Estevao Del Vale

Estevao Del Vale 💍Casado
👧🏻👦🏻 Hadassah e Nathanael
🌵 Missionário no sertão
//P O R T O D O O M U N D O A T O D A C R I A T U R A!//

//DEUS TEM UMA PESSOA CERTA PARA CASAR?//Essa é uma das perguntas que mais fazem aos pastores. E, quase sempre, qualquer...
05/08/2026

//DEUS TEM UMA PESSOA CERTA PARA CASAR?//

Essa é uma das perguntas que mais fazem aos pastores. E, quase sempre, qualquer resposta parece curta demais para um assunto que atravessa uma vida inteira.
Existe uma pessoa, escolhida por Deus, esperando em algum lugar? Ou o casamento é uma escolha pessoal?
Eu não sei se tenho uma resposta para encerrar essa discussão. A minha sorte, ou melhor, a minha graça, é que, quando olho para a minha história, parece que Deus respondeu por mim.
Nayana Del Vale foi a pessoa certa.
Foi certa quando tudo ainda era sonho, quando a vida parecia caber nos nossos planos e o futuro tinha poucas cicatrizes. Foi certa quando os planos mudaram, quando saímos de perto da família, quando trocamos o conhecido pelo sertão e seguimos um chamado sem saber tudo o que encontraríamos.
Foi certa quando chegaram os filhos e a casa ficou mais cheia. Quando o cansaço entrou sem bater. Quando as contas apertaram, as lágrimas vieram, os recomeços se multiplicaram e amar deixou de ser apenas sentimento.
Depois de onze anos, aprendi que a pessoa certa não é aquela com quem tudo dá certo. É aquela que continua segurando a sua mão quando quase nada acontece como vocês imaginaram.
Talvez o amor não seja encontrar alguém que se encaixe perfeitamente em nós. Talvez seja encontrar alguém com quem Deus vai nos lapidando, nos quebrando, nos curando e nos ensinando a permanecer.
Você continua sendo a pessoa certa. Não porque somos perfeitos, mas porque, entre tantas versões de mim, você escolheu f**ar. E porque, em cada estação, eu voltaria a escolhê-la.
Se Deus tem uma pessoa certa para cada um, eu ainda não sei responder como pastor.
Mas, como marido, eu sei.
Onze anos depois, ainda é você.
Na casa cheia e na estrada longa. Nos dias de festa e nas noites de silêncio. Na missão, no sertão, nos sonhos realizados e naqueles que ainda carregamos no coração.
Ainda é você.
E, se eu tivesse que começar tudo outra vez, procuraria pela mesma mão para segurar.

//CORAÇÃO PURO, MÃOS LIMPAS E PÉS SUJOS//Antes de tirar essa foto, pensei em limpar o tênis. A poeira não era bonita. Nã...
01/08/2026

//CORAÇÃO PURO, MÃOS LIMPAS E PÉS SUJOS//

Antes de tirar essa foto, pensei em limpar o tênis. A poeira não era bonita. Não combinava com a imagem. Bastavam alguns segundos para apagar as marcas da caminhada.

Mas desisti. Porque percebi que aquela poeira dizia muito sobre a vida que escolhi viver.

Há sujeiras que envergonham. Outras honram.

A poeira dos pés é uma delas. Ela lembra que o Evangelho nunca foi anunciado por gente que permaneceu parada. A história da Igreja foi escrita por homens e mulheres que gastaram sandálias, atravessaram estradas, bateram em portas, choraram com desconhecidos e voltaram para casa cansados... mas obedientes.

Aprendi que a missão se sustenta em três lugares.

No coração: porque, se ele não for puro, até a obra de Deus pode virar promoção pessoal. O missionário não caminha para construir o próprio nome. Caminha para que Cristo seja conhecido.

Nas mãos: porque quem anuncia um Evangelho santo precisa viver uma vida santa. Não existe mensagem poderosa quando o caráter fala mais alto que a pregação.

E, por fim, nos pés: eles nasceram para se sujar. Não de lama, mas de serviço. Da poeira das estradas, das visitas, das longas conversas, das casas simples e dos lugares onde, muitas vezes, ninguém mais quis chegar.

Talvez o maior perigo da nossa geração não seja ter os pés sujos. Seja tê-los limpos demais.

Porque pés limpos podem revelar uma vida confortável demais para seguir Jesus.

Que Deus me dê um coração puro para amá-Lo acima de tudo. Mãos limpas para nunca desonrar o Evangelho. E pés sujos para que, enquanto houver alguém sem Cristo, eu nunca deixe de caminhar.

"Quem subirá ao monte do Senhor?... O que é limpo de mãos e puro de coração." Salmo 24:3-4

E, depois de subir o monte, que eu sempre escolha descer outra vez. Afinal, é na poeira das estradas que o Reino continua avançando.

//HOJE O BRASIL VOLTA A SER MENINO//Hoje começa a Copa do Mundo para o Brasil, e eu sei que isso parece só futebol, mas ...
13/06/2026

//HOJE O BRASIL VOLTA A SER MENINO//

Hoje começa a Copa do Mundo para o Brasil, e eu sei que isso parece só futebol, mas quem nasceu nesse país sabe que nunca é só futebol.

É camisa amarela saindo do fundo da gaveta com cheiro de esperança antiga. É gente prometendo que "dessa vez não vai se iludir", enquanto já está perguntando o horário do jogo, escalando o time no grupo da família e explicando, com absoluta convicção, onde o técnico está errando antes mesmo da bola rolar. É o brasileiro dizendo que amadureceu, que não sofre mais por seleção, que agora é adulto, equilibrado e emocionalmente resolvido… até o primeiro escanteio contra.

A Copa tem esse poder quase absurdo de fazer um país inteiro voltar a ser menino.

Eu gosto de futebol por causa disso. Porque ele junta o que a vida insiste em separar. Na hora do jogo, o doutor e o pedreiro gritam a mesma coisa. O pastor e o desviado vaiam o mesmo lateral. A criança pergunta quem é o camisa 10, o avô lembra de 70, o pai finge que entende de tática e todo mundo, por noventa minutos, acredita que ainda dá.

E talvez seja por isso que o futebol combina tanto com o Brasil. Porque o Brasil também é isso: um povo que apanha, levanta, sorri, improvisa, canta, reclama, ora, faz piada da própria dor e continua acreditando que o próximo lance pode mudar tudo.

Aqui no sertão, onde eu aprendi que alegria também é resistência, futebol não é distração pequena. É respiro. É criança correndo atrás de bola murcha como se estivesse no Maracanã. É campinho de terra virando estádio. É gol feito com chinelo. É camisa falsif**ada sendo usada com orgulho verdadeiro. É gente que não tem quase nada, mas quando a bola rola parece possuir o mundo inteiro por alguns minutos.

*CONTINUA NOS COMENTÁRIOS*

16/05/2026

//FAMÍLIA//

No fim, a viagem não é só sobre o lugar onde chegamos.
É sobre as mãos dadas no caminho, as risadas dentro do carro, o cansaço dividido, as pequenas pausas, os olhares que dizem mais do que qualquer legenda.
Família é isso: gente que Deus nos deu para caminhar junto. É abrigo em dias difíceis, festa em dias simples e memória viva do cuidado de Deus.
O destino foi bonito, mas o presente maior foi ter vivido tudo isso juntos.

//A BELEZA E A PRESSA//Hoje eu parei diante do açude de Tanque Novo.Ele f**a na rua da minha casa. Eu passo por ele pelo...
14/05/2026

//A BELEZA E A PRESSA//

Hoje eu parei diante do açude de Tanque Novo.

Ele f**a na rua da minha casa. Eu passo por ele pelo menos duas vezes por dia, às vezes mais. Passo indo, passo voltando, passo pensando no que preciso resolver, no que ainda falta fazer, nas mensagens que não respondi, nas contas, nas demandas, nos compromissos, nas urgências que parecem gritar mais alto do que tudo.

Mas hoje eu parei.

E quando parei, percebi que ele não tinha aparecido hoje. Ele sempre esteve ali. A água sempre esteve ali. O vento passando sobre a superfície sempre esteve ali. O céu, mesmo carregado de nuvens, sempre esteve ali tentando me lembrar que existe beleza até nos dias cinzentos.

O problema não era a ausência do belo. Era a minha pressa.

Às vezes a vida f**a tão corrida que a gente passa por milagres como quem passa por postes. A gente se acostuma com o caminho, com a paisagem, com as pessoas, com a casa, com a família, com a graça de estar vivo. E quando a pressa vira rotina, até a beleza começa a parecer comum.

Hoje, olhando para esse açude, pensei em quantas coisas Deus coloca no caminho para nos chamar de volta. Não necessariamente com trovões, sinais grandiosos ou respostas imediatas, mas com uma água quieta, um vento leve, um céu aberto pela metade, uma paisagem simples na rua de casa.

Talvez a vida não esteja sem beleza. Talvez nós estejamos sem pausa.

E talvez a alma precise, de vez em quando, descer do próprio barulho, calar as urgências por alguns minutos e reaprender a contemplar. Porque quem não para para ver, também corre o risco de não perceber. E quem não percebe, deixa de agradecer.

Hoje eu só parei diante de um açude.

Mas, no fundo, acho que Deus me parou diante da vida.

//POR QUE MISSIONÁRIOS NÃO DESCANSAM?//Essa é uma pergunta que parece simples, mas carrega um peso enorme. A resposta, m...
30/04/2026

//POR QUE MISSIONÁRIOS NÃO DESCANSAM?//

Essa é uma pergunta que parece simples, mas carrega um peso enorme. A resposta, muitas vezes, não é falta de vontade. É falta de dinheiro, falta de tempo e, em alguns casos, medo das críticas.

Falta dinheiro porque descansar também custa. Custa viagem, combustível, hospedagem, alimentação, alguém para f**ar no lugar, alguém para segurar as pontas. E, quando o recurso já chega contado para manter a obra de pé, o descanso parece luxo, mesmo quando é necessidade.

Falta tempo porque o campo não para. Tem culto, visita, criança para acolher, família precisando de cesta, gente chorando, projeto acontecendo, problema surgindo, mensagem chegando, porta batendo. A missão não tem botão de pausa.

E existe também o medo das críticas. Porque, infelizmente, há quem veja o missionário descansando e pense que ele está “folgando”. Há quem ache estranho quando ele tira uns dias com a família, mas não acha estranho quando ele passa meses sem dormir direito, sem lazer, sem cuidado, sem respirar.
O mais curioso é que, geralmente, quem mais critica é quem menos carrega o peso.
Quem está junto de verdade costuma dizer outra coisa: “descansa”, “se cuida”, “vai f**ar com sua família”, “não adoece”. Em geral, os mantenedores mais fiéis, os intercessores mais constantes e os amigos mais próximos são os primeiros a entender que missionário também é gente.

Missionário não é máquina. Pastor não é super-herói. Família missionária também cansa. Quem cuida de muitos também precisa ser cuidado.
Descansar não é abandonar a missão. É continuar nela sem morrer por dentro.
Até Jesus chamou seus discípulos para um lugar à parte, para descansarem um pouco. E se os discípulos precisavam disso, quem somos nós para fingir que não precisamos?
Talvez a pergunta não seja apenas: “por que missionários não descansam?”, e sim: que tipo de cultura nós criamos, onde quem se entrega pela obra precisa pedir desculpas quando tenta respirar?

Ore por missionários. Cuide de missionários. Honre missionários.

E, quando puder, seja a resposta de Deus para que algum deles consiga descansar sem culpa.

//FELIZ PÁSCOA//A morte fez barulho na sexta. O céu fez silêncio no sábado. Mas chegou o domingo e a pedra não conseguiu...
05/04/2026

//FELIZ PÁSCOA//

A morte fez barulho na sexta. O céu fez silêncio no sábado. Mas chegou o domingo e a pedra não conseguiu segurar o Autor da vida.

A ressurreição de Jesus é a resposta de Deus para tudo aquilo que parecia irreversível.

Na sexta, o Cordeiro já estava lá. Nada fugiu do controle. A cruz não foi acidente. Não foi improviso. Não foi derrota fora do roteiro. Jesus não foi surpreendido pela dor. Ele se entregou por amor.

No sábado, o silêncio também não significou ausência. Deus não havia ido embora. O Pai não perdeu o governo da história. Enquanto os discípulos choravam sem entender, o céu continuava escrevendo redenção nas páginas que os homens ainda não conseguiam ler.

E então veio o domingo.

Não como um detalhe bonito no fim de uma tragédia. Não como um alívio emocional para corações abalados. O domingo chegou como um decreto eterno: a morte não tem a palavra final quando Deus decidiu agir.

Jesus ressuscitou.

Não apenas para provar que tem poder. Mas para declarar, de uma vez por todas, que o pecado foi vencido, que a esperança não morreu, que o inferno não triunfou, e que nenhum túmulo é definitivo demais para o Deus que cria vida onde só havia fim.

É isso que a Páscoa anuncia.

Que existem sextas em que tudo sangra.
Sábados em que tudo cala.
Mas também existem domingos em que Deus revela que sempre esteve no controle.

O domingo não apaga a cruz. O domingo não despreza o silêncio. O domingo dá sentido aos dois.

Por isso, a nossa fé não é uma tentativa de pensamento positivo diante da dor.
A nossa fé nasce de um túmulo vazio. Nasce da certeza de que Cristo vive.
E porque Ele vive, nenhum choro é eterno, nenhuma noite é soberana, nenhuma pedra é grande demais.

Se a sua alma já conheceu a sexta da perda e o sábado da espera, agarre-se a esta verdade: em Cristo, a última palavra nunca será da morte.

Feliz Páscoa.

O Cordeiro já estava lá. Deus também estava no silêncio. E no domingo, a vida venceu.

//O SILÊNCIO DO SÁBADO//Hoje é o dia em que o céu parece em silêncio.A cruz ficou para trás, o túmulo foi fechado, a ped...
04/04/2026

//O SILÊNCIO DO SÁBADO//

Hoje é o dia em que o céu parece em silêncio.

A cruz ficou para trás, o túmulo foi fechado, a pedra foi colocada, e tudo o que restou para os discípulos foi aquele tipo de dor que não sabe muito bem o que fazer com as próprias mãos. O sábado tem esse peso. Ele não tem o escândalo sangrento da sexta, nem o grito de vitória do domingo. O sábado é o dia do silêncio. Da espera. Do coração apertado. Do aparente atraso de Deus.

E talvez seja justamente por isso que o sábado seja tão parecido com muitos dos nossos dias.

Porque há momentos em que a gente não vê milagre, não ouve resposta, não entende o caminho, e tudo o que conseguimos enxergar é uma pedra fechando alguma esperança que parecia viva dentro de nós. Mas o evangelho nos ensina algo precioso: o silêncio de Deus nunca significou a ausência do seu governo.

Enquanto os homens choravam, Deus continuava trabalhando. Enquanto o inferno pensava ter vencido, o Pai continuava escrevendo a história. Enquanto o corpo de Jesus repousava no túmulo, a promessa continuava de pé.

O sábado nos ensina a crer quando ainda não aconteceu. A confiar quando ainda não faz sentido. A descansar quando tudo em nós quer se desesperar.

Só entende a alegria do domingo quem atravessou a dor da sexta. Só celebra de verdade a ressurreição quem já tremeu diante do silêncio do sábado.

Há coisas em Deus que não morrem, apenas parecem enterradas por um tempo. Há promessas que passam pelo túmulo, mas não terminam nele. Há planos de Deus que podem até atravessar a noite, mas jamais fracassam.

Então, se hoje a sua alma estiver vivendo um sábado, não desista. O fato de estar em silêncio não signif**a que Deus perdeu o controle.

O túmulo não cancelou o plano. A pedra não impediu o milagre. E a morte não teve a palavra final.

Espere. Confie. Permaneça.

Quem conhece a sexta da morte e o sábado do silêncio, verá, no tempo perfeito de Deus, o domingo da ressurreição.

//O CORDEIRO JÁ ESTAVA LÁ//Antes que houvesse pecado, já havia graça. Antes que Adão estendesse a mão para o fruto, o Pa...
03/04/2026

//O CORDEIRO JÁ ESTAVA LÁ//

Antes que houvesse pecado, já havia graça. Antes que Adão estendesse a mão para o fruto, o Pai já havia estendido o plano para a cruz. Antes da queda, já existia o Cordeiro.

A Bíblia diz que Jesus é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Isso mexe comigo de um jeito profundo. Porque signif**a que a cruz não foi improviso. Não foi remendo. Não foi o céu tentando consertar às pressas o estrago da terra. A cruz já estava no coração de Deus antes que o mundo existisse.

Jesus não morreu porque Roma foi cruel demais. Não morreu porque os judeus o rejeitaram. Não morreu porque faltou força para reagir.

Jesus morreu porque já havia decidido amar. E amar, num mundo como o nosso, custaria sangue.

O Calvário não começa na sexta-feira. O Calvário começa na eternidade.

Quando os cravos atravessaram suas mãos, Deus não estava sendo pego de surpresa. Quando o sangue escorreu pela madeira, o céu não entrou em pânico. Tudo aquilo já estava dentro de um plano santo, eterno e dolorosamente amoroso: salvar pecadores como eu e você.

Isso signif**a que, quando Cristo foi para a cruz, Ele não estava apenas carregando um madeiro.
Ele estava carregando nomes. Histórias. Culpas. Vergonhas. Feridas. A nossa sentença caiu sobre Ele.

A morte de Jesus não foi o fim de uma esperança. Foi o cumprimento de uma promessa antiga demais para caber no nosso relógio.

O Cordeiro já estava lá.
Antes do ventre de Maria.
Antes da manjedoura.
Antes dos milagres.
Antes dos açoites.
Antes de tudo.

E se a cruz já estava no plano antes da fundação do mundo, então o amor de Deus por nós também não nasceu ontem. Não é instável. Não é acidental. Não depende do nosso desempenho. É um amor eterno, que decidiu nos alcançar mesmo sabendo exatamente quem éramos.

Na morte de Jesus, eu não vejo apenas dor.
Eu vejo intenção. Eu vejo redenção.bEu vejo um Deus que nos amou antes do começo e que, na cruz, provou esse amor da forma mais escandalosa possível.

O Cordeiro foi morto.
Mas não por acaso.
Por amor.

30/03/2026

Endereço

Tanque Novo, BA

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Estevao Del Vale posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar