08/05/2026
Foi em um longínquo 8 de maio que nos encontramos pela primeira vez, eu um menino e você a vida, não tive medo mas tive temor, a reverência se instalou em mim desde então, o senhor se tornou a maior expressão do sagrado em meu interior . Passou-se o tempo e entendi que meu amigo na verdade era um mestre com palavras e mãos firmes, me dirigiu mesmo quando não o via, mas sentia, o espiritual de verdade jamais se perde, é fechar os olhos e ele está lá. Há 40 anos nos reencontramos, engraçado eu poder dizer “há 40 anos…” a sensação de viver é boa, e eu só vivo porque um dia você me advertiu, corrigiu, comandou, falou, insistiu, permaneceu. Caminhamos por estradas diversas, falamos idiomas espirituais diferentes mas você sempre foi a conexão. De vez em quando somos um e outras pessoas podem sentir quem é você pra mim. És o sagrado mais sublime, mais presente, mais amigo e mais disponível, mais certeiro. Obrigado por ter me dado um nome pra te chamar quando não o conseguia sentir: Tranca Rua! Grato porque você nunca foi embora, mesmo quando eu não era eu, mesmo quando a fé faltou.
Nesta vida nos escolhemos por afinidade, que grande mentira, eu sigo como aprendiz teimoso, você como bondoso mestre! Gratidão, Tranca Rua!