Foi criada em 2012, pelo então bispo diocesano, Dom Fernando Panico. O próprio município é também recente, tem só 32 anos de emancipação política. A devoção a “Mãe Augusta”, no entanto, já alcança o seu primeiro centenário. Augusta padroeira ��
Em 1910, um rapaz cujo nome só é sabido o apelido, “Candoia”, decidiu tentar a vida no Estado do Amazonas, trabalhando nos seringais, na época “áurea” da
borracha. Antes de partir, passando por Tarrafas, fez uma promessa: sendo bem sucedido, ao voltar, mandaria construir uma capela. Chegando a Fortaleza, antes de tomar o navio, comprou um bilhete de loteria e foi contemplado com 11 contos de réis. Não seguiu a viagem, voltou e cumpriu a promessa: mandou demolir a antiga capela de taipa e construir outra, de alvenaria, no mesmo local, e também dedicada a Nossa Senhora das Dores. No ano anterior, houve uma campanha para aquisição de uma imagem maior, que deveria ser trazida da capital. O caixote seguiu de trem até Iguatu, de onde saiu, depois, no lombo de um jumento. Recebido com todas as honras, causou o maior espanto quando foi aberto: o vulto não era de Nossa Senhora das Dores, mas de outra santa, desconhecida por todos. Mandaram, então, um portador chamar, às pressas, o vigário da paróquia vizinha, em Assaré, Padre Emílio Leite Álvares Cabral. Ao chegar, reconheceu: a imagem era, na verdade, de Nossa Senhora das Angústias. Os fiéis ficaram ressabiados, mas logo o padre tratou de animá-los . Devolver a Imagem – disse – além de demorada, seria tarefa dolorosa. Ademais, aquela Imagem era a mesma venerada na Espanha, na Catedral de Granada. O povo aceitou e a festa patronal passou a ser celebrada aos quinze dias do mês de agosto.