19/06/2026
DIÁLOGO ESPÍRITA
CASAMENTO E DIVÓRCIO
Divórcio, edif**ação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor.
Isso geralmente acontece porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, esqueceu de que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais.
A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e mostrando o trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.
Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas.
Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.
Esposo e esposa reconhecem logo que não são os donos exclusivos da empresa.
Sogro e sogra, cunhados e tutores consanguíneos também reclamam sua parte, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício.
Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir, e não somente planos e esperança, mas também suor e, por vezes, aflições e lágrimas.
Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar, e que os lares formados atendam à missão a que se destinam.
Sociedade Espírita “Raios de Luz”.