da água em nome do Senhor Deus Criador de todas as coisas, de nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo.

Com efeito, foi o próprio Jesus Cristo que afirmou: Se não renascerdes, não entrareis no reino dos céus (cf. Jo 3,3.5). É evidente que não se trata, uma vez nascidos, de entrar novamente no seio materno.

O profeta Isaías também diz àqueles que pecaram e se arrependem, como libertar-se das culpas. São estas as suas palavras: Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. Vinde, debatamos – diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se não me ouvirdes, uma espada vos destruirá. Assim falou a boca do Senhor (cf. Is 1,16-20).

Esta doutrina, nós a recebemos dos apóstolos. No nosso primeiro nascimento, fomos gerados por um instinto natural, na mútua união de nossos pais, sem disso termos consciência. Fomos educados no meio de uma sociedade desonesta e em maus costumes. Todavia, para termos também um nascimento que não seja fruto da simples natureza e da ignorância, mas sim de uma escolha consciente, e obtermos pela água o perdão dos pecados cometidos, sobre aquele que quiser renascer e fizer penitência dos pecados, é pronunciado o nome do Senhor Deus Criador de todas as coisas. Somente podemos invocar este nome sobre aquele que é levado à água do batismo.

A ninguém é permitido pronunciar o nome inefável de Deus. Se alguém ousa afirmar ter em si este nome, não passa de um louco. A este batismo dá-se também o nome de “iluminação”, porque os iniciados nesta doutrina são iluminados na sua capacidade de compreender as coisas. Mas a purif**ação daquele que é iluminado, faz-se em nome de Jesus Cristo, crucif**ado sob Pôncio Pilatos, e em nome do Espírito Santo que, pelos profetas predisse tudo quanto dizia respeito a Jesus.

Das Cartas de São Martinho I, papa(Epist. 17: PL 87,203-204)(Séc. VII)O Senhor está perto, por que me afligir?É meu cons...
13/04/2024

Das Cartas de São Martinho I, papa
(Epist. 17: PL 87,203-204)
(Séc. VII)

O Senhor está perto, por que me afligir?

É meu constante desejo escrever-vos para reconfortar a vossa caridade e aliviar-vos das preocupações que tendes por minha causa, vós e todos os santos e irmãos meus, que por amor do Senhor tanto se interessam por mim. Também agora vos escrevo acerca dos sofrimentos que me oprimem. Digo-vos a verdade em nome de Cristo nosso Senhor.

Isolado de todo convívio humano e afastado da responsabilidade apostólica, vivo como se não vivesse. Os habitantes desta região são todos pagãos, e aqueles que vieram para cá também adotaram os costumes locais. Não têm o menor sentimento de caridade; e perderam até mesmo o instinto natural de compaixão que os próprios bárbaros tantas vezes demonstram.

Fiquei admirado e continua a surpreender-me a falta de sensibilidade e bondade de todos os que me rodeavam e dos meus amigos e parentes; esqueceram-se tão completamente de meu infortúnio, que nem se interessam por saber onde me encontro nem se ainda estou neste mundo.

E contudo, acusados e acusadores, não somos todos do mesmo barro e da mesma massa? Não havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo? E com que consciência nos apresentaremos diante dele? Que medo é este que se abateu sobre os homens para não cumprirem os mandamentos de Deus? Como se justif**a tal temor onde não há o que temer? Até esse ponto somos dominados pelo espírito maligno? Ou será que apareci como inimigo da Igreja universal e contrário a essas pessoas?

Todavia, Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Que ele fortaleça os seus corações na verdadeira fé, por intercessão de São Pedro, e os confirme contra todo herege e inimigo da nossa Igreja. Que ele os conserve inabaláveis, especialmente o pastor que está agora à frente deles. De forma alguma se afastem, se desviem ou abandonem nada daquilo que prometeram diante de Deus e de seus anjos, a fim de poderem receber, juntamente com minha humilde pessoa, das mãos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a coroa da justiça e da fidelidade.

O Senhor cuidará deste meu pobre corpo como lhe aprouver, seja em contínuos sofrimentos ou dando-me algum alívio. Ele está perto de mim, por que me afligir? Espero realmente em sua misericórdia; que ela não demore em pôr fim à minha carreira, como for do seu agrado.

Saudai em nome do Senhor vossas famílias e todos os que por amor de Deus se compadecem de minhas cadeias. O Deus altíssimo vos proteja contra toda tentação, com sua mão poderosa, e vos salve em seu reino.

Endereço

Tianguá, CE
62320000

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