03/02/2021
15º Dia de jejum
OBEDEÇA A ORIENTAÇÃO DIVINA
“Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” (2 Crônicas 20:20). Palavras proferidas por Josafá antes de partir para uma grande batalha, na qual, segundo a Palavra do Senhor ele não teria de guerrear, apenas contemplaria o livramento do Senhor diante de seus olhos.
Hoje não quero ministrar sobre essa batalha e como Deus peleja por nós porque já ministramos sobre isso em outro devocional. No entanto, as palavras do rei Josafá nos trazem uma orientação importantíssima para estarmos seguros e prosperarmos em todas as situações, inclusive em tempo de crise e de guerra. Ele diz: “Crede no Senhor vosso Deus, e ESTAREIS SEGURO; Crede nos seus profetas, E PROSPERAREIS”; uma direção clara a ser seguida para quem deseja segurança e prosperidade.
Sem dúvida alguma, crer em Deus é uma condição “sine qua non”, ou seja, sem a qual não pertenceremos ao Reino de Deus, já que “sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Então, devemos crer que ele existe; que ele nos ama de uma forma tal, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna; e ele tem cuidado de nós: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1 Pedro 5:7).
Esses versículos nos mostram a necessidade de cremos na existência de Deus e em sua providência em nosso favor. Como Pai, Deus não deseja ver os seus filhos sofrendo e enfrentando este mundo mau sozinhos. Ele quer caminhar conosco e nos instruir a respeito de tudo: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você” (Salmo 32:8). Por isso, crer em Deus nos traz a segurança que necessitamos para agir e a direção para prosseguir; sem as quais estaríamos como meninos, “inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro” (Efésios 4:14).
Todavia, Deus é espírito e para agir na Terra ele necessita que os homens ouçam a sua voz e obedeçam aos seus mandamentos para que as suas obras se cumpram. Somos os servos por meio dos quais se manifesta o poder de Deus na Terra e para os quais o Senhor dá sabedoria e prosperidade. E aqui compreendo como prosperidade o suprimento de todas nossas necessidades, em conformidade com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus (Filipenses 4:19) e não riquezas, fama, sucesso terrenal, tesouros que perecem e podem ser consumidos pela ferrugem ou levados por ladrões. “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. (Mateus 6:19-21).
A verdadeira prosperidade bíblica vai além do simples ganho material; é ter tudo aquilo que necessitamos para viver uma vida digna do Evangelho de Cristo; é ter prosperidade espiritual com abundância de alegria, paz, amor, sabedoria; é ter a vida eterna. Agur pede a Deus o suficiente para viver bem sem corrupção: “Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão” (Provérbios 30:8-9).
Deus não se esqueceu de nós e tem planos para as nossas vidas, ele deseja nos fazer prosperar: “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro” (Jeremias 29:11), ele não deixou seu povo morrer no exílio, em Babilônia, mas no tempo certo os resgatou e os trouxe de volta para uma vida próspera em sua presença. Muitos ainda estão no exílio, se sentindo cativos em Babilônia, sem contemplar as maravilhas do Senhor. Sem viver uma vida abundante em Cristo e andar como uma Igreja Triunfante, estão guerreando à toa com suas próprias forças e independentes de Deus. Quando aprendermos a crer em Deus e em seus profetas poderemos nos poupar de uma vida tão dura e desgastante. Conheceremos a alegria e a plenitude que havia na vida de homens de Deus que eram capazes de cantar louvores em um cárcere. Não são as prisões físicas que nos limitam, são as emocionais. Aqueles que creem em Deus e confiam em seus caminhos não desfalecerão porque: “ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; por que as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:16-18).
O amor de Deus é incomparável, perfeito e Ele não nos pedirá nada que não seja para o nosso bem, para o nosso crescimento e, por isso, ele “quer a nossa obediência radical, constante, todos os dias, o tempo todo. Quanto mais a gente obedece, mais a gente ouve, mais claramente a gente ouve, mais para dentro da vontade de Deus a gente vai. Você está disposto a largar tudo para Deus ser o seu tudo? Que se tudo fosse embora, você olharia para ele e continuaria dizendo: Eu tenho tudo o que eu preciso”. Junia Hayashi
Antigamente Deus direcionava o seu povo através de seus profetas e fazia prosperar todos aqueles que os obedecia: Naamã foi curado da Lepra; as muralhas de Jericó caíram; o mar vermelho foi aberto e o povo passou, com os pés enxutos por ele; Noé construiu uma arca e salvou a si mesmo e a sua família; o povo de Nínive foi poupado da destruição; uma viúva que perderia seus dois filhos para os credores de seu falecido marido prosperou multiplicando o azeite da botija, todos estes obedeceram as orientações crendo em Deus e em seus profetas.
Grandes batalhas foram ganhas quando o povo dava ouvidos aos profetas, aos homens de Deus. Povos inteiros eram sustentados em momentos de crise ao seguir o ungido do Senhor. Então, porque não ouvirmos os seus profetas da atualidade, os quais o Senhor chama de anjo da Igreja. E aqui não estamos negando que o Espírito Santo é o selo da promessa, aquele que foi enviado pelo Pai para nos guiar pelo Caminho, aquele que testif**a a Sua vontade e nos traz uma palavra Rhema consubstanciada na Palavra de Deus, a qual já se encontra em nossos corações. Portanto, estamos vivendo a graça de Deus, na qual o homem não é justif**ado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo e temos a responsabilidade de buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar para que as demais coisas nos sejam acrescentadas (Mateus 6:33). Não estamos autorizado a fazer tudo à nossa própria maneira, ao nosso bel prazer, uma vez que, como diz o Apóstolo Paulo diz: “já estou crucif**ado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:16-20).
O nosso Deus não mudou e continua estabelecendo autoridades espirituais para conduzir o seu povo. Se não fosse assim, ele não teria dito a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21: 15, 16 e 17). Jesus deixou claro que o rebanho precisaria de um pastor sábio, contextualizado, zeloso, atencioso que fosse capaz de instruir e disciplinar o seu povo na Palavra. Que pudesse garantir que seus filhos ouvissem adequadamente a sua voz e pudesse caminhar seguros em um mundo tão conturbado e corrompido. Por isso, devemos obedecer às autoridades que foram instituídas por ele sob pena de estarmos nos rebelando contra Deus (Romanos 13:1-2). Muitos tem se perdido por não atentarem para a simplicidade do Evangelho e seguido seu próprio caminho acreditando que estão fazendo a vontade de Deus.
Embora toda autoridade proceda de Deus, nem todas andam nos seus caminhos, mas elas não deixam de ser autoridade por isso. A submissão é um mandamento e, como mandamento, não depende dos nossos sentimentos ou desejos. Assim, mesmo sem compreender os propósitos do Senhor e nem o porquê aquela autoridade foi constituída sobre as nossas vidas, devemos confiar em Deus e nos submeter a elas. “Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus” (1 Pedro 2:18). A verdadeira honra tem origem no coração e advém do temor ao Senhor, que é o princípio da sabedoria (Salmo 111:10). Jesus foi quem nos deixou o maior exemplo de ser obediente até a morte; ele padeceu por nós sem que nele se achasse qualquer pecado e nem em sua boca se achou engano (1 Pedro 2:21-22). Será que a injustiça que pensamos sofrer por parte de uma autoridade pode se comparar a essa? Se ele foi obediente em tudo, nós devemos seguir a suas pisaduras.
Finalmente, a obediência produz muitos frutos e traz grandes benefícios para aqueles que obedecem, entre eles: traz a justiça de Deus. Assim, mesmo que obedeçamos a uma autoridade injusta e perversa, a nossa submissão fará com que o nosso Pai tome a nossa causa em suas mãos e faça justiça. Ela também nos prepara para receber a recompensa, o galardão, que será para aquele que nele confia.
Pra. Lilian Cardoso