No início de 2009, eu havia acabado de me aposentar e a Missionária Claudete Cruz de apresentou um desafio:: a memória dos 120 anos da Igreja Metodista Central de Taubaté, onde nasci e me criei, sendo já a quarta das mulheres de minha família nesta comunidade de fé. Orei, conversei com algumas pessoas e, na Palavra de Deus, busquei a orientação, encontrando muitos textos que nos incentivam a conta
r, sempre, aos nossos contemporâneos, principalmente aos mais jovens, tudo aquilo que o Senhor fez por nós, inspirados no que ordenou a Josué, após travessia da Arca da Aliança pelo rio Jordão: Quando todo o povo de Israel acabou de atravessar o rio Jordão, o SENHOR disse a Josué: [....]Peguem doze pedras do meio do rio Jordão, do lugar onde os sacerdotes ficaram parados. Levem essas pedras e coloquem onde acamparem hoje à noite. Essas pedras ajudarão o povo a lembrar daquilo que o SENHOR tem feito. No futuro, quando os seus filhos perguntarem o que essas pedras querem dizer, vocês contarão .( JOSUÉ, 4, Versão na Linguagem de Hoje)
Sem a menor pretensão de esgotar o assunto ou apresentar um trabalho de rigor acadêmico, gastei praticamente todo o ano na primeira versão, que foi apresentada no 120o aniversário da igreja, em novembro/09. O meu principal material de pesquisa foi o Resumo da Atas da igreja, feito pela saudosa Jacy Previato Senatore, sob a orientação Rev. Hélcio Mariotto, por sinal, a primeira iniciativa de se resgatar a nossa história; é fato que tais documentos existiram, pois foi a partir deles que o resumo foi feito, mas ninguém sabe dizer o fim que tiveram. Além dele, também também, a memória de alguns irmãos, que responderam à minha pesquisa, cujos nomes cito nos agradecimentos, e a monografia Metodistas em Taubaté, apresentada por Vinicius Maia Camacho, em 2001, na conclusão de sua licenciatura em História, na Universidade de Taubaté , apresentação esta que tive a oportunidade de assistir, sem imaginar que, poucos anos depois, ela também seria uma fonte valiosa para este trabalho. A idéia de transformá-la em página no Facebook surgiu recentemente, como estratégia de divulgação, porque, após a sua apresentação, pouco se fez com o material, mesmo porque nunca me interessei em publicá-lo. Alguns irmãos pediram cópias, mas acho que realmente poucos tiveram tempo, interesse ou motivação para lê-lo. Também enviei cópias para o Bispo da 3a Região Eclesiástica e para o Centro de Documentação da Faculdade de Teologia , em São Bernardo do Campo, mas nenhum retorno aconteceu. Entendo a falta de tempo, a correria e a demanda por tantas coisas que a vida da igreja tem e não escrevo isso com mágoa, mas não gostaria de ver meu trabalho esquecido em um HD na gaveta de meu escritório. quem sabe publicando-o aqui, aos poucos e mais resumido, ele desperta o interesse de quem, como eu, sabe que o passado nos ajuda a entender o presente e caminhar par ao futuro; também me oportunizará registrar e homenagear o nome de heróis da fé, anônimos para a maioria das pessoas, mas que deixaram sua marca de trabalho e fé me nossa caminhada como igreja. Apesar da intenção de fazer um trabalho de resgate histórico, preferi não usar o formato clássico de monografia, com todas as normas técnicas, embora tenha recorrido a elas em alguns momentos; por esta mesma razão, misturei as duas pessoas do verbo,eu e nós, singular e plural, conforme os sentimentos assim me pediram. Sei que essa não é uma prática acadêmica, mas preferi correr o risco e deixar o resultado para análise do leitor. Por tudo isso, reconheço que esta é somente uma crônica, uma pequena parte de nossa história como metodistas, em Taubaté, que, com humildade, ofereço como expressão do meu louvor e gratidão a Deus, que me deu o privilégio de nascer e viver até agora nessa comunidade de fé. Depois de alguns anos sendo a única página da igreja nessa rede social, a partir de 3 de abril de 2022, esta página volta a se dedicar especialmente á memória da igreja, deixando o nome e as atualidades para uma outra página que será criada e administrada pelo Ministério de comunicação da igreja