27/02/2022
Na Ponta da Língua
Jair Bolsonaro e a Segurança Nacional, 17/12/2020
Por Benedito Corrêa
Quando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, declarou que o presidente havia mentido em relação ao fato dele não ter aprovado a MP, na Câmara dos Deputados, relacionado ao pagamento da 13ª parcela da Bolsa Família, eu fiquei, não apenas triste em ouvir isso sobre a integridade moral do meu presidente e ele não ter como provar o contrário, porque o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou em favor de Maia, que o governo havia interferido contra a aprovação da matéria na Câmara. A imprensa que cobre o setor econômico do governo ficou na expectativa de queda da cabeça do ministro liberal, mas o presidente mentiroso garantiu aposteriori que Guedes vai ajudar a apagar as luzes desse desgoverno.
Eu gostaria de que os meus irmãos da Igreja Cristã Evangélica do Brasil que me desprezaram e me condenaram ao demonizarem o meu voto no Haddad, viessem de público provar o meu erro eleitoral? Ou se foram eles que votaram contra o Brasil? A nação já não suporta mais o genocídio provocado por esse desgoverno que ainda faz pouco caso da hecatombe sanitária que nos causa tormentos, enquanto aumenta o número de casos e de óbitos em decorrência do avanço sistemático da COVID-19, enquanto o presidente declara por ai, sem nenhum pejo e sem máscara - além de não ter vacinado ninguém até agora - que a pandemia se encontra em sua fase final, sendo que o pior ainda está longe de passar. Ou minto?
Sem a direção divina
Agora, deixe-me dizer que, não é pelo fato de a Bíblia dizer que todo governante é colocado por Deus no poder, que eu tenho que 'prestar culto ao imperador' e dizer: "Ave César"; “Ave Maria”; ou, "Ave Bolsonaro", porque esse mesmo governante alçado ao poder pelo próprio Deus, com exceção dos governantes judeus (Dt 17.18), não era orientado a fazer um governo dentro da vontade de seu indicador, tendo que levar consigo, inclusive uma CÓPIA da Lei divina para dentro de seu gabinete, e/ou quem sabe até um pedido especial de Deus a Nero (54 d.C. a 68 d.C.) para que não sacrif**asse a vida do apóstolo Paulo, como fez em 64 d.C.? Foram todos, até hoje, governos sem a direção divina!
Mente depauperada
Lembrando que as mais sangrentas perseguições de governantes colocados no poder pelo próprio Deus - de 64 d. C. a 250 d.C. - estiveram nas mãos de homens sanguinários como: Nero, Domiciano, Trajano, Adriano, Marco Aurélio e Décio, para citar apenas alguns. Assim como os governantes romanos., Bolsonaro foi colocado por Deus no governo brasileiro, mas seria interessante que algum teólogo do celeiro ‘malafaio-pentecostal’ ou de outra vertente, explicasse, se, o que o governo Bolsonaro tem produzido na sua prática descabida, até agora, é fruto da vontade divina, do gabinete do ódio ou mesmo da própria mente depauperada e corrompida do próprio presidente?
Angustia e ansiedade
Essa pandemia, entre os fatos morais e imorais que ela nos tem revelado – gerando desconforto familiar, medo, insegurança -, e que a gente não sabia e muito menos conhecia, é que o presidente Bolsonaro, da forma com que ele vem tratando esse ‘desastre sanitário nacional’ – a COVID-19 -, passar a ser, a meu ver, uma questão de SEGURANÇA NACIONAL. Vai f**ando difícil para o país conviver com tanta irresponsabilidade presidencial num momento de tamanha gravidade, e ele brincando, ensejando a que o próprio ministro da saúde, Eduardo Pazuello – general da ativa – encare a dor de nosso povo como mera angústia ou mera ansiedade a serem deixadas de lado?
Guardiões da Pátria
Olhem, caso os generais Hamilton Mourão, vice-presidente, – cujo sobrenome me alegrou por ter o ‘Mourão’ do general Olímpio Mourão Filho em seu sobrenome -, e o general da ativa, Eduardo Pazuello, assim como os demais generais que ocupam cargos de confiança no governo federal, não tomem uma providência e coloquem o Capitão no jeito de um presidente de que a República necessita, ou, mandem esse rapaz pra casa enquanto é tempo, a história vai cobrar duro dos senhores generais e do próprio Exército Brasileiro, a sua omissão num momento crucial da história nacional, pois os senhores serão acusados de terem se comportado pessimamente no papel de guardiões da Pátria, não tenham dúvidas disso.