IPC de Senhor do Bonfim

IPC de Senhor do Bonfim Página da IPC de Senhor do Bonfim!

18/05/2026

Termine o dia na presença do Senhor.

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12/05/2026

Estudo Bíblico: IPC de Senhor do Bonfim, Bahia.

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11/05/2026

Termine o dia na presença do Senhor!

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04/05/2026

Termine o seu dia em Oração

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27/04/2026

Termine o seu dia em oração

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22/06/2025

PROVOCAÇÕES EPICURISTAS

Tenho a impressão de a Graça Comum de Deus seja muito pouco estudada, infelizmente.
De modo simples, ela é a bondade divina estendida sobre todas as pessoas, indistintamente. A inteligência, fruto intelectual da graça comum, é vista tanto em boas pessoas quanto em estelionatários. É por ela que a humanidade desenvolveu a ciência, a medicina, a tecnologia. Aliás, lembremos que a Filosofia (amor à sabedoria) surge num ambiente politeísta e estranho à Aliança. Goste você disso ou não, o fato é que muitos bons conselhos e algumas das mais sublimes verdades nos foram reveladas por filósofos que sequer ouviram falar do Deus de Israel.
Um deles chamava-se Epicuro (341 – 270 a. C.). Ao perceber que seus contemporâneos estavam desorientados e inseguros quanto à vida, Epicuro inicia uma séria reflexão sobre o prazer, sobre onde – e como – as pessoas desfrutar de uma vida de contentamento. Para ele, de forma simples, ser feliz era sentir prazer. Mas não qualquer prazer. Era necessário experimentar o “prazer real”, duradouro, que alimenta a alma. Uma pessoa feliz precisa desejar as coisas que promovam a verdadeira felicidade.
Em suas reflexões, Epicuro entendeu que há três tipos de desejos: i. naturais e necessários: comer, beber, dormir...; ii. naturais e desnecessários: comer alimentos refinados, tomar bebidas especiais, dormir em lençóis de seda...; iii. não naturais e desnecessários: riqueza, fama, poder, não morrer... A nossa vontade precisa tender para os primeiros, os desejos naturais e necessários, pois, os demais, podem nos fazer sofrer ou ficar frustrados, satisfazendo-os ou não.
É claro que, para ele, nem todos os prazeres contribuem para uma vida feliz. Há coisas que oferecerem sensações agradabilíssimas, mas o seu fim é triste e desgostoso. Sempre que vejo alguém com um v**e, penso nisso. Um único cigarro eletrônico equivale a, mais ou menos, 20 ci****os tradicionais. Será que as pessoas nos bares, nas ruas, nas escolas, conversando alegremente e ostentando seus coloridos aparelhos de nicotina, sabem que o uso desses ci****os eletrônicos pode causar câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares, como infarto, morte súbita e hipertensão arterial?
Pois é, nem todos os prazeres contribuem para uma vida feliz!
Epicuro tem uma frase perturbadora: “Lembre-se de que aquilo que você tem hoje, um dia esteve entre as coisas que desejava”. Será que uma pessoa que esteja sofrendo com alguma doença decorrente do uso excessivo de bebidas ou ci****os se lembra de que, um dia, o cigarro e a bebida estavam entre as coisas que ela desejou?
Outra forma de dizer isso é: “cuidado com o que você deseja!”
Isso vale para outras coisas que hoje nos fazem sofrer, mas que foram tão desejadas – e buscadas – por nós, um dia!
Se Epicuro tivesse lido o Eclesiastes, certamente teria concordado com o rei Salomão (século X a. C.): “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.” (Ec 11.9).
Salomão e Epicuro concordam neste ponto: Vivemos para ter prazer. O bom (e correto) prazer!
Rev. Renato Arbués.

17/05/2025

Provocações do Inferno

Tempo frio. “Bom pra ficar em casa, sem fazer nada ou, melhor ainda, dormir!” É isso que falamos ou ouvimos toda hora, quando o nosso “inverno” chega. De fato, é difícil encontrar vontade pra fazer alguma coisa diferente de dormir nessa época do ano.
Todo mundo sabe que o frio é uma sensação térmica causada pela baixa temperatura do ambiente. Essa queda na temperatura pode ser natural (vento, chuva, inverno...) ou artificial (ventilador, ar-condicionado). Também é sabido que algumas pessoas são mais sensíveis às variações da temperatura. Ventou, e o sujeito já está de blusa de frio, luva, meia, cachecol! Outros são mais “durões”, resistem a admitir que estão gelados. Enfim, não importa se somos mais ou menos sensíveis, chega uma hora em que o frio incomoda e diminui a nossa disposição para as tarefas do dia a dia.
Sentindo frio um dia desses, lembrei-me da obra de Dante Alighieri (1265-1321), “A Divina Comédia”. Como eu sei que você a conhece, vou direto ao ponto: Dante descreve o nono círculo do inferno (Cocytus) completamente gelado! Pois é, pois é, pois é!, diria a Chiquinha. Fomos acostumados a pensar no inferno como um lugar quente, de uma temperatura insuportável e, no entanto, no último círculo da morada do Diabo, eis que Dante nos apresenta o próprio Lúcifer, afundado no gelo até a cintura, ladeado por traidores e apóstatas. Outros círculos do inferno são quentes, mas a suíte, onde o Capeta mora, é frio, muito frio!
Duvido que alguém vá fazer essa pergunta, mas, em tributo ao óbvio, devo dizer que não, isso não está na Bíblia. É uma obra de ficção! Mas é de uma perspicácia fascinante. Descrever o lugar em que os “piores” pecadores (para Dante, claro) são punidos como um lugar gelado, pervertendo o senso comum cristão, é bastante finório.
E, apesar de não estar na Bíblia, dialoga com algo que Cristo disse: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). Sendo o amor a força motora para as nossas ações, se permitirmos que ele esfrie, o que teremos para oferecer a Deus e aos nossos semelhantes a não ser indolência?
Já concordamos que o frio emperra, paralisa, reduz o nosso gáudio para sair de casa e realizar atividades cotidianas. Tomemos precaução contra isso. Procuremos ser vigilantes, não deixando que o frio tolha a nossa disposição para servir a Deus e aos nossos semelhantes.
Se está difícil suportar um “frio” de 18º (Bahia), 13º (São Paulo) ou 8º (no Sul), imagina o frio do cabrunco que faz no inferno!
Rev. Renato Arbués.

30/03/2025

Pecado
Todo crente sabe que não existe “pecadinho”, nem “pecadão”. Aprendemos isso logo no início da nossa jornada de fé. Esse ensino não saiu da cabeça de nossos professores da EBD, antes, é embasado nas Escrituras. Tiago diz que o mesmo Deus que proíbe o adultério, também proíbe o assassinato (Tg 2.11). Eu acrescento, estribado na Bíblia, que Ele também proíbe a mentira, a inveja, o orgulho, a preguiça... Logo, conclui Tiago, qualquer ato desobediente à Lei do Senhor é pecado, porque “o pecado é a transgressão da Lei” (Jo 3.4). Portanto, não há como negar: Pecado é pecado, não importa de que tipo for.
Entretanto, penso que há sutilezas que não podem ser desconsideradas ao avaliarmos não o pecado propriamente, mas a sua gravidade. Gravidade, deixo claro, para a Igreja e para a sociedade, porque para o pecador, o mais “simples” pecado é suficiente para condená-lo ao inferno, caso não seja coberto pelo precioso sangue de Cristo. Para uma Igreja local, lidar com um preguiçoso é menos penoso do que lidar com um adúltero, mesmo que ambos sejam pecadores. Numa família, o mal-educado causa menos danos que o violento. Na sociedade, os invejosos produzem menos impacto do que os roubadores. De fato, todo pecado é uma ofensa a Deus e isso não se discute. Contudo, no que diz respeito à extensão e aos danos para a ordem social, aceito que há “pecados e pecados”, se é que você me entende.
Pensar assim não deve nos induzir a uma atitude leniente para com alguns males. Trata-se apenas de colocar a discussão numa perspectiva sóbria, mais próxima do ensino bíblico. Se, por um lado, é verdade que olhar para as consequências que um tipo de erro acarreta leva-nos a sermos mais condescendentes com algumas pessoas, por outro lado, para essas pessoas permanece o peso da sentença do Senhor: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). O melhor conselho, portanto, sobre o que fazer com as nossas iniquidades foi dado pelo apóstolo Paulo numa sentença sucinta e objetiva: “Fugi da aparência do mal” (1 Ts 5.22).
Como diz a sabedoria popular: “Pecado é pecado. E vice-versa.”
Não tolere, nem se acostume a transgredir a Lei do Senhor, ainda que os danos aos outros sejam poucos, a você pode custar a eternidade.
Quer saber o que fazer sobre isso? O salmista ensina: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139.23-24).
Rev. Renato Arbués.

Endereço

Senhor Do Bonfim, BA
48970000

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