Abel Batista da Silva, casado com Dna. Maria Francisca da Silva e proprietário de uma quantia considerável de terras na região. O aparecimento de um corpo, jogado num arroio da localidade atribuído ao Sr. Abel, nunca foi comprovado. A morte dele implicou no julgamento de um empregado, Salvador Carvalho, e do Escravo Benjamin, que a mando de Dna. Chica teriam assassinado o patrão. O empregado foi c
ondenado a 12 anos de prisão e o escravo morreu açoitado. O arroio onde apareceu o corpo ficou denominado de “Arroio do Segredo”, dando origem ao nome da localidade. Ficção ou realidade, o certo é que ficou marcado na memória do povo, corroborada pela tradição oral. A COLONIZAÇÃO
A colonização do distrito de Segredo foi iniciada no ano de 1920 por imigrantes vindos de Novo Treviso, Nova Palma, Faxinal do Soturno e Polêsine. Eram famílias trabalhadoras e religiosas. Em 08 de outubro de 1929, os colonos se reuniram e trouxeram de Arroio do Tigre o Padre Affonso Diehl para rezar a 1ª Missa que foi na casa de Guerino Turcatto. Os primeiros moradores da Vila foram Ângelo e Alexandre Cremonese, Augusto Segatto, Guerino Turcatto, José Cremonese e Hugo Bavaresco. Apesar das dificuldades enfrentadas, os colonos queriam ter a sua própria capela. Da vontade comum e da ajuda de todos foi construída a 1ª capela e inaugurada em 25 de abril de 1930, tendo como padroeiro São Marcos Evangelista. Em 1938, com o crescimento da comunidade, foi lançada a pedra fundamental de uma nova e ampla igreja. Em 21 de dezembro de 1941, coroando o trabalho e união de todos, foi inaugurado o novo templo. Com o crescimento da vila e a fé daqueles imigrantes, as visitas periódicas do padre não satisfaziam. (Segue}
Foram ao Pe. Luiz Hoffmann, em Arroio do Tigre, e formalizaram ao Bispo da Diocese de Santa Maria, Dom Antônio Reis que a vila Segredo queria ser Paróquia e ter seu próprio Pároco. E, em 22 de abril de 1953, o Bispo criou a Paróquia de São Marcos, com sede em Segredo, desmenbrando-a de Arroio do Tigre e de Sobradinho. E três dias depois, Dom Antônio nomeava o Padre João Pasa para ser seu primeiro pároco, o qual tomou posse no dia 26 de abril de 1953. A Paróquia, no dia da sua criação tinha sete capelas. Mas, com o passar dos anos e com a expansão da colônia foram surgindo novos centros comunitários, chegando a ter 25 capelas com salão de festas e canchas de esportes. Em 1978 a Paróquia celebrou o Jubileu de Prata. A Igreja Matriz foi remodelada e ampliada. O Padre João celebrou missa festiva e organizou com todas as capelas e matriz um desfile de 25 carros alegóricos, representando as 25 capelas, com suas tradições, costumes e frutos da terra
O Padre João ficou como Pároco até 24 de julho de 1990 quando do seu falecimento. Após seu falecimento, outros padres assumiram a Paróquia (Pe. Almedo Driedrich, Pe. Gelso Bernardi, Pe. José Vicente de Lima, Pe. Pedro César de Oliveira, Pe. Alessandro Müller, Pe. Grégori Lopes Siqueira). Atualmente o pároco é o Pe. Israel Brixner, auxiliado pelo Pe. Nelson Luiz Pappis.