05/06/2020
"O que me preocupa não é o grito dos maus. Mas o silêncio dos bons". - Martin Luther King
Tenho pensado muito sobre a postura dos cristãos com relação ao clamor da sociedade nesse tempo. Ao longo de toda a história, o cristianismo teve um importante papel em se apresentar como uma resposta às injustiças presentes em cada época.
Porém, hoje percebo que, provavelmente devido a intensa polarização política que nos encontramos, a igreja muitas vezes se acovarda em se posicionar em determinadas situações por medo de parecer aderir a pautas progressistas. Como se determinados movimentos político-ideológicos fossem os detentores da busca por justiça social.
Muitos cristãos se envolveram e se posicionaram diante do racismo e de todo tipo de injustiça social de sua época. Desde Jonh Wesley que teve um papel importante no movimento abolicionista de sua época; William wilberforce que combateu o tráfico de escravos em navios negreiros na Inglaterra; Harriet Tubman, escrava metodista, que ajudou na fuga de inúmeros escravos; Martin Luther King e Rosa Parkins, grandes ícones do século XX,; Willian e Catherine Booth que tiraram meninos e meninas da fome, alcoolismo e prostituição na Inglaterra do século XIX; Madre Teresa, Corrie Ten Boom, dentre tantos outros que mudaram sua época através da manifestação da justiça de Deus.
Não há mais tempo para continuarmos sendo reféns das pautas de ídolos políticos. Nossa atuação precisa estar ligada a agenda de Deus, desejosos em manifestar a justiça Dele somente. Isso não signif**a aderir a movimentos políticos ou ideologias vãs. Isso tem a ver com conhecer o coração de Deus e compreender que, mesmo estando nas alturas, ele se inclina, se importa e intervém (Sl113). E porque Ele se importa, nós também nos importamos. Porque Ele chora, nós também choramos. Porque Ele lamenta, nós também lamentamos.
A questão não é em quem você vai votar nas próximas eleições, mas com quem você está comprometido: com uma ideologia política, seja ela progressista ou conservadora, ou com um Deus justo?
Que no lugar do silêncio às perguntas que a sociedade nos faz , possamos ser uma voz que expressa o coração de Deus e sua justiça.
Por Luzia Gavina