Comunidade Cristã do Caminho

Comunidade Cristã do Caminho Somos uma família que busca viver a simplicidade do Evangelho de Cristo enquanto caminhamos, relacionamos e aprendemos. O Evangelho é uma Pessoa - Jesus.

Nele vivemos, crescemos, erramos, acertamos e nos movemos. Nada mais, nada menos. Fazemos parte de uma rede de relaciomento chamada Vineyard.

09/10/2016

Quase nunca aqueles que afirmam a fé em Cristo são ajuizados conforme o padrão do Evangelho. Pelo contrário, o padrão do Evangelho é o que menos importa. Geralmente, a ponderação é construída a partir do enquadramento ou não das normas e regras institucionais e pela observância da dogmática própria do credo denominacional que pertencem (que é absolutizado como sendo “o evangelho”). Conforme o que leio nas Escrituras, o padrão não é esse ou aquele procedimento regimental e doutrinário. Muito menos esse ou aquele proceder normativo esquizofrênico definido por mentes doentias, tomadas de maldades e promiscuidade. Lendo uma carta do apostolo Paulo escrita para Timóteo ele aponta o que seria um padrão a ser buscado por todos aqueles que afirmam a fé em Cristo: “torna-te padrão dos fieis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza”. Esse é o padrão. O duro é que esse padrão, quase sempre, torna-se padronizado e absolutizado pela hermenêutica denominacional e não pela simplicidade do Evangelho. Eu sou avaliado pelos que afirmam a fé cristã não pelo caráter e bom procedimento. Muitos menos se ajo na vida com bondade, graça e misericórdia. Nem se em minhas atitudes e relacionamentos trato o outro com dignidade e retidão. Ter uma família organizada existencialmente, ser boa praça, aceitável pelos “não crentes”, entre outras questões, nem entra na estimativa. Ou melhor, entra só se for para condenação e reprovação. Mas, aí o problema já não é mais meu nem de meu existir. Não que esse cenário não seja triste para mim. Digo, ser aceito ou não, mas constatar que na mente da cristandade o padrão não seja o Evangelho, mas a caricatura que chamam e seguem denominado de “evangelho”.

28/02/2016

O texto abaixo não é meu, porém me alinho ao que ele declara.

Verdade e Liberdade - Tanto Platão quanto Cristo evocaram a relação íntima que há entre verdade e liberdade. Platão evocou-a através da Alegoria da Caverna. Cristo, ao dizer: é a verdade que torna o homem livre. Para Agostinho e os medievais, liberdade não é simplesmente livre-arbítrio. O livre arbítrio é condição necessária, mas não suficiente para que o homem seja livre. Com o seu livre arbítrio, o homem pode trair a convocação de ser livre, pode se tornar escravo de sua ignorância, em vez de ser tornar livre pela verdade. Liberdade, concretamente falando, só se dá num processo histórico de libertação. Libertação da ignorância, libertação para a verdade. Somente o homem que se desprende de tudo e se vê a sós com a verdade, somente este homem é plenamente livre.
Cristianismo e cristianidade - Essa é uma distinção de Franz Overbeck, teólogo amigo de Nietzsche. Cristianismo é fenômeno de poder histórico, que se funda na cristianidade e surge como institucionalização do movimento cristão pela "oikoumene" (o mundo histórico que se estrutura em torno do mediterrâneo, a partir da herança grega). Cristianidade é a essência, isto é, a vigência, o vigor, em que se funda a existência da Fé. Pois Fé não é propriamente crença religiosa. Fé (cristã) é existência em Cristo. Fé é o evento da gratuidade da liberdade da verdade de Cristo no mistério da própria existência humana. O a priori da Fé (estou falando da fé cristã) é Cristo. O cristão não aquele que escolheu Cristo, mas é aquele que foi colhido pelo encontro com Cristo. À Fé não se chega pela razão, embora não se chegue sem a razão. A razão pode preparar o salto da fé (Preambula Fidei - os preâmbulos da Fé, dirão os medievais). Mas o salto mesmo, só se pode dar na obediência cordial ao mistério que ultrapassa a própria razão. À Fé só se chega pela própria Fé. Para se entrar na Fé é preciso se dispor, na liberdade, ao salto da própria Fé. Não obstante, a Fé não exclui a razão, pois inclui, solicita e promove a libertação e a liberdade do homem. Fides quaerens intellectum (a Fé buscando o Intelecto) dirá Anselmo. Cristianidade é, pois viver na gratuidade da verdade de Cristo, perfazendo um caminho de libertação de toda ideologia, inclusive das ideologias do próprio cristianismo. Pois o cristianismo, embora se funde na fé, sempre de novo pode, na história, não acompanhar a graça da liberdade da verdade de Cristo. O cristianismo pode, sempre de novo, se pôr do avesso de sua essência. A inessência do cristianismo é o desvirtuamento de seu poder histórico. Quando isso acontece, em vez de servir à libertação do homem pela verdade de Cristo, o cristianismo serve à escravidão do homem, pela imposição de suas próprias ideologias. É então que o cristianismo cai no erro de querer impor uma verdade sem liberdade ou uma liberdade sem verdade

17/02/2016

As bênçãos não são apenas para aqueles que ajoelham. Felizmente. A graça é farta. - Bono - U2

30/01/2016

A "vibe" pastoral me enoja. Viagem pra cima e pra baixo. Discurso fiado e abnegação de faixada. Reuniões ministeriais no estrangeiro, horas de voo e intercambio. Tudo balela e conversa. Muita foto "santificada" e expressões de dedicação ao reino de Deus. Só gente tola acredita nesse teatro. Quero ver essa turma batendo ponto, sendo confrontada, tendo que cumprir regras sem ostentação e p***a. Quero ver essa turma lidando com gente que não aceita as regras impostas pelo engano e opressão da religião. Ai sim! O discurso da fé e do discipulado é pura fantasia. Quando leio os evangelhos e a relação de Jesus Cristo com tudo que vejo chego a conclusão que a pastorada é um bando de come quieto e imposição do poder. Jesus e seu ensino nada tem haver com o que vejo nessa bandalheira de lideres que vão daqui e acolá numa só artimanha: estou servindo ao Reino de Deus. Mentira pura. Que eles se direcionem para a fila do emprego. Vão para os lugares mais inóspitos e pobres do mundo. Andar de avião, ministrar sobre o efeito do ar condicionado, receber verbas por pregação e outras "propinas" é a tônica dessa turma.

22/12/2015

Toda dor é por enquanto A tua alegria, daqui até o fim E eternamente Toda dor é por enquanto A tua alegria, daqui até o fim E eternamente A alegria, verá meu rosto sem lágrimas Verá, raiar o dia em que Jesus cristo irá voltar Nas alturas, com seus anjos e as trombetas anunciando Vem completando a obra, que começa agora Misturada na dor, que é por enquanto Vem completando a obra, que começa agora Misturada no amor, que é para sempre Vem completando a obra, que começa agora Misturada na dor, que é por enquanto Vem completando a obra, que começa agora Misturada no amor, que é para sempre Toda dor é por enquanto

20/12/2015

"Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo" (Tiago 1:26-27). Creio ser importante levar muito a sério o que está sendo dito nessa porção das Escrituras. Primeiramente, pelo tom inicial que supõe que ser religioso não é vantagem alguma. Até porque religião em si mesma nada tem haver com ser um discípulo de Cristo e, muito menos alguém que expresse o caráter e vontade do Criador. Mas, quando alguém for um adepto do termo "sou religioso", deveria considerar como vive, quais estão sendo suas ações, como lida com o carente, o que procede de seus lábios e qual a relação de verdade e correção que tem com o mundo e suas mais variadas tentações e fascinações. Finalmente, penso que devemos levar a sério o que está sendo dito, pois o que está afirmado é que religiosidade, expressões de fé, práticas litúrgicas e rituais sem coerência com a simplicidade do Evangelho de Jesus, sem mudança real, sem expressão de vida generosa em relação ao próximo e postura de integridade nas mais diversas relações com o mundo é puro engano e ação vã. Vejo ao redor de mim religiosidade demais e pouca encarnação do Evangelho.

20/12/2015

Sou evangélico e não sou evangélico. Na compreensão de Parmênides isso é impossível, mas nem por isso deixo de afirmar o que sou e o que não sou. Digo isso por compreender que ser evangélico, no contexto atual, é atribuir a mim mesmo uma essencialidade que não sou e, também, um vínculo com determinados pressupostos que não fazem parte de minha consciência e prática. O que é ser um evangélico? Numa compreensão generalizante ser evangélico é estar associado a alguma instituição reconhecida como adepta ao que se entende por evangelho e, ao mesmo tempo, condizente aos termos próprios dela. Nesse sentido, não sou evangélico, não quero ser, apesar de ser e ter sido. Considero-me evangélico na medida em que assumo que Cristo é o Evangelho – boas novas. Sou evangélico quando as boas novas são compreendidas como manifestação do favor divino a meu favor. Sou evangélico quando nada nem nenhuma ostentação religiosa me garantem como redimido. Sou evangélico quando a mensagem da cruz é a única expressão de redenção. Por isso, e por tanta outras crenças e práticas, não sou evangélico e sou evangélico ao mesmo tempo.

"E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha".Lucas 14:...
11/12/2015

"E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha".
Lucas 14:23. Esse é um versículo dos evangelhos que fez surgir no passado um mote atribuído a Santo Agostinho: "compelle intrare". Esse termo tem o sentido de "obriga-o a entrar", ou seja, aplica-se à insistência de alguém em procurar fazer outrem aceitar algo cujo valor desconhece. Só que no contexto agostiniano tal mote estaria associado à entrar na Igreja (instituição). De lá pra cá pouca coisa, em termos de mote, mudou. Quando ouço pessoas afirmarem que "tal pessoa está afastada de Deus" está afirmando que essa pessoa está fora da igreja (digo institucional). Então o mote é: venham para a Igreja e estejam próximos de Deus. Nesse sentido, estou também afastado de Deus e, não tenho a mínima intenção de estar perto. Prefiro o Evangelho e a convivência com pessoas da fé que primam pela "simplicidade e pureza devidas a Cristo".

31/10/2015

Em 1517, no dia 31 de outubro, o monge agostiniano Martinho Lutero pregou uma proposta de reforma nas portas da igreja de Wittenberg (Alemanha), debatendo a doutrina e prática de indulgências. Esta proposta é popularmente conhecida como as 95 teses, que foram pregadas na porta da Igreja do Castelo. De lá pra cá, se Martinho Lutero estivesse vivo, iria ter que aumentar em muito suas teses ou ver que elas são pueris perto daquilo que é vivenciado, crido e pregado pela igreja em todo mundo. O evangelho anunciado, no qual o apóstolo Paulo condenou de "anátema" (maldição, execração), infelizmente é celebrado e adorado com força visceral pela cristandade. A questão não se trata nem de falsificação do evangelho - pois falsificação é quase idêntico, ou seja, uma imitação. Trata-se de engodo mesmo - isca para apanhar peixes e animais ou enganar e ser chamariz. A reforma foi uma ação de protesto - daí a ideia protestante - e insatisfação contra toda distorção da mensagem do Evangelho. É estranho atualmente usarmos o termo “evangelho da graça”. Digo estranho, pois se é Evangelho só pode ser associado à Graça. Porém, o que está posto no seio da igreja nem é o Evangelho e muito menos a proclamação da Graça. Claro, que na proclamação, muitos declaram que pregam o evangelho da graça, mas na prática a manifestação da bondade e misericórdia divina, e principalmente a graça, apenas são reais caso normas, regulamentos, cumprimentos de lei, submissão aos sacerdotes “pós-modernos” e barganhas infindáveis seja o “status quo”. A igreja necessita urgentemente de uma nova reforma. Diria que a maior reforma seria lembrar-se de onde caíste, arrepender-se e voltar ao primeiro amor – JESUS. Hoje, caso eu fosse a alguma celebração preferiria o “Halloween” a ter que ouvir e me cumpliciar com tanta banalização, distorção e idolatria da igreja. Proclamo uma reforma já, ou seja, um retorno à simplicidade e pureza devidas a Cristo.

Seguindo a lógica de nossas mentes quando pensamos em superar alguns obstáculos precisamos de maior dedicação e fortalec...
25/08/2015

Seguindo a lógica de nossas mentes quando pensamos em superar alguns obstáculos precisamos de maior dedicação e fortalecimento. Quando queremos ser aprovados num concurso que seja necessária uma etapa física fazemos exercícios, treinamento, etc. Porém, no reino de Deus é ao contrário. Nele, quando estamos fracos ai que estamos forte. Nessa lógica, quanto maior for nossa fraqueza e incapacidade maior será nossa capacidade e superação. Muitas vezes queremos superar alguma debilidade por nossos próprios esforços e não conseguimos. Achamos que somos capazes. Porém, para aqueles que vivem no contexto do reino de Deus, a graça do Mestre nos basta, porque o seu poder se aperfeiçoa na nossa fraqueza. Ou seja, exatamente a partir de nossas fraquezas que em nós habita o poder de Cristo. Nesse lógica, quando estamos fracos ai que somos fortes.

21/08/2015

Qual a diferença entre a lógica do mercado capitalista e a atuação dos líderes religiosos atualmente? O mercado capitalista é mais honesto e joga abertamente - ainda que muitos não percebam. Os líderes religiosos são ludibriadores da esperança e do medo. Gerentes de espaços religiosos, articuladores de alvos contabilizados, etc.

01/05/2015

Além de a igreja atual tentar "discipular" quem não foi convertido pelo Evangelho e ao Evangelho erra, ainda mais, imaginando que discipular seja encher a vida das pessoas de estudos bíblicos, treinamentos, envolvimento com a comunidade local, etc. Na verdade, se uma pessoa foi convertida pelo Evangelho e ao Evangelho seria melhor acreditar que o próprio Evangelho é suficiente para discipular a mesma e, não ficar criando programas e estratégias infindáveis de formatação religiosa. Infelizmente é exatamente isso que quase todos os movimentos de fé faz. Deixemos o Evangelho discipular e não nossas próprias convicções e dogmas. O Evangelho é o poder de Deus e não nossos estratagemas, programas e artifícios. Catequese, escola bíblica, curso de lideres e tantos outros arranjos que são presentes nas comunidades cristãs não podem ser confundidos com discipulado. Quem discipula é o Evangelho. Ele é o poder de Deus. Se o Evangelho não ensinar, moldar, transformar, orientar, quebrantar e for a força motriz no interior do ser humano, todos os instrumentos atuais utilizados como meios de "discipulado" serão apenas condicionadores de comportamento e ações religiosas. Talvez se faça tanto “discipulado” nas igrejas simplesmente por que quase ninguém foi convertido pelo Evangelho e ao Evangelho e sim convertido ao estilo da igreja local e suas mais diversificadas manifestações pseudoespirituais e benefícios.

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