Congregação Presbiteriana de Silva Jardim

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23/05/2025
23/05/2025

Nova blusa Espaço vida

16/12/2022

EDITORIAL DO BOLETIM - DOMINGO 30/10/2022

OLHANDO PARA TRÁZ E PARA CIMA
Jeremias 6.16

Vivemos sob o domínio do ceticismo – os fatos fundamentais da fé são desafiados. Deus se encontrou mesmo com Israel no Sinai? Jesus é de fato quem ele é descrito nos Evangelhos? Fez mesmo milagres? Ou é simplesmente uma figura imaginária.
Outro grande desafio da Igreja hoje – Vivemos a maior crise do Cristianismo de todos os tempos. Um Cristianismo que é fruto da desconexão com a Videira e não a conexão com a Videira.
Um Cristianismo que se torna apenas cultura cristã, verniz cristão, mas sem relação viva com a Videira.
Um cristianismo que se resume a documentos históricos e afirmações históricas. Uma burocracia da fé, mas que não é expressão de um vínculo com a Videira Verdadeira.
É muito perigoso quando a fé cristã com o passar do tempo se torne uma cultura cristã, uma burocracia cristã, um modo de vida, mas não uma relação pessoal, profunda, transformadora com Cristo.
Perguntem pelos caminhos antigos... as Antigas Veredas. O Bom Caminho ainda é aquele que devemos seguir.
Vamos nos unir aos antigos profetas e aos primeiros apóstolos e caminhar humildemente em direção ao conhecimento de Deus.

VIVER MAIS PRÓXIMOS DOS PORTÕES DO CÉU - O lugar mais próximo ao portão do céu é o trono da graça celestial.
Quando um homem está ansioso não consegue orar com fé, quando está perturbado como o mundo, não consegue servir seu Mestre. Almas famintas vivem a distância do trono de misericórdia, e se tornam como campos ressecados em tempos de seca. Prevalecer com Deus na oração perseverante certamente tornará o cristão forte – se não feliz.
Spurgeon escreveu – Perguntem àqueles que pertencem ao povo de Deus, àqueles que viveram próximos dos portões do céu, e eles lhe dirão que houve momentos em que o amor de Cristo por eles, foi tão claro e certo que não há como questioná-lo, assim como não se pode questionar sua própria existência”.
Irmãos, o caminho da oração enriquece a alma e está aberto ao cristão mais fraco... não há exigência de grandes feitos, e que nós não somos convidados a vir por ser um santo desenvolvido, mas convidado livre e simplesmente por ser santo, procuremos estar frequentemente no caminho da devoção pessoal.
A caminhada secreta da comunhão - O problema é que poucos cristãos vivenciam isto hoje, pois vivem nas planícies e raramente escalam o monte até o topo. Vivem no pátio externo, não entram no lugar santo. Veem a distância como Israel no Sinai, mas não se achegam ao lugar fumegante onde a glória de Deus está se manifestando.
A oração é a mão erguida de Moisés que aniquila os amalequitas mais eficazmente do que a espada de Josué; é a flecha lançada do quarto do profeta predizendo a derrota dos sírios.
A oração cinge a fraqueza humana com força divina, transforma a insensatez humana em sabedoria e dá a paz de Deus aos aflitos mortais.
A grande verdade é que: Não sabemos o que a oração pode fazer! Ajoelhado Elias atraiu a chuva para os campos esfaimados de Israel. A oração perseverante leva o cristão ao Carmelo e o capacita a revestir o céu com nuvens de benção e a Terra com enchentes de misericórdia (I Reis 18.42). Quando chegamos ao capítulo 20.19 o que vemos – trovões, relâmpagos, clangor de trombeta e o monte fumegava.

O CONVITE PARA DESFRUTAR DA COMUNHÃO DOS SANTOS Vivemos numa cultura de morte que separa, que segrega. Aquilo que lá fora separa, em Cristo encontra Unidade. Velhos, jovens, crianças, gente culta, analfabela, pobres e ricos, negros, brancos, amarelos pensar da mesma forma em questões variadas, podemos todos nos alimentar do Pão Vivo que desceu do céu – sustentados pelo mesmo Maná Celestial. Somos filhos do mesmo Pai, membros do mesmo Corpo e habitados pelo mesmo Espírito.
Nesse momento polarizado da Nãção não importa o resultado da eleição. A Nação continuará dividia. Como vamos modelar o testemunho histórico da Igreja para o mundo que desconhece o amor e paz? Viver de acordo com o eco do que define la fora o que define as relações trazendo pra dentro da igreja a natureza e a tensão desses vínculos o que torna difícil o nosso testemunho e a nossa convivência?
Ou fazer o oposto porque vivemos mais próximos dos portões do céu, junto ao trono da graça celestial na caminhada secreta da comunhão, desfrutarmos da comunhão dos santos.
Que palavra curadora do Evangelho a Igreja será anunciadora em meio a esse quadro latente de ódio entre os diversos grupos de nossa sociedade. Que resposta o Evangelho de Cristo pode oferecer a um mundo fragmentado, intolerante e prestes a explodir?
“A santidade não triunfa pelo ódio às pessoas, mas por convencê-las de suas faltas”
(Sermão pregado pelo Rev. Ademir H. da Silva no 45º Aniversário da IP Monte Horebe da Figueira)

16/12/2022

EDITORIAL DO BOLETIM - DOMINGO 16/10/2022

QUEM TEME A DEUS SABE O SEU LUGAR
E O LUGAR DE DEUS

“Assim meus amados, como sempre obedecestes, não somente na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, realizai a vossa salvação com temor e tremor; porque é Deus quem produz em vós tanto o querer como o realizar,segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2.12-13)

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. O apóstolo diz que o nosso progresso intencional na vida cristã deve ser feito a partir desse temor.Mas o que é temer a Deus?
Uma maneira que me ajuda a pensar sobre esse assunto é lembrar que Deus é necessário e sufciente para tudo de bom que possa nos acontecer; e que nós não somos nem um nem outro. Isto é, Deus pode operar o bem a despeito da nossa resistência; e, se o Senhor não estiver ao nosso lado, não importa quanto tentemos, nada conseguiremos. Agindo Deus, quem impedirá? Mas se o Senhor não agir, em vão agiremos.
Essa consciência é o ponto de partida para qualquer ação da nossa parte. Só quando sabemos que em última instância, não depende da nossa ação, é que estamos no lugar certo para começar a agir. Só quando estamos convíctos de que nossa força
QUEM TEME A DEUS SABE O SEU LUGAR
E O LUGAR DE DEUS

“Assim meus amados, como sempre obedecestes, não somente na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, realizai a vossa salvação com temor e tremor; porque é Deus quem produz em vós tanto o querer como o realizar,segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2.12-13)

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. O apóstolo diz que o nosso progresso intencional na vida cristã deve ser feito a partir desse temor.Mas o que é temer a Deus?
Uma maneira que me ajuda a pensar sobre esse assunto é lembrar que Deus é necessário e sufciente para tudo de bom que possa nos acontecer; e que nós não somos nem um nem outro. Isto é, Deus pode operar o bem a despeito da nossa resistência; e, se o Senhor não estiver ao nosso lado, não importa quanto tentemos, nada conseguiremos. Agindo Deus, quem impedirá? Mas se o Senhor não agir, em vão agiremos.
Essa consciência é o ponto de partida para qualquer ação da nossa parte. Só quando sabemos que em última instância, não depende da nossa ação, é que estamos no lugar certo para começar a agir. Só quando estamos convíctos de que nossa força não é determinante nem mesmo para o nosso próprio destino, é que nosso trabalho não é em vão. Só quando lembramos que somos que somos pó e v***r é que nossas obras finalmente se solidificam.
“Realizai a vossa salvação”, diz apóstolo. Continuem caminhando na direção em que foram colocados. Empreguem todo o esforço para a santificação. Amem a Deus com toda a força de vocês. Quem é justo, continue praticando a justiça e quem é santo continue se santificando. Continuem crescendo na graça no conhecimento do Senhor. Empreguem todos os meios necessários e possíveis para isso.
Mas façam isso “com temor e tremor”. Cientes de que seu eventual progresso não lhes traz mérito. De que o bom resultado, no fim das contas, não depende da vontade nem do esforço de alguém, mas de Deus mostrar misericórdia. De que os meios não são a origem. De que Deus continua sendo a fonte de todo benefício e avanço. De que, como o povo de Israel aprendeu em suas batalhas, que se o Senhor não for conosco, não adianta irmos.
Em suma, quem não teme a Deus vive como se fosse Deus. Por outro lado, quem teme a Deus sabe o seu lugar e o lugar de Deus. Sabe-se limitado, finito e impotente diante do ilimitado, infinito e Todo-Poderoso. Sabe-se criatura diante do Criador.
Essa é a lição número 1 da vida cristã. Se você faltou a essa aula, volte duas casas e comece de novo. Afinal, nesse caso, voltar agora é o caminho mais curto para não dar em um beco sem saída depois.
Pai, pelo poder do Espírito Santo, continue operando em mim a salvação dada em Cristo Jesus. Coloca-me no meu lugar que é de joelhos diante do Senhor. Que eu possa andar humildemente com o meu Deus, para que nunca haja vanglória da minha parte na presença do Senhor. Pelo contrário, se eu me gloriar que seja por te conhecer e saber que és tu, o Senhor quem opera em mim tanto o querer quanto o realizar, segundo a tua boa, perfeita e agradável vontade. Dá-me essa sabedoria. Eu te peço em nome de Jesus. Amém.

(Extraído da Revista Ultimato 397 – Setembro/Outubro 2022)

04/12/2022

EDITORIAL DO BOLETIM - DOMINGO 09/10/2022

BEM E MAL, AMOR E ÓDIO
O DISCERNIMENTO NA TEOLOGIA E NA VIDA CRISTÃ

A santidade não triunfa pelo ódio às pessoas, mas por convencê-las de suas faltas

Autores cristãos da antiguidade nos servirão de guias, com insighis atualizadíssimos sobre os alvos da vida cristã e os descaminhos de boa parte da nossa teologia.
Na sua obra Sobre o conhecimento Espiritual e a Discriminação, o bispo grego Diácono, no quinto século, começa esclarecendo a natureza do verdadeiro conhecimento e a distinção entre o bem e o mal.
O verdadeiro conhecimento é o poder de discriminar sem erro entre o bem e o mal. O mal não existe por natureza, nem é naturalmente mau qualquer ser humano, pois Deus não fêz nada que não fosse bom. Mas quando alguém concebe o que, na relidade, não tem existência, o que ele concebe, passa a existir. No entanto, o bem, que existe naturalmente, é mais poderoso que nosssa inclinação ao mal.

Essa é a teologia cristã clássica. Deus não fez nada que não fosse bom, logo o mal não existe por natureza. O bem é natural, o mal é antinatural. Nós concebemos o mal, mas essa nossa inclinação ao mal é menos forte que o bem.
Repintando a semelhança divina em nós
Diácono explica o propósito da vida cristã por meio de uma linda imagem. Somos pinturas velhas e encrustadas, em processo de restauração.
A graça começa por refazer a imagem divina no ser humano. Mas quando nos vê almejando a beleza da semelhança divina, ela faz brotar uma virtude atrás da outra, e vai retratando a semelhança divina na alma. Estamos sendo repintados pela graça de Deus na semelhança divina.

Mas repare duas coisas. Primeiro, à iniciativa divina (“a graça começa”) precisa corresponder a resposta humana (“almejar a beleza”). E segundo, o processo é contínuo e demorado (“vai retratando”; “estamos sendo repintados”). Não é rápido, como gosta de imaginar a nossa teologia imediatista e ingênua, que confunde experiencia dramática com transformações profundas e duradouras.

Amor e ódio na vida cristã
Diácono diagnostica a realidade de muitos cristãos, inclusive de líderes eclesiásticos.
No começo o Espírito Santo dá a alma um sabor pleno e consciente da doçura de Deus. Mas depois, frequentemente, ele esconde esse dom, porque ainda não adquirimos o amor divino em estado permanente. O gozo do iniciante é uma coisa, o gozo da perfeição é outra. A primeira ainda é contaminada pela fantasia, mas a segunda já tem a força da humildade. E nessa fase [intermediária] que o demônio do ódio perturba a alma.

É impossível que a santidade triunfe por meio do ódio, pois são qualidades diametralmente opostas que não podem se mesclar. Daí a necessidade de uma operação de resgate, salvando a fama da retidão daqueles que a conspurcam com a teologia do ódio, ou com um estilo teológico marcado pela paixão do ódio. Devemos resgatar o cristianismo dos supostos adeptos que o arrastam na lama... desde que o façamos d maneira certa (“livres da ira”).
O amor é fundamentalmente para a verdadeira crença; e a humildade, para o verdadeiro amor.
Fé sem obras e obras sem fé, serão ambos condenados. Mas a quem crê e não ama, lhe falta até a fé que pensa ter. Ninguém pode amar verdadeiramente ou crer verdadeiramente, a menos que primeiro se acuse a si mesmo.

Um caminho melhor
Diácono não descarta totalmente o lugar da ira na teologia nem na liderança cristã. Mas ele especifica quem deve ser o alvo dessa ira.
Depois de alguém experimentar o amor de Deus, ele não mais se ira. Sua ira se acende somente contra aqueles que prejudicam os pobres ou que falam injustiças sobre Deus.

Como cristãos a nossa ira deve acender-se somente contra os opressores dos pobres e os seus apologistas religiosos. Quem são esses apologistas? São líderes cristãos que deturpam o caráter de Deus (“falam injustiças sobre Deus”), seja atribuindo-lhe iniquidade (pregando um Deus que defende opressão) ou indiferente (um Deus que não se preocupa com a opressão).
Contudo, tanto no quinto século como no século 21 há líderes cristãos e teólogos que, em vez de se irarem contra os opressores dos pobres, se iram contra os seus defensores! Estariam a serviço de quem?
O diabo ataca os que seguem a santidade com muitos insultos e desdém, sobretudo quando eles apoiam decididamente os pobres e oprimidos.

Nunca é tarde: o cristianismo para uma população que envelhece e se desencanta
Quem dá mais alento aos cristãos “envelhecidos” – não só em idade, mas também em decepções – é outro autor antigo, João de Carpatos, grego do sétimo século, em palavras endereçadas aos “cansados de guerra”.
É mais grave perder a esperança do que pecar. Judas era derrotista, inexperiente na guerra espiritual. Pedro, por outro lado, não foi esmagado pelo desespero. Para quem é oprimido por um sentimento de inutilidade e incapacidade de alcançar a santidade, esta é nossa mensagem: Embora a sua alma, como Sara tenha envelhecido na esterilidade, ainda poderá gestar um filho santo, contra todas as expectativas. Antes, eu tinha envelhecido em pecados e paixões vergonhosas, mas agora renasci no vigor da juventude. Deus curou meu intelecto e recuperando a minha singeleza natural, consigo ver as coisas deste mundo com clareza. Agora estou unido comigo mesmo. Bem, avançado em anos. Davi disse: “agora seu servo achou o seu próprio coração” (2Sm 7.27), o paraíso interior do coração onde habita Jesus.

Que imagens lindas: não só “renascer no vigor da juventude”, mas “descobrir nosso próprio coração” e viver “em sintonia consigo mesmo”. Esse é objetivo final de todo esforço ascético na vida cristã: a autodescoberta da verdadeira identidade e a reunificação interior. Ou, para dizê-lo de outra maneira, “tornar-se como criança” (Mt 18.3).

Se você deseja ser considerado sábio, inteligente e amigo de
Deus, empenhe-se por apresentar sua alma a Deus no mesmo estado em que a recebeu pura, inocente, totalmente imaculada

(Extraído da Revista Ultimato 397 – Setembro/Outubro 2022)

03/12/2022

EDITORIAL DO BOLETIM - DOMINGO 18/09/2022

PARA NÃO REPETIR A HISTÓRIA
Nossos olhos precisam estar abertos para discernir os interesses políticos por trás das teologias, bem como as teologias
que sustentam os ímpetos autoritários e totalitários.

“Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.” O bordão exaustivamente repetido e replicado no Brasil contemporâneo me fez lembrar o sombrio momento da história marcado pelos horrores do fascismo e do n***smo.
Anthony Chvala-Smith em seu artigo In Life and Death nos conta que nos anos seguintes ao final da Primeira Guerra Mundial certo “movimento volkisch” (de volk = povo) ofereceu aos alemães uma narrativa a respeito de forças internacionais obscuras e secretas que teriam se unidos para garantir a destruição da Alemanha, explicando assim que a derrota na guerra era culpa do “outro”, sabidamente os judeus, que classificavam “assassinos do nosso Senhor”. Menos de vinte anos após a Grande Guerra, muitos pastores de igrejas que eram herdeiras da Reforma liam periódicos racistas, prometiam se juntar a luta pela vitória sobre os judeus, falavam de Adolf Hi**er em termos messiânicos, e viram a suástica como um sinal salvífico de Deus trabalhando na esfera política para trazer uma nova era gloriosa”, afirma o professor da Graceland University, no estado americano de Iowa. Aos poucos o imaginário popular foi sendo formado pelo dualismo maniqueísta (bem x mal), o nacionalismo ufanista e xenófobo (a ideia retrógada de raça ariana e o nefasto antissemitismo), e o fundamentalismo totalitário.
A narrativa do movimento chamado volkisch popularizou a noção de bodes expiatórios, fomentou o anseio por um renascimento religioso por meio de um retorno aos valores tradicionais e promoveu a ideia de uma única igreja unificada do povo alemão, uma Reichskirche (kirche = igreja) sob a liderança de um único Reichsbischof. Assim nasceu a noção de que a Igreja deveria entrar completamente no Terceiro Reich, passando a ser moldado pelas ideias do n***smo, para que não se tornasse um corpo estranho na comunidade n***sta alemã unificada. De acordo com a plataforma cristã alemã, “pregar o evangelho no Terceiro Reich” realmente significava “pregar o evangelho do Terceiro Reich”. A promessa atraente de restauração da grandeza nacional e uma meta-explicação para a derrota na Grande Guerra levou a vida alemã a uma crise existencial profunda.
Chvala-Smith nos inspira citando a importância vital de dois teólogos alemães Karl Barth (1886-1968) e Dietrich Bonhoeffer (1906-1945). Barth desempenhou um papel de liderança na elaboração da Declaração de Barmen (1934), que deu uma base doutrinária para a resistência protestante ao nacionalismo alemão, e Bonhoeffer articulou uma ética pacifista e treinou pastores em um seminário ilegal para resistir a ideologia n***sta.

“Para Barth, diz o professor historiador,

qualquer que fosse as fontes políticas que estavam
por trás da ascensão do Partido Nacional-Socialista
e da Igreja Imperial Deutsche Christen, a questão
final era teológica. Ele viu claramente que a verda-
deira questão para as igrejas poderia ser formulada
em duas questões: “qual ‘Deus’ é Deus?”; “quando
os n***stas falam de ‘Deus acima de todos os deuses’
estão em algum sentido legítimo falando do Deus da
fé cristã?” Em um contexto no qual a ideologia n***s
ta proclamou que sua visão de mundo e programa
devem abarcar a totalidade das vidas das pessoas.
Barth insistiu que as convicções mais fundamentais
da fé cristã proíbem qualquer rei-vindicação de
totalidade feita por qualquer poder político. Contra
os ideais do n***smo, Barth insistia que “a ordem
de Deus ‘você não deve matar’ e a ordem de Jesus
de ‘amar seus inimigos’ não são opcionais para um
cristão”.

Bonhoeffer em 1970 fazendo comentários a respeito da Primeira Guerra Mundial, afirmava que “uma das maiores tarefas de nossa Igreja é fortalecer o trabalho pela paz em todos os países
e em todo o mundo. Nunca mais deve acontecer que um povo cristão lute contra um povo cristão”. E, ainda, que “Cristo assumiu esta forma humana. Ele se tornou em ser humano como nós. Em sua humanidade e humildade reconhecemos nossa própria forma. Ele se tornou como o ser humano, para que fôssemos como ele. Na encarnação de Cristo, toda a humanidade recupera a dignidade de portar a imagem de Deus. Quem de agora em diante ataca o menor do povo, ataca a Cristo”.
Um povo que não conhece sua história está fadado a repetí-la, disse Edmund Burke. Urge unirmos nossas orações e nos mobilizarmos para a práxis pastoral capaz de deixar na poeira da história ideias como raça pura, supremacia branca, racismo e antissemitismo, bem como igreja pura, cristianismo puro idealismo nacionalista, estado totalitário, e as malfadadas alianças entre Igreja-igrejas e Estado. Que nossos olhos sejam abertos para discernir os interesses políticos e ideológicos por trás das teologias, bem como as teologias que sustentam os ímpetos autoritários e totalitários de todos quantos desejam usurpar o poder de Deus e sequestrar a liberdade dos povos. Seja o evangelho nossa luz e as igrejas como cidades edificadas sobre o monte, iluminando nosso país e os povos na direção do único que é digno de receber glória, honra e louvor, Jesus Cristo, o Senhor.

(Extraído da Revista Ultimato 397 – Setembro/Outubro 2022)

03/12/2022

EDITORIAL DO BOLETIM - DOMINGO 04/09/2022

AINDA QUE...

O livro do profeta Habacuque é uma boa companhia para os dias sombrios que vivemos. O nome Habacuque significa “aquele que abraça”. É o que mais desejamos neste tempo de angústia e incertezas. Habacuque viveu numa época muito semelhante à que vivemos hoje e sua angústia é retratada nos primeiros versículos do livro.
“Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hc 1.2-4).
Temos aqui um homem perturbado com o que está acontecendo com seu povo. Ele vê a injustiça crescendo, o mal prevalecendo, o mandamentos de Deus sendo ignorados. Aqueles que deveriam colocar isso em ordem não estavam cumprindo seu papel. Os tribunais e os juízes deixaram de ser a solução e tornaram-se parte do problema.
Habacuque sabe que somente Deus poderia mudar o curso da história, então ele clama, mas Deus parece não ouvir sua oração. É desalentador. Sentimo-nos assim, com frequência. Oramos pela conversão de pessoas que amamos, e parece que elas vão afastando-se cada vez mais de Deus. Oramos por um avivamento, e temos a sensação de que o povo de Deus tem se tornado mais secularizado. Oramos para que a criação seja preservada, mas o que vemos é o crescimento da devastação do meio ambiente, a poluição das águas e do ar e o desmatamento de nossas florestas. Oramos pela nação, e o que vemos é o avanço da corrupção e da impunidade.
Depois de muito clamar, Deus responde dizendo: “Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada” (1-5). Em outras palavras, Deus disse a Habacuque o seguinte: “Você acha que eu não tenho ouvido suas orações, mas eu ouvi. O problema é que você não consegue entender o que eu faço. O que eu vou fazer é muito diferente do que você espera. É tão diferente que nem você será capaz de reconhecer. Deixe-me dizer-lhe o que estou para fazer” (1.6-11).
As coisas nem sempre são aquilo que parecem ser. Parece que Deus não ouve, mas ouve. Parece que ele não responde, mas responde. O problema de Habacuque – e o nosso – é que aquilo que esperamos nem sempre é o que Deus tem em mente. É possível que em suas orações ele clamasse por um despertamento espiritual, para que o povo ouvisse seus profetas e se arrependesse dos seus pecados. Mas nem sempre é isso o que acontece.
O que Deus tem em mente é muito diferente. Deus diz o seguinte (parafraseando os versos 6-11): “Eu vou levantar uma nação muito pior do que vocês. Se você acha que o povo de Judá se corrompeu e vem praticando toda sorte de violência, esta nação que marchará sobre vocês é muitas vezes pior do que tudo o que você já viu. Ela irá ajudá-los a reconhecerem quanto a soberba, a mentira, a violência, a injustiça e a falta de temor a Deus são destruidoras não só do indivíduo, mas também da família, da comunidade e da nação”.
Os caldeus eram um povo violento e poderoso. Não respeitavam nada. Criavam suas próprias leis e por onde passavam deixavam um rastro de destruição, sofrimento e morte. Eles não tinham temor de Deus e acreditavam que seu poder era o seu deus. Habacuque questiona essa maneira de Deus agir para com o povo da aliança. Como pode um Deus bom e justo usar um povo pagão, injusto e violento para disciplinar o povo santo de Deus? Não há nada maravilhoso naquilo que Deus revela a Habacuque. Agimos assim com frequência porque achamos que Deus não sabe fazer o seu trabalho tão bem quanto nós faríamos se estivéssemos no seu lugar. No entanto, Deus leva o pecado a sério. Clamar por justiça implica invocar o justo Juíz de toda a terra para que ele restaure aquilo que o pecado corrompeu.
Esse é o drama de Habacuque e o nosso quando nos deparamos com o sofrimento humano e o silêncio de Deus. Diante dos caminhos misteriosos de Deus, ele faz o que todos nós deveríamos fazer hoje: silenciar e esperar – “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (2.1). Diante das crises humanas, precisamos deixar por um momento nossas reações passionais e olhar para a realidade com temor. Habacuque disse mais ou menos assim: “Não consigo entender nada do que está acontecendo, mas, em vez de ficar tagarelando sobre o agir de Deus, vou me silenciar e esperar para ouvir o que ele vai me dizer”.
O profeta inicia o livro clamando para que Deus faça alguma coisa. Depois do silêncio e da espera, ele ora novamente: “Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia”(3.2). Sua oração é uma viagem ao passado lembrando o que Deus já havia feito. Lembranças que não poderiam ser questionadas, pois eram testemunhos históricos. Ele lembra do Egito, das aflições no deserto e de tudo o que Deus fez para guardar e salvar seu povo. A memória do passado nos ajuda a olhar para o futuro e ter paciência no presente.
No lugar da desolação e da angústia, surge o desejo de que Deus realize sua obra trazendo a vida de volta a Judá, quebrando o orgulho e a soberba do povo, mesmo que para isso eles tenham de passar por uma terrível provação. Ele clama a Deus para que na sua ira ele não se esqueça da sua misericórdia.
O final da oração é simplesmente impressionante: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimentos; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hc 3.17-19). O que Deus disse que iria acontecer, aconteceu mais tarde. No entanto, alguma coisa mudou em Habacuque e a oração de lamento no iníco do livro deu lugar a uma confissão de esperança, alegria e segurança em Deus.
Não sabemos quanto tempo irá durar a pandemia. Não sabemos quais mudanças virão [...] No entanto, é possivel encontar alegria, esperança e segurança em Deus. Lembre-se dos feitos do Senhor. Releia a Bíblia, Veja como o povo de Deus se comportou em outras épocas de pandemias, guerras e pestes. Ainda que tenhamos de passar por terríveis provações, o Senhor Deus é a nossa fortaleza e faz com que os nossos pés caminhem pelos lugares altos. Que nestes dias de desolação Habacuque nos abrace e nos console!
(Extraído da Revista Ultimato 389 – Maio/Junho de 2021)

04/10/2022

TENDO UMA VISÃO ESPIRITUAL
"Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação" HEBREUS 1.14.
A impressão que tenho é que o Brasil amanheceu de ressaca nesta segunda-feira. Um sentimento de terrível frustração invadiu a todos nós, independentemente de escolhas ou preferências partidárias.

Povo bendito do Senhor os anjos são seres invisíveis a serviço do povo de Deus.
Os serafins ainda voam com brasas vivas do altar para tocar os lábios de pessoas muito amadas.
Se os nossos olhos pudessem ser abertos, veríamos cavalos e carruagens de fogo por todos os lados dos servos do Senhor. As 20 mil carruagens de Deus estão a postos para a nossa libertação!
"O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem".
Que o Senhor Jesus seja para sempre estimado por nós.
Ele é o verdadeiro Miguel cujo pé está sobre o dragão.
Aclamem todos a Jesus!

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